animação

Pecinha é a vovozinha: “Gente, que lindeza!!! Ou A eficiência poética de um dragão”

Com exclusividade para o site Pecinha É a Vovozinha!, uma consagrada pesquisadora, escritora e contadora de histórias comenta o espetáculo ‘O Dragão de Fogo’, dirigido por Marcelo Lazzaratto e em cartaz no Sesc Consolação, em São Paulo, só até este sábado (dia 1.º/7)

 
Por Regina Machado
 

Que todo mundo do “teatro e/ou narração de histórias para crianças” pudesse ir ver O Dragão de Fogo. Esse foi um dos meus desejos naquele sábado de sol, 19 de junho de 2017, no teatro do Sesc Consolação. Mas o desejo mais forte foi: Que esse dragão possa queimar todos os estereótipos ainda cometidos em “prol das crianças”. Isso seria sonhar muito alto?  Ainda assim, o que esse espetáculo faz nesse sentido é muito bom. Demais de bom.
 

Para mim, esse Dragão queima:
 

– A estética brega e desinformada, milhões de vezes repetida, dos cenários e figurinos com “cara de criança” – diminutivos e restritivos –  ou ditos “inovadores”,  fashion, coloridíssimos, tudo íssimos e cheios e badulaques.
 

– A barulheira e os cantos fáceis e sem graça
 

– A rapidez dos acontecimentos
 

– A mania de tudo muito explicado.
 

Teatro para criança pode e deve apostar nos silêncios, respirações, pausas. Adorei quando, assumindo a quarta parede, os personagens mantiveram-se firmes procurando a resposta para a “terceira tarefa” do personagem principal, enquanto as crianças gritavam animadíssimas (por um lado,  seguindo impulso “natural” de responder a desafios perceptivos, de outro, acostumadas que estão às fórmulas que muitos espetáculos e professores lhes impõem de “participação”/ adestramento…)
 

Tudo bem que elas queiram dar respostas – estão vivas! – e tudo bem que o espetáculo PROPONHA, e não imponha, um outro tipo de contato, de encontro com a arte. Viva!
 

Essa é, de fato, uma questão importante. Teve até um momento em que o ator Ésio Magalhães ‘furou a quarta parede’ e comentou no palco o que uma criança disse na plateia (“Não, a resposta não é espinafre!” ). Não é mesmo fácil achar esse equilíbrio, esse ‘trazer as crianças para dentro da cena’ sem recorrer à interação fácil e pobre, como fazer as perguntas óbvias (‘Para onde ele foi?’ E as crianças respondem: ‘por ali, por ali’) ou às vezes tentar seduções baratas (musiquinhas para cantar junto) e por aí afora…. Não é fácil. Por isso, é bonito esse jeito de encenar adotado pela equipe da SIM! Cultura, sediada no distrito de Barão Geraldo, em Campinas. Chamo de eficiência poética.
 

Teatro para criança pode e deve convidar à percepção, às perguntas, à vontade de pensar. Pode e deve incluir o afeto, o bom gosto, o desconhecido que vive dentro de cada ser humano. Aspectos que quase sempre são desconsiderados ou nivelados por baixo nos espetáculos para crianças.
 

Esse Dragão queima limites.
 

As crianças podem e devem conhecer outros ritmos, cenários, linguagens, soluções cênicas, figurinos inspirados por outra visão de mundo – como a das culturas tradicionais – e que, no caso desse espetáculo, produzem uma arquitetura cênica requintada, deslumbrante, mínima, ousada, tecnicamente irrepreensível e cheia de sugestões (que linda é a montanha!). Não é aquele tipo de “teatro infantil”, aquele teatro que pensa a criança no diminutivo.
 

Mesmo vivendo dentro da balbúrdia e do lixo de imagens que esse nosso mundo produz em grande quantidade e velocidade, as crianças gostam, sim, de contemplar. De se abrir para acolher e conversar com o desconhecido, como a Alice de Lewis Carroll.  Algumas vezes, olhei a plateia e vi rostos de olhos redondos abertos em silêncio, meninos e meninas deixados quietos com seus sonhos, perguntas, medos, vontades, convidados delicadamente a imaginar…
 

Em certa hora, escutei atrás de mim:
 

– Mãe, por que ele repete sempre essa mesma frase? (A frase do personagem Rato era: “Isso não tem o menor sentido lógico!”)
 

E o menino disse isso imitando o gesto, o corpo, o rosto e a voz do Rato, com gosto, com alegria. Mesmo sem entender muito bem a frase – isso não importa – ele recebeu e repetiu a expressividade, a graça, a intenção, o bem que o ator fez a ele, sem nenhum dos dois saber por que. Isso para mim é mágica….
 

