animação

Pansori no South Bank Centre

Saio da estonteante apresentação de Ahn Sook-Sun e Jun-Su Kim, artistas de Pansori, a tradicional arte coreana que mistura canto e narração. A programação é parte do K-Music, o Festival Internacional de Música Coreana de Londres.
Usualmente, pensamos que através da cultura reconhecemos quem somos. Sem que isso seja meia verdade, não chega a constituir a máxima inteira: cultura é também o que fomenta a invenção do que seremos.
É impossível viver sem que se encontre sentido para o cotidiano amanhecer do humano em nós! Hoje e sempre, imaginar pode ser um ato perturbador!

“Hamlet” no Globe Theatre

Assisti a uma montagem de “Hamlet”, no Globe Theatre, o teatro de Shakespeare – ou aquele que foi reconstruído e aberto em 1997. Esta experiência soma-se a outras, que tive no Japão, assistindo a programas inteiros de Nô, Kabuki, Bunraku. A tradição e os seus ensinamentos.

Adoro o teatro de pesquisa, a inovação, as vanguardas: a cena lembrando que sempre podemos ser diferentes do que somos. Igualmente lindo é ver se desenrolando diante de nossos olhos exatamente o que esperávamos. O palco confirmando a si mesmo – ou a nós. Há, assim, a possibilidade de fazermos melhor aquilo que sempre foi feito. E, se não pudermos nos aperfeiçoar hoje, garantimos a possibilidase de fazê-lo amanhã.

O “Hamlet”, no Globe, apresentava atualizações, é verdade. Atrizes “jogando” alguns dos papéis masculinos (Hamlet, Horácio, Laertes – os jovens que faceiam uma ordem velha, sustentada por uma lógica de homens). Um ator, por outro lado, deu voz à Ofélia – foi curioso ver uma fúria masculina, esta que paradoxalmente a leva à loucura, projetada sobre rei e rainha em cena que, não raro, é feita de fragilidade. Nada disso, porém, esgarça o tecido da tradição. Ao contrário, presentifica as conveções que a constituem. O célebre “ser ou não ser” pode apontar questões de feminilidade e masculinidade na contemporaneidade. Pode também nos religar ao humano que nunca deixamos de ser.

A tradição, hoje, lembrou-me de algumas das nossas poucas certezas: nascemos e morreremos. Isso não é tudo. Mas também não é pouco.

Para ver mais sobre a peça: http://www.shakespearesglobe.com/whats-on-2018/hamlet

Yumiko Yoshioka em Tavira

Em Tavira, Portugal, o encontro alegre com a dançarina de butô e professora Yumiko Yoshioka. Poderia usar, como muitos, a palavra “mestra”. Gosto porém, da nobreza da palavra “professora” que, ao fiinal das contas, não guarda nenhum ranço místico e, portanto, aproxima efetivamente o aluno da coisa estudada.

Hoje, durante a oficina, a camiseta de Yoshioka anunciava uma pedagogia:

“Same
Same
But different”

Ou: “o mesmo, o mesmo, mas diferente”.

Lendo a frase, fiquei pensando nas vezes em que o estudante – e, no caso, estou falando de mim – ansioso por buscar coisas diferentes, diferentes, cede ao hábito. Sempre o velho novo.

Não é fácil resolver os enigmas da criação artística porque, antes, é difícil de sair do labirinto que somos.

Pós-doutorado em Londres

Estou em Londres para um semestre de pesquisa de pós-doutoramento na Goldsmiths University of London. Minha supervisora é Marie-Gabrielle Rotie. Aqui e acolá, atualizo esta página com pequenas pílulas da experiência vivida. 

Pot ora, partilho o resumo de meu projeto: 

“O objetivo da pesquisa é o estudo da trajetória e de princípios de criação e pedagogia da bailarina, coreógrafa e professora japonesa Yumiko Yoshioka. Formada por Ko Moruboshi (1947-2015) e Carlota Ikeda (1941-2014), Yoshioka é umas das fundadora do coletivo Ten Pen Chii e uma das representantes da terceira geração de dançarinas e dançarinos de butô – manifestação cênica fundada por Tatsumi Hijikata, no pós-guerra japonês. Yoshioka divide sua residência entre Berlim (Alemanha) e Tóquio (Japão), além de visitar inúmeros países anualmente (nas Américas do Norte e do Sul, Europa, Ásia e Oceania), ministrando workshops e apresentando espetáculos.

O seu trabalho pode ser tomado como representante de certa “diáspora” do butô na Europa. Historicamente, a dança butô tem como seu principal criador Tatsumi Hijikata (1928-1986) e como fundamental divulgador no mundo ocidental o bailarino Kazuo Ohno (1906-2010) – que influenciou artistas no mundo inteiro, recriando, ao seu modo, esta dança. Além dele, muitos artistas japoneses (como os já mencionados Ikeda  e Moruboshi, Min Tanaka, Natsu Nakajima, Anzu Forukawa, Minako Seki, Ushio Amagatsu etc.) mantém ou mantiveram estreita relação com a produção europeia, realizando estágios, dirigindo espetáculos e alguns deles residindo tempos neste continente.

