animação

Apresentação de “Chuva Pasmada” no Lume Teatro Tem Gosto de Volta para Casa

 

Chuva Pasmadacom Eduardo Okamoto e Alice PossaniTexto original: Mia CoutoDramaturgia: Cássio PiresDireção e Iluminação: Marcelo LazzarattoFigurinos e Cenografia: Warner ReisTrilha Sonora: Michael GalassoArte Gráfica: Alexandre CaetanoFotografia: Fernando StankunsProdução: Daniele Sampaio e Grupo Matula Teatro

 

“Chuva Pasmada”, parceria entre mim e Alice Possani, atriz do Grupo Matula Teatro, é dirigido por Marcello Lazzarato, professor do Depto. de Artes Cênicas da Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP. Nós dois nos formamos neste departamento, onde também desenvolvemos trabalhos de pós-graduação, e ainda hoje residimos em Barão Geraldo – distrito onde se localiza a UNICAMP. Por fim, ainda passamos longos períodos de treinamentos e estudos da atuação com o LUME – Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais da UNICAMP. Por tudo isso, apresentar na sede do Lume Teatro tem gosto especial: o aconchego do retorno às origens.

 

Espantosamente, a despeito da grande quantidade de importantes trabalhos cênicos criados na cidade de Campinas, com frequência os seus cidadãos têm pouco acesso à esta produção. Isso, claro, é fundamentalmente explicado pelo grande e descabido descaso dos gestores públicos da vida cultural da cidade que, nos últimos anos, nem mesmo tiveram competência para manter abertos os seus teatros públicos. Atualmente, Campinas, cidade que tem mais de 1 milhão de habitantes, não possui uma única sala pública em condições de receber adequadamente um espetáculo teatral. Este contexto, no limite, obriga artistas de Campinas a procurar espaços e melhores condições de apresentação em outra paragens. Não raro, importantes artistas e coletivos de artistas formados e radicados na cidade optam por viver em outra localidade mesmo.

 

O resultado de tamanho absurdo é que o cidadão campineiro não pode fruir os bens simbólicos produzidos no próprio local onde vive. O cidadão, enfim, não vê representado como ficção (como realidade extraordinária) a sua própria vida cotidiana (a realidade ordinária). Muitos estudioso (entre eles a importante Profa. Dra. Suzi Frankl Sperber, também da UNICAMP) apontam que é o ato mesmo de produzir ficção que atribui sentido ao vivido. Ou, como nos diz o personagem de “Mar Me Quer”, de Mia Couto, “homem que não sabe contar história nem chega a ser pessoa”. A vida permanece, assim, em suspensão, como aquela água suspensa que, em “Chuva Pasmada”, também do escritor moçambicano, não se realiza em sua potência de chuva, permanecendo promessa.

 

Por tudo isso, a apresentação de “Chuva Pasmada” em Campinas é celebração! É um espetáculo voltando para casa. São os seus criadores apresentado no solo que escolheram como morada. É a partilha de uma obra com espectadores que compreendem o contexto em que ela foi gerada. Que essa chuva abra ainda mais movimento. Que, ao final da peça, possamos fazer como os seus personagens: agradecer!

 

Serviço: “Chuva Pasmada” no Lume Teatr0
Com Eduardo Okamoto e Matula Teatro
Dias 19 e 20/09 às 20h
Endereço: Rua Carlos Diniz Leitão, 150 Vila Santa Isabel – Barão Geraldo
Telefone:19 3289 9869
R$ 10,00 e R$ 5,00

Travessias Poéticas em São Paulo e Campinas

 

“Chuva Pasmada”, parceria de Eduardo Okamoto e Grupo Matula Teatro, compõe mostra que reúne espetáculos de Bahia, São Paulo, Pernambuco.  

 

Chuva Pasmadacom Eduardo Okamoto e Alice PossaniTexto original: Mia CoutoDramaturgia: Cássio PiresDireção e Iluminação: Marcelo LazzarattoFigurinos e Cenografia: Warner ReisTrilha Sonora: Michael GalassoArte Gráfica: Alexandre CaetanoFotografia: Fernando StankunsProdução: Daniele Sampaio e Grupo Matula Teatro

 

Desde a década de 1990, o chamado teatro de grupo impulsionou sobremaneira o teatro brasileiro. As primeiras décadas dos anos 2000, assinalam um novo impulso para  esta cena fundada em parcerias: a reunião de grupos de artistas com trabalhos afins em projetos conjuntos – coletivos de coletivos! Assim é Travessias Poéticas, mostra de espetáculos teatrais de distintos criadores, residentes em três diferentes estados brasileiros: “Chuva Pasmada”, de Eduardo Okamoto e Grupo Matula Teatro, de Campinas (São Paulo); “Gaiola de Moscas”, do Grupo Peleja, de Recife (Pernambuco); e “Mar Me Quer”, d’A Outra Companhia de Teatro, de Salvador (Bahia).

