animação

Inscrições Abertas para Oficina “Dramaturgia do Corpo” com Eduardo Okamoto no TEPA

Dentro das comemorações dos 15 anos do Teatro Escola de Porto Alegre – TEPA – o ator Eduardo Okamoto ministra a oficina “Dramaturgia do Corpo”. O curso será realizado nos dias 14, 15 e 16 de abril.

As incrições já estão abertas!

Para mais informações: (51) 3221-7778 ou www.tepa.com.br

Para quem não conhece, O TEPA é um Centro de Produção, Pesquisa e Formação Cultural fundado em 1996. Desde então, tem produzido espetáculos que se diferenciam pelo valor artístico no panorama cultural do Rio Grande do Sul.

O TEPA viabiliza e apoia produções de espetáculos profissionais, montagens de conclusão de cursos de sua própria escola e atividades de cunho cultural, como o fomento a grupos de pesquisa em linguagens de estilo, eventos para empresas e produções ligadas ao cinema e à televisão.

Para saber mais, clique aqui.

Porto Alegre: o teatro e a comunidade

Em Porto Alegre, a mostra “10 Anos por uma Escrita do Corpo” foi realizada como parte da programação do Festival Jogos de Aprendizado, organizado pela Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, de 06 a 11 de julho de 2010.

 

As primeiras apresentações do espetáculo “Agora e na Hora de Nossa Hora”, realizadas na Terreira da Tribo, sede do Ói Nóis, já materializaram a principal característica de nossas apresentações em Porto Alegre: a interação da cena com a comunidade.

 

A Terreira tem como tradição os fortes laços de interação entre o seu espaço e a comunidade que o circunda. Esta é, como já se sabe, uma das especificidades do trabalho do Ói Nóis Aqui Traveiz: a profunda correlação entre política e a criação estética. No Festival Jogos de Aprendizagem, isso se evidenciou mais: primeiro porque boa parte da programação do festival foi constituída por espetáculos realizados por alunos de oficinas oferecidas pelo grupo; depois, porque todos os espetáculos tiveram enorme afluência de espectadores (“Uma Estória Abenssonhada” teve duas sessões com mais de 400 espectadores por apresentação; “Agora e na Hora…” teve média de 120 e “Eldorado” média de 200 espectadores por sessão ), com grande participação de alunos da rede pública de ensino, levados às salas de espetáculo por ônibus da prefeitura.

 

Vale ressaltar que a grande parte dos alunos da rede pública que compareceram às apresentações assistiam a um espetáculo de teatro pela primeira vez. Isso, em si, diga-se constitui atitude politica por meio de uma ação artística: incluir os excluídos em ambientes que não têm o hábito de frequentar; permiti-los conviver com outros atores sociais da cidade; tornar acessíveis os bens simbólicos produzidos socialmente a uma parcela ada população que, normalmente, não têm acesso a isso.

 

A inquietação, no entanto, ainda permanece: isso basta? Foi contrastante a diferença de experiências daqueles que foram levados por ônibus da prefeitura diretamente das salas de aula da escola com aqueles que frequentam as oficinas do Ói Nóis. Não nos referimos a qualidade de fruição da obra – coisa, diga-se, imensurável. Referimo-nos propriamente à capacidade de estender a experiência daquele dia para a vida cotidiana, como hábito. Ou seja, não temos dúvida de que tão importante quanto facilitar um primeiro acesso às obras de arte é criar autonomia no espectador para que ele, por conta própria, torne-se capaz de escolher quando, o que e como quer assistir uma obra teatral. Neste sentido, acreditamos profundamente que a formação de público necessariamente deve extrapolar o espaço da apresentação e desenvolver-se em atividades muitas, como acontece com os alunos-oficinandos do Ói Nóis Aqui Traveiz.

 

O Festival Jogos de Aprendizagem, enfim, constitui um espaço espacial de trocas de experiências e apresentação de bons trabalhos, com convivência entre espetáculos de iniciantes, artistas parceiros (como nós que realizávamos a nossa mostra), grupos convidados de diferentes partes do país, críticos. Ao mesmo tempo, cada um apresentando a sua própria experiência e todos abertos a vivência do outro.