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“Agora e na Hora de Nossa Hora” no Correio Popular

 

O jornal Correio Popular noticiou, na edição de domingo, dia 20 de maio de 2012, a apresentação de “Agora e na Hora de Nossa Hora” na Polônia.   Para ler a matéria na íntegra, clique aqui

 

 

Valem duas pequenas correções ao texto: Eduardo Okamoto não é ator da Boa Companhia – ainda que o espetáculo seja dirigido por Verônica Fabrini, também diretora deste grupo; “Agora e na Hora de Nossa Hora” não foi criado em 2011, mas em 2004.    

Agora, em Edimburgo!


 

 

Estamos na Escócia, onde participamos do Edinburgh Festival Fringe com “Agora e na Hora de Nossa Hora” – traduzido, aqui, para “Now and at the Time of Our Turn”. Para saber mais sobre o espetáculo clique aqui. E para saber mais sobre o seu processo criativo, clique aqui. Para ajudar a divulgar o trabalho entre amigos europeus, acesse nosso flyer eletrônico, aqui.

 

Os preparativos para a viagem são organizados desde 2006. Viajamos sem nenhum apoio financeiro direto (patrocínio ou subsídio governamental). Desta maneira, realocamos verbas de muitos cachês e projetos a fim de viabilizar um desejo antigo. Os sonhos, aprendi isso em minha breve trajetória no teatro, fazem-se de suor e estratégia.

 

A empreitada, este ano, foi possível graças à parceria de Daniele Sampaio, produtora de meus trabalhos, e a Périplo Produções, de Pedro e Freitas, especializada num certo intercâmbio artístico. Sim, tenho a sorte de estar acompanhado de dois grades produtores!

 

Em Edimburgo, estamos três. Mas somos muitos: a diretora Verônica Fabrini; o iluminador Marcelo Lazzaratto; a criadora da trilha sonora Paula Ferrão;  os orientadores Suzi Frankl Sperber e Renato Ferracini; os atores do Lume; as equipes do Projeto Gepeto, do Craisa e da Acadec; os fotógrafos João Roberto Simioni e Jordana Barale; a equipe do LuOrvat Estúdio; a assistente de direção Alice Possani; o tradutor de programas e releases Geroge Sperber e a revisora Cinthya Hussey; a tradutora da dramaturgia Elida Strazzi; todos aqueles que nos apoiaram em nossa jornada, especialmente nas últimas semanas no Brasil; sobretudo (Oxalá, seja assim!), os muitos meninos de rua que impulsionaram o processo criativo ainda em 2003/2004.

 

Os dias têm sido intensos, aqui. Correria para os preparativos da estreia, na sexta-feira, dia 05. Apresentamo-nos no Remarkable Arts até o dia 19, sempre às 12h20 (horário local). Hoje, ainda resolvemos pendências de materiais gráficos e iniciamos a montagem de iluminação, espaço cênico e som. Depois, ensaio geral, cujo objetivo principal é ensinar técnicos, que não falam português, a operação de audio e luz. O trabalho é muito para uma equipe tão reduzida. Mas, sabemos, como “Os Saltimbancos”, somos muitos e, portanto, fortes!

 

Essa força, diga-se, já se propaga em ondas de boa sorte. Uma: “Agora e na Hora de Nossa Hora”, que trata da matança de meninos de rua na porta da igreja, a Chacina da Candelária, será apresentado justamente num templo cristão. Que os deuses estejam conosco!

 

Outra: em nossa chegada, somos informados de que o Scotsman, maior jornal escocês e um dos maiores do Reino Unido, já noticia a nossa participação! E a revista The List, publicação semanal, guia de eventos em Edimburgo e Glasgow, destaca a participação brasileira de “Agora e na Hora de Nossa Hora”.

 

Que os ventos continuem soprando ao nosso favor. E, acaso soprem contra, que saibamos reorientar nossas velas, sem que nós mesmos nos desorientemos. Assim, faça-se aquilo a que se propõe o espetáculo: agora, a nossa hora! Digo não somente a minha, de Daniele, de Pedro. Nem mesmo a hora daqueles que já participam do espetáculo – Verônica, Marcelo, Suzi… Mas nossa hora como humanidade inteira – aquela hora em que, nos espaços de encontros possíveis entre os homens, se reconhece que cada um é único e, afinal, é todos! Somos, assim, fortes!