 

Em comum, estas obras apresentam – além de grande investimento em pesquisas poéticas, em que pese a noção do processo criativo como aprendizado técnico e ético da artesania cênica – a inspiração na literatura do moçambicano Mia Couto. Assim, os espetáculos que constituem a mostra tem na literatura (em conto, novela ou romance) o seu impulso de criação – ou, para acompanhar Mia Couto, o teatro tem “caroço” nas palavras de um Moçambique reinventado pelos livros.         

 

A mostra Travessias Poéticas, passará por seis cidades brasileiras: São Paulo e Campinas (em São Paulo), Salvador e Alagoinhas (na Bahia), Recife e Arco Verde (em Pernambuco). A estreia será no SESC Santo Amaro, em São Paulo, entre os dias 11 e 15 de setembro. Na semana seguinte, esta “trupe de trupes de artistas” desembarca em Campinas para, na sede do Lume Teatro, realizar apresentações de suas obras entre os dias 17 e 22.    

 

Além dos espetáculos, em cada uma das cidades haverá atividades formativas compondo a programação: oficinas de iniciação teatral (com duração de oito horas) voltadas para estudantes de escolas públicas; palestras acerca das relações entre a literatura e a criação cênica; intercâmbios em que os artistas participantes trocam procedimentos e experiências de trabalho.

 

Para saber a programação completa em cada cidade, acesse o site do projeto: <http://travessiaspoeticas.wordpress.com/>.

 

Serviço:
Travessias Poéticas em São Paulo
De 11 a 15 de setembro de 2012
SESC Santo Amaro
Endereço: Rua Amador Bueno, 505 – Santo Amaro
Telefone: 11 5541 4000
Entrada: R$ 3,00 a R$ 12,00 

 

Travessias Poéticas em Campinas 
De 17 a 22 de setembro de 2012
Lume Teatro
Rua Carlos Diniz Leitão, 150 Vila Santa Isabel – Barão Geraldo
Telefone: 19 3289 9869
R$ 10,00 e R$ 5,00 

 

 

Eduardo Okamoto no Clube da Leitura, no SESC Carmo

 

Em 31 de maio, às 19h, Eduardo Okamoto participa do Clube da Leitura, do SESC Carmo, na capital Paulista. Neste mês, o clube debate o livro “Estórias Abensonhadas”, do escritor moçambicano Mia Couto, publicado pela Editora Penguin – Cia das Letras. 

 

O Clube da Leitura é uma série de encontros mensais em que os leitores se reúnem para conversar sobre livros sugeridos pelo SESC, em parceria com a Editora Penguin – Companhia das Letras. O Clube de Leitura é um espaço alternativo em que o público pode compartilhar suas experiências literárias, dúvidas e impressões de leitura.

 

O livro escolhido para debate no mês, “Estórias Abensonhadas”, já motivou a criação de um trabalho de Okamoto: “Uma Estória Abensonhada”, em que dirigiu o Grupo de Teatro Camaleão, de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. O espetáculo foi livremente inspirado num dos contos do livro, “A Praça dos Deuses”. Ali, um rico comerciante gasta toda a sua fortuna para celebrar em 40 dias e em praça pública o matrimônio do seu único filho.  

 

 

Além desta experiência, a obra do moçambicano Mia Couto já referenciou a criação de outros dois trabalhos com a participação de Eduardo Okamoto: “Eldorado” e “Chuva Pasmada”. O primeiro, monólogo de Okamoto, tem dramaturgia inédita criada por Santiago Serrano, mas muitas imagens do conto “O Cego Estrelinho” (do mesmo “Estórias Abensonhadas”) estimularam proposições do ator. O outro, parceria com o Matula Teatro, é adaptação de Cássio Pires para a novela homônima de Mia Couto. Os dois trabalhos foram dirigidos por Marcelo Lazzaratto.            