Assim, a pesquisa será realizada tendo como pano de fundo o estudo do fenômeno intercultural nas artes da cena e as maneiras como se apreende a cultura japonesa no mundo globalizado.  

São previstos como procedimentos: a realização de um estágio no Department of Theatre and Performance of Goldsmiths University of London, sob supervisão da Professora Doutora Marie-Gabrielle Rotie, em Londres; o acompanhamento de workshops e apresentações de Yoshioka na Europa; entrevistas com esta artista; e estudos bibliográfico e filmográfico.”

 

É momento de estudar. Isso significa, sem dúvida, que é hora para ser feliz! 

“OE” no SESC Ribeirão Preto

 

OE - Espetáculo inspirado na obra do escritor japonês Kenzaburo Oe. Com Eduardo Okamoto, encenação de Marcio Aurelio e dramaturgia inédita de Cá¡ssio Pires. Crédito: Fernando Stankuns

 

O ator Eduardo Okamoto apresenta no dia 03 de maio o solo “OE” no SESC Ribeirão Preto. O espetáculo, que  envolveu um estágio de Okamoto no Kazuo Ohno Dance Studio, no Japão, é inspirado na obra do escritor japonês Kenzaburo Oe, especialmente no livro “Jovens de um novo tempo, despertai!”.

 

Um livro contendo a definição de todas as coisas existentes no mundo. Aí, o legado de um escritor para o seu primogênito com deficiência intelectual. E um sonho: no dia da sua morte, toda a experiência acumulada em si fluiria para o espírito inocente de seu filho.

 

O espetáculo, porém, não dramatiza a ficção do autor nipônico. Experiencia-a. Encontra nela impulso para a abertura de imaginários. A realização de um projeto urgente e impossível – um manual de definições do mundo, da vida e da morte – não é lido como o empreendimento pedagógico de um pai. Anuncia o processo em que cada um confere sentido às vivências. A tarefa enciclopédica de uma única pessoa esconde um enigma aberto a todos: o pai ensina o filho, mas é também um outro filho clamando explicações a um pai perdido.

 

Assim, a narrativa parte de circunstâncias singulares (um indivíduo e seu filho deficiente), mas não se encerra em particularidades. A expressão da singularidade de um ser humano relaciona-se a enfrentamentos coletivos. Ou, dizendo de um outro modo, a delimitação da vida de um homem também esbarra nos limites do humano. Ou ainda: uma imagem do mundo revela também os nossos limites para sonhá-lo de outras maneiras.

 

Ficha Técnica:
Espetáculo inspirado na obra de Kenzaburo Oe

Encenação e iluminação: Marcio Aurelio
Dramaturgia: Cássio Pires
Atuação: Eduardo Okamoto
Assistência de direção: Lígia Pereira
Assistência de iluminação: Silviane Ticher
Orientação corporal: Ciça Ohno
Figurino e Cenografia: Marcio Aurelio
Assistente de Figurino e Cenografia: Maurício Schneider
Fotografia: Fernando Stankuns
Registro em vídeo: Bruno Jorge | João de Barro Produção Independete
Design gráfico: LuOrvat Design
Orientação pedagógica do projeto: Suzi Frankl Sperber
Coordenação Técnica: Silvio Fávaro
Assistência de produção: Mariella Siqueira
Direção de produção: Daniele Sampaio | SIM! Cultura

 

Serviço: “OE”, no SESC Ribeirão Preto
Data: 03 de maio
Horário: 20h30
Local: SESC Ribeirão Preto – Rua Tibiriça, 50, Centro – Ribeirão Preto | CEP: 14010-090
Ingressos: R$5,00 – R$17
Mais informações: 16 3977-4477 ou clique aqui.

“O Dragão de Fogo” no SESC Piracicaba

o dragão de fogoDe Cássio PiresEncenação de Marcelo LazzarattoDireção Musical Marcelo OnofriCom Eduardo Okamoto, Esio Magalhães e Luciana Mizutani2017Crédito: Fernando Stankuns

 

No mês de abril, avançamos interior adentro e chegamos à linda  Piracicaba com o nosso O Dragão de Fogo. O espetáculo realizará duas sessões no SESC da cidade, sendo uma primeira fechada para crianças do projeto Curumim e uma segunda sessão aberta ao público.

 

Os ingressos para essa segunda apresentação serão gratuitos e poderão ser retirados na bilheteria da unidade 1 hora antes. Chegue junto e avise aos amigos!

 

Sinopse
Um menino desenhista enfrenta um dragão que, despertou de seu sono de séculos, ameaça destruir a sua aldeia. Ou: um garoto é sorteado entre todos os homens da aldeia para enfrentar uma terrível ameaça, preservando-se, assim, uma tradição: todos a qualquer momento têm de estar prontos. Isso é tudo.

