animação

“Eldorado” em Jundiaí

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O ator Eduardo Okamoto irá apresentar, em outubro, mas precisamente no dia 25/10, o seu espetáculo solo “Eldorado”, na cidade de Jundiaí – SP. Por sua atuação em “Eldorado”, o ator foi indicado ao Prêmio Shell de Melhor Ator em 2009. O espetáculo conta a história de um cego, acompanhado por uma “Menina”, que busca encontrar o que nenhum homem pôde jamais: Eldorado. Toda estória se resume nisto: era uma vez um homem que procura. Nos tempos e lugares da viagem, haja espaço para humanidades – travessia

 

Confira mais informações sobre o processo e o espetáculo “Eldorado”, aqui.


 

Ficha Técnica

Concepção, pesquisa e atuação

Eduardo Okamoto

Dramaturgia

Santiago Serrano

Direção e Iluminação

Marcelo Lazzaratto

Figurino

Verônica Fabrini

Preparação em rabeca e Trilha Sonora Original

Luiz Henrique Fiaminghi

Fotografia

Fernando Stankuns

Orientação

Suzi Frankl Sperber

Produção

Daniele Sampaio

Duração

60 min. 

 

Serviço

Onde: SESC Jundiaí – Av. Antônio Frederico Ozanan, 6600 – Jardim Botânico, Jundiaí – SP, 13214-206.

Quando: 25 de outubro de 2015

Horário: 18h

Ingressos: R$ 7,50 (Comerciário), R$ 12,50 (Meia) e R$ 25,00 (Inteira). VEndas online a partir de 13/10 às 18h e nas unidades do SESC a partir de 14/10 às 17h30.

Mais informações: (11) 4583-4900 ou acesse aqui.

 

Eduardo Okamoto em Maringá

 

 

Eduardo Okamoto participa do Festival de Teatro de Maringá, apresentando “Agora e na Hora de Nossa Hora” e ministrando a oficina “Dramaturgia do Corpo”.

 

O Festival de Teatro de Maringá, em sua primeira edição, é organizado pela Prefeitura de Maringá, SESC e Universidade Estadual de Maringá. O evento acontece de 1 a 16 de junho em espaços diversos da cidade, como o Teatro Calil Haddad, Teatro Barracão, Teatro da UEM, a Praça Raposo Tavares e outros espaços ao ar livre.

 

Eduardo Okamoto apresenta “Agora e na Hora de Nossa Hora”, solo sobre meninos de rua, dirigido por Verônica Fabrini. O espetáculo acaba de ser um dos destaques do 14. Międzynarodowy Festiwal TEATROMANIA, na Polônia. A apresentação acontece no dia 15, às 23h, na Oficina de Teatro da UEM.  Para saber mais sobre o espetáculo, clique aqui.  

 

Depois, no dia 16, das 14 às 18h, Okamoto ministra a oficina “Dramaturgia do Corpo”. Ali, apresenta os princípios fundamentais da criação dramatúrgica de “Agora e na Hora de Nossa Hora” – formulada a partir de repertórios corporais do ator. As inscrições estão encerradas e já não há vagas.   

 

Serviço
“Agora e na Hora de Nossa Hora” em Maringá
Dia 15 de junho, às 23h
Oficina de Teatro da UEM
Ingressos: R$ 10,00 (Inteira) – R$ 5,00 (Meia entrada)
Informações: http://festivaldeteatrodemaringa.blogspot.com.br 

 

Oficina “Dramaturgia do Corpo” em Maringá
Dia  16 de junho, das 14h às 18h
Teatro Calil Haddad, Sala de Dança
Inscrições encerradas  
Informações: (44) 3011-3880 e 3011-5945 

Eduardo Okamoto no programa “Tubo de Ensaio”, da Rede Fora do Eixo

 

Eduardo  Okamoto participa, hoje, a partir das 19h, do programa “Tubo de Ensaio” – projeto que trabalha com a produção e difusão de conteúdo audiovisual através da plataforma online. Os produtores do programa acreditam que a internet é potente veículo de disseminação da informação, constituindo uma ferramenta de horizontalização do debate sobre os mais diversos assuntos. Assim, apostam que a criação de conteúdo audiovisual divulgado online abre espaço para uma renovação estética da linguagem televisiva. 

 

Na estréia do programa, Eduardo Okamoto fala de seu trabalho e de seus estudos sobre a arte de ator e as suas relações com a dramaturgia corporal. A entrevista também pode ser acompanhada ao vivo, de forma presencial, na Casa Fora do Eixo São Paulo (Rua Scuvero, 282, na capital paulista).  Aqueles que optarem por acompanhar pela internet também poderão enviar perguntas. A entrevista é transmitida no endereço: .  

