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Curso Fevereiro/Março – Maria Thaís

 

O JOGO E O PERIGO – ESTUDOS DE CENAS A PARTIR DO TEXTO NEVA DE GUILLERMO CLDERÓN

 

Ministrante: Maria Thaís
Período: de 25/02/2015 a 01/03/2015, de quarta a sexta das 18h às 22h, sábado e domingo das 14h às 18h.   
Duração: 20h

Local: Rua Carmelito Leme, 186. Vila Santa Isabel, Campinas – SP

Investimento: R$ 550,00

Pagamento em 10 vezes no cartão de crédito
Público alvo: atores, bailarinos, estudantes de artes da cena. 
Vagas: 10

Materiais: Ter lido a obra Neva, de Guillermo Calderón (que será encaminhado para os inscritos, via e-mail). Roupa para o trabalho técnico; roupa para o trabalho com as cenas.  

 

 

Sinopse:

O curso parte da proposição de um jogo: a criação de estudos de cena a partir do texto Neva de Guillhermo Canderón, aborda praticamente o estudo da escritura cênica a partir do atrito de dois textos – aquele proposto pelo dramaturgo (o texto literário) e o texto do ator(ato).

Pensado como um ateliê prático de criação, o curso envolve a vivência de um treinamento técnico – com o consequente estabelecimento de um vocabulário de trabalho -, a definição de instrumentos de análise do texto e da cena e a delimitação de princípios de jogo. Desta maneira, espera-se criar um território comum para o grupo de atores-participantes.       

O trabalho parte de uma premissa pedagógica: o instrumental técnico, bem como os princípios norteadores do estudo da cena, revelam-se no ato mesmo de experienciar a criação, como jogo, e são, portanto, apenas ferramentas para enfrentar o perigo, que é a própria cena. Não há certo ou errado, apenas a experiência prática, de onde emerge o saber fazer do ator.

 

Maria Thaís é professora e pesquisadora do Departamento de Artes Cênicas da ECA/USP, na área de atuação e direção e no Programa de Pós-graduação em Artes. Autora do livro “Na Cena do Dr. Dapertutto – Poética e Pedagogia em V.E. Meierhold – 1911 a 1916”. Foi professora do Departamento de Artes Cênicas da Unicamp (1993-2002) e responsável pela concepção, implantação e coordenação do projeto Escola Livre de Teatro de Santo André. Diretora da Cia. Teatro Balagan, realizando os espetáculos “Sacromaquia”, “Tauromaquia”, “Západ – A Tragédia do Poder”, “Prometeu Nostos” e “Recusa” (pelo qual foi agraciada com o Prêmio Shell 2012). Realizou diversas residências artísticas na Moscow Theatre – Scholl of Dramatic Art, dirigida por Anatoli Vassiliev, onde foi coreógrafa do espetáculo “A Ilíada”. Dirigiu o espetáculo “Olhos d’Água”, com a Cia. Ismael Ivo, com produção da Haus der Kulturen der Welt, em Berlim, e “Dorotéia”, estudo de Nelson Rodrigues, no Festival Intercity São Paulo, na Itália. 

 

 

Processo de Seleção para o curso

Os interessados deverão preencher formulário online até 18/12/2014 e aguardar o resultado da seleção no dia 19/12/2014 para formalizar a inscrição no curso.

 

Formas de Pagamento

Após o resultado da seleção, serão divulgadas instruções para pagamento da inscrição, que poderá ser realizado por boleto, débito em conta ou parcelamento em 10 vezes no cartão de crédito.

 

Informações de Local e Contato

Rua Carmelito Leme, 186. Vila Santa Isabel, Campinas – SP

(19) 3365.1822

 

“Recusa” na Região Norte

 

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Entre abril e maio, “Recusa” – o espetáculo da Cia Teatro Balagan em que Eduardo Okamoto é ator-convidado e Daniele Sampaio é diretora de produção – circula pela Região Norte do país: Altamira e Belém (Pará), Ji-Paraná e Porto Velho (Rondônia). Veja a programação completa abaixo.

 

O espetáculo foi inspirado em notícia de jornal , de 2008, em que se relatava o aparecimento, em Rondônia, de dois indivíduos da etnia Piripkura, considerada extinta há mais de 20 anos. A notícia serviu de porta de entrada para os criadores do trabalho mergulharem em estudos e intercâmbios acerca da cultura ameríndia.

   

A circulação pelo norte do país adquire contornos políticos, sociais e poéticos muito especiais, ressignificando a obra e a experiência da viagem. Ji-Paraná é a cidade em que, com apêndice quase supurado, um dos Piripkura foi internado para tratamento, fugindo para a mata dois dias depois da cirurgia. Altamira é cidade localizada  a 55 km do canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte: uma importante circunstância para pensamos o tipo de progresso que ainda continuamos a construir como pátria – mobilizado quase que exclusivamente por interesses econômicos e deixando muitos, como as comunidades indígenas, à margem do processo.

 

A fim de se ampliar estes debates, o espetáculo é acompanhado de uma ação de formação, nomeada “Diário de Campo de Recusa”, em que seus criadores relatam seu processo em imagens, vídeos e leituras de textos e trocam experiências com as comunidades locais.

 

Já começou! “Recusa”, tal qual o povo nômade Piripkura que é narrado no espetáculo, “Anda, anda, anda. Para não, nunca!”

 

Serviço: “Recusa” no Norte 
Altamira (Pará)
Espetáculo nos dias 18 e 19 de abril, às 19h
“Diário de Campo de Recusa” no dia 19 de abril, às 15h
Escola Dom Clemente Geiger
Rua Antonio Vieira, 122
Bairro de Brasília
(93) 9135 1505 / 9171 8710
Entrada franca

 

Belém (Pará)
Espetáculo nos dias 25 e 26 de abril, às 20h
“Diário de Campo de Recusa”, no dia 25 abril, às 9h
Teatro Cláudio Barradas
Trav. Jerônimo Pimentel, 546
Bairro do Umarizal
(91) 3249 0373
Entrada franca

 

Ji-Paraná (Rondônia)
Espetáculo nos dias  01 e 02 de maio, às 20h
“Diário de Campo de Recusa” no dia 02 de maio, às 10h30
Teatro Dominguinhos
Av. Marechal Rondon, 295
Centro
(69) 3422 8848
Entrada franca

 

Porto Velho (Rondônia)
Espetáculo nos dias 03 e 04 de maio, às 20h
“Diário de Campo de Recusa” no dia 04  de maio, às 10h30
SESC Esplanada
Av. Presidente Dutra, 4175
Olaria
(69) 3229 6006/ ramal: 238 ou 239
Entrada franca