 

Mas não é só. Ou não é solitário: haverá ainda seus pais, o primeiro amor, a esperança de aldeães, um rato encontrado furtivamente na morada do perigo. Haverá sempre a possibilidade do desenho e aquilo que ele pode revelar: a coisa mais forte do mundo!

 

Ficha Técnica
Encenação e iluminação
Marcelo Lazzarato
Dramaturgia
Cássio Pires
Atuação
Eduardo Okamoto, Esio Magalhães, Luciana Mizutani
Ator Stand-In
Tiago Marques
Preparação em Kung-Fu e desenho de movimento
Luciana Mizutani
Música original
Marcelo Onofri
Músicos
Henrique Cantalogo (flautas, percussão marimba), Eduardo Guimarães (sanfona e percussão) e Marcelo Onofri (piano)
Captação, mixagem e masterização
Mario Porto
Cenografia
Alan Chu e Cristina Sverzuti
Figurinos
Fause Haten
Assistência de figurinos
Anna Paula Abe
Adereços
Silvana Marcondes
Fotografia
Fernando Stankuns
Programação visual
Estúdio Claraboia
Registro em vídeo
Jonathas Beck | Artma Filmes
Produção executiva
Mariella Siqueira
Direção de produção
Daniele Sampaio | SIM! Cultura

 

Serviço: “O Dragão de Fogo” no Sesc Piracicaba
Data: 20 (sessão fechada) e 21 de abril (aberta ao público)
Horário: 15h – sexta e 16h – sábado
Local: Sesc Piracicaba – Rua Piracicaba, 155, Centro. Piracicaba-SP, CEP: 13.400-480
Ingressos: a sessão da sexta será dedicada para o projeto Curumim, a sessão de sábado é aberta ao público com ingressos gratuitos distribuídos 1h antes da sessão.

 

Mais informações: (19) 3437-9240 ou acesse aqui.

“O Dragão de Fogo” no Prêmio São Paulo

Estamos em festa!

 

Na noite de 02 de abril, o Teatro Sérgio Cardoso sediou a Cerimônia de Entrega do 4o Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem. E nosso O Dragão de Fogo, que é também nossa primeira aventura no universo infantil, foi agraciado em 3 categorias: Melhor Figurino para Fause Haten, Melhor Ator Coadjuvante para Esio e Magalhães Melhor Espetáculo Infantil do ano 2017.

 

É mesmo para se celebrar! Mas também para agradecer. Primeiro, aos 18 profissionais que assinam a ficha técnica do espetáculo, construindo esse trabalho conosco e que, certamente, estão representados nestas condecorações. Depois, às crianças de todas as idades que ajudam-nos a conferir sentido à obra a cada sessão que realizamos. E, por fim, a Luiza Jorge, incansável coordenadora, curadora e produtora do prêmio, e aos jurados Beatriz Rosenberg, Dib Carneiro, Gabriela Romeu e Mônica Rodrigues da Costa, pelo trabalho na promoção e reconhecimento do teatro infantil e jovem no estado de São Paulo.

 

Fique de olho! Em breve, anunciaremos por aqui a agenda da circulação do espetáculo pelo ProAC – Programa de Ação Cultural, com passagens já confirmadas por Cubatão, Botucatu, Santa Bárbara d’Oeste e Presidente Prudente.

 

Abaixo, a ficha técnica do espetáculo com a relação de cada parceira e parceiro que conceberam conosco “O Dragão de Fogo”. Obrigada, dragônicxs!

 

Encenação e iluminação
Marcelo Lazzarato

Dramaturgia
Cássio Pires

Atuação
Eduardo Okamoto, Esio Magalhães, Luciana Mizutani

Preparação em Kung-Fu e desenho de movimento
Luciana Mizutani

Música original
Marcelo Onofri

Músicos
Henrique Cantalogo (flautas, percussão marimba), Eduardo Guimarães (sanfona e percussão) e Marcelo Onofri (piano)

Captação, mixagem e masterização
Mario Porto

Cenografia
Alan Chu e Cristina Sverzuti

Figurinos
Fause Haten

Assistência de figurinos
Anna Paula Abe

Adereços
Silvana Marcondes

Fotografia
Fernando Stankuns

Programação visual
Estúdio Claraboia

Registro em vídeo
Jonathas Beck | Artma Filmes

Assessoria de imprensa em Campinas
Tiago Gonçalves

Assessoria de imprensa em São Paulo
Nossa Senhora da Pauta

Produção executiva
Mariella Siqueira

Direção de produção
Daniele Sampaio | SIM! Cultura

 

Para saber mais sobre a premiação, clique aqui

“O Dragão de Fogo” em temporada no SESC Santo André

 

O Dragão de Fogo. De Cássio Pires, encenação de Marcelo Lazzaratto, direção musical de Marcelo Onofri e atuação de Eduardo Okamoto, Esio Magalhães e Luciana Mizutani

 

2018 promete! e para começar, anunciamos a 5a temporada do nosso “o dragão de fogo” no SESC Santo André.

O espetáculo, que está entre os finalistas do Prêmio São Paulo de Incentivo ao Teatro Infantil e Jovem em cinco categorias, entra em cartaz no SESC Santo André no próximo 18 de fevereiro. Fique de olho!

