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Não é crítica: “Cabras – cabeças que rolam, cabeças que voam”

 

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A Cia Teatro Balagan visitou a minha cidade, Campinas. “Cabras – cabeças que rolam, cabeças que voam” é um espetáculo que muitos viram e que dispensa elogios ao texto, ao cenário, ao figurino, à música, à encenação. Porém, ontem, algo chamou minha atenção especialmente: o trabalho dos atores.

 

Sou suspeito para falar porque sou irmanado nas dificuldades e aprendizados deste projeto artístico com esta diretora, a Maria Thais. De qualquer modo, fiquei comovido. Porque, em “Cabras…”, os atores partem de uma certa recusa em narrar a si mesmos, narrando humanidades muitas – inclusive humanidades “não humanas” (uma bala de revolver, uma cabra, um cachorro…). Espantosamente, porém, ao se colocarem neste jogo de alteridade (“eu”, como ponta de uma lança, em busca de um “outro”; “eu” em tensão com um “outro”) deixam escapar, quase que sem perceber, algo de si. É ou não uma alegria que o teatro nos liberte de nós mesmos para, enfim, nos revelar?

 

Não me refiro à revelação das intimidades de quem atua, a sua biografia, os seus segredos. Falo de outra coisa. O que se revela é um ponto de vista – ou uma perspectiva, como provavelmente a Maria Thais gostaria de dizer. Se “teatro” é “o lugar de onde se vê”, os atores da Balagan lembram que não apenas fazem ver, mas eles mesmo olham: a coisa narrada e (um espanto!) os próprios espectadores. Uma inversão e embaralhamento de perspectivas que, “caleidoscopicamente”, não encerra significados, multiplica sentidos e comemora encontros.

 

Sempre que assisto a atores assim, em festa, volto para casa orgulhoso do ofício que escolhi e para o qual espero que eu seja vocacionado. A Cia Balagan visitou a minha cidade. Viva!

 

“Recusa” na Cidade Tiradentes, São Paulo

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Agora, no mês de outubro, mais precisamente nos dias 21 e 22, o ator Eduardo Okamoto irá apresentar, com a Cia de Teatro Balagan, o espetáculo, Prêmio Shell 2012 de Melhor Direção e Melhor Cenário, “Recusa”, na Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes.   Veja, aqui, mais informações sobre o processo e o espetáculo.

 

“Recusa” é narrado, cantado, por dois olhares e seus múltiplos: dois índios Piripkura; dois heróis ameríndios, Pud e Pudleré, criadores dos seres; um padre que foi engolido por uma onça que resolveu morar dentro de um lugar inesperado; um fazendeiro que matou um índio e o mesmo índio que o matou, por uma cantora que se perde na mata, por Macunaíma e seu irmão, os heróis dos Taurepang, e outros tantos.


 

Ficha Técnica

ATUAÇÃO: Antonio Salvador e Eduardo Okamoto (ator convidado)

ENCENAÇÃO: Maria Thaís

DRAMATURGIA: Luís Alberto de Abreu

CENOGRAFIA E FIGURINO: Márcio Medina

ILUMINAÇÃO: Davi de Brito

DIREÇÃO MUSICAL: Marlui Miranda

PREPARAÇÃO DE BUTOH: Ana Chiesa Yokoyama

ASSISTÊNCIA DE DIREÇÃO: Gabriela Itocazo

ASSISTÊNCIA DE CENOGRAFIA: César Santana

ASSISTÊNCIA DE ILUMINAÇÃO: Vânia Jaconis

OPERAÇÃO DE LUZ: Bruno Garcia

ADMINISTRAÇÃO: Deborah Penafiel

COSTUREIRA: Judite Lima

FOTOGRAFIA MATERIAL GRÁFICO E DIVULGAÇÃO: Ale Catan

PROJETO GRÁFICO: daguilar.com.br

ARTE GRÁFICA CIA TEATRO BALAGAN: Gustavo Xella

PRODUÇÃO EXECUTIVA: Norma Lyds

DIREÇÃO DE PRODUÇÃO: Daniele Sampaio

 

 

Serviço

Onde: Centro de Formação Cultural Cidade Tiradentes (CFCCT) – Av. Inácio Monteiro, 6900, 3º piso – Cidade Tiradentes, São Paulo – SP.

Quando: 21 e 22 de outubro de 2015

Horário: 20h

Ingressos: Serão distribuídos

1h antes do espetáculo na bilheteria do teatro, entrada gratuita.

Mais informações: (11) 3667 4596  acesse aqui.