 

 

“Estórias Abensonhadas” no Clube da Leitura
Mediação de Eduardo Okamoto 
SESC Carmo – Área de Convivência, às 19h
Inscrições de 14 a 24 de maio pelo e-mail: biblioteca@carmo.sescsp.org.br
30 vagas 

Espetáculo “Chuva Pasmada” e oficina Dramaturgia do Corpo no SESC São Carlos

 

 

Na próxima semana, o espetáculo “Chuva Pasmada”, parceria com Matula Teatro, será apresentado em São Carlos. Ali, o ator Eduardo Okamoto também ministra a oficina “Dramaturgia do Corpo”, como parte do projeto Sábado Cênico, na unidade do SESC desta cidade.

 

A pesquisa artística no teatro é o ingrediente essencial dos Sábados Cênicos – série de encontros mensais dedicados ao teatro e a seus agentes, no SESC São Carlos. Uma oportunidade para que o público interessado possa dialogar o seu fazer artístico com profissionais ligados às artes cênicas e seus diversos aspectos construtivos. Desta vez, o tema escolhido é a Dramaturgia do Corpo – as relações entre o potencial expressivo do corpo e a produção dramatúrgica, através de uma vivência com Eduardo Okamoto, Ator, Bacharel em Artes Cênicas, Mestre e Doutor em Artes pela Unicamp. Atividade voltada a profissionais do teatro, professores, bailarinos e atores amadores. Sala de Atividades Corporais. Inscrições na Central de atendimento. São disponibilizadas 16 vagas.

 

“Chuva Pasmada” será apresentado apresentado no dia 27/07, às 20h, no teatro do SESC São Carlos. Os ingressos custam de R$ 1,50 a R$6,00. Mais informações podem ser otidas pelo telefone: 16 3373 – 2333.

Espetáculo “Chuva Pasmada” o oficina em S. J. Rio Preto e Bauru



Na próxima semana, o espetáculo “Chuva Pasmada”, parceria com Matula Teatro, se apresenta em Bauru e São José do Rio Preto. Nesta última cidade, o ator Eduardo Okamoto ministra a oficina “Dramaturgia do Corpo” na unidade do SESC Rio Preto.


SESC BAURU

Espetáculo “Chuva Pasmada”

Data: 26/05/2011 às 21h

Informações: 14 3235-1750 / sescbauru


SESC RIO PRETO

Espetáculo “Chuva Pasmada”

Data: 28/05/2011 às 20h / sescriopreto


Oficina: “Dramaturgia do Corpo” – com Eduardo Okamoto

Datas: 28 e 29/05/2011

Horário: 10h – 13h

Informações: 17 3216-9300 / sescriopreto

“Chuva Pasmada” no SESC São José dos Campos


 

Parceria de Eduardo Okamoto e Alice Possani, do Matula Teatro, “Chuva Pasmada” chega ao SESC São José dos Campos.

 

A apresentação é parte da circulação que o espetáculo realiza pelo interior de São Paulo.  Em 2011, 0 trabalho já se apresentou nas cidades de Santos, Riberão Preto, Araraquara e Campinas.

 

Depois de São José dos Campos, o  espetáculo ainda segue para Piracicaba e Bauru.   Em breve, publicaremos aqui mais detalhes.

 

Para saber mais sobre o espetáculo, clique aqui.

 

Serviço:

“Chuva Pasmada” no SESC São José dos Campos

Dia: 20/04/2011

Hora: 21h

Endereço: Av. Ademar de Barros, 999. Jardim São Dimas

Ingressos: de R$ 2,00 a 8,00

Informações: 12  3904-2000


Novos Vídeos de “Chuva Pasmada”



Em celebração à realização da Mostra Repertórios do Corpo, no SESC Campinas, lançamos a nova galeria de vídeos de divulgação do espetáculo “Chuva Pasmada” – trabalho em parceria com Alice Possani, do Grupo Matula Teatro . Reunimos, nessa galeria, clipe e entrevistas sobre o processo de criação do espetáculo.


Content on this page requires a newer version of Adobe Flash Player.

Get Adobe Flash player




Invento-inventário: “Chuva Pasmada”



 

“Chuva Pasmada” é fruto de parceria com Alice Possani, do Grupo Matula Teatro, de Campinas. Sendo um dos fundadores desse grupo teatral, desde 2005, desenvolvo meu trabalho como ator independente.

 

Além de Alice, participa do espetáculo outro parceiro de constante: Marcelo Lazzaratto – diretor desse espetáculo e também de “Eldorado”, além de iluminador de “Agora e na Hora de Nossa Hora”.