 

“Tubo de Ensaio” é produzido pelo Palco Fora do Eixo, o braço dedicado às Artes Cênicas da Rede Fora do Eixo – rede que, desde 2006, vem constituindo um dos mais profícuos coletivos de produção e divulgação de trabalhos artísticos independentes, sobretudo aqueles que frequentemente, a despeito da elevada qualidade de seu trabalho, passam despercebidos pelo radar da grande mídia (jornais, televisão, revistas etc.). O projeto, assim, é balizado por ações semelhantes da rede Fora do Eixo na transmissão de programas de TV online. Estas ações são agrupadas e nomeadas, na Fora do Eixo, como PosTV.       

 

Em 2011, a PosTv já foi realizada em diversos espaços de São Paulo: na Avenida Paulista, com a transmissão da Marcha da Liberdade; no Auditório Ibirapuera, com a transmissão do Prêmio Transformadores da Revista Trip e do debate “A Fronteira do Futuro – Criatividade, Tecnologia e Políticas Públicas, com a presença de Gilberto Gil e Lawrence Lessing, fundador da Creative Commons; na Rua Augusta, com a transmissão do Programa Supremo Tribunal Liberal, incluindo reportagens especiais na Cracolândia.

 

No Rio de Janeiro, a PosTv transmitiu o Fórum Internacional de Cultura Digital e, em Porto Alegre, durante o Fórum Social Temático, transmitiu o programa #ConversasInfinitas, com a a ex – Ministra do Meio Ambiente Marina Silva,  e o Fórum de Mídia Livre.

 

Depois do papo com Eduardo Okamoto,  “Tubo de Ensaio” apresenta, nos dias seguintes, programas transmitidos diretamente de Belo Horizonte e Porto Alegre. A programação, segue abaixo:

 

 

21 – Teatro e pedagogia

 

Estamos na cidade de Garça, no interior de São Paulo. Aqui, realizamos duas apresentações de “Agora e na Hora de Nossa Hora”, inseridas no projeto “Agora e na Hora de Nossa Hora_18!”.  Assim, se registram os 18 anos da Chacina da Candelária em 18 sessões do espetáculo, exposição, bate-papo, workshop e 18 postagens neste blog. O projeto é financiado pelo PROAC 2011 – Programa de Ação Cultural da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo.     

 

Apresentar na cidade de Garça era um desejo cultivado desde 2009, quando inciamos contatos com a Secretaria de Cultura deste município que, naquele ano, levou um ônibus de garcenses ao Filo – Festival Internacional de Tetro de Londrina para assistir a “Eldorado”. Muitas foram as tentativas até a nossa chegada aqui.

 

Aproveitando esta pequena-grande vitória, a Secretaria de Cultura de Garça programou atividades paralelas não previstas no projeto PROAC: a realização das oficinas “Elaboração de Projetos Culturais”, ministrada pela produtora Daniele Sampaio, no dia 08 de março, e “Dramaturgia do Corpo”, ministrada por mim entre 09 e 10 de março. As inscrições, gratuitas, estão encerradas.

 

Toda a minha formação em teatro foi permeada por atividades docentes. Comecei a estudar teatro formalmente, em 1998, aos dezessete anos, na Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP. Aos 18, nem mesmo sabendo o que é o teatro, já dava aulas desta linguagem. Assim, em muitas circunstâncias atuei como docente: para crianças e adolescentes, terceira idade, lideres do orçamento participativo de Campinas, população de rua adulta, meninos e meninas em situação de rua, adolescentes privados de liberdade na Febem, no ensino fundamental, como professor de Educação Artística da rede estadual de ensino paulista, em curso profissionalizante de teatro, em universidade pública, em curso particular do ensino superior, em cursos livres e workshops.

 

Desta maneira, sempre o meu aprendizado da linguagem esteve fortemente atrelado às minhas atividades docentes. Dando aulas, aprendi sobre teatro. Não só. Aprendi também sobre docência. Porque, não tendo domínio da linguagem que ensinava (e este domínio provavelmente eu continuo não tendo), só poderia compartilhar experiências. Assim, reduziam-se os espaços do aconselhamento para se ampliarem os espaços de jogo. O aprendizado do teatro e no teatro se dá fundamentalmente pela experiência da criação.  

 

Entendi, assim, que todo o processo criativo inclui aprendizado pedagógico: sabedoria que se absorve na caminhada. E um bom processo de teatro gera aprendizado em direções muitas e envolvendo muitas pessoas – o que obviamente não significa que o aprendizado é o mesmo para todos. Em diálogo com  a Profa. Dra. Maria Thais, da ECA/USP, aprendi a origem da palavra pedagogo: do grego paidagogos, que sintetiza duas outras palavras – paidós (criança) e agogos (condutor). Assim, pedagogo seria aquele que conduz um outro ao ensino, sabedoria. Ou seja, a pedagogia parece estar mais afeita a tornar o aprendizado possível que ensinar propriamente.          