 

“Recusa” no encerramento do 30º Festivale

 

Em setembro,  o espetáculo RECUSA – (Prêmio Shell 2012 de Melhor Direção e Melhor Cenário) – da Cia Teatro Balagan em que Eduardo Okamoto é ator-convidado, participa do 30º Festival Nacional de Teatro do Vale do Paraíba. Em sessão única, o espetáculo será apresentado no encerramento comemorativo dos 30 anos de FESTIVALE.

 

RECUSA é narrado, cantado, por dois olhares e seus múltiplos: dois índios Piripkura; dois heróis ameríndios, Pud e Pudleré, criadores dos seres; um padre que foi engolido por uma onça que resolveu morar dentro de um lugar inesperado; um fazendeiro que matou um índio e o mesmo índio que o matou, por uma cantora que se perde na mata, por Macunaíma e seu irmão, os heróis dos Taurepang, e outros tantos.

 

Ficha Técnica

ATUAÇÃO: Antonio Salvador e Eduardo Okamoto (ator convidado)

ENCENAÇÃO: Maria Thaís

DRAMATURGIA: Luís Alberto de Abreu

CENOGRAFIA E FIGURINO: Márcio Medina

ILUMINAÇÃO: Davi de Brito

DIREÇÃO MUSICAL: Marlui Miranda

PREPARAÇÃO DE BUTOH: Ana Chiesa Yokoyama

ASSISTÊNCIA DE DIREÇÃO: Gabriela Itocazo

ASSISTÊNCIA DE CENOGRAFIA: César Santana

ASSISTÊNCIA DE ILUMINAÇÃO: Vânia Jaconis

OPERAÇÃO DE LUZ: Bruno Garcia

ADMINISTRAÇÃO: Deborah Penafiel

COSTUREIRA: Judite Lima

FOTOGRAFIA MATERIAL GRÁFICO E DIVULGAÇÃO: Ale Catan

PROJETO GRÁFICO: daguilar.com.br

ARTE GRÁFICA CIA TEATRO BALAGAN: Gustavo Xella

PRODUÇÃO EXECUTIVA: Norma Lyds

DIREÇÃO DE PRODUÇÃO: Daniele Sampaio

 

Para informações completas sobre o espetáculo, clique aqui. 

 

Serviço

“Recusa” no 30º FESTIVALE – Festival Nacional de Teatro do Vale do Paraíba 

Onde: Cine Santana – Av. Rui Barbosa, 2005, Santana. São José dos Campos – SP.

CEP: 12211-105

Quando: 13 de setembro

Horário: 21h

Ingressos: Serão distribuídos uma hora antes do espetáculo, entrada gratuita.

Mais informações clique aqui.

 

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CBN Foz do Iguaçu: História verídica de índios reclusos inspira espetáculo em Belém

 

O Teatro Universitário Cláudio Barradas (TUCB), em Belém, será palco, nesta sexta (25) e sábado (26), às 20h, do Espetáculo “Recusa”, da Companhia de Teatro Balagan, com os premiados atores Antonio Salvador e Eduardo Okamoto. A encenação é de Maria Thaís e a dramaturgia de Luis Alberto de Abreu.

 

“Recusa”, começou a ser desenhado a partir do interesse despertado pela notícia veiculada nos jornais em 16 de setembro de 2008 sobre o aparecimento de dois sobreviventes, índios Piripkura – etnia considerada extinta há mais de vinte anos. Viviam nômades, perambulando por fazendas madeireiras no noroeste do Mato Grosso, próximo ao município de Ji-Paraná, em Rondônia, e ambos se recusavam a estabelecer qualquer contato com os brancos.

 

Foram encontrados porque suas gargalhadas ressoaram na floresta e chamaram atenção: eles riam das histórias que contavam um ao outro enquanto davam conta de comer a caça recém abatida.  É narrado, cantado, por dois olhares e seus múltiplos: dois índios Piripkura; dois heróis ameríndios, Pud e Pudleré, criadores dos seres; um padre que foi engolido por uma onça que resolveu morar dentro de um lugar inesperado; um fazendeiro que matou um índio e o mesmo índio que o matou, por uma cantora que se perde na mata, por Macunaíma e seu irmão, os heróis dos Taurepang, e outros tantos.

 

A primeira fase do trabalho, que teve início em março de 2009, reuniu atores, dramaturgo, diretora, preparadora corporal, cenógrafo, e foi dedicada a tecer um diálogo com colaboradores convidados – antropólogos e estudiosos da cultura ameríndia para investigar quais as formas de aproximação, artística, deste universo. A segunda etapa da pesquisa, de julho de 2010 ajunho 2011, integrou o projeto O Trágico e o Animal contemplado pelo Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo – apresentou publicamente, na Casa Balagan, três Estudos Cênicos dos primeiros roteiros dramatúrgicos experimentados em sala de ensaio. Ainda como parte das pesquisas, em fevereiro de 2011 integrantes da Cia Teatro Balagan passaram um período de troca e convívio na aldeia Gapgir, junto ao Povo Indígena Paiter Suruí, em Rondônia.