Juro que na primeira vez que a fumaça branca entrou pela esquerda do palco,  EU VI um dragão entrando sendo essa fumaça, antes mesmo da figura vermelha entrar movimentando a bandeira.
 

O Dragão ‘queima’ também o uso insuportavelmente repetido que se faz nos palcos da esteira, em cima dela músicos e instrumentos – percussão, apitos, etc – tudo ao vivo. O uso dos sons é preciso, eficiente. Mínimo, forte.
 

Como sempre, o começo é difícil, porque o espetáculo não se vale de recursos habituais (banais/fáceis) para ganhar a plateia. Aos poucos, sem pressa, a segurança artística e técnica vai trazendo todo mundo para dentro do palco. Nesse sentido, com relação à estrutura narrativa, me perdi um pouco no vai e vem da estória dentro da estória, nos diversos tempos narrativos.
 

E aproveito para registrar:
 

– Quando, no final, o dragão diz que o menino conseguiu realizar a última tarefa, ele fala: “Vi que existe amor!” (mais ou menos isso…). Eu teria entendido melhor se ele tivesse dito: “- Vi NESSE DESENHO que existe amor…”
 

– Achei que os comentários/cacos – tirados do cotidiano da gente – estão todos ótimos, mesmo que alguns sejam mais para os adultos entenderem – por que não?
 

– Fiquei pensando na frase “Não gosto de histórias”, dita pelo Rato e repetida algumas vezes em brincadeira com a borboleta. Achei meio esquisito ter uma frase dessas nesse espetáculo.
 

– Não gostei da solução do arroz brotando no final, não tem muita força expressiva, acho…
 

– A lanterna também poderia ser melhorada.
 

Se eu pudesse, assistiria a todas as sessões do espetáculo O Dragão de Fogo, para anotar as falas das crianças durante a encenação, material muito importante pra se investigar como recebem o que é novo para elas e como é muitas vezes surpreendente o que dizem.
 

Também acho que isso ajuda a aprofundar a proposta, a encontrar respostas para o que o grupo faz, ou seja, essa ação artística e estética para crianças. Observei diversas escolhas e caminhos adotados pelos atores, na direção de Marcelo Lazzaratto – e também como a estória (dramaturgia de Cássio Pires) e a plateia foram preenchendo e arredondando as interpretações do elenco.
 

A borboleta/dragão (Luciana Mizutani), por exemplo, encontrou no final uma fluência, uma voz, uma respiração bonita de se ver, encantadora força cênica. Pode ir muito mais longe ainda.
 

O Rato (Esio Magalhães), puxa, no final era uma maravilha observar a mobilidade da sua máscara facial, parecia um desenho animado de uma vivacidade incrível. Parece que ele foi se esquentando: no começo, eu ainda via o ator às voltas com sua composição, ( – Agora ele inventou isso, eu pensava ), parecia  alguma dificuldade, alguma coisa segurando, sei lá o quê, mas aos poucos fiquei apaixonada pelo personagem e pela maestria técnica do ator. E pela verdade!
 

O menino desenhista (Eduardo Okamoto) é adorável, conquista todo mundo. Acho que o ator, com sua alma linda, pode trabalhar ainda mais o que é uma criança para ele.
 

E, finalmente, penso bastante e investigo as relações entre arte narrativa e teatro, por isso foi muito bom rever e desconstruir (detesto esses termos de moda…) muitas coisas: ainda acredito que é importante tratar de esmiuçar especificidades, para benefício dos próprios contadores que, em geral, não têm ideia do que estão fazendo.
 

Não vou me estender muito mais, mas quero dizer que a palavra continua soberana neste espetáculo, a qualidade fundamental da tradição simbólica do relato ancestral e, sobretudo, a inventividade, que também é característica das culturas tradicionais, o encontro dentro da vida que faz sentido, que me fez voltar para casa e começar a escrever este texto. Escrever essas ressonâncias e repercussões foi para mim uma alegria e um privilégio. Meu maior agradecimento.

 
SERVIÇO
Local: Teatro Cacilda Becker
Endereço: Rua Tito, 295 – Lapa, São Paulo
Telefone: (11) 3864-4513
Capacidade: 198 lugares
Quando: Sábados e domingos, às 16 horas
Duração: 50 minutos
Classificação etária: Livre para todos os públicos
Ingressos: R$ 16,00 (inteira) e R$ 8,00 (meia)
Temporada: De 19 de agosto a 24 de setembro de 2017

 

*Regina Machado é contadora de histórias para adultos e crianças desde 1980. Foi professora doutora do Departamento de Artes Plásticas da Eca-USP. Idealizadora e criadora do Boca do Céu, encontro internacional de contadores de histórias e  criadora de espetáculos de narração como Moio de Pavio (2007) e Ninguém (2009). Autora dos livros: A formiga Aurélia e outros jeitos de ver o mundo (1998), Nasrudin (2001), O violino cigano e outros contos de mulheres sábias (2004), Acordais. Fundamentos teórico-poéticos da arte de contar histórias (2004) e O menino e o vento (2015).
 