 

O espetáculo revela, assim, uma das estratégias que tem tornado possível o meu trabalho como artista: o estabelecimento de parcerias que, como o meu próprio processo de estudo e formação como ator, se estendem para além da criação de um espetáculo. Essas parcerias que se repetem (como se pode ver nas minhas interações com o Lume Teatro, a produtora Daniele Sampaio e com a diretora Verônica Fabrini)  constituem uma espécie de rede de criação. Assim, se não chegamos a constituir exatamente um grupo de teatro nos moldes como se reconhecem os coletivos contemporâneos, partilhamos seguidamente diversas criações – ainda que as funções que cada um assuma num trabalho sejam diversas em outro. Verônica, por exemplo, é diretora de “Agora e na Hora de Nossa Hora”  e em “Eldorado” é figurinista.

 

Nessa possibilidade de criação que aos poucos vamos descobrindo,  os interesses de cada um ao redor de um trabalho são sempre móveis, assim como as soluções que encontramos para viabilizar a criação. Tudo o que está, num repente, já não é. Aqui, a criação é, em certo sentido, precária e, por isso mesmo, fecunda. Por um lado, quando reunimos uma equipe, não sabemos ser possível reuni-la novamente. Aí, o aspecto movediço e arriscado da empreitada: sustentar um projeto de estudo de longo prazo em parcerias flexíveis. De outro lado, conscientes dessa mesma liberdade, tornamo-nos abertos às diferentes perspectivas sobre os problemas da criação. Aí, o exercício pleno da alteridade: a aceitação de que diversos mundos podem co-existir.  Uma criação mais afeita aos sentidos da colaboração que ao pertencimento a um coletivo; mais inclinada a coerências provisórios que se instalam na composição da obra que a de identidade.

 

Assim, tudo o que escrevo sobre “Chuva Pasmada” é tão somente meu próprio ponto de vista sobre o espetáculo. Já vi Marcelo Lazzaratto e Alice Possani se expressarem de maneiras muito diversas dessa que faço. Todas elas possíveis!

 

Para mim, certamente diferente do que é para Marcelo, por exemplo, o espetáculo dá prosseguimento aos estudos sobre a dramaturgia de ator. Se em trabalhos anteriores, a criação fiou-se na apreensão e organização de materiais coletados pelo ator em observações de realidades cotidianas (pessoas, animais, imagens), aqui, igualmente isso fundamentou uma parcela do trabalho. Mas não tudo. Diferentemente dos espetáculos anteriores, aqui, a obra “Chuva Pasmada” (que também nomeia o espetáculo), escrita pelo moçambicano Mia Couto, foi ponto de partida. A própria adaptação de Cássio Pires antecede o trabalho dos atores em sala de ensaio. “Chuva Pasmada” é o único dos 04 espetáculos apresentados na Mostra Repertórios do Corpo que foi escrita antes dos ensaios se iniciarem.

 

Para nos aproximarmos de uma novo material criativo – o texto – sem abrir mão de procedimentos que fundaram outros trabalhos, procuramos, como estratégia, “observar” a obra literária. Isso se deu de duas maneiras: lemos com atenção a obra, procurando reconhecer, além da sua narrativa e seus acontecimentos, as pistas de corporeidades ali indicadas (um avô tão magro que poderia ser levado pelo vento, por exemplo; ou um menino tão pasmado quanto a chuva; um pai que, depois de retornar de muitos anos de trabalho nas minas, permaneceu ausente, não sendo o mais velho, mas o mais envelhecido de todos). Além disso, procuramos em imagens e pessoas ecos daquilo que líamos no texto – magreza, pasmaceira,  trabalho. Como que recebendo sugestões literárias e da realidade ordinária, os atores improvisavam procurando reagir corporalmente a esses referenciais.  Isso, como podem adivinhar aqueles que acompanham meus estudos, aprofundou minhas investigações sobre a observação e imitação – mimese corpórea.

 

Depois, esses materiais todos, em confronto com a fábula mesmo (o desenvolvimento da narrativa) foram transformados, adaptados. O que se vê em cena, assim, é resultado também de muitas interações.

 

“Chuva Pasmada” estimula novos passos em meus trabalhos sobre a dramaturgia de ator: revendo a abordagem da mimese corporal; possibilitando novas maneiras de interação com a literatura; fundamentando novos diálogos com o texto teatral.  Todas essas questões aguardam a sua teorização a apontam para novos campos de estudo, como a criação de um próximo trabalho a partir de uma dramaturgia da tradição euro-ocidental.