 

Por fim, ao estudar o trabalho de grandes nomes do teatro, reconheci que grandes pesquisas de linguagem estavam frequentemente associadas às atividades pedagógicas. Assim são os trabalhos de Stanislavski, Meyerhold, Grotowski, Copeau, Lecoq etc. Isto sem falar nos brasileiros, como o notável trabalho de Antunes Filho.  Ensinar, mesmo para o pedagogo, parece, enfim, fortemente articulada à descoberta.  

 

Workshop Dramaturgia do Corpo em Garça
Realização da Secretaria de Cultura de Garça
Dias 09 de março, das 18h30 às 22h30, e 10 de março, das 9h às 13h
Escola Municipal de Cultura Artística
Rua 27 de dezembro-10   -Vila Williams 

 

Selecionados para workshop na ELT

 

No próximo final de semana, nos dias 03 e 04 de março, das 14h às 18h, Eduardo Okamoto ministra workshop “Dramaturgia do Corpo”, na Escola Livre de Teatro de Santo André – ELT. No curso, serão abordados alguns dos princípios de criação da dramaturgia do espetáculo a partir de repertórios físicos e vocais do ator. Estes princípios balizaram a  criação de trabalhos de Okamoto, como “Agora e na Hora de Nossa Hora” e “Eldorado”.

 

O workshop é parte do projeto “Agora e na Hora de Nossa Hora_18!”, contemplado com recursos do PROAC 2011 – Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo.  

 

Recentemente a ELT divulgou o nome dos selecionados para o curso. A lista é reproduzida abaixo: 

 

Ana Heloíza Abdalla 014
Arlete Maria Pereira Ferreira 006
Azê Diniz 008
Bruna da Matta Sarubo 004
Carlos Alberto dos Santos 015
Cecília Vieira Mandadori 010
Dani ela Hernandez Solano 011
Diego Inácio da Silva 002
Felipe Ubaldo Milani 005
Giuliano Antônio de Figueiredo Bonesso 013
Humberto Tozzi 017
Jonathan Wellington de Lima 012
Julia Bellotti 003
Mariana Ganzerla 009
Patricia Ghuidotte de Faria 018
Tales André Lopo Jaloretto 001
Tátila Colin Cavignato 007
Valéria Carvalho Ramos 016

 

Cartaz “Agora e na Hora de Nossa Hora_18!”

 

“Agora ena Hora de Nossa Hora” é um solo de Eduardo Okamoto com direção de Verônica Fabrini. O projeto “Agora e na Hora de Nossa Hora_18!” realiza 18 apresentações do espetáculo em sete cidades do interior paulista, registrando os 18 anos da Chacina da Candelária – quando, no Rio de Janeiro, oito meninos de rua foram assassinados por policiais. As apresentações são financiadas pelo PROAC 2011 – Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo.  

 

Abaixo o cartaz da empreitada: 

 

Espetáculo “Eldorado” em curtíssima temporada em São Paulo

 

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O solo “Eldorado”, do ator Eduardo Okamoto, volta a São Paulo, em curtíssima temporada no Espaço Elevador, sede da Cia Elevador de Teatro Panorâmico. A temporada tem pré-estréia para convidados no dia 01 de dezembro e segue em temporada até o dia 18 do mesmo mês. As apresentações acontecem de quinta-feira a sábado, às 21h, e nos domingos, às 19h.

  

É a primeira vez que “Eldorado”, que é dirigido por Marcelo Lazzaratto, apresenta-se no espaço em que o diretor reúne a sua própria companhia de teatro: a Cia Elevador. Este coletivo vem se firmando, nos últimos anos, como um dos importantes trabalhos teatrais da cidade de São Paulo. Isso é atestado pela seleção consecutiva de dois de seus projetos pela Lei de Fomento ao Teatro da Cidade de São Paulo, em 2010 e 2011, e pela indicação ao Prêmio Shell pela pesquisa e criação do espetáculo “Do Jeito que Você Gosta”. 

 

Com espaço próprio, a Cia Elevador, além de abrigar suas criações, abre suas portas para a receber trabalhos de outros artistas, como na temporada recém concluída de “Portela, patrão. Mário, motorista”, da Boa Companhia.     

 

Sendo o Espaço Elevador não só uma casa de espetáculos, mas sobretudo um centro de pesquisa em teatro, a temporada de “Eldorado” será acompanhada de um workshop gratuito sobre “Dramaturgia do Corpo”, com Eduardo Okamoto. O curso acontece entre os dias 02 e 03 de dezembro e já tem vagas esgotadas.  

 

Eldorado
O trabalho sintetiza as pesquisas de Eduardo Okamoto sobre o universo da rabeca – instrumento de arco e cordas, semelhante ao violino, presente em muitas manifestações da cultura popular do Brasil. Em viagens de campo nas cidades de Iguape e Cananéia, no litoral sul de São Paulo, Okamoto recolheu causos, canções, ações de rabequeiros, seus timbres de voz. Esse material serviu de base para a criação dramatúrgica do argentino Santiago Serrano. Foi ele quem delineou a fábula de um cego em busca de um bom lugar, seu Eldorado.  