 

Sinopse
Um menino desenhista enfrenta um dragão que, desperto de seu sono de séculos, ameaça destruir a sua aldeia. Ou: um garoto é sorteado entre todos os homens da aldeia para enfrentar uma terrível ameaça, preservando-se, assim, uma tradição: todos a qualquer momento têm de estar prontos. Isso é tudo.

Mas não é só. Ou não é solitário: haverá ainda seus pais, o primeiro amor, a esperança de aldeães, um rato encontrado furtivamente na morada do perigo. Haverá sempre a possibilidade do desenho e aquilo que ele pode revelar: a coisa mais forte do mundo!    

 

Ficha técnica
Encenação e iluminação: Marcelo Lazzaratto
Dramaturgia: Cássio Pires
Atuação: Eduardo Okamoto, Esio Magalhães, Luciana Mizutani
Preparação em Kung-fu e desenho de movimento: Luciana Mizutani
Música original: Marcelo Onofri
Músicos: Henrique Cantalogo (flautas, percussão marimba), Eduardo Guimarães (sanfona e percussão) e Marcelo Onofri (piano)
Captação, mixagem e masterização: Mario Porto
Cenografia: Alan Chu e Cristina Sverzuti
Figurinos: Fause Haten
Assistente de figurinos: Anna Paula Abe
Adereços: Silvana Marcondes
Fotografia: Fernando Stankuns
Programação visual: Estúdio Claraboia
Registro em vídeo: Jonathas Beck | Artma Filmes
Assessoria de imprensa: Tiago Gonçalves
Produção executiva: Mariella Siqueira
Direção de produção: Daniele Sampaio | SIM! Cultura

 

Serviço: “O Dragão de Fogo” no SESC Santo André
18/02 à 11/03 – domingos às 12h
Ingressos: R$17,00 – inteira, R$8,50 – meia, R$ 5,00 – credencial plena (à venda na Central de Atendimento do SESC)
* crianças até 12 anos não pagam

Mais informações: 11 4469-1200 | 19 3365-1822

“O Dragão de Fogo” no Sesc Sorocaba

o dragão de fogoDe Cássio PiresEncenação de Marcelo LazzarattoDireção Musical Marcelo OnofriCom Eduardo Okamoto, Esio Magalhães e Luciana Mizutani2017

Foto: Fernando Stankuns

 

Em novembro,  “O Dragão de Fogo” realiza última sessão do ano no SESC Sorocaba. A apresentação acontece no dia 26, domingo, às 16h, com entrada franca para crianças de até 12 anos. Para crianças entre 12 e 100 anos, os ingressos estão disponíveis nas bilheterias da rede SESC SP. 

 

Em 2018, o espetáculo volta aos palcos com a circulação do projeto “O voo do Dragão: o espetáculo o Dragão de Fogo pelo interior e litoral paulistas”, contemplado pelo ProAC – Programa de Ação Cultural. Em breve, mais notícias por aqui!

 

Sinopse

Um menino desenhista enfrenta um dragão que, desperto de seu sono de séculos, ameaça destruir a sua aldeia. Ou: um garoto é sorteado entre todos os homens da aldeia para enfrentar uma terrível ameaça, preservando-se, assim, uma tradição: todos a qualquer momento têm de estar prontos. Isso é tudo.

 

Mas não é só. Ou não é solitário: haverá ainda seus pais, o primeiro amor, a esperança de aldeães, um rato encontrado furtivamente na morada do perigo. Haverá sempre a possibilidade do desenho e aquilo que ele pode revelar: a coisa mais forte do mundo! 

 

Ficha técnica  

Encenação e iluminação: Marcelo Lazzaratto
Dramaturgia: Cássio Pires
Atuação: Eduardo Okamoto, Esio Magalhães, Luciana Mizutani
Preparação em Kung-fu e desenho de movimento: Luciana Mizutani
Música original: Marcelo Onofri
Músicos: Henrique Cantalogo (flautas, percussão marimba), Eduardo Guimarães (sanfona e percussão) e Marcelo Onofri (piano)
Captação, mixagem e masterização: Mario Porto
Cenografia: Alan Chu e Cristina Sverzuti
Figurinos: Fause Haten
Assistente de figurinos: Anna Paula Abe
Adereços: Silvana Marcondes
Fotografia: Fernando Stankuns
Programação visual: Estúdio Claraboia
Registro em vídeo: Jonathas Beck | Artma Filmes
Assessoria de imprensa: Tiago Gonçalves
Produção executiva: Mariella Siqueira
Direção de produção: Daniele Sampaio | SIM! Cultura

 

Serviço: “O Dragão de Fogo”

26/11 – domingo às 16h
Ingressos: R$17,00 – inteira, R$8,50 – meia, R$ 5,00 – credencial plena (à venda na Central de Atendimento do SESC)
* crianças até 12 anos não pagam

Mais informações: 15 3332-9933 | 19 3365-1822

Eduardo Okamoto pela primeira vez em Pindamonhangaba

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Foto de Fernando Stankuns.