 

Lançando o olhar para outras fontes de pesquisa, descobriu-se que em inúmeras cosmologias ameríndias, o mundo, os seres e as coisas são criados por uma dupla de gêmeos, que passam pelo mundo, para criar e desaparecer. Para os ameríndios o mundo sempre existiu – não houve um começo – somente as coisas e os seres não o habitavam. E o mundo já acabou diversas vezes, configurando um ciclo de construção e destruição constante.

 

“O espetáculo é nossa via poética, de resistência artística e desloca nossas perspectivas sobre a ideia de extinção, finitude, história, civilização, identidade, alteridade, animalidade e humanidade”, complementa a diretora Maria Thaís.

 

Serviço
Espetáculo “Recusa”, dias 25 e 26 de abril, às 20h, no Teatro Cláudio Barradas, localizado na Avenida Jerônimo Pimentel, 546, esquina com a Travessa D. Romualdo de Seixas, no bairro Umarizal, em Belém. Entrada franca.

 

*Fonte: http://www.cbnfoz.com.br/editorial/brasil/para/24042014-129733-historia-veridica-de-indios-reclusos-inspira-espetaculo-em-belem

Diário Online: Espetáculo Recusa chega a Belém

 

Ao completar 15 anos, a Cia de Teatro Balagan circula pelo Norte com o premiado espetáculo Recusa, contemplada com o Prêmio Funarte Myriam Muniz 2013.

 

Gargalhadas ressoam na floresta e chamam atenção. Assim, meio por acaso, aconteceu o primeiro contato com os dois últimos indivíduos de uma etnia considerada extinta há mais de 20 anos – os Piripkura. A notícia extraordinária se espalhou rapidamente e quando foi publicada no Jornal Folha de São Paulo despertou o interesse da Cia Teatro Balagan para a criação de um espetáculo inspirado exatamente na recusa dos índios em estabelecer qualquer contato com os brancos.

 

Entre a publicação da notícia, em 16 de setembro de 2008, e a estreia, em 4 de outubro de 2012, aconteceu um grande processo criativo envolvendo atores, diretora, dramaturgo, preparadora corporal, cenógrafo, antropólogos e outros estudiosos de culturas ameríndias, resultando no Recusa, espetáculo que já circulou por 23 cidades brasileiras; oito estados; todas as comunidades indígenas da cidade de São Paulo; além de Rondônia, onde foi apresentado aos parceiros indígenas Paiter Suruí, da Aldeia Gapgir, onde a equipe realizou uma troca cultural durante o processo de criação.

 

Recusa é narrado, cantado, por dois olhares e seus múltiplos: os dois índios Piripkura; dois heróis ameríndios, Pud e Pudleré, criadores dos seres; um padre que foi engolido por uma onça que resolveu morar dentro de um lugar inesperado; um fazendeiro que matou um índio e o mesmo índio que o matou; por uma cantora que se perde na mata; por Macunaíma e seu irmão, os heróis dos Taurepang e outros tantos.

 

Na turnê pelo Norte, o espetáculo já foi apresentado em Altamira, onde diversos povos indígenas lutam contra a construção devastadora da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, e chega a Belém produzido pelo Espaço Oficina Assim para duas apresentações no Teatro Claudio Barradas, nos dias 25 e 26 de abril, sexta e sábado próximos. Depois retornará a Rondônia com apresentações em Jí-Paraná, cidade onde um dos índios Piripkura esteve internado em hospital e depois fugiu, e Porto Velho, encerrando a turnê.

 

Em Belém, a Cia Balagan ainda promove no Claudio Barradas, a atividade formativa Diário de Campo de Recusa, no dia 25, das 9h às 10h30. Os integrantes da equipe trazem elementos da pesquisa e criação do espetáculo, como textos de referência, imagens fotográficas e vídeos da pesquisa de campo realizada em Rondônia para troca de experiências com atores, técnicos, produtores, artistas de teatro, preferencialmente.

 

As entradas para RECUSA e DIÁRIO DE CAMPO DE RECUSA são gratuitas e os ingressos serão distribuídos pouco antes de cada atividade.

 

*Fonte: http://www.diarioonline.com.br/entretenimento/cultura/noticia-283262-.html

G1 Pará: História verídica de índios reclusos inspira espetáculo em Belém

“Recusa” foi inspirado em índios que se negavam a ter contato com brancos. Peça traz os premiados atores Antonio Salvador e Eduardo Okamoto.