 

“Eldorado”, assim, fala de territórios de viagens. Ali, onde o viajante é atravessado enquanto enquanto atravessa geografias. Ali, onde todo homem é único e igual a todos os demais. 

 

Para saber mais sobre o espetáculo, clique aqui.  

 

Serviço
“Eldorado” no Espaço Elevador
De 02 a 18 de dezembro
De quintas-feiras a sábados, às 21h
Domingos, às 19h 
Endereço: Rua Treze de Maio, 222. Bela Vista – São Paulo.
Telefone: 11 3477.7732
Ingressos: de R$10,00 a R$20,00  

 

 

18. “Um Homem na Estrada”

 

Encerramos com essa postagem e com a apresentação de “Agora e na Hora de Nossa Hora”, hoje , no SESC Pompéia, a primeira fase do projeto “Agora e na Hora de Nossa Hora_18!”. Em 18 sessões do espetáculo e em 18 postagens neste blog registramos os 18 anos da Chacina da Candelária – o trágico episódio quando, no Rio de Janeiro, policiais assassinaram oito meninos de rua nos arredores da Igreja da Candelária.   

 

A partir de fevereiro de 2012, o projeto será estendido ao interior do estado de São Paulo, em outras 18 sessões do trabalho em 7 cidades. Estas apresentações serão realizadas com recursos do PROAC – Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo e serão acompanhadas de atividades outras: exposição sobre o processo de criação do espetáculo, bate-papo após a primeira sessão em cada cidade, uma oficina sobre dramaturgia de ator e outras 18 postagens neste blog com reflexões sobre a situação de rua.

 

Assim, colocamos os pés na estrada. E para celebrar os próximos passos, postamos “Um Homem na Estrada”, dos Racionais Mc’s. Nem é preciso dizer que a música deste coletivo fala fundamente aos meninos de rua de Campinas e São Paulo: tanto quanto o Realidade Cruel, os meninos ouvem muito as suas músicas, conhecem de cor as suas letras e as têm como uma espécie de trilha sonora de suas vidas.  

 

Neste sentido, notável e comovente foi o dia em que um dos meninos participantes da oficina de circo do projeto “Gepeto – Transformando Sonhos em Realidade”, da Ong ACADEC e do CRAISA, pretendeu jogar malabares ao som de “Um Homem na e Estrada”. Havia semanas, este menino deixava o uso de crack, apresentava-se como monitor-assistente da oficina de circo e retomava o contato com a família. Assim, os malabares acompanhados da música em que um homem, saído da prisão, descreve a sua mudança de vida realmente era um sinal das suas próprias transformações. 

 

Obviamente não podemos dizer que em 18 anos amadurecemos um projeto social distinto daquele que assassinou crianças e adolescentes, na Candelária. Mas, nas apresentações do espetáculo, recebemos inúmeros espectadores igualmente insatisfeitos com a ordem atual da sociedade brasileira. Os descontentes, tenho certo, ainda ajudarão a construir um mundo mais feliz.  

 

Não sei dizer o real alcance das apresentações de um espetáculo e da redação de textos para a transformação social. Mas isso, no mínimo, nos coloca em movimento e, dessa maneira, alguma relevância deve ter.  Encerramos, enfim, a primeira fase de “Agora e na Hora de Nossa Hora_18”. Celebremos! Celebremos! 

 

 

“Agora e na Hora de Nossa Hora” no SESC Pompéia
Rua Clélia, 93
De 21 de outubro a 27 de novembro de 2011
Sextas e sábados, às 21h, e domingos às 19h
Ingressos: de R$ 3,00 a R$ 12,00
Telefone: 11 3871-7700

16.A Música dos Meninos de Rua de Campinas: Realidade Cruel

 

Estamos já na décima sexta postagem de “Agora  e na Hora de Nossa Hora_18!”. Em 18 postagens nesse blog e 18 sessões de “Agora e na Hora de Nossa Hora” no SESC Pompéia marcamos os 18 anos da Chacina da Candelária – quando, no Rio de Janeiro, oito meninos de rua foram assassinados por policiais. 

 

Nessa publicação, revelo uma influência essencial para o espetáculo: Realidade Cruel. O grupo de rap foi formado em 1992, na Região Metropolitana de Campinas. São célebres as músicas do coletivo criadas a partir de outras canções da MPB ou mesmo da música pop internacional.  

 

Trabalhei com meninos de rua  e com adolescentes do Internato Jequitibá, antiga FEBEM, em Campinas.  E posso dizer com absoluta certeza: poucos artistas conseguem falar tão fundamente com esses meninos como os rappers dessa banda. 