 

Há 43 anos, o professor Diógenes Chiaradia Felician criava o primeiro festival de teatro de Pindamonhangaba, conhecido hoje como FESTE. A despeito das dificuldades de se manter ao longo dos anos, em 2017 o festival marca presença no calendário anual e realiza a sua 39a edição entre os dias 09 e 19 de novembro. Em tempos de desmontes e censura à arte, é de celebrar a existência e resistência da iniciativa!
 
Nesta edição, o ator Eduardo Okamoto integra pela primeira vez a programação do festival e realiza sessão única do espetáculo “Eldorado” no dia 17/11. Tome nota!Conheça a história do FESTE clicando aqui.
 
 
Sinopse
Acompanhado por uma “Menina”, um cego busca encontrar o que nenhum homem pôde jamais: Eldorado. Toda estória se resume nisto: era uma vez um homem que procura. Nos tempos e lugares da viagem, haja espaço para humanidades – travessia“Eldorado” encena a história que usualmente se desconta: descartada à primeira vista. O espetáculo nasce da observação da realidade, da interação com construtores e tocadores de rabeca, instrumento de arco e cordas, parecido com o violino, presente em muitas manifestações da cultura popular do Brasil. Desta maneira, procurou-se exercitar o olhar, encontrando no cotidiano os pequenos acontecimentos poéticos. Entre as margens da estória e da história, “Eldorado” procura recriar realidades. Assim, possamos recriar a nós mesmos.
 
Ficha Técnica
Concepção, pesquisa e atuação
Eduardo Okamoto
 
Dramaturgia
Santiago Serrano
 
Direção e Iluminação
Marcelo Lazzaratto
 
Figurino
Verônica Fabrini
 
Preparação em rabeca e Trilha Sonora Original
Luiz Henrique Fiaminghi
 
Fotografia
Fernando Stankuns
 
Orientação
Suzi Frankl Sperber
 
Produção
Daniele Sampaio
 
Duração
60 min.
 
 
Serviço

17/11  – sexta-feira às 20h
Ingressos: gratuitos distribuídos no teatro 1h antes da sessão
Local: Teatro Galpão – R. Luiza Marcondes de Oliveira, 2750 – Parque das Nacoes, Pindamonhangaba – SP
Mais informações: (12) 3642-1080.

“O Dragão de Fogo” no SESC Bom Retiro

o dragão de fogoDe Cássio PiresEncenação de Marcelo LazzarattoDireção Musical Marcelo OnofriCom Eduardo Okamoto, Esio Magalhães e Luciana Mizutani2017
Foto: Fernando Stankuns

 

Em outubro, o pequeno Shun-Li está de volta à capital paulista. No dia 12 de outubro, feriado do dia das crianças, o espetáculo realiza sessão única ao meio-dia no teatro do SESC Bom Retiro. Depois, permanece em temporada aos domingos no mesmo horário até o dia 05 de novembro. É a ultima oportunidade para ver e peça em São Paulo!

 

Sinopse
Um menino desenhista enfrenta um dragão que, desperto de seu sono de séculos, ameaça destruir a sua aldeia. Ou: um garoto é sorteado entre todos os homens da aldeia para enfrentar uma terrível ameaça, preservando-se, assim, uma tradição: todos a qualquer momento têm de estar prontos. Isso é tudo.
 
Mas não é só. Ou não é solitário: haverá ainda seus pais, o primeiro amor, a esperança de aldeães, um rato encontrado furtivamente na morada do perigo. Haverá sempre a possibilidade do desenho e aquilo que ele pode revelar: a coisa mais forte do mundo!    

 

Ficha técnica
Encenação e iluminação: Marcelo Lazzaratto
Dramaturgia: Cássio Pires
Atuação: Eduardo Okamoto, Esio Magalhães, Luciana Mizutani
Preparação em Kung-fu e desenho de movimento: Luciana Mizutani
Música original: Marcelo Onofri
Músicos: Henrique Cantalogo (flautas, percussão marimba), Eduardo Guimarães (sanfona e percussão) e Marcelo Onofri (piano)
Captação, mixagem e masterização: Mario Porto
Cenografia: Alan Chu e Cristina Sverzuti
Figurinos: Fause Haten
Assistente de figurinos: Anna Paula Abe
Adereços: Silvana Marcondes
Fotografia: Fernando Stankuns
Programação visual: Estúdio Claraboia
Registro em vídeo: Jonathas Beck | Artma Filmes
Assessoria de imprensa: Tiago Gonçalves
Produção executiva: Mariella Siqueira
Direção de produção: Daniele Sampaio | SIM! Cultura

 

Serviço: “O dragão de Fogo” no SESC Bom Retiro
12/10 – quinta-feira às 12h
Ingressos: R$17,00 – inteira e R$8,50 – meia
(crianças até 12 anos não pagam)
 
15/10 a 05/11 – domingos às 12h
Ingressos: R$17,00 – inteira e R$8,50 – meia
(crianças até 12 anos não pagam)
 
