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Eduardo Okamoto pela primeira vez em Pindamonhangaba

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Foto de Fernando Stankuns.

 

Há 43 anos, o professor Diógenes Chiaradia Felician criava o primeiro festival de teatro de Pindamonhangaba, conhecido hoje como FESTE. A despeito das dificuldades de se manter ao longo dos anos, em 2017 o festival marca presença no calendário anual e realiza a sua 39a edição entre os dias 09 e 19 de novembro. Em tempos de desmontes e censura à arte, é de celebrar a existência e resistência da iniciativa!
 
Nesta edição, o ator Eduardo Okamoto integra pela primeira vez a programação do festival e realiza sessão única do espetáculo “Eldorado” no dia 17/11. Tome nota!Conheça a história do FESTE clicando aqui.
 
 
Sinopse
Acompanhado por uma “Menina”, um cego busca encontrar o que nenhum homem pôde jamais: Eldorado. Toda estória se resume nisto: era uma vez um homem que procura. Nos tempos e lugares da viagem, haja espaço para humanidades – travessia“Eldorado” encena a história que usualmente se desconta: descartada à primeira vista. O espetáculo nasce da observação da realidade, da interação com construtores e tocadores de rabeca, instrumento de arco e cordas, parecido com o violino, presente em muitas manifestações da cultura popular do Brasil. Desta maneira, procurou-se exercitar o olhar, encontrando no cotidiano os pequenos acontecimentos poéticos. Entre as margens da estória e da história, “Eldorado” procura recriar realidades. Assim, possamos recriar a nós mesmos.
 
Ficha Técnica
Concepção, pesquisa e atuação
Eduardo Okamoto
 
Dramaturgia
Santiago Serrano
 
Direção e Iluminação
Marcelo Lazzaratto
 
Figurino
Verônica Fabrini
 
Preparação em rabeca e Trilha Sonora Original
Luiz Henrique Fiaminghi
 
Fotografia
Fernando Stankuns
 
Orientação
Suzi Frankl Sperber
 
Produção
Daniele Sampaio
 
Duração
60 min.
 
 
Serviço

17/11  – sexta-feira às 20h
Ingressos: gratuitos distribuídos no teatro 1h antes da sessão
Local: Teatro Galpão – R. Luiza Marcondes de Oliveira, 2750 – Parque das Nacoes, Pindamonhangaba – SP
Mais informações: (12) 3642-1080.

“O Dragão de Fogo” no SESC Bom Retiro

o dragão de fogoDe Cássio PiresEncenação de Marcelo LazzarattoDireção Musical Marcelo OnofriCom Eduardo Okamoto, Esio Magalhães e Luciana Mizutani2017
Foto: Fernando Stankuns

 

Em outubro, o pequeno Shun-Li está de volta à capital paulista. No dia 12 de outubro, feriado do dia das crianças, o espetáculo realiza sessão única ao meio-dia no teatro do SESC Bom Retiro. Depois, permanece em temporada aos domingos no mesmo horário até o dia 05 de novembro. É a ultima oportunidade para ver e peça em São Paulo!

 

Sinopse
Um menino desenhista enfrenta um dragão que, desperto de seu sono de séculos, ameaça destruir a sua aldeia. Ou: um garoto é sorteado entre todos os homens da aldeia para enfrentar uma terrível ameaça, preservando-se, assim, uma tradição: todos a qualquer momento têm de estar prontos. Isso é tudo.
 
Mas não é só. Ou não é solitário: haverá ainda seus pais, o primeiro amor, a esperança de aldeães, um rato encontrado furtivamente na morada do perigo. Haverá sempre a possibilidade do desenho e aquilo que ele pode revelar: a coisa mais forte do mundo!    

 

Ficha técnica
Encenação e iluminação: Marcelo Lazzaratto
Dramaturgia: Cássio Pires
Atuação: Eduardo Okamoto, Esio Magalhães, Luciana Mizutani
Preparação em Kung-fu e desenho de movimento: Luciana Mizutani
Música original: Marcelo Onofri
Músicos: Henrique Cantalogo (flautas, percussão marimba), Eduardo Guimarães (sanfona e percussão) e Marcelo Onofri (piano)
Captação, mixagem e masterização: Mario Porto
Cenografia: Alan Chu e Cristina Sverzuti
Figurinos: Fause Haten
Assistente de figurinos: Anna Paula Abe
Adereços: Silvana Marcondes
Fotografia: Fernando Stankuns
Programação visual: Estúdio Claraboia
Registro em vídeo: Jonathas Beck | Artma Filmes
Assessoria de imprensa: Tiago Gonçalves
Produção executiva: Mariella Siqueira
Direção de produção: Daniele Sampaio | SIM! Cultura

 

Serviço: “O dragão de Fogo” no SESC Bom Retiro
12/10 – quinta-feira às 12h
Ingressos: R$17,00 – inteira e R$8,50 – meia
(crianças até 12 anos não pagam)
 
15/10 a 05/11 – domingos às 12h
Ingressos: R$17,00 – inteira e R$8,50 – meia
(crianças até 12 anos não pagam)
 