 

Do G1 PA

 

O Teatro Universitário Cláudio Barradas (TUCB), em Belém, será palco, nesta sexta (25) e sábado (26), às 20h, do Espetáculo “Recusa”, da Companhia de Teatro Balagan, com os premiados atores Antonio Salvador e Eduardo Okamoto. A encenação é de Maria Thaís e a dramaturgia de Luis Alberto de Abreu.

 

“Recusa”, começou a ser desenhado a partir do interesse despertado pela notícia veiculada nos jornais em 16 de setembro de 2008 sobre o aparecimento de dois sobreviventes, índios Piripkura – etnia considerada extinta há mais de vinte anos. Viviam nômades, perambulando por fazendas madeireiras no noroeste do Mato Grosso, próximo ao município de Ji-Paraná, em Rondônia, e ambos se recusavam a estabelecer qualquer contato com os brancos.

 

Foram encontrados porque suas gargalhadas ressoaram na floresta e chamaram atenção: eles riam das histórias que contavam um ao outro enquanto davam conta de comer a caça recém abatida. É narrado, cantado, por dois olhares e seus múltiplos: dois índios Piripkura; dois heróis ameríndios, Pud e Pudleré, criadores dos seres; um padre que foi engolido por uma onça que resolveu morar dentro de um lugar inesperado; um fazendeiro que matou um índio e o mesmo índio que o matou, por uma cantora que se perde na mata, por Macunaíma e seu irmão, os heróis dos Taurepang, e outros tantos.

 

A primeira fase do trabalho, que teve início em março de 2009, reuniu atores, dramaturgo, diretora, preparadora corporal, cenógrafo, e foi dedicada a tecer um diálogo com colaboradores convidados – antropólogos e estudiosos da cultura ameríndia para investigar quais as formas de aproximação, artística, deste universo. A segunda etapa da pesquisa, de julho de 2010 ajunho 2011, integrou o projeto O Trágico e o Animal contemplado pelo Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo – apresentou publicamente, na Casa Balagan, três Estudos Cênicos dos primeiros roteiros dramatúrgicos experimentados em sala de ensaio. Ainda como parte das pesquisas, em fevereiro de 2011 integrantes da Cia Teatro Balagan passaram um período de troca e convívio na aldeia Gapgir, junto ao Povo Indígena Paiter Suruí, em Rondônia.

 

Lançando o olhar para outras fontes de pesquisa, descobriu-se que em inúmeras cosmologias ameríndias, o mundo, os seres e as coisas são criados por uma dupla de gêmeos, que passam pelo mundo, para criar e desaparecer. Para os ameríndios o mundo sempre existiu – não houve um começo – somente as coisas e os seres não o habitavam. E o mundo já acabou diversas vezes, configurando um ciclo de construção e destruição constante.

 

“O espetáculo é nossa via poética, de resistência artística e desloca nossas perspectivas sobre a ideia de extinção, finitude, história, civilização, identidade, alteridade, animalidade e humanidade”, complementa a diretora Maria Thaís.

 

Serviço
Espetáculo “Recusa”, dias 25 e 26 de abril, às 20h, no Teatro Cláudio Barradas, localizado na Avenida Jerônimo Pimentel, 546, esquina com a Travessa D. Romualdo de Seixas, no bairro Umarizal, em Belém. Entrada franca.

 

*Fonte: http://g1.globo.com/pa/para/noticia/2014/04/historia-veridica-de-indios-reclusos-inspira-espetaculo-em-belem.html

 

Diário da Amazônia: Balagan traz “Recusa” em maio para a Capital

 

A Companhia de Teatro Balagan, durante os dias 3 e 4 de maio próximos, em Porto Velho, apresentam o espetáculo “Recusa”. O evento está programado para acontecer no Sesc Esplanada em três sessões: dia 3 às 20h; dia 4 às 10:30 e às 20h. Recusa, mergulha na cosmovisão ameríndia, nas relações de encontro, estranhamento, trocas e negociações estabelecidas entre esses diversos seres, mundos e a cultura branca. O espetáculo estreou em 4 de outubro de 2012 inaugurando a programação teatral da Sede Roosevelt da SP Escola de Teatro, na Praça Roosevelt em São Paulo.

 

O PROJETO

O projeto Recusa nasce em 2009 quando atores, diretora, dramaturgo, preparadora corporal e cenógrafo, instigados pela notícia “Funai recorre à Procuradoria para proteger área de 2 índios isolados”, deram início a um diálogo com antropólogos e estudiosos da cultura ameríndia, com o desejo de desenvolver um processo criativo a partir desse universo. Publicada nos jornais em 2008, a notícia mencionava o aparecimento de dois índios Piripkura, etnia considerada extinta há mais de 20 anos.