SESC Bom Retiro
Alameda Nothmann, 185 – Bom Retiro, São Paulo.
CEP 01216-000

Mais informações: 11 3332-3600 | 19 3365-1822

“Eldorado” em Sorocaba

“Você não é cego”, ela dizia, “você tem olhos de sertão. Só isso, meu pequeno. Um dia uma chuva muito forte vai cair e seus olhos vão também florear”

 

O cego de ELDORADO continua sua jornada país adentro. Em setembro, é a vez da cidade de Sorocaba receber o espetáculo “ELDORADO”, solo de Eduardo Okamoto, integrando a programação da Mostra Do Bolso à Praça, promovida pela Trupé de Teatro. Por sua atuação neste trabalho, Okamoto foi indicado ao Prêmio Shell de Melhor Ator em 2009.  

 

A programação da mostra reúne várias atividades, sempre aos finais de semana e com entrada gratuita. Saiba mais na página da Trupé de Teatro no FB.

 

 

Sinopse
Acompanhado por uma “Menina”, um cego busca encontrar o que nenhum homem pôde jamais: Eldorado. Toda estória se resume nisto: era uma vez um homem que procura. Nos tempos e lugares da viagem, haja espaço para humanidades – travessia.

 

“Eldorado” encena a história que usualmente se desconta: descartada à primeira vista. O espetáculo nasce da observação da realidade, da interação com construtores e tocadores de rabeca, instrumento de arco e cordas, parecido com o violino, presente em muitas manifestações da cultura popular do Brasil. Desta maneira, procurou-se exercitar o olhar, encontrando no cotidiano os pequenos acontecimentos poéticos. Entre as margens da estória e da história, “Eldorado” procura recriar realidades. Assim, possamos recriar a nós mesmos.  

 

Ficha Técnica 
Concepção, pesquisa e atuação: Eduardo Okamoto
Dramaturgia: Santiago Serrano
Direção e Iluminação: Marcelo Lazzaratto
Preparação em rabeca e Trilha Sonora Original: Luiz Henrique Fiaminghi
Figurino: Verônica Fabrini
Fotografia: Fernando Stankuns e Adalberto Lima
Projeto gráfico: Alexandre Caetano
Orientação: Suzi Frankl Sperber
Assistente de Produção: Mariella Siqueira
Produção: Daniele Sampaio l SIM! Cultura
Duração: 60 min
Gênero: Drama
Classificação Etária: 12 anos

 

Serviço 

23/09 às 20h

Teatro da Trupé – Rua Dr. Nogueira Martins, 457, Centro – Sorocaba-SP.

 

Ingressos gratuitos distribuídos uma hora antes do espetáculo.
Lotação 30 lugares.

 

Outras informações: 15 3342-2159 contato@trupedeteatro.com.br 

“Noites Árabes” estreia em São Paulo

img_0313-13-1024x682Foto: Thaiane Athanásio

 

Entre agosto e outubro de 2017, as noites de São Paulo ficarão mais obscuras. O Vila 8, coletivo de pesquisas teatrais fundado por Eduardo Okamoto em 2013, estreia o espetáculo Noites Árabes na Oficina Cultural Oswald de Andrade.

 

A obra – primeiro espetáculo do coletivo – evoca o antigo hábito humano de narrar histórias traçando um paralelo entre as espantosas histórias que Sahrazad conta durante “Mil e Uma Noites” para se manter viva e relatos contemporâneos de guerra de palestinos na Faixa de Gaza. Os atores-narradores se revezam para recontar o mito de Sahrazad e histórias que espantosamente conseguiram escapar de um lugar de confinamento. Ao contrário dos corpos, as palavras atravessam territórios e eras, transformando-se em força vital mantenedora da sobrevivência humana.
 

Além de Okamoto, que assina a direção do trabalho, o espetáculo conta com dramaturgia inédita de Isa Kopelman e direção musical de Marcelo Onofri.

 

Sinopse

Cinco atores recontam relatos decorrentes do conflito israel-palestino nos moldes d’ “As Mil e Uma Noites”. O tempo todo sobre um tapete, o grupo metaforiza o universo infinito e simbólico das narrativas e o confinamento de palestinos na Faixa de Gaza.   

 

Ficha Técnica
Dramaturgia: Isa Kopelman
Direção: Eduardo Okamoto
Atuação: Cadu Ramos, Lucas Marcondes, Tess Amorim, Vanessa Petroncari e Virgílio Guasco
Direção musical: Marcelo Onofri
Execução musical: Edu Guimarães, Marcelo Onofri e Gabriel Peregrino
Iluminação: Silvio Favaro e Eduardo Okamoto
Estruturas de iluminação: Cadu Ramos, Silvio Favaro  e Virgilio Guasco
Cenografia: Eduardo Okamoto
Cenotecnia: Erich Baptista e Lucas Marcondes
Figurino: Vanessa Petroncari
Maquiagem: Tess Amorim
Arte gráfica: Cadu Ramos
Fotografia: Thaiane Athanásio
Assessoria de Imprensa: Adriana Monteiro | Ofício das Letras
Produção: Vila 8
Consultoria em Produção: Daniele Sampaio | SIM! Cultura
 