SESC Bom Retiro
Alameda Nothmann, 185 – Bom Retiro, São Paulo.
CEP 01216-000

Mais informações: 11 3332-3600 | 19 3365-1822

“Eldorado” em Sorocaba

“Você não é cego”, ela dizia, “você tem olhos de sertão. Só isso, meu pequeno. Um dia uma chuva muito forte vai cair e seus olhos vão também florear”

 

O cego de ELDORADO continua sua jornada país adentro. Em setembro, é a vez da cidade de Sorocaba receber o espetáculo “ELDORADO”, solo de Eduardo Okamoto, integrando a programação da Mostra Do Bolso à Praça, promovida pela Trupé de Teatro. Por sua atuação neste trabalho, Okamoto foi indicado ao Prêmio Shell de Melhor Ator em 2009.  

 

A programação da mostra reúne várias atividades, sempre aos finais de semana e com entrada gratuita. Saiba mais na página da Trupé de Teatro no FB.

 

 

Sinopse
Acompanhado por uma “Menina”, um cego busca encontrar o que nenhum homem pôde jamais: Eldorado. Toda estória se resume nisto: era uma vez um homem que procura. Nos tempos e lugares da viagem, haja espaço para humanidades – travessia.

 

“Eldorado” encena a história que usualmente se desconta: descartada à primeira vista. O espetáculo nasce da observação da realidade, da interação com construtores e tocadores de rabeca, instrumento de arco e cordas, parecido com o violino, presente em muitas manifestações da cultura popular do Brasil. Desta maneira, procurou-se exercitar o olhar, encontrando no cotidiano os pequenos acontecimentos poéticos. Entre as margens da estória e da história, “Eldorado” procura recriar realidades. Assim, possamos recriar a nós mesmos.  

 

Ficha Técnica 
Concepção, pesquisa e atuação: Eduardo Okamoto
Dramaturgia: Santiago Serrano
Direção e Iluminação: Marcelo Lazzaratto
Preparação em rabeca e Trilha Sonora Original: Luiz Henrique Fiaminghi
Figurino: Verônica Fabrini
Fotografia: Fernando Stankuns e Adalberto Lima
Projeto gráfico: Alexandre Caetano
Orientação: Suzi Frankl Sperber
Assistente de Produção: Mariella Siqueira
Produção: Daniele Sampaio l SIM! Cultura
Duração: 60 min
Gênero: Drama
Classificação Etária: 12 anos

 

Serviço 

23/09 às 20h

Teatro da Trupé – Rua Dr. Nogueira Martins, 457, Centro – Sorocaba-SP.

 

Ingressos gratuitos distribuídos uma hora antes do espetáculo.
Lotação 30 lugares.

 

Outras informações: 15 3342-2159 contato@trupedeteatro.com.br 

Revista Crescer: “Como derrotar um dragão usando apenas os desenhos de uma criança”

Na impecável montagem de ‘O Dragão de Fogo’, metáforas e alegorias valem mais do que estereótipos e facilitações

 
Por Dib Carneiro Neto

 

Um belo tributo à cultura oriental e à arte dos contadores de histórias está em cartaz em São Paulo, no Sesc Consolação. É a peça O Dragão de Fogo, da produtora Sim! Cultura, sediada em Campinas, no distrito de Barão Geraldo. A direção é de Marcelo Lazzaratto (que também assina o igualmente competente design de luz do espetáculo). A dramaturgia – uma história muito bem contada – é de Cássio Pires, que se debruçou com afinco pelo estudo de narrativas populares asiáticas.
 

O bom gosto impera em cada decisão tomada. Nada ali está a mais, nada é apelativo. O melhor de tudo foi o cuidado em não tratar criança com concessões e estereótipos. Quando isso se dá pela chave do talento e da criatividade, as crianças se sentem valorizadas e, ao seu lado, os adultos acabam também fisgados para dentro da fábula. Foi o que eu pude observar na plateia: pais e filhos encantados pelo desenrolar da trama, com pitadas de humor, suspense e aventura.
 

Como Shun Li, um menino de 7 anos, pode salvar sua aldeia de um terrível dragão que desperta de um sono de séculos? Pois a peça – inspirada no estilo teatral chinês da Ópera de Pequim, que mescla música, luta e teatro – conta a história desse garoto, lançado ao desafio de salvar sua aldeia, surpreendida por um grande incêndio provocado por um dragão. Tão logo o vilarejo é reduzido a cinzas, os seus líderes reúnem-se para discutir uma forma de enfrentar o dragão. Fazem um sorteio, em que apenas um dentre todos os habitantes deverá ser escolhido para enfrentar o grande perigo. Para preocupação de todos, Shun Li é o sorteado.
 

Com uma rara habilidade para o desenho, o menino possui apenas vocações artísticas, em vez de guerreiras, mas mesmo assim aceita o seu destino e sobe a montanha em direção à cova onde vive a criatura que cospe fogo. Quando lá chega, conhece um Rato que se tornará seu amigo e o ajudará a solucionar três enigmas para derrotar o Dragão. É muito inteligente o jogo de adivinhações, pois também homenageia elementos fortemente relacionados à cultura oriental, como um leque (ventarola) e a lanterna mágica.
 