*Fonte: http://www.pecinhaeavovozinha.com.br/regina-machado-dragao-de-fogo/

Veja São Paulo: “O Dragão de Fogo”

Resenha por Catherine Barros

 

A palavra simples define apenas o cenário, porque a peça O Dragão de Fogo é grandiosa. Dirigida por Marcelo Lazzaratto, a montagem apresenta o ator Eduardo Okamoto em seu primeiro infantil, com o personagem Shun Li. Na trama, o menino artista é sorteado pelo imperador da China para enfrentar o dragão de fogo que atormenta o vilarejo e incendeia os arrozais. Nessa missão, ele encontra um amigo rato (nada corajoso), papel de Esio Magalhães, que o ajuda a decifrar três enigmas propostos pela criatura mítica: embrulhar fogo, produzir vento e empacotar com papel o elemento mais valioso do universo. Inspirada no teatro chinês da Ópera de Pequim, a criação une delicadeza, humor e kung fu de forma belíssima. Recomendado a partir de 4 anos.

 

Avaliação: 4 estrelas

 

*Fonte: https://vejasp.abril.com.br/atracao/o-dragao-de-fogo/

 

Guia da Folha: “Baseada em lenda chinesa, peça ‘O Dragão de Fogo’ brinca com imaginário”

Num cenário desabitado de elementos, dois trabalhadores encontram um desenho feito por um menino. Sem ver a concretude das linhas e as cores da criação, adentramos aquela paisagem na peça O Dragão de Fogo.

 

É assim que a montagem, dirigida por Marcelo Lazzaratto, nos transporta já no início para as paragens de uma fábula chinesa, adaptada por Cássio Pires. Nela, um menino desenhista é escolhido para enfrentar um dragão que despertou do sono profundo e anda queimando o arrozal de sua vila.

 

Em seu minimalismo, a peça convoca o imaginário numa época em que, muitas vezes, há excessos em narrar, mostrar e pontuar. O cenário de Alan Chu e Cristina Sverzuti, por exemplo, cria cartografia com poucos detalhes, enquanto o figurino, comedido no uso de cores, tem a sofisticação do estilista Fause Haten.

 

Nada no espetáculo é exagerado. É assim também na interpretação de Eduardo Okamoto, que tem a severidade do soberano que sorteia quem será escolhido a enfrentar o dragão e a leveza do sábio menino que aceita sem questionar seu destino.

 

O universo oriental se descortina em movimentos precisos, inspirados no kung-fu, e minuciosamente desenhados pela atriz Luciana Mizutani.

 

No caminho, o protagonista encontra seu parceiro, um rato medroso interpretado por Ésio Magalhães. Juntos, o menino e seu amigo enfrentam as missões do dragão. Fazia tempo que não se brincava tanto de imaginar no teatro infantil.

 

Avaliação: muito bom
Indicação da crítica: a partir de 5 anos

 

*Fonte: http://guia.folha.uol.com.br/crianca/2017/06/critica-baseada-em-lenda-chinesa-peca-o-dragao-de-fogo-brinca-com-imaginario.shtml

“O Dragão de Fogo” no SESC Consolação

o dragão de fogoDe Cássio PiresEncenação de Marcelo LazzarattoDireção Musical Marcelo OnofriCom Eduardo Okamoto, Esio Magalhães e Luciana Mizutani2017Foto: Fernando Stankuns

 

Como Shun Li, um menino de sete anos, pode salvar sua aldeia de um terrível dragão que desperta de um sono de séculos? A resposta para essa grande aventura está no espetáculo O DRAGÃO DE FOGO, primeiro espetáculo para o público infantil do ator Eduardo Okamoto, cuja montagem reúne referências da Ópera de Pequim, luta e teatro. Com encenação de Marcelo Lazzaratto, dramaturgia de Cássio Pires, o trabalho conta, ainda, com atuações de Esio Magalhães e Luciana Mizutani.