 

Durante todo o processo de criação a Cia Teatro Balagan, através dos Estudos Cênicos – composições cênicas elaboradas a partir de narrativas míticas ameríndias, estudos etnográficos, discursos políticos sobre as condições de terras ocupadas por povos indígenas, obras literárias, cantos e poesia ameríndia – tornou público, na Casa Balagan, o resultado da sua investigação.

 

Em fevereiro de 2011, a Cia realizou uma pesquisa de campo em Rondônia com o povo indígena Suruí Paiter, estabelecendo com eles uma troca cultural que vem se desdobrando em outros projetos.

 

A partir de 2011, a pesquisa desenvolve-se a partir dos roteiros dramatúrgicos que experimentam os modos de narração, a sonoridade e outros modos de construção verbal (como a desestruturação da língua portuguesa, quando falada pelos indígenas). Exploram também cantos de diversos povos indígenas, que fundamentam a linguagem e são eixos que guiam a criação, permitindo que mundos distintos interpenetrem-se, que múltiplos pontos de vista encontrem-se e alguns seres, como os espíritos, os animais e as coisas, expressem-se.

 

Em 1999, o grupo estreou o primeiro espetáculo, Sacromaquia (1999/2000). Desde então, foram criadas outras quarto obras: A Besta na Lua (2002/2004), Tauromaquia (2004/2006), Západ – A Tragédia do Poder (2006/2007), Prometheus – a tragédia do fogo (2011/2013) e Recusa (2012/2013). Em 2007 e 2008, realizou o projeto Do Inumano ao mais-Humano, que integrava duas ações de formação: uma voltada aos artistas da Cia e outra, o Formação do Olhar para o Teatro, voltada para aos espectadores.

 

Atualmente, a Balagan mantêm em repertório dois espetáculos: Prometheus – a tragédia do fogo e Recusa que, como outras ações desenvolvidas na Casa Balagan, integram o projeto Recusa e Prometeu: uma simetria invertida, contemplado na XIX edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo.

 

* Fonte: http://www.diariodaamazonia.com.br/balagan-traz-recusa-em-maio-para-a-capital/

“Recusa” em Temporada Paulistana

 

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Espetáculo da Cia Teatro Balagan em que Eduardo Okamoto é ator-convidado e Daniele Sampaio é diretora de produção estreia em curtíssima temporada na Oficina Cultural Oswald de Andrade, na capital paulista. A entrada é gratuita com retirada de ingressos 30 min. antes do início da seção.  A temporada acontece de 19 de março a 12 de abril de 2014, de quarta a sábado, às 20h.   

 

“Recusa” foi criado a partir do interesse despertado pela notícia veiculada no Jornal Folha de S. Paulo, em 16 de setembro de 2008 sobre o aparecimento de dois sobreviventes, índios Piripkura – etnia considerada extinta há mais de vinte anos. Viviam nômades, perambulando por fazendas madeireiras no noroeste do Mato Grosso, próximo ao município de Ji-Paraná, em Rondônia, e ambos se recusavam a estabelecer qualquer contato com os brancos. Foram encontrados porque suas gargalhadas ressoaram na floresta e chamaram atenção: eles riam das histórias que contavam um ao outro enquanto davam conta de comer a caça recém abatida.

“Recusa” é narrado, cantado, por dois olhares e seus múltiplos: dois índios Piripkura; dois heróis ameríndios, Pud e Pudleré, criadores dos seres; um padre que foi engolido por uma onça que resolveu morar dentro de um lugar inesperado; um fazendeiro que matou um índio e o mesmo índio que o matou, por uma cantora que se perde na mata, por Macunaíma e seu irmão, os heróis dos Taurepang, e outros tantos.

 

Equipe de Criação
Na criação de “Recusa”, as funções da equipe encontram espaços de transição, ora os atores são propositores de matérias para a dramaturgia, ora a direção provoca-os à pesquisa de composição do espaço, ora pessoas de fora da cena dialogam com os estudos apontando escolhas que interferem na composição. Nesta obra, o entendimento sobre os saberes, as maestrias que atuam no trabalho cênico (direção, dramaturgia, atuação, iluminação, música etc.) dizem respeito não tão somente ao autor designado, mas a especificidade de sua arte na composição de um trabalho que é múltiplo e comum.