 

Assim, a música do Realidade Cruel acompanhou-me em muitos ensaios de “Agora e na Hora de Nossa Hora”. E uma delas, “Depoimento de um Viciado”, é cantarolada por Pedrinha, personagem do espetáculo. 

 

 

7. A Dramaturgia de “Agora e na Hora de Nossa Hora”

 

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Como sétima postagem de “Agora e na Hora de Nossa Hora_18!”, apresento o processo de síntese, como criação dramatúrgica, do longo processo de estudo que levou ao espetáculo (mais de 1 ano e 4 meses solitários em sala de ensaio, aproximadamente dois meses acompanhado de outros artistas, além de um período anterior em oficinas de circo para crianças e adolescentes em situação de rua do projeto “Gepeto”). 

 

O texto a seguir adapta trechos de minha dissertação de Mestrado em Artes, na UNICAMP: “O Ator-montador”.  

 

 

Coleta de materiais  
Passados os primeiros meses de atuação na coordenação das oficinas de circo, e decidido a criar um espetáculo teatral sobre meninos de rua, eu comecei a imitá-los, coletando relatos, ações, gestos, vozes etc.

 

Este trabalho de coleta de materiais foi orientado pelo LUME – Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais da UNICAMP que, desde a sua fundação, desenvolve a metodologia da Mimese Corpórea: observação e imitação do cotidiano (pessoas, animais, pinturas etc) como base da atuação.

 

Aos poucos, esta interação foi estendida aos meninos das ruas de Campinas, de São Paulo e do Rio de Janeiro, incluindo uma pesquisa sobre a Chacina da Candelária – o célebre episódio em que, no Rio, oito meninos de rua foram assassinados na porta da Igreja da Candelária.

 

A dramaturgia de “Agora e na Hora de Nossa Hora”, assim, é resultado da montagem de diferentes materiais que, articulados, ajudam a contar a fábula de Pedrinha, um sobrevivente.   

 

Fábula a partir do fato histórico
Havia, em “Agora e na Hora de Nossa Hora”, uma pretensão: contar a História. Nisso se abria um problema. Como, num espetáculo solo, eu poderia representar os muitos atores que estiveram envolvidos na Candelária? Era preciso incluir a representação de 72 meninos de rua que naquela noite dormiam ali e os policiais assassinos (ainda que o julgamento tenha levado ao júri apenas 8 policiais, os meninos relatam que, naquela noite, havia pelo menos 12 deles na Candelária). Isso sem considerar os atores do jogo político e social: o Prefeito e seus Secretários, o Governador, o Presidente da República, a representante da elite carioca, os educadores sociais, as ONGs, os muitos oportunistas que naquele momento decidiram se manifestar (chegou-se a projetar a realização de um filme de Hollywood, com elenco de atores estadunidenses, para retratar o acontecimento brasileiro!). Como um ator sozinho pode representar tantos personagens?

 

Antes de tudo, foi preciso reconhecer a impossibilidade de uma apreensão total da Chacina da Candelária num espetáculo. Nem mesmo o processo de investigação deu conta da sua totalidade, havendo ainda hoje, mesmo depois de abertos dois processos (o Candelária I e o Candelária II) brechas e situações mal explicadas no inquérito (por que, por exemplo, naquela noite, nenhum dos vigias dos Centros Culturais e bancos que ficam na Candelária estavam em seus postos?). Se nem mesmo uma investigação de anos deu conta da barbárie como apresentá-la em sua totalidade em aproximadamente 1 hora de espetáculo?

 

Seleção de materiais 
Depois de coletados os materiais (mais de uma dezena de meninos in-corporados pela imitação, mais de 250 artigos jornalísticos a cerca da matança), foi necessário selecionar o que, de tudo quanto foi pesquisado, era mais revelador do que eu pretendia apresentar: uma sociedade que gera e nega meninos de rua. 

 

Aí, é sempre bom reforçar, há uma leitura de mundo.  Não interessava, por exemplo, a apresentação de detalhes do processo de identificação de acusados da Chacina da Candelária (o que foi bastante tumultuado e um dos argumentos chave para defesa e acusação durante os julgamentos). A intenção não era apresentar como responsáveis pela Chacina os policiais que apertaram o gatilho das armas, mas a sociedade que gerou contexto para que os assassinatos acontecessem. Concentrei-me, nessa seleção, na apresentação da causa essencial da matança: o modo de vida dos meninos de rua conflita com o modo de vida dos outros habitantes da cidade. Assim, por exemplo, é incluído o texto, noticiado pelos jornais do Rio, em que meninos de rua se dirigem a turistas: “Hey, gringo! Have money para mangiare?” Um dos precedentes da Candelária, o episódio envolvendo turistas sul africanos, meses antes da Chacina, já dava indícios do desconforto que os meninos representavam para a cidade. Meninos pedindo esmolas para turistas viram notícia de jornal e caso de polícia.

