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“Dragão de Fogo” circula pelo interior de São Paulo

 

 

Em abril, o espetáculo O DRAGÃO DE FOGO cumpre 08 sessõescom ingressos no chapéu pelo edital de Produção de Espetáculo Inédito de Artes Cênicas, concedido pelo Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo (ProAC).

 
O primeiro espetáculo para o público infantil idealizado pela SIM! Cultura realiza duas sessões no Fábrica das Artes (Americana), quatro sessões no Barracão Teatro (Campinas-Barão Geraldo) e duas sessões no Teatro José de Castro Mendes (Campinas-Centro).

Tomem nota!

 

TEMPORADA DE “O DRAGÃO DE FOGO” PELO ProAC

FÁBRICA DAS ARTES – AMERICANA
Rua Dr. Cícero Jones, 146 – Vila Rehder, Americana – SP
04/04 – terça às 20h30
05/04 – quarta às 14h

Informações: (19) 3645-1990
Ingressos no chapéu

BARRACÃO TEATRO – CAMPINAS (BARÃO GERALDO)
R. Eduardo Modesto, 128 – Vila Santa Izabel, Campinas – SP
06 e 07/04 – quinta e sexta às 19h
08 e 09/04 – sábado e domingo às 16h

Informações: 3289-4275
Ingressos no chapéu

TEATRO MUNICIPAL JOSÉ DE CASTRO MENDES – CAMPINAS (CENTRO)
Rua Conselheiro Gomide, 62 – Vila Industrial, Campinas –SP
27/04 – quinta às 20h30
28/04 – sexta às 14h

Telefone: (19) 3272-9359
Ingressos gratuitos

 

Sinopse
Shun Li, um menino desenhista, enfrenta o Dragão que, desperto de seu sono de séculos, ameaça destruir o seu povoado. Ou: um garoto é sorteado entre todas as pessoas da sua aldeia para enfrentar uma terrível ameaça, preservando-se, assim, uma tradição: todos a qualquer momento têm que estar prontos. Isso é tudo.
Mas não é só. Ou não é solitário: haverá ainda seus pais, o primeiro amor, a esperança de aldeães, alguém encontrado furtivamente na morada do perigo. Haverá sempre a possibilidade do desenho e aquilo que ele pode revelar: a coisa mais forte do mundo!

 

Ficha Técnica
Dramaturgia: Cássio Pires
Encenação e iluminação: Marcelo Lazzaratto
Atuação: Eduardo Okamoto, Esio Magalhães, Luciana Mizutani
Preparação em Kung-fu e desenho de movimento: Luciana Mizutani
Música original: Marcelo Onofri
Músicos: Henrique Cantalogo (flautas, percussão marimba), Eduardo Guimarães (sanfona e percussão) e Marcelo Onofri (piano)
Captação, mixagem e masterização: Mario Porto
Cenografia: Alan Chu e Cristina Sverzuti
Figurinos: Fause Haten
Assistente de figurinos: Anna Paula Abe
Adereços: Silvana Marcondes
Fotografia: Fernando Stankuns
Programação visual: Estúdio Claraboia
Registro em vídeo: Jonathas Beck | Artma Filmes
Assessoria de imprensa: Tiago Gonçalves
Produção executiva: Mariella Siqueira
Direção de produção: Daniele Sampaio | SIM! Cultura

Está chegando: “OE” em Natal

Está chegando: “OE” em Parbamirim

“OE” em Natal

“OE” em Parnamirim

Está chegando: “OE” em Recife

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“OE” em Recife

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Está chegando: “OE” em João Pessoa

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“OE” em João Pessoa

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Está chegando: “OE” no Fiac Bahia

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“OE” no Fiac Bahia

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Está chegando: “OE” em Alagoinhas, na Bahia

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“OE” em Alagoinhas, na Bahia

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“OE” no Nordeste do Brasil

OEEspetáculo inspirado na obra do escritor japonês Kenzaburo OeCom Eduardo OkamotoEncenação de Marcio AurelioDramaturgia inédita de Cássio Pires

“OE”, espetáculo solo do ator Eduardo Okamoto com direção de Mracio Aurelio e dramaturgia de Cássio Pires,  circula por cidades do Nordeste do Brasil: Alagoinhas e Salvador (Bahia), João Pessoa (Paraíba), Recife (Pernambuco), Parnamirim e Natal (Rio Grande do Norte). O projeto de circulação, intitulado “‘OE’: modos de fazer”, foi contemplado com o Prêmio Myriam Muniz da Funarte – Fundação Nacional das Artes e prevê, além das apresentações do trabalho, interações entre parte da sua equipe, a plateia e artistas locais em bate-papo e intercâmbio. A programação em cada cidade será divulgada, nos próximos meses, nesta página.