 

Ficha Técnica: 
ATUAÇÃO: Antonio Salvador e Eduardo Okamoto (ator convidado)
ENCENAÇÃO: Maria Thaís
DRAMATURGIA: Luís Alberto de Abreu
CENOGRAFIA E FIGURINO: Márcio Medina
ILUMINAÇÃO: Davi de Brito
DIREÇÃO MUSICAL: Marlui Miranda
PREPARAÇÃO DE BUTOH: Ana Chiesa Yokoyama
ASSISTÊNCIA DE DIREÇÃO: Gabriela Itocazo
ASSISTÊNCIA DE CENOGRAFIA: César Santana
ASSISTÊNCIA DE ILUMINAÇÃO: Vânia Jaconis
OPERAÇÃO DE LUZ: Bruno Garcia
ADMINISTRAÇÃO: Deborah Penafiel
COSTUREIRA: Judite Lima
FOTOGRAFIA MATERIAL GRÁFICO E DIVULGAÇÃO: Ale Catan
PROJETO GRÁFICO: daguilar.com.br
ARTE GRÁFICA CIA TEATRO BALAGAN: Gustavo Xella
PRODUÇÃO EXECUTIVA: Norma Lyds
DIREÇÃO DE PRODUÇÃO: Daniele Sampaio

 

Premiações

PRÊMIO SHELL DE TEATRO 2012
Direção – Maria Thaís
Cenário – Márcio Medina

 

PRÊMIO APCA – ASSOCIAÇÃO PAULISTA DOS CRÍTICOS DE ARTE 2012
Ator – Antonio Salvador e Eduardo Okamoto

 

PRÊMIO COOPERATIVA PAULISTA DE TEATRO 2012
Espetáculo de Sala
Projeto Sonoro – Marlui Miranda

 

PRÊMIO FITA – FESTA INTERNACIONAL DE TEATRO DE ANGRA 2013 – RJ 
Cenário – Márcio Medina

 

8 INDICAÇÕES
Prêmio Shell – Ator, Música 
Prêmio CPT – Dramaturgia, Direção, Elenco, Projeto Visual
Prêmio FITA – Categorial Especial – Cia Teatro Balagan – Pesquisa de Linguagem, Música 

 

“Recusa” na Oficina Cultural Oswald de Andrade, em São Paulo
De 19 de março a 12 de abril
Rua Três Rios, 363, Bom Retiro, São Paulo – SP
Telefone: (11) 3222-2662/ (11) 3221-4704
Entrada franca
Ingressos distribuídos com 30 min. de antecedência
50 lugares

 

ABCD Maior: “As Múltiplas Visões Indígenas sobre o Mundo”

 

Por Marina Bastos

 

Recusa, montagem premiada de Luis Alberto de Abreu, será apresentada nesta sexta-feira no Sesc Santo André

 

A história de Recusa começou a ser desenhada a partir de uma notícia veiculada pela imprensa em 2008 sobre o aparecimento de dois sobreviventes, índios Piripkura – etnia considerada extinta há mais de 20 anos. Viviam nômades, perambulando por fazendas madeireiras no Mato Grosso, próximo ao município de Ji-Paraná, em Rondônia, e ambos se recusavam a estabelecer qualquer contato com os brancos. Foram encontrados porque suas gargalhadas chamaram atenção: eles riam das histórias que contavam um ao outro enquanto davam conta de comer a caça.

 

Antonio Salvador, um dos atores do espetáculo, explicou que do dia que a notícia foi veiculada até a estreia da peça, passaram-se três anos e meio. “O grupo Balagan faz processos bem aprimorados, mas esse foi especial. A diretora Maria Thais foi enfática ao dizer que nós não conhecíamos aqueles povos, não era nossa cultura, portanto faríamos um movimento lento de criação. Por respeito”, contou o ator, que divide o palco com Eduardo Okamoto. A dupla conquistou o Prêmio APCA – Associação Paulista dos Críticos de Arte 2012, na categoria “melhor ator”. A encenação poderá ser conferida nesta sexta-feira (07/03) no Sesc Santo André.

 

O grupo evita o termo “personagem” e prefere adotar “figuras”. O texto é narrado e cantado por dois índios Piripkura Pud e Pudleré, criadores dos seres; um padre que foi engolido por uma onça que resolveu morar dentro de um lugar inesperado; um fazendeiro que matou um índio e o mesmo índio que o matou; por uma cantora que se perde na mata; por Macunaíma e seu irmão, os heróis dos Taurepang, além de outras duplas, inclusive dois porcos.

 

Como parte das pesquisas, em fevereiro de 2011 integrantes da Cia. Teatro Balagan passaram um período de troca e convívio na aldeia Gapgir, junto ao povo indígena Paiter Suruí, em Rondônia. “Foi muito interessante e é difícil traduzir em palavras. Trata-se de um povo curioso por excelência. Mas, mais que isso, eles exigem um pacto. Tudo é relação de troca e, nesse caso, nós vivenciamos a cultura indígena e eles vivenciaram o teatro.”