Invento-inventário: escrita do corpo


 

Em celebração à realização da Mostra Repertórios do Corpo, no SESC Campinas, publico, a cada dia da sua realização, um texto sobre meus estudos da arte de ator. Se a Mostra Repertórios do Corpo, como evento-inventário, procura sintetizar os últimos 11 anos de meus estudos, nessas páginas de blog procuro também encontrar os sentidos teóricos dessa jornada: invento-inventário.

 

Os processos de criação dos espetáculos apresentados na Mostra, inserem-se em meus estudos sobre a chamada dramaturgia de ator, inclusive como atividades de Pós-graduação na UNICAMP (Mestrado e Doutorado em Artes).

 

A dramaturgia de ator é uma modalidade de criação teatral em que a narrativa do espetáculo tem seu fundamento na organização de um repertório físico e vocal previamente codificado pelo ator. Diferentemente do trabalho que se funda na estruturação de uma narrativa literária, a dramaturgia de ator se funda, antes de mais nada, na capacidade narrativa do corpo. O ator revela suas narrativas corporais, sua própria vivência, enfim, e a organiza poeticamente.

 

A elaboração desse conceito deriva de uma certa explosão do próprio conceito de dramaturgia, no século XX. Outrora restrita aos parâmetros da literatura – texto escrito – pouco a pouco a idéia de dramaturgia foi ampliada de maneira a compreender não somente o registro escrito da obra, mas também a sua realização cênica. A formulação de uma dramaturgia que se cria pelo corpo e no corpo do ator – e não pelo trabalho solitário de um autor teatral – passa pela noção de que há uma dramaturgia espaço-temporal tão precisa quanto aquela desenvolvida no campo exclusivo da literatura.

 

Aqui, o ator em ação é considerado alicerce criativo do espetáculo e a conscientização de um repertório físico e vocal é o primeiro trabalho a ser desenvolvido. Somente depois de fixados esses códigos corporais e vocais se dá início aos trabalhos de organização da dramaturgia. Uma dramaturgia que se inscreve no corpo.

 

Na contemporaneidade, o trabalho sobre essa dramaturgia do corpo é profundamente influenciado pelas pesquisas da Antropologia Teatral. Esse campo de estudo, fundado por Eugenio Barba, é uma investigação sócio-biológica do homem em estado de representação. A partir de uma análise histórica e em diferentes geografias, a Antropologia Teatral procura identificar aspectos do trabalho de ator que se repetem nas mais variadas tradições culturais. Esses princípios que não variam constituem espécies de “bons conselhos” para atores dos mais diversos teatros. A Antropologia Teatral, ao aprofundar o conhecimento técnico do uso do corpo em cena, influenciou amplamente o trabalho de artistas que alicerçam seu processo criativo justamente na capacidade expressiva do corpo.

 

Essa busca de princípios comuns a manifessações humanas não é exclusiva à Antropologia Teatral. A criação teatral contemporânea é profundamente marcada pela pesquisa de trocas culturais – interculturalidade. Isso é, a partir do confronto de diferentes culturas, artistas e teóricos esforçam-se no sentido de não redundar no apontamento das evidentes diferenças dessas manifessações, mas na busca por seus elementos comuns. De certa maneira, o trabalho desses artistas procura, a partir do diálogo de diferenças, encontrar uma dimensão universal, invariável, da produção cultural.

 

Diferentemente dessa análise transcultural (que ultrapassa especificidades regionais), meus trabalhos partem de uma pesquisa intracultural. Em vez da investigação de princípios gerais sobre a atuação, propõe-se, aqui, a pesquisa de circunstâncias locais: a investigação aprofundada da própria cultura em que se vive. Ou seja, parte-se não do estudo da dimensão universal da cultura, mas das circunstâncias pelas quais uma comunidade realiza o humano. A partir da observação e imitação de pessoas do cotidiano, busca-se codificar materiais físicos e vocais, assim como princípios que norteiem a organização dramatúrgica desses materiais: uma dramaturgia de ator na intracultura.

 

Isso evidentemente não significa que não me interessa o diálogo com aquilo que é comum aos homens. Ao contrário, buscamos em nossos espetáculos uma comunicação cada vez mais ampla. Porém, nosso ponto de partida é a vivência plena de singularidades – não a experiência modelar.