 

Ficha Técnica
Dramaturgia: Cássio Pires
Encenação e iluminação: Marcelo Lazzaratto
Atuação: Eduardo Okamoto, Esio Magalhães, Luciana Mizutani
Preparação em Kung-fu e desenho de movimento: Luciana Mizutani
Música original: Marcelo Onofri
Músicos: Henrique Cantalogo (flautas, percussão marimba), Eduardo Guimarães (sanfona e percussão) e Marcelo Onofri (piano)
Captação, mixagem e masterização: Mario Porto
Cenografia: Alan Chu e Cristina Sverzuti
Figurinos: Fause Haten
Assistente de figurinos: Anna Paula Abe
Adereços: Silvana Marcondes
Fotografia: Fernando Stankuns
Programação visual: Estúdio Claraboia
Registro em vídeo: Jonathas Beck | Artma Filmes
Assessoria de imprensa: Fred de Paula l Nossa Senhora da Pauta
Produção executiva: Mariella Siqueira
Direção de produção: Daniele Sampaio | SIM! Cultura

 

SAIBA MAIS
03/06 a 01/07
Sábados às 11h
Sessão Extra 15/06
Quinta às 11h
 

SESC CONSOLAÇÃO
Rua Dr. Vila Nova, 245 – Vila Buarque
 

INGRESSOS – R$ 17,00 (inteira); R$ 8,50 (meia: estudante, servidor de escola pública, +60 anos, aposentado e pessoa com deficiência); R$ 5,00 (trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes). Grátis para crianças até 12 anos.
 

Acesso para deficientes físicos.
Capacidade Teatro Anchieta – 280 lugares.
Bilheteria – De segunda a sexta-feira das 12 às 22 horas, sábados das 10 às 21 horas e domingos e feriados das 16h30 às 18 horas (ingressos à venda em todas as unidades do SESC). www.sescsp.org.br.
 

Telefone: (11) 3234-3000

“Dragão de Fogo” circula pelo interior de São Paulo

 

 

Em abril, o espetáculo O DRAGÃO DE FOGO cumpre 08 sessõescom ingressos no chapéu pelo edital de Produção de Espetáculo Inédito de Artes Cênicas, concedido pelo Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo (ProAC).

 
O primeiro espetáculo para o público infantil idealizado pela SIM! Cultura realiza duas sessões no Fábrica das Artes (Americana), quatro sessões no Barracão Teatro (Campinas-Barão Geraldo) e duas sessões no Teatro José de Castro Mendes (Campinas-Centro).

Tomem nota!

 

TEMPORADA DE “O DRAGÃO DE FOGO” PELO ProAC

FÁBRICA DAS ARTES – AMERICANA
Rua Dr. Cícero Jones, 146 – Vila Rehder, Americana – SP
04/04 – terça às 20h30
05/04 – quarta às 14h

Informações: (19) 3645-1990
Ingressos no chapéu

BARRACÃO TEATRO – CAMPINAS (BARÃO GERALDO)
R. Eduardo Modesto, 128 – Vila Santa Izabel, Campinas – SP
06 e 07/04 – quinta e sexta às 19h
08 e 09/04 – sábado e domingo às 16h

Informações: 3289-4275
Ingressos no chapéu

TEATRO MUNICIPAL JOSÉ DE CASTRO MENDES – CAMPINAS (CENTRO)
Rua Conselheiro Gomide, 62 – Vila Industrial, Campinas –SP
27/04 – quinta às 20h30
28/04 – sexta às 14h

Telefone: (19) 3272-9359
Ingressos gratuitos

 

Sinopse
Shun Li, um menino desenhista, enfrenta o Dragão que, desperto de seu sono de séculos, ameaça destruir o seu povoado. Ou: um garoto é sorteado entre todas as pessoas da sua aldeia para enfrentar uma terrível ameaça, preservando-se, assim, uma tradição: todos a qualquer momento têm que estar prontos. Isso é tudo.
Mas não é só. Ou não é solitário: haverá ainda seus pais, o primeiro amor, a esperança de aldeães, alguém encontrado furtivamente na morada do perigo. Haverá sempre a possibilidade do desenho e aquilo que ele pode revelar: a coisa mais forte do mundo!

 

Ficha Técnica
Dramaturgia: Cássio Pires
Encenação e iluminação: Marcelo Lazzaratto
Atuação: Eduardo Okamoto, Esio Magalhães, Luciana Mizutani
Preparação em Kung-fu e desenho de movimento: Luciana Mizutani
Música original: Marcelo Onofri
Músicos: Henrique Cantalogo (flautas, percussão marimba), Eduardo Guimarães (sanfona e percussão) e Marcelo Onofri (piano)
Captação, mixagem e masterização: Mario Porto
Cenografia: Alan Chu e Cristina Sverzuti
Figurinos: Fause Haten
Assistente de figurinos: Anna Paula Abe
Adereços: Silvana Marcondes
Fotografia: Fernando Stankuns
Programação visual: Estúdio Claraboia
Registro em vídeo: Jonathas Beck | Artma Filmes
Assessoria de imprensa: Tiago Gonçalves
Produção executiva: Mariella Siqueira
Direção de produção: Daniele Sampaio | SIM! Cultura

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