Serviço
“Noites Ábares” na Oficina Cultural Oswald de Andrade
28/08 a 18/10/2017 – exceto 12 e 13/09
Segundas, terças e quartas às 20hSessões extras: 21 e 28/09/2017 às 20hOficina Cultural Oswald de Andrade
Endereço: Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro
(Próximo à estação Tiradentes do metrô)
Sala 7Capacidade: 30 lugares
Entrada franca
Retirada de ingressos com 1h de antecedênciaIndicação Etária: 14 anos
Duração: 75 minInformações: (11) 3222-2662

Site: http://www.oficinasculturais.org.br/

Dose Dupla em Sampa

O Dragão de Fogo. De Cássio Pires, encenação de Marcelo Lazzaratto, direção musical de Marcelo Onofri e atuação de Eduardo Okamoto, Esio Magalhães e Luciana MizutaniFoto: Fernando Stankuns

 

Agraciado com quatro estrelas no Guia da Folha e na revista Veja SP, “O Dragão de Fogo”  – primeiro espetáculo infantil do ator Eduardo Okamoto – segue em cartaz em duas temporadas paulistanas. No Teatro Cacilda Becker, o espetáculo segue em cartaz até 24/09 – sábados e domingos às 16h. Os ingressos podem ser comprados antecipadamente através do link https://goo.gl/5q7ntC. No SESC 24 de Maio, o espetáculo realiza sessões aos domingos às 11h até o dia 10/09. Os ingressos estão esgotados na web e podem ser adquiridos diretamente nas unidades do SESC São Paulo.

 

Sinopse

Um menino desenhista enfrenta um dragão que, desperto de seu sono de séculos, ameaça destruir a sua aldeia. Ou: um garoto é sorteado entre todos os homens da aldeia para enfrentar uma terrível ameaça, preservando-se, assim, uma tradição: todos a qualquer momento têm de estar prontos. Isso é tudo.

Mas não é só. Ou não é solitário: haverá ainda seus pais, o primeiro amor, a esperança de aldeães, um rato encontrado furtivamente na morada do perigo. Haverá sempre a possibilidade do desenho e aquilo que ele pode revelar: a coisa mais forte do mundo!    

 

Ficha técnica
Encenação e iluminação: Marcelo Lazzaratto
Dramaturgia: Cássio Pires
Atuação: Eduardo Okamoto, Esio Magalhães, Luciana Mizutani
Preparação em Kung-fu e desenho de movimento: Luciana Mizutani
Música original: Marcelo Onofri
Músicos: Henrique Cantalogo (flautas, percussão marimba), Eduardo Guimarães (sanfona e percussão) e Marcelo Onofri (piano)
Captação, mixagem e masterização: Mario Porto
Cenografia: Alan Chu e Cristina Sverzuti
Figurinos: Fause Haten
Assistente de figurinos: Anna Paula Abe
Adereços: Silvana Marcondes
Fotografia: Fernando Stankuns
Programação visual: Estúdio Claraboia
Registro em vídeo: Jonathas Beck | Artma Filmes
Assessoria de imprensa: Tiago Gonçalves
Produção executiva: Mariella Siqueira
Direção de produção: Daniele Sampaio | SIM! Cultura

 

Serviço
“O Dragão de Fogo” no Teatro Cacilda Becker 
Até 24/09 – exceto 16/09
Sábados e Domingos às 16h
Ingressos: R$16 e R$8 (estudante, 3a idade e crianças até 12 anos)

Teatro Cacilda Becker
Rua Tito, 295 – Lapa – São Paulo
CEP 05051-000

Mais informações: 11 3864-4513 | 19 3365-1822

 

Serviço
“O Dragão de Fogo” no SESC 24 DE MAIO
Até 10/09
Domingos às 11h
Ingressos R$17 inteira – R$8,50 meia – R$5 comerciários (crianças até 12 anos não pagam)

SESC 24 DE MAIO
Rua , 24 de Maio – República – São Paulo
CEP 01035-000

Mais informações: 11 3350-6300 | 19 3365-1822

Revista Crescer: “Como derrotar um dragão usando apenas os desenhos de uma criança”

Na impecável montagem de ‘O Dragão de Fogo’, metáforas e alegorias valem mais do que estereótipos e facilitações

 
Por Dib Carneiro Neto

 

Um belo tributo à cultura oriental e à arte dos contadores de histórias está em cartaz em São Paulo, no Sesc Consolação. É a peça O Dragão de Fogo, da produtora Sim! Cultura, sediada em Campinas, no distrito de Barão Geraldo. A direção é de Marcelo Lazzaratto (que também assina o igualmente competente design de luz do espetáculo). A dramaturgia – uma história muito bem contada – é de Cássio Pires, que se debruçou com afinco pelo estudo de narrativas populares asiáticas.
 