 

Criação de personagem: Pedrinha 
Ainda assim, selecionadas as informações fundamentais sobre a Chacina, era necessário encontrar uma maneira de levar à cena a História. A primeira solução dramatúrgica foi a criação de um personagem que pudesse contar para os espectadores o que aconteceu na madrugada de 23 de julho de 1993. Aqui também é claro o meu posicionamento como artista: a matança contada do ponto de vista dos meninos.

 

Isso reforçado ainda por uma escolha. Dentre os muitos meninos que observei, não escolhi ao acaso aquele que narraria os acontecimentos da madrugada, mas aquele cuja ingenuidade era mais evidente. O único dos meninos com alguma deficiência mental que observei, com elevado grau de docilidade, foi eleito narrador. Nisso, evidencia-se ainda mais a barbárie: são, antes de tudo, crianças e adolescentes e, como disse Herbert de Souza, o Betinho, na época dos crimes, “Quando uma sociedade deixa matar crianças, é porque começou o seu suicídio como sociedade”.

 

Começava, assim, a se desenhar a montagem dramatúrgica do espetáculo. Um menino de rua narra para os espectadores a Chacina da Candelária – ele sobreviveu ao massacre porque dormia em cima da banca de jornais (era comum que meninos dormissem assim porque, na época, já havia quem jogasse paralelepípedos na cabeça dos habitantes das ruas).

 

Situação dramatúrgica: Juan Rulfo 
Até aqui, delimitava-se um personagem. Para a finalização de situações dramatúrgicas, faltavam outras informações, como a delimitação de espaço e tempo. Isso foi recolhido no conto “Macário”, do mexicano Juan Rulfo.

 

O encontro com a literatura de Rulfo parecia já óbvia. Isso porque, durante o processo de criação, eu descobri que as pesquisas sobre a Mimese Corpórea foram iniciadas por Luís Otávio Burnier, o fundador do LUME, a partir da imitação de crianças marginalizadas de grandes cidades. Com a mimese dessas crianças, Burnier esperava reunir material para adaptar para o teatro o conto de Rulfo. Curioso sobre o trabalho já desenvolvido por Burnier, procurei registros em vídeo do espetáculo “Macário”. Como não os encontrei, contentei-me com a leitura do conto que foi logo incorporado à montagem do espetáculo. Já que eu falava de meninos cujos pais são ausentes, o espetáculo serviu ainda para que eu me aproximasse do mestre que eu não conheci.

 

Em “Macário”, um menino (que não é morador de rua) está junto de uma cisterna esperando saírem as rãs. Durante toda a noite, fizeram muito barulho e, por isso, não deixaram dormir a sua madrinha. Com um pedaço de pau na mão, ele espera matar uma a uma todas as rãs.

  

Em “Agora e na hora de nossa hora”, um menino de rua, o Pedrinha, está junto de um bueiro esperando os ratos saírem. Para ele, o barulho dos ratos não deixou os policiais dormirem. Por isso a matança. Ao ouvirem os tiros, todos os meninos saíram correndo, menos ele, que ficara quieto sobre a banca de jornais. Com algumas pedras nas mãos, ele espera matar os ratos para que todos possam dormir em paz.

  

Resolviam-se, assim, os problemas fundamentais da dramaturgia do espetáculo. Já não era necessário representar todos os meninos que naquela noite estavam na Candelária, mas apenas um. O espetáculo acontece no momento em que todos fugiram. Com a rua deserta, o menino procura se entender com os ratos, os responsáveis pelo ódio dos polícias. Pouco a pouco chegam os espectadores, recebidos, agora, como as primeiras pessoas que se aproximam do local da Chacina.

 

 Serviço:
“Agora e na Hora de Nossa Hora” no SESC Pompéia:
Rua Clélia, 93
De 21 de outubro a 27 de novembro de 2011
Sextas e sábados, às 21h, e domingos às 19h
Ingressos: de R$ 3,00 a R$ 12,00
Telefone: 11 3871-7700      


4. Meninos de rua: invencíveis

 

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Está é a quarta postagem, de um total previsto de 18, do projeto “Agora e na Hora de Nossa Hora_18!” – sequencia de apresentações do espetáculo “Agora  e na Hora de Nossa Hora” em 18 sessões no SESC Pompéia, na capital, e 18 sessões em cidades diversas do interior paulista. Registramos, assim, o marco histórico dos 18 anos da Chacina da Candelária.

 

Como nas publicações anteriores, busco impulsos primordiais para a realização do espetáculo. Aqui, um depoimento pessoal sobre como fui atravessado pelo convívio com crianças e adolescentes do projeto “Gepeto”.  

 

As oficinas de circo do “Gepeto” constituíram o passo inaugural das criações do espetáculo. Quando das minhas primeiras ações no projeto, no entanto, não cogitava criar uma obra em que a situação de rua fosse debatida. Assim, a resposta mais honesta para uma pergunta frequente (por que fazer um solo sobre meninos de rua?) seria: “Não sei; talvez porque não pude evitá-lo”.   