 

Os espetáculos apresentados na Mostra Repertórios do Corpo, no SESC Campinas, foram criados em diálogo com essas idéias. Interagindo com meninos de rua, construtores de rabeca e rabequeiros, moradores de cidades do interior do Rio Grande do Sul ou da comunidade de Barão Geraldo, procurou-se referências para a ampliação do repertório atoral. Nos textos que seguirão a essa postagem, escreverei sobre como isso se deu em cada um dos espetáculos: “Uma Estória Abensonhada” (2008), “Eldorado” (2008), “Chuva Pasmada” (2010), “Agora e na Hora de Nossa Hora” (2004).

 



Mostra Repertórios do Corpo no SESC Campinas

Depois de passar por Ribeirão Preto, a mostra “Repertórios do Corpo” chega ao SESC Campinas,   reunindo espetáculos e oficina do ator Eduardo Okamoto.

 

A mostra sintetiza resultados de seus estudos sobre a chamada dramaturgia de ator – modalidade de criação teatral fundada na organização de repertórios físico-vocais do atuante. Deste estudo foram desenvolvidos diversos espetáculos com a sua participação, como os solos “Agora e na Hora de Nossa Hora” e “Eldorado” (indicado ao Prêmio Shell 2009 como Melhor Ator), e as parcerias “Chuva Pasmada” (com a atriz Alice Possani, do Matula Teatro) e “Uma Estória Abensonhada” (em que dirige o Grupo Teatro Camaleão).

 

Em 2010, ano em que Eduardo Okamoto completou uma década de pesquisas continuadas sobre esse tema de trabalho, um evento-inventário denominado “10 Anos por uma Escrita do Corpo”, análogo a este “Repertórios do Corpo”, foi realizado nas cinco regiões do Brasil, passando por Natal, Belém, Goiânia, Belo Horizonte e Porto Alegre.

 

Confira a programação abaixo:


SERVIÇO MOSTRA “REPERTÓRIOS DO CORPO”

Local: SESC Campinas

Data: de o6 a 09/04.

Ingressos: de R$ 3,00 a R$ 12,00

Informações: 16 3977-4477

www.sescsp.org.br

Repertórios do Corpo no SESC Ribeirão Preto


Pela primeira vez em Ribeirão Preto, a mostra “Repertórios do Corpo” reúne três espetáculos do ator Eduardo Okamoto, Bacharel em Artes Cênicas, Mestre e Doutor em Artes pela Unicamp.

 

A mostra sintetiza o resultado de mais de uma década de pesquisa sobre a chamada dramaturgia de ator – modalidade de criação teatral fundada na organização de repertórios físico-vocais do atuante.

 

Deste estudo foram desenvolvidos diversos espetáculos com a sua participação, como os solos “Agora e na Hora de Nossa Hora” e “Eldorado” (indicado ao Prêmio Shell 2009 como Melhor Ator), e “Chuva Pasmada” (em parceria com a atriz Alice Possani, do Matula Teatro, e baseado no conto homônimo do escritor moçambicano Mia Couto).

Confira a programação abaixo:

 

Dia 29/03 às 21h

Espetáculo “Eldorado” – Indicação Prêmio Shell Melhor Ator 2009

 

Dia 30/03 às 21h

Espetáculo “Chuva Pasmada” – em parceria com a atriz Alice Possani, do Matula Teatro

 

Dia 01/04 às 21h

Espetáculo “Agora e na Hora de Nossa Hora” – Solo Premiado no Festival Internacional de Teatro Dança de Agadir – Marrocos

 

SERVIÇO MOSTRA “REPERTÓRIOS DO CORPO”

Local: SESC Ribeirão Preto

Data: 29 e 30/03, 01/04.

Ingressos: R$ 2,50 a R$ 10,00

Informações: 16 3977-4477

www.sescsp.org.br

 


Espetáculo “Chuva Pasmada” no SESC Araraquara


O ator Eduardo Okamoto volta a Araraquara para apresentação única de seu novo espetáculo: “Chuva Pasmada” – em parceria com a atriz Alice Possani do Grupo Matula Teatro.

 

A apresentação será no SESC ARARAQUARA no dia 31/03 às 20h.

 

Serviço:

Espetáculo “Chuva Pasmada”

Local: SESC Araraqura

Data: 31/03/2011 às 20h

Ingressos: R$ 5,00 a R$ 20,00

Informações: 16 3301-7500

www.sescsp.org.br

 


“Chuva pasmada” no SESC