 

O grupo ofereceu oficinas cênicas e o escambo foi além, pois este ano os índios montaram uma peça.

 

Precisamos reconhecer o que não somos
Para compor o enredo, o dramaturgo Luis Alberto de Abreu se valeu de uma série de fontes como notícias de jornais, textos antropológicos, estudos místicos e entidades políticas ligadas à causa indígena. Essa diversidade de material multiplicou também os pontos de vista do relato jornalístico que deu origem ao projeto Recusa. “Índios não são uma coisa só, existem mais de 230 etnias, 230 linguagens e a mesma quantidade de visões de mundo. Não queremos representar essas visões, mas dialogar com elas”, explicou Antonio Salvador.

 

O ator relatou que é muito comum escutar dos espectadores que não houve identificação. “Daí penso que alcançamos o êxito, pois não é para ninguém se identificar, aquilo não é sobre você. Precisamos reconhecer o que não somos nós.”

 

A diretora Maria Thaís complementou que o espetáculo é a via poética da resistência. “Desloca nossas perspectivas sobre a ideia de extinção, finitude, história, civilização, identidade, alteridade, animalidade e humanidade.”

 

A peça conquistou diversos prêmios, entre eles Prêmio Shell de Teatro 2012; Prêmio APCA – Associação Paulista dos Críticos de Arte 2012; Prêmio Cooperativa Paulista de Teatro 2012; além de seis indicações ao Prêmio Shell de Teatro 2012.

 

Serviço
Peça Recusa – Sexta-feira (07/03), às 21h, no Sesc Santo André (rua Tamarutaca, 302, Vila Guiomar)
Ingressos de R$ 4 até R$ 20. Informações: 4469-1200.

 

 * Fonte: http://www.abcdmaior.com.br/noticia_exibir.php?noticia=57492

“Recusa” no interior de São Paulo

 

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A partir de 07 de março de 2014, “Recusa” – espetáculo da Cia Teatro Balagan em que Eduardo Okamoto é ator convidado e Daniele Sampaio é diretora de produção – continua a circulação pela rede SESC-SP. 

 

Em 2013, passamos pelas cidades de Sorocaba, Santos, São José do Rio Preto e Ribeirão Preto. Em 2014, serão mais 05 cidades visitadas pela companhia.  

 

Acompanhe a programação, compareça e ajude a divulgar!

 

“Recusa” no Sesc Santo André
Dia 07 de março , às 21h
Rua Tamarutaca, 302, Vila Guiomar, Santo André – São Paulo
Telefone: (11) 4469-1200
Informações e ingressos: https://www.sescsp.org.br/programacao/28712_RECUSA

 

“Recusa” no Sesc Bertioga
Dia 08 de março, às 20h30
R. Pastor Djalma da Silva Coimbra, 20, Jardim Rio da Praia, Bertioga – São Paulo
Telefone: (13) 3319-7700  

 

“Recusa” no Sesc Osasco
Dias 11 e 12 de março, às 20h
Avenida Sport Club Corintians Paulista, 1300 – Vila Osasco, São Paulo – SP
Telefone: (11) 3184-0900
Informações e ingressos: https://www.sescsp.org.br/programacao/28624_RECUSA

 

“Recusa” no Sesc São Carlos
Dia 13 de março, às 20h
Avenida Comendador Alfredo Maffei, 700, Jardim Gibertoni, São Carlos – SP
Telefone: (16) 3373-2300
Informações e ingressos: https://www.sescsp.org.br/programacao/28725_RECUSA

 

“Recusa” no Sesc Araraquara
Dia 15 de março, às 20h
R. Castro Alves, 1315, Quitandinha, Araraquara – São Paulo
Telefone: (16) 3301-7500
Informações e ingressos: https://www.sescsp.org.br/programacao/28855_RECUSA

 

Correio Popular: Feverestival apresenta a peça ‘Recusa’, com a Cia. Balagan

 

Com musical de Marlui Miranda, espetáculo traz os atores Antonio Salvador e Eduardo Okamoto.

 

O espetáculo ‘Recusa’, de Luís Alberto de Abreu, com a paulistana Cia. Balagan, encerra, nesta quinta-feira (27), a programação teatral da décima edição do Feverestival – Festival Internacional de Teatro de Campinas. A peça é narrada e cantada por dois olhares e seus múltiplos: dois índios Piripkura; dois heróis ameríndios; um padre que foi engolido por uma onça e resolveu morar em um lugar inesperado; um fazendeiro que matou um índio e o índio que o matou; uma cantora que se perde na mata; Macunaíma e seu irmão, entre outros.