 

Antes de colaborar para a concepção e implementação do projeto, eu já vinha de outras interações com a população de rua: o projeto “Arte e Exclusão Social” em que alunos e professores de diversos cursos da UNICAMP – Artes Cênicas, Letras, Geografia, Música, Arquitetura e Urbanismo, Antropologia etc. – envolveram-se na realização de oficinas de teatro entre moradores de rua atendidos pela Casa dos Amigos de São Francisco de Assis. Um dos resultados do trabalho foi a criação de um grupo de teatro entre esta população, o Grupo de Teatro Pé no Chão, que chegou a criar e produzir seus próprios espetáculos. Reconhecer que as apresentações cênicas deste grupo revelavam tão somente a ponta de um iceberg de profundas transformações foi uma das maiores lições da força da arte que já tive: repetidas vezes, vi moradores de rua se reunirem para cuidarem de si, evitando o consumo de álcool, nas vésperas de apresentações; vi também que os integrantes do Pé no Chão, muitos deles sem portar carteira de identidade (RG), exibiam com orgulho a carteirinha da Federação Campineira de Teatro Amador; vi, enfim, moradores de rua, frequentemente pouco afeitos a registros e documentos, ocuparem-se de registrar em cartório o nome do seu grupo, formalizando uma associação cultural, de maneira a preservar a sua identidade coletiva.     

 

Não bastasse a incrível vivência do papel social da arte entre aqueles que se iniciam numa linguagem  artística, alguns dos atores do “Arte e Exclusão Social”, depois reunidos sob o nome de Grupo Matula Teatro, criaram pelo menos dois espetáculos sobre a situação de rua – ambos dirigidos por Verônica Fabrini.

 

Assim, pensava eu, não havia nenhuma possibilidade de que eu criasse uma nova obra sobre questões tão próximas – afinal, não poderia haver tantas diferenças assim entre crianças ou adultos morando na rua ao ponto de criar um novo espetáculo de teatro.

 

Ledo engano. Primeiro porque, além de se destacar da paisagem urbana tal qual os adultos de rua (permanecendo e desenvolvendo a sua sociabilidade no meio fio, local que para os outros habitantes da cidade encerra apenas trânsito, passagem), os meninos ainda contrariam um modelo de infância e juventude: não vão à escola, não têm famílias que aparentemente por eles zelem. Ou seja, meninos de rua não se inserem num modelo de sociabilidade: estudar, crescer, casar, ter filhos, “ser alguém na vida”. Pelo menos não nessa ordem necessariamente.          

 

Além disso, entendi isso aos poucos, esses meninos vivem permanente e plenamente o momento presente. Vivem com o máximo de intensidade o momento de uma relação, o “instante já” de Clarice Lispector. Isso, aliás, era uma dificuldade no início das oficinas: lembrá-los dos dias da semana em que os trabalhos se desenvolviam representava pouco, já que raramente usavam o calendário como referência de compromissos. 

 

Por fim, e sobretudo, diferentemente dos adultos que frequentemente enfrentam graves problemas de depressão e isolamento, os meninos de rua são vivos, muito vivos. São, como escreve Lígia Costa Leite, “invencíveis” em sua força de vida. Enfrentam valentemente um a um seus obstáculos. 

 

Assim, muitas vezes, até mesmo por contraste, eu me inquietava: afinal, por que vivo em casa? Por que aceito determinados esquemas de vida socialmente sedimentados? Por que uso determinadas roupas para me defender e organizar socialmente a minha vida e não outras? Eu que, antes de se iniciar o projeto “Gepeto”, tinha tanta compaixão pelos meninos de rua (crianças pobres, coitadas!), pouco a pouco começava a me compadecer de mim mesmo (tão acuado em si, pobre coitado!).

 

Ainda acresce à intensidade desta experiência o fato de que não possuía nenhum acompanhamento psicológico (sempre são tão poucos os recursos financeiros a se aplicar no atendimento às populações pobres, que quase nunca se pergunta como preparar os profissionais que com elas vão trabalhar). Hoje penso que isso equivale a enviar soldados cheios de boa intenção, mas inteiramente despreparados, para zonas de conflito. Seguidas vezes senti-me absolutamente desesperado (a palavra não é casual, mas escolha) com as notícias de meninos falecidos ou que voltavam às substâncias psicoativas depois de períodos sem o seu uso. Chorei. Chorei muito.           

 

O espetáculo, assim, foi se tornando absolutamente fundamental. Naquele momento, pensei que a minha sanidade dependia de que eu conseguisse sintetizar como obra uma experiência tão perturbadora. “Agora e na Hora de Nossa Hora” é a minha tentativa de partilha. Só.