O bom gosto impera em cada decisão tomada. Nada ali está a mais, nada é apelativo. O melhor de tudo foi o cuidado em não tratar criança com concessões e estereótipos. Quando isso se dá pela chave do talento e da criatividade, as crianças se sentem valorizadas e, ao seu lado, os adultos acabam também fisgados para dentro da fábula. Foi o que eu pude observar na plateia: pais e filhos encantados pelo desenrolar da trama, com pitadas de humor, suspense e aventura.
 

Como Shun Li, um menino de 7 anos, pode salvar sua aldeia de um terrível dragão que desperta de um sono de séculos? Pois a peça – inspirada no estilo teatral chinês da Ópera de Pequim, que mescla música, luta e teatro – conta a história desse garoto, lançado ao desafio de salvar sua aldeia, surpreendida por um grande incêndio provocado por um dragão. Tão logo o vilarejo é reduzido a cinzas, os seus líderes reúnem-se para discutir uma forma de enfrentar o dragão. Fazem um sorteio, em que apenas um dentre todos os habitantes deverá ser escolhido para enfrentar o grande perigo. Para preocupação de todos, Shun Li é o sorteado.
 

Com uma rara habilidade para o desenho, o menino possui apenas vocações artísticas, em vez de guerreiras, mas mesmo assim aceita o seu destino e sobe a montanha em direção à cova onde vive a criatura que cospe fogo. Quando lá chega, conhece um Rato que se tornará seu amigo e o ajudará a solucionar três enigmas para derrotar o Dragão. É muito inteligente o jogo de adivinhações, pois também homenageia elementos fortemente relacionados à cultura oriental, como um leque (ventarola) e a lanterna mágica.
 

O ator, bailarino e coreógrafo Eduardo Okamoto estreia no teatro infantil, no papel do menino Shun Li. Sua atuação, como não poderia deixar de ser, está grandemente centrada em sua expressão corporal – e o resultado é plasticamente muito belo, delicado e poético. Aliás, a montagem tem cores lindas, fortes, resultando em cenas de muita potência plástica. A solução para a representação do Dragão (Luciana Mizutani) é luminosa e nada óbvia. A decisão da direção em não mostrar ao público nenhum dos desenhos do talentoso menino desenhista também, a meu ver, foi muito acertada, pois deixa espaço para imaginação da plateia atuar por si. Isso é sempre rico e proveitoso em espetáculos para crianças. Não entregar de bandeja, permitir os voos de imaginação. Como diz o programa da peça, “a figura de uma criança desenhista enfrentando perigos é uma alegoria clara para nossos tempos, impulsionando uma aposta o futuro”.
 

O personagem do Rato (Esio Magalhães) é, por assim dizer, a alma do espetáculo. É o personagem que dá vida à peça. Trata-se de um coadjuvante fundamental, digno de prêmios. Divertido, espirituoso, brincalhão, o Rato tem atitudes infantis que resultam em carisma imediato com a garotada. De quebra, desfia um bordão que é pura provocação: ““Isso não tem o menor sentido lógico!” A cena da despedida dos dois amigos é tocante, sem ser piegas.
 

O espetáculo O Dragão de Fogo encanta do começo ao fim, com sua pegada ritualística, seus jogos filosóficos inteligentes, seu respeito às lendas de uma cultura milenar. Mas, atenção, o lance mais legal é que não se levam tão a sério assim. O ritmo tem quebras brechtianas, espertamente incluídas em uma trama que correria o risco de ficar sisuda, formalística demais, pregadora de lições. Direção e dramaturgia resolveram isso da melhor forma possível: brincando com o próprio espetáculo. Por exemplo, há uma fala do Rato que questiona o papel da narradora da peça (Luciana Mizutani): “Olha lá a louca falando sozinha e contando histórias para ninguém!” Resulta hilário. Ou seja, o espetáculo fala de temas e valores sérios, mas rindo das próprias escolhas. Sensacional!
 
SERVIÇO
Local: Sesc Consolação
Endereço: Rua Dr. Vila Nova, 245 – Vila Buarque, São Paulo
Telefone: (11) 3234-3000
Capacidade: 280 lugares
Quando: Só aos sábados, às 11 horas
Duração: 50 minutos
Classificação etária: Livre para todos os públicos
Ingressos: Grátis para crianças até 12 anos. R$ 17,00 (inteira); R$ 8,50 (meia: estudante, servidor de escola pública, +60 anos, aposentado e pessoa com deficiência); R$ 5,00 (trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes).
Temporada: De 3 de junho até 1º de julho de 2017

 
DIB CARNEIRO NETO é jornalista, dramaturgo (Prêmio Shell 2008 por Salmo 91), crítico de teatro infantil e autor dos livros Pecinha É a Vovozinha e Já Somos Grandes, entre outros. Escreva para ele: redacaocrescer@gmail.com ou acesse Pecinha É a Vovozinha.
 

* Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Colunistas/Dib-Carneiro-Neto/noticia/2017/06/como-derrotar-um-dragao-usando-apenas-os-desenhos-de-uma-crianca.html