O ator, bailarino e coreógrafo Eduardo Okamoto estreia no teatro infantil, no papel do menino Shun Li. Sua atuação, como não poderia deixar de ser, está grandemente centrada em sua expressão corporal – e o resultado é plasticamente muito belo, delicado e poético. Aliás, a montagem tem cores lindas, fortes, resultando em cenas de muita potência plástica. A solução para a representação do Dragão (Luciana Mizutani) é luminosa e nada óbvia. A decisão da direção em não mostrar ao público nenhum dos desenhos do talentoso menino desenhista também, a meu ver, foi muito acertada, pois deixa espaço para imaginação da plateia atuar por si. Isso é sempre rico e proveitoso em espetáculos para crianças. Não entregar de bandeja, permitir os voos de imaginação. Como diz o programa da peça, “a figura de uma criança desenhista enfrentando perigos é uma alegoria clara para nossos tempos, impulsionando uma aposta o futuro”.
 

O personagem do Rato (Esio Magalhães) é, por assim dizer, a alma do espetáculo. É o personagem que dá vida à peça. Trata-se de um coadjuvante fundamental, digno de prêmios. Divertido, espirituoso, brincalhão, o Rato tem atitudes infantis que resultam em carisma imediato com a garotada. De quebra, desfia um bordão que é pura provocação: ““Isso não tem o menor sentido lógico!” A cena da despedida dos dois amigos é tocante, sem ser piegas.
 

O espetáculo O Dragão de Fogo encanta do começo ao fim, com sua pegada ritualística, seus jogos filosóficos inteligentes, seu respeito às lendas de uma cultura milenar. Mas, atenção, o lance mais legal é que não se levam tão a sério assim. O ritmo tem quebras brechtianas, espertamente incluídas em uma trama que correria o risco de ficar sisuda, formalística demais, pregadora de lições. Direção e dramaturgia resolveram isso da melhor forma possível: brincando com o próprio espetáculo. Por exemplo, há uma fala do Rato que questiona o papel da narradora da peça (Luciana Mizutani): “Olha lá a louca falando sozinha e contando histórias para ninguém!” Resulta hilário. Ou seja, o espetáculo fala de temas e valores sérios, mas rindo das próprias escolhas. Sensacional!
 
SERVIÇO
Local: Sesc Consolação
Endereço: Rua Dr. Vila Nova, 245 – Vila Buarque, São Paulo
Telefone: (11) 3234-3000
Capacidade: 280 lugares
Quando: Só aos sábados, às 11 horas
Duração: 50 minutos
Classificação etária: Livre para todos os públicos
Ingressos: Grátis para crianças até 12 anos. R$ 17,00 (inteira); R$ 8,50 (meia: estudante, servidor de escola pública, +60 anos, aposentado e pessoa com deficiência); R$ 5,00 (trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes).
Temporada: De 3 de junho até 1º de julho de 2017

 
DIB CARNEIRO NETO é jornalista, dramaturgo (Prêmio Shell 2008 por Salmo 91), crítico de teatro infantil e autor dos livros Pecinha É a Vovozinha e Já Somos Grandes, entre outros. Escreva para ele: redacaocrescer@gmail.com ou acesse Pecinha É a Vovozinha.
 

* Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Colunistas/Dib-Carneiro-Neto/noticia/2017/06/como-derrotar-um-dragao-usando-apenas-os-desenhos-de-uma-crianca.html

Pecinha é a vovozinha: “Gente, que lindeza!!! Ou A eficiência poética de um dragão”

Com exclusividade para o site Pecinha É a Vovozinha!, uma consagrada pesquisadora, escritora e contadora de histórias comenta o espetáculo ‘O Dragão de Fogo’, dirigido por Marcelo Lazzaratto e em cartaz no Sesc Consolação, em São Paulo, só até este sábado (dia 1.º/7)

 
Por Regina Machado
 

Que todo mundo do “teatro e/ou narração de histórias para crianças” pudesse ir ver O Dragão de Fogo. Esse foi um dos meus desejos naquele sábado de sol, 19 de junho de 2017, no teatro do Sesc Consolação. Mas o desejo mais forte foi: Que esse dragão possa queimar todos os estereótipos ainda cometidos em “prol das crianças”. Isso seria sonhar muito alto?  Ainda assim, o que esse espetáculo faz nesse sentido é muito bom. Demais de bom.
 

Para mim, esse Dragão queima:
 

– A estética brega e desinformada, milhões de vezes repetida, dos cenários e figurinos com “cara de criança” – diminutivos e restritivos –  ou ditos “inovadores”,  fashion, coloridíssimos, tudo íssimos e cheios e badulaques.
 

– A barulheira e os cantos fáceis e sem graça
 

– A rapidez dos acontecimentos
 

– A mania de tudo muito explicado.
 

Teatro para criança pode e deve apostar nos silêncios, respirações, pausas. Adorei quando, assumindo a quarta parede, os personagens mantiveram-se firmes procurando a resposta para a “terceira tarefa” do personagem principal, enquanto as crianças gritavam animadíssimas (por um lado,  seguindo impulso “natural” de responder a desafios perceptivos, de outro, acostumadas que estão às fórmulas que muitos espetáculos e professores lhes impõem de “participação”/ adestramento…)
 

Tudo bem que elas queiram dar respostas – estão vivas! – e tudo bem que o espetáculo PROPONHA, e não imponha, um outro tipo de contato, de encontro com a arte. Viva!
 

Essa é, de fato, uma questão importante. Teve até um momento em que o ator Ésio Magalhães ‘furou a quarta parede’ e comentou no palco o que uma criança disse na plateia (“Não, a resposta não é espinafre!” ). Não é mesmo fácil achar esse equilíbrio, esse ‘trazer as crianças para dentro da cena’ sem recorrer à interação fácil e pobre, como fazer as perguntas óbvias (‘Para onde ele foi?’ E as crianças respondem: ‘por ali, por ali’) ou às vezes tentar seduções baratas (musiquinhas para cantar junto) e por aí afora…. Não é fácil. Por isso, é bonito esse jeito de encenar adotado pela equipe da SIM! Cultura, sediada no distrito de Barão Geraldo, em Campinas. Chamo de eficiência poética.
 

Teatro para criança pode e deve convidar à percepção, às perguntas, à vontade de pensar. Pode e deve incluir o afeto, o bom gosto, o desconhecido que vive dentro de cada ser humano. Aspectos que quase sempre são desconsiderados ou nivelados por baixo nos espetáculos para crianças.
 

Esse Dragão queima limites.
 

As crianças podem e devem conhecer outros ritmos, cenários, linguagens, soluções cênicas, figurinos inspirados por outra visão de mundo – como a das culturas tradicionais – e que, no caso desse espetáculo, produzem uma arquitetura cênica requintada, deslumbrante, mínima, ousada, tecnicamente irrepreensível e cheia de sugestões (que linda é a montanha!). Não é aquele tipo de “teatro infantil”, aquele teatro que pensa a criança no diminutivo.
 

Mesmo vivendo dentro da balbúrdia e do lixo de imagens que esse nosso mundo produz em grande quantidade e velocidade, as crianças gostam, sim, de contemplar. De se abrir para acolher e conversar com o desconhecido, como a Alice de Lewis Carroll.  Algumas vezes, olhei a plateia e vi rostos de olhos redondos abertos em silêncio, meninos e meninas deixados quietos com seus sonhos, perguntas, medos, vontades, convidados delicadamente a imaginar…
 

Em certa hora, escutei atrás de mim:
 

– Mãe, por que ele repete sempre essa mesma frase? (A frase do personagem Rato era: “Isso não tem o menor sentido lógico!”)
 

E o menino disse isso imitando o gesto, o corpo, o rosto e a voz do Rato, com gosto, com alegria. Mesmo sem entender muito bem a frase – isso não importa – ele recebeu e repetiu a expressividade, a graça, a intenção, o bem que o ator fez a ele, sem nenhum dos dois saber por que. Isso para mim é mágica….
 

Juro que na primeira vez que a fumaça branca entrou pela esquerda do palco,  EU VI um dragão entrando sendo essa fumaça, antes mesmo da figura vermelha entrar movimentando a bandeira.
 

O Dragão ‘queima’ também o uso insuportavelmente repetido que se faz nos palcos da esteira, em cima dela músicos e instrumentos – percussão, apitos, etc – tudo ao vivo. O uso dos sons é preciso, eficiente. Mínimo, forte.
 

Como sempre, o começo é difícil, porque o espetáculo não se vale de recursos habituais (banais/fáceis) para ganhar a plateia. Aos poucos, sem pressa, a segurança artística e técnica vai trazendo todo mundo para dentro do palco. Nesse sentido, com relação à estrutura narrativa, me perdi um pouco no vai e vem da estória dentro da estória, nos diversos tempos narrativos.
 

E aproveito para registrar:
 

– Quando, no final, o dragão diz que o menino conseguiu realizar a última tarefa, ele fala: “Vi que existe amor!” (mais ou menos isso…). Eu teria entendido melhor se ele tivesse dito: “- Vi NESSE DESENHO que existe amor…”
 

– Achei que os comentários/cacos – tirados do cotidiano da gente – estão todos ótimos, mesmo que alguns sejam mais para os adultos entenderem – por que não?
 

– Fiquei pensando na frase “Não gosto de histórias”, dita pelo Rato e repetida algumas vezes em brincadeira com a borboleta. Achei meio esquisito ter uma frase dessas nesse espetáculo.
 

– Não gostei da solução do arroz brotando no final, não tem muita força expressiva, acho…
 

– A lanterna também poderia ser melhorada.
 

Se eu pudesse, assistiria a todas as sessões do espetáculo O Dragão de Fogo, para anotar as falas das crianças durante a encenação, material muito importante pra se investigar como recebem o que é novo para elas e como é muitas vezes surpreendente o que dizem.
 

Também acho que isso ajuda a aprofundar a proposta, a encontrar respostas para o que o grupo faz, ou seja, essa ação artística e estética para crianças. Observei diversas escolhas e caminhos adotados pelos atores, na direção de Marcelo Lazzaratto – e também como a estória (dramaturgia de Cássio Pires) e a plateia foram preenchendo e arredondando as interpretações do elenco.
 

A borboleta/dragão (Luciana Mizutani), por exemplo, encontrou no final uma fluência, uma voz, uma respiração bonita de se ver, encantadora força cênica. Pode ir muito mais longe ainda.
 

O Rato (Esio Magalhães), puxa, no final era uma maravilha observar a mobilidade da sua máscara facial, parecia um desenho animado de uma vivacidade incrível. Parece que ele foi se esquentando: no começo, eu ainda via o ator às voltas com sua composição, ( – Agora ele inventou isso, eu pensava ), parecia  alguma dificuldade, alguma coisa segurando, sei lá o quê, mas aos poucos fiquei apaixonada pelo personagem e pela maestria técnica do ator. E pela verdade!
 

O menino desenhista (Eduardo Okamoto) é adorável, conquista todo mundo. Acho que o ator, com sua alma linda, pode trabalhar ainda mais o que é uma criança para ele.
 

E, finalmente, penso bastante e investigo as relações entre arte narrativa e teatro, por isso foi muito bom rever e desconstruir (detesto esses termos de moda…) muitas coisas: ainda acredito que é importante tratar de esmiuçar especificidades, para benefício dos próprios contadores que, em geral, não têm ideia do que estão fazendo.
 

Não vou me estender muito mais, mas quero dizer que a palavra continua soberana neste espetáculo, a qualidade fundamental da tradição simbólica do relato ancestral e, sobretudo, a inventividade, que também é característica das culturas tradicionais, o encontro dentro da vida que faz sentido, que me fez voltar para casa e começar a escrever este texto. Escrever essas ressonâncias e repercussões foi para mim uma alegria e um privilégio. Meu maior agradecimento.

 
SERVIÇO
Local: Teatro Cacilda Becker
Endereço: Rua Tito, 295 – Lapa, São Paulo
Telefone: (11) 3864-4513
Capacidade: 198 lugares
Quando: Sábados e domingos, às 16 horas
Duração: 50 minutos
Classificação etária: Livre para todos os públicos
Ingressos: R$ 16,00 (inteira) e R$ 8,00 (meia)
Temporada: De 19 de agosto a 24 de setembro de 2017

 

*Regina Machado é contadora de histórias para adultos e crianças desde 1980. Foi professora doutora do Departamento de Artes Plásticas da Eca-USP. Idealizadora e criadora do Boca do Céu, encontro internacional de contadores de histórias e  criadora de espetáculos de narração como Moio de Pavio (2007) e Ninguém (2009). Autora dos livros: A formiga Aurélia e outros jeitos de ver o mundo (1998), Nasrudin (2001), O violino cigano e outros contos de mulheres sábias (2004), Acordais. Fundamentos teórico-poéticos da arte de contar histórias (2004) e O menino e o vento (2015).
 
*Fonte: http://www.pecinhaeavovozinha.com.br/regina-machado-dragao-de-fogo/

Veja São Paulo: “O Dragão de Fogo”

Resenha por Catherine Barros

 

A palavra simples define apenas o cenário, porque a peça O Dragão de Fogo é grandiosa. Dirigida por Marcelo Lazzaratto, a montagem apresenta o ator Eduardo Okamoto em seu primeiro infantil, com o personagem Shun Li. Na trama, o menino artista é sorteado pelo imperador da China para enfrentar o dragão de fogo que atormenta o vilarejo e incendeia os arrozais. Nessa missão, ele encontra um amigo rato (nada corajoso), papel de Esio Magalhães, que o ajuda a decifrar três enigmas propostos pela criatura mítica: embrulhar fogo, produzir vento e empacotar com papel o elemento mais valioso do universo. Inspirada no teatro chinês da Ópera de Pequim, a criação une delicadeza, humor e kung fu de forma belíssima. Recomendado a partir de 4 anos.

 

Avaliação: 4 estrelas

 

*Fonte: https://vejasp.abril.com.br/atracao/o-dragao-de-fogo/

 

“O Dragão de Fogo” no SESC Consolação

o dragão de fogoDe Cássio PiresEncenação de Marcelo LazzarattoDireção Musical Marcelo OnofriCom Eduardo Okamoto, Esio Magalhães e Luciana Mizutani2017Foto: Fernando Stankuns

 

Como Shun Li, um menino de sete anos, pode salvar sua aldeia de um terrível dragão que desperta de um sono de séculos? A resposta para essa grande aventura está no espetáculo O DRAGÃO DE FOGO, primeiro espetáculo para o público infantil do ator Eduardo Okamoto, cuja montagem reúne referências da Ópera de Pequim, luta e teatro. Com encenação de Marcelo Lazzaratto, dramaturgia de Cássio Pires, o trabalho conta, ainda, com atuações de Esio Magalhães e Luciana Mizutani.

 

Ficha Técnica
Dramaturgia: Cássio Pires
Encenação e iluminação: Marcelo Lazzaratto
Atuação: Eduardo Okamoto, Esio Magalhães, Luciana Mizutani
Preparação em Kung-fu e desenho de movimento: Luciana Mizutani
Música original: Marcelo Onofri
Músicos: Henrique Cantalogo (flautas, percussão marimba), Eduardo Guimarães (sanfona e percussão) e Marcelo Onofri (piano)
Captação, mixagem e masterização: Mario Porto
Cenografia: Alan Chu e Cristina Sverzuti
Figurinos: Fause Haten
Assistente de figurinos: Anna Paula Abe
Adereços: Silvana Marcondes
Fotografia: Fernando Stankuns
Programação visual: Estúdio Claraboia
Registro em vídeo: Jonathas Beck | Artma Filmes
Assessoria de imprensa: Fred de Paula l Nossa Senhora da Pauta
Produção executiva: Mariella Siqueira
Direção de produção: Daniele Sampaio | SIM! Cultura

 

SAIBA MAIS
03/06 a 01/07
Sábados às 11h
Sessão Extra 15/06
Quinta às 11h
 

SESC CONSOLAÇÃO
Rua Dr. Vila Nova, 245 – Vila Buarque
 

INGRESSOS – R$ 17,00 (inteira); R$ 8,50 (meia: estudante, servidor de escola pública, +60 anos, aposentado e pessoa com deficiência); R$ 5,00 (trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes). Grátis para crianças até 12 anos.
 

Acesso para deficientes físicos.
Capacidade Teatro Anchieta – 280 lugares.
Bilheteria – De segunda a sexta-feira das 12 às 22 horas, sábados das 10 às 21 horas e domingos e feriados das 16h30 às 18 horas (ingressos à venda em todas as unidades do SESC). www.sescsp.org.br.
 

Telefone: (11) 3234-3000

“Dragão de Fogo” circula pelo interior de São Paulo

 

 

Em abril, o espetáculo O DRAGÃO DE FOGO cumpre 08 sessõescom ingressos no chapéu pelo edital de Produção de Espetáculo Inédito de Artes Cênicas, concedido pelo Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo (ProAC).

 
O primeiro espetáculo para o público infantil idealizado pela SIM! Cultura realiza duas sessões no Fábrica das Artes (Americana), quatro sessões no Barracão Teatro (Campinas-Barão Geraldo) e duas sessões no Teatro José de Castro Mendes (Campinas-Centro).

Tomem nota!

 

TEMPORADA DE “O DRAGÃO DE FOGO” PELO ProAC

FÁBRICA DAS ARTES – AMERICANA
Rua Dr. Cícero Jones, 146 – Vila Rehder, Americana – SP
04/04 – terça às 20h30
05/04 – quarta às 14h

Informações: (19) 3645-1990
Ingressos no chapéu

BARRACÃO TEATRO – CAMPINAS (BARÃO GERALDO)
R. Eduardo Modesto, 128 – Vila Santa Izabel, Campinas – SP
06 e 07/04 – quinta e sexta às 19h
08 e 09/04 – sábado e domingo às 16h

Informações: 3289-4275
Ingressos no chapéu

TEATRO MUNICIPAL JOSÉ DE CASTRO MENDES – CAMPINAS (CENTRO)
Rua Conselheiro Gomide, 62 – Vila Industrial, Campinas –SP
27/04 – quinta às 20h30
28/04 – sexta às 14h

Telefone: (19) 3272-9359
Ingressos gratuitos

 

Sinopse
Shun Li, um menino desenhista, enfrenta o Dragão que, desperto de seu sono de séculos, ameaça destruir o seu povoado. Ou: um garoto é sorteado entre todas as pessoas da sua aldeia para enfrentar uma terrível ameaça, preservando-se, assim, uma tradição: todos a qualquer momento têm que estar prontos. Isso é tudo.
Mas não é só. Ou não é solitário: haverá ainda seus pais, o primeiro amor, a esperança de aldeães, alguém encontrado furtivamente na morada do perigo. Haverá sempre a possibilidade do desenho e aquilo que ele pode revelar: a coisa mais forte do mundo!

 

Ficha Técnica
Dramaturgia: Cássio Pires
Encenação e iluminação: Marcelo Lazzaratto
Atuação: Eduardo Okamoto, Esio Magalhães, Luciana Mizutani
Preparação em Kung-fu e desenho de movimento: Luciana Mizutani
Música original: Marcelo Onofri
Músicos: Henrique Cantalogo (flautas, percussão marimba), Eduardo Guimarães (sanfona e percussão) e Marcelo Onofri (piano)
Captação, mixagem e masterização: Mario Porto
Cenografia: Alan Chu e Cristina Sverzuti
Figurinos: Fause Haten
Assistente de figurinos: Anna Paula Abe
Adereços: Silvana Marcondes
Fotografia: Fernando Stankuns
Programação visual: Estúdio Claraboia
Registro em vídeo: Jonathas Beck | Artma Filmes
Assessoria de imprensa: Tiago Gonçalves
Produção executiva: Mariella Siqueira
Direção de produção: Daniele Sampaio | SIM! Cultura

“O Dragão de Fogo” estreia no SESC Campinas

 

“Eldorado” e “Noites Árabes em S. J. Campos

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A Mostra Agosto Popular recebe espetáculo solo e sob direção de Eduardo Okamoto. As apresentações acontecem nos dias 27 e 28 de agosto, às 20h, no CAC Walmor Chagas. A entrada é gratuita.

 

“Eldorado” é um solo de Eduardo Okamoto, com direção de Marcelo Lazzaratto e dramaturgia de Santiago Serrano. O espetáculo é resultado de estudos do ator sobre a tradução da rabeca – instrumento de arco e cordas, como o violino, muito presente em manifestações diversas da cultura popular do Brasil. No espetáculo, acompanhado  por uma “Menina”, um cego busca encontrar o que nenhum homem pôde jamais: Eldorado.

 

“Noites Árabes” é dirigido por Okamoto e tem dramaturgia de Isa Kopelman. Em cena, os atores do Vila8 – grupo criado e coordenado pelo diretor a partir de sua atuação docente na UNICAMP. Na encenação, cinco atores sobre um tapete narram histórias do conflito judeu-palestino nos moldes da “Mil e Uma Noites”.

 

As apresentações encerram a Mostra Agosto Popular de Teatro, uma realização da Cia Teatro da Cidade, de São José dos Campos. A mostra já está na sua terceira edição e tem apoio do PROAC – Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo.

 

Serviço
“Noites Árabes” em São José dos Campos
Dia 27 de agosto, às 20h

 
“Eldorado” em São José dos Campos
Dia 28 de agosto, às 20h

 
CAC Walmor Chagas
Rua Netuno, 41, Jardim da Granja, São José dos Campos – SP
Informações: (12) 3941.7631
www.ciateatrodacidade.com.br

 
Ingressos gratuitos

 

“Eldorado” em Jundiaí

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O ator Eduardo Okamoto irá apresentar, em outubro, mas precisamente no dia 25/10, o seu espetáculo solo “Eldorado”, na cidade de Jundiaí – SP. Por sua atuação em “Eldorado”, o ator foi indicado ao Prêmio Shell de Melhor Ator em 2009. O espetáculo conta a história de um cego, acompanhado por uma “Menina”, que busca encontrar o que nenhum homem pôde jamais: Eldorado. Toda estória se resume nisto: era uma vez um homem que procura. Nos tempos e lugares da viagem, haja espaço para humanidades – travessia

 

Confira mais informações sobre o processo e o espetáculo “Eldorado”, aqui.


 

Ficha Técnica

Concepção, pesquisa e atuação

Eduardo Okamoto

Dramaturgia

Santiago Serrano

Direção e Iluminação

Marcelo Lazzaratto

Figurino

Verônica Fabrini

Preparação em rabeca e Trilha Sonora Original

Luiz Henrique Fiaminghi

Fotografia

Fernando Stankuns

Orientação

Suzi Frankl Sperber

Produção

Daniele Sampaio

Duração

60 min. 

 

Serviço

Onde: SESC Jundiaí – Av. Antônio Frederico Ozanan, 6600 – Jardim Botânico, Jundiaí – SP, 13214-206.

Quando: 25 de outubro de 2015

Horário: 18h

Ingressos: R$ 7,50 (Comerciário), R$ 12,50 (Meia) e R$ 25,00 (Inteira). VEndas online a partir de 13/10 às 18h e nas unidades do SESC a partir de 14/10 às 17h30.

Mais informações: (11) 4583-4900 ou acesse aqui.

 

“Eldorado” no Festival de Artes da Unicamp

 

“Eldorado”, solo de Eduardo Okamoto com direção de Marcelo Lazzaratto e dramaturgia de Santiago Serrano participa do Festival de Artes da Unicamp em setembro.

 

Acompanhado por uma “Menina”, um cego busca encontrar o que nenhum homem pôde jamais: Eldorado. Toda estória se resume nisto: era uma vez um homem que procura. Nos tempos e lugares da viagem, haja espaço para humanidades – travessia. “Eldorado” fala destes territórios de viagem. Ali, onde o viajante é atravessado enquanto atravessa geografias. Ali, onde todo homem é único e igual a todos os demais.           

 

Por sua atuação em “Eldorado”, Eduardo Okamoto foi indicado ao Prêmio Shell de Melhor Ator 2009.

 

Ficha Técnica

Concepção, pesquisa e atuação: Eduardo Okamoto

Dramaturgia: Santiago Serrano

Direção e Iluminação: Marcelo Lazzaratto

Preparação em rabeca e Trilha Sonora Original: Luiz Henrique Fiaminghi

Figurino: Verônica Fabrini

Fotografia: Fernando Stankuns e Adalberto Lima

Projeto gráfico: Alexandre Caetano

Orientação: Suzi Frankl Sperber

Assistente de Produção: Mariella Siqueira

Produção: Daniele Sampaio

Duração: 60 min

Gênero: Drama

Classificação Etária: 12 anos

 

Serviço

Eldorado :: Solo de Eduardo Okamoto

FEIA – Festival de Artes da Unicamp

Onde: Sala 03 do Departamento de Artes Cênicas da Unicamp. Rua Pitágoras, 500.

Quando: 23 de setembro de 2015

Horário: 20h

Ingressos: Serão distribuídos 1h antes do espetáculo, entrada gratuita.

Mais informações acesse aqui.

 

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“Eldorado” no Festival Solus de Ipatinga

Espetáculo Indicado ao Prêmio Shell de Melhor Ator

 

Sinopse

Acompanhado por uma “Menina”, um cego busca encontrar o que nenhum homem pôde jamais: Eldorado. Toda estória se resume nisto: era uma vez um homem que procura. Nos tempos e lugares da viagem, haja espaço para humanidades – travessia. “Eldorado” fala destes territórios de viagem. Ali, onde o viajante é atravessado enquanto atravessa geografias. Ali, onde todo homem é único e igual a todos os demais.           

 

Ficha Técnica

Concepção, pesquisa e atuação: Eduardo Okamoto

Dramaturgia: Santiago Serrano

Direção e Iluminação: Marcelo Lazzaratto

Preparação em rabeca e Trilha Sonora Original: Luiz Henrique Fiaminghi

Figurino: Verônica Fabrini

Fotografia: Fernando Stankuns e Adalberto Lima

Projeto gráfico: Alexandre Caetano

Orientação: Suzi Frankl Sperber

Assistente de Produção: Mariella Siqueira

Produção: Daniele Sampaio

Duração: 60 min

Gênero: Drama

Classificação Etária: 12 anos

 

Serviço

Eldorado :: Solo de Eduardo Okamoto      

Solus – Encontro de Solos Verbais e Não Verbais

Onde: Teatro do Centro Cultural Usiminas – BR 3900, Ipatinga, MG.

Quando: 06 de agosto de 2015

Horário: 20h

Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia) já estão à venda na bilheteria do teatro.

 

 

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“Eldorado” em Ribeirão Preto

 

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Solo do ator Eduardo Okamoto com dramaturgia de Santiago Serrano e direção de Marcelo Lazzaratto tem apresentação única em Ribeirão Preto. A sessão acontece no dia 28 de setembro de 2013, às 20h, no Centro Universitário Barão de Mauá (veja serviço completo abaixo). A entrada é gratuita e a apresentação é promovida pelo SESI Ribeirão Preto.

 

“Eldorado” foi criado a partir de pesquisas de Okamoto acerca da arte da rabeca – instrumento de arco e cordas, parecido com o violino. Em pesquisas de campo nas cidades de Iguape e Cananéia, o ator conheceu rabequeiros e suas criações – instrumentos e canções. O dramaturgo argentino Santiago Serrano partiu dos materiais primeiros sintetizados pelo ator para criar um texto inédito.

 

Na fábula do espetáculo, um cego, acompanhado por uma “menina”, busca encontrar o que nenhum outro homem pôde jamais: “Eldorado”. Por sua atuação, Okamoto foi indicado ao Prêmio Shell. 

 

“Eldorado” em Ribeirão Preto 
28 de setembro, às 20h 
Centro Universitário Barão de Mauá 
Rua Chile, 845
Entrada Franca

 

“Eldorado” em Taubaté

 

Eduardo Okamoto apresenta monólogo com dramaturgia de Santiago Serrano e direção de Marcelo Lazzaratto na abertura do 1º Festival de Teatro de Taubaté.

 

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A primeira edição do Festival de Teatro de Taubaté começa no dia 15 de setembro, com a apresentação de “Eldorado” como espetáculo convidado. As apresentações seguem até o dia de 25 de setembro. O evento conta com a participação de dez grupos teatrais das cidades de Taubaté, São Paulo, Jacareí, São José dos Campos e Pindamonhangaba.

 

Organizado pela Secretaria de Turismo e Cultura (SETUC) da Prefeitura de Taubaté, o festival contará com apresentações diárias no Teatro Metrópole.  O ingresso para cada espetáculo custará R$ 5,00 (preço único e promocional). A abertura em que se apresenta o espetáculo de Okamoto tem ingressos franca. 

 

“Eldorado” foi criado a partir de estudos de Eduardo Okamoto sobre a tradição da rabeca – instrumento de arco e cordas, como o violino, presente em muitas manifestações da cultura popular do Brasil. A partir destes estudos, o premiados dramaturgo argentino criou uma texto inédito. Ali, conta-se a fábula de um cego que, acompanhado por uma “Menina”, busca encontrar o que nenhum homem pôde jamais: Eldorado. 

 

Depois de um longo processo de estudo e criação dramatúrgica (aproximados três anos), o diretor Marcelo Lazarrato lapidou as criações de ator e dramaturgo, conferindo forma final ao espetáculo. Assim, procurou universalizar os estudos de Okamoto que, inicialmente, pautava-se em relações regionais (a rabeca e os rabequeiros). Neste lugar atemporal, propício ao maravilhamento, o personagem cego da fábula  é todo homem e o Eldorado é a busca humana pelo seu bom lugar.

 

Serviço:
“Eldorado” em Taubaté  
15 de setembro, às 20h 
Teatro Metrópole
Duque de Caxias, 312 – Centro
(12) 3624-5915 
Ingressos gratuitos