 

E não mais sozinho!

    

 Serviço:
“Agora e na Hora de Nossa Hora” no SESC Pompéia:
Rua Clélia, 93
De 21 de outubro a 27 de novembro de 2011
Sextas e sábados, às 21h, e domingos às 19h
Ingressos: de R$ 3,00 a R$ 12,00
Telefone: 11 3871-7700

“Agora e na Hora de Nossa Hora” no SESC Pompéia

 

 

Espetáculo “Eldorado” no Sesi Campinas

 

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O projeto Arte Local continua apresentando atividades atísticas no SESI Campinas. E, na próxima quinta-feira, dia 06 de outubro, é a vez de Eduardo Okamoto apresentar o espetáculo “Eldorado”. A apresentação acontece às 20h, com entrada gratuita e ingressos distribuídos uma hora de antes.

 

O projeto Arte Local, do SESI, valoriza iniciativas voltadas à criação de plateias e disponibiliza os equipamentos culturais aos artistas regionais, com foco na difusão das artes e da cultura locais e a facilitação do acesso do público aos eventos.

 

Em Campinas, a apresentação de “Eldorado” é motivo de celebração: a inauguração do novo teatro do SESI Campinas, novo e fundamental espaço numa cidade carente de equipamentos culturais; e a volta de “Eldorado” à cidade onde o espetáculo foi concebido. Parece pouco.  Não é.  Não é segredo para nenhum dos cidadãos de Campinas que a cidade notadamente, nos últimos anos, apresenta uma política cultural incipiente. Até mesmo os artistas locais tem dificuldade de apresentar seus trabalhos na cidade (não há, no presente momento, um único teatro público adequadamente equipado, em Campinas). Isso, no limite, tem provocado distorções alarmantes: “Eldorado”, por exemplo, espetáculo de ator residente na cidade, Eduardo Okamoto, realizou menos de 6 apresentações em solo campineiro dentre as mais de 110 sessões do trabalho. Assim, a apresentação do espetáculo no SESI tem motivos de sobra para festejar!

 

 

Serviço:

Dia 06/10/2011. Quinta-feira, às 20h.
Teatro do Sesi Campinas
Avenida das Amoreiras, 450. Parque Itália. Campinas – SP.

Telefone: (19) 3772.4184

Ingressos gratuitos distribuídos a partir das 19h.

 

 

Para saber mais sobre o espetáculo, clique aqui. Para saber mais sobre o seu processo de criação, clique aqui.

Espetáculo “Eldorado” no SESI Piracicaba

 

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Eduardo Okamoto apresenta o espetáculo “Eldorado” no Teatro do Sesi Piracicaba, dia 29 de setembro de 2011, às 20h. A entrada é gratuita e os ingressos serão distribuídos com uma hora de antecedência.

 

A apresentação integra o projeto Arte Local, do SESI.  A intenção da entidade é valorizar iniciativas voltadas à criação de plateias e disponibilizar os equipamentos culturais aos artistas regionais, com foco na difusão das artes e da cultura locais e a facilitação do acesso do público aos eventos. Assim, a programação recebe artistas de teatro, dança e música de artistas sediados em Piracicaba ou num raio de 180 quilômetros da cidade.

 

Serviço:

Dia 29/09/2011. Quinta-feira, às 20h.
Teatro do Sesi Piracicaba
Avenida LuizRalph Benatti, 600 – Vila Industrial.
Informações: (19) 3403-5928

 

Para saber mais sobre o espetáculo, clique aqui. Para saber mais sobre o seu processo de criação, clique aqui.

 

Espetáculo “Eldorado” em S. J. Campos

 

Eduardo Okamoto apresenta o espetáculo “Eldorado”, em São José dos Campos, como parte da programação do Festivale. A apresentação acontece no Teatro do Sesi, com ingressos gratuitos, distribuídos uma hora antes da apresentação.

 

Neste ano, o festival realiza mais de 100 atividades, entre apresentações de peças teatrais, palestras, workshops e debates em cerca de 40 locais diferentes na cidade. A maioria das atividades é gratuita.

 

Para saber mais sobre o festival, clique aqui.

Para saber sobre o espetáculo, clique aqui.  Para saber mais sobre o seu processo de criação, clique aqui.

 

Dia 08/09/2011. Quinta-feira, às 20h.

Teatro do Sesi São José dos Campos

Av. Cidade Jardim, 4389 – Bosque dos Eucaliptos

Informações: (12) 3936-2611


Sinopse: Acompanhado por uma “Menina”, um cego busca encontrar o que nenhum homem pôde jamais: Eldorado. Toda estória se resume nisto: era uma vez um homem que procura. Nos tempos e lugares da viagem, haja espaço para humanidades – travessia

 

Concepção, pesquisa e atuação: Eduardo Okamoto

Dramaturgia: Santiago Serrano

Direção Marcelo Lazzaratto