 

A montagem tem direção geral de Maria Thaís e musical de Marlui Miranda. No elenco, os atores Antonio Salvador e Eduardo Okamoto (convidado). O projeto nasceu em 2009 quando o grupo leu a notícia “Funai recorre à Procuradoria para proteger área de dois índios isolados”. A notícia mencionava o aparecimento de dois índios Piripkura, etnia considerada extinta há pelo menos 20 anos. A partir daí a companhia desenvolveu pesquisa com antropólogos e em campo, em Rondônia, com o povo indígena Suruí Palter, para criar a dramaturgia.

 

Serviço
Peça ‘Recusa’, encerramento do Feverestival
Nesta quinta-feira (27), às 20h
No Teatro Municipal José de Castro Mendes (Praça Corrêa de Lemos, s/n – Vila Industrial) – Campinas. Telefone: (19) 3272-9359
Ingressos: R$ 4,00 (comerciários matriculados no Sesc), R$ 10,00 (meia, usuários matriculados no Sesc, professores das redes públicas e pessoas acima de 60 anos) e R$ 20,00

 

*Fonte: http://correio.rac.com.br/_conteudo/2014/02/entretenimento/156868-feverestival-traz-a-peca-recusa–com-a-cia-balagan.html

 

“Recusa” no Feverestival

 

“Recusa” no Feverestival, em Campinas
27 de fevereiro de 2014, às 20h
Teatro Castro Mendes
Endereço: Rua Conselheiro Gomide, 62, Vila Industrial, Campinas/SP
Ingressos: R$ 20 (inteira); R$ 10 (meia) e R$ 4,00 (trabalhadores no comércio de bens, serviços e turismo matriculados no Sesc)
Informações: http://feverestival.com.br/

 

“Recusa” em São José do Rio Preto

 

“Recusa” no Circuito TUSP: São Paulo, Bauru e Ribeirão Preto

 

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“Recusa”, espetáculo da Cia Teatro Balagan com atuação de Eduardo Okamoto e produção de Daniele Sampaio, chega às cidades de São Paulo, Bauru e Ribeirão Preto. As apresentações fazem parte do Circuito TUSP de Teatro. Este é um programa de ação continuada para a difusão das artes cênicas nos campi da Universidade de São Paulo, em parceria com outros espaços públicos no interior do estado, como os Teatros Municipais e Seções de Atividades Culturais dos campi da USP.

 

O projeto pretende oferecer formas diversificadas de convívio com a experiência cênica, cultivando o hábito da fruição teatral entre a comunidade universitária e o público externo.

 

No segundo semestre de 2013, os espetáculos que compõem este circuito percorrerão as seguintes cidades: Bauru, Ribeirão Preto, São Carlos e Piracicaba e capital, no período de 23 de setembro a 27 de outubro de 2013. A entrada é gratuita.

 

“Recusa” em São Paulo
dia 10/10, às 21h, no Tusp
Rua Maria Antônia, 294 | Consolação

 

“Recusa” em Bauru
dia 17/10, às 20h, no Teatro da FOB
Al. Dr. Octavio Pinheiro Brisolla, 9-75 Vila Universitária

 

“Recusa” em Ribeirão Preto
dia 24/10, às 20h, no Auditório da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto
Av Bandeirantes 3.900 – Monte Alegre

 

“Recusa” em Angra dos Reis

 

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“Recusa”, espetáculo da Cia Teatro Balagan em que Eduardo Okamoto é ator–convidado e Daniele Sampaio é diretora de produção, participa da FITA – Festa Internacional de Teatro de Angra, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

 

“Recusa” compõe a programação do festival ao lado de outro 58 trabalhos de diferentes gêneros. Na Praia do Anil será construída a “cidade do teatro”, que incluirá dois palcos, um com capacidade para 1500 pessoas e receberá espetáculos de grande porte e outro, com capacidade para 600 pessoas. Também haverá um lounge para debates, encontros e palestras, em espaço organizado pelo Sesc. O Teatro Municipal de Angra dos Reis também receberá diversas produções.

 

“Recusa” apresenta-se no dia 05 de outubro de 2013, no Palco Cult, às 21h45. Os ingressos custam de R$2,50 a R$15,00 e podem ser comprados pela internet, clicando aqui.

 

“Recusa” na Fita 
05 de outubro de 2013, às 21h45
 Tenda Cult 
Endereço: Av. Airton Senna da Silva, 1777
Informações:  (21) 3005.4104