 

O projeto de circulação, assim como o espetáculo, é inspirado na obra do escritor japonês Kenzaburo Oe – laureado com o Prêmio Nobel de Literatura, em 1994. A enfermidade do próprio filho, deficiente intelectual, é recorrente na obra do autor, que inclui contos, escritos políticos, romances e um importante ensaio sobre Hiroshima. Além de escritor renomado, Kenzaburo Oe é conhecido mundialmente por seu ativismo contra armas e uso de energia nucleares. Espantosamente, o seu trabalho relaciona autobiografia, ficção, mitologia, fatos históricos, comentários sobre arte e política. Para ele, “[há uma conexão] entre a violência em escala mundial, representada por artefatos nucleares, e a violência existente no interior de um único ser humano”. Por isso, a sua tarefa como escritor está imbuída da escolha da “imaginação como metodologia de observação do mundo contemporâneo.”

 

“‘OE’: modos de fazer”, toma uma das peculiaridades da obra de Kenzaburo Oe (a firme correlação entre a criação artística e a atuação do artista como cidadão) como mote para a circulação do espetáculo “OE” por cidades nordestinas. A fim de potencializar esta correlação, o projeto compreende, além da apresentação do espetáculo, encontros públicos: bate-papo de Eduardo Okamoto com a audiência, conversando sobre a obra de Oe, após a primeira sessão em cada cidade;  intercâmbios entre o ator, a diretora de produção do trabalho, Daniele Sampaio, e artistas, gestores de espaços ou coletivos de pesquisa em teatro acerca das relações entre crise e criação artística.

 

Na trama do espetáculo, um escritor, ao se dar conta da possibilidade da própria morte, escreve para um filho, deficiente intelectual, um livro com a definição de todas as coisa existentes no mundo: vida, falecimento, sonho, sociedade etc.

 

O espetáculo estreou na Mostra Oficial do Festival de Curitiba de 2015. Em São Paulo, no mesmo ano, fez duas temporadas bem sucedidas de público e crítica: no Sesc Consolação, entre 04/05 e 03/06, e na SP Escola de Teatro, de 08 a 24/6. O trabalho já circulou por festivais, como o FILO – Festival Internacional de Teatro de Londrina, e pelo interior paulista com financiamento do PROAC – Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo.

 

O processo de pesquisa para a obra incluiu um estágio de Eduardo Okamoto, em fevereiro de 2014, no Kazuo Ohno Dance Studio, no Japão. O espetáculo foi financiado com recursos do Prêmio Myriam Muniz 2013, da Funarte, e do Faepex da UNICAMP.

Tradição e inovação

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O poeta e ensaista Octavio Paz desenvolveu uma interessante tese acerca da modernidade euro-ocidental. Fundado num certo elogio à transformação, este moderno recusou tudo o que lhe parecia estagnado, como  os conceitos de tradição, repetição etc. Ao criar linhas continuas de rompimento com concepções arcaicas, porém, a modernidade gerou, paradoxalmente, uma nova tradição: a tradição da ruptura.

 

O teatro, não raro, valeu-se desta espécie de recusa dos seus antecedentes como um mote para a construção de inovações da linguagem. Esta, no entanto, não é a única estratégia possível. Artistas russos do início do século XX, por exemplo, procuraram a renovação do teatro justamente no tensionamento com tradições outras, como as asiáticas.

 

Seguindo esta trilha, vemos contemporaneamente  um renovado interesse por tradições não euro-ocidentais – indígenas, africanas, asiáticas etc. E este contato com outras formas de expressar o humano empurram o teatro para a busca de outras formas para a linguagem cênica.

 

Há, assim, um jogo entre tradição e ruptura. Por um lado, a palavra tradição não é apenas um amontoado de saberes parados num passado longínquo. Por outro, a pesquisa do novo é impulsionada por relações de alteridade – não só descontinuidades, mas também abertura à continuidades diversas. Desta maneira, podemos ver um novo tensionamento entre tradição e ruptura no lugar da tradição da ruptura.

 

Shakespeare escreveu que “o mundo todo é um palco”. E, hoje, diga-se, este mundo é vasto e diverso como nunca. A tentativa de encená-lo poderá empurrar o teatro para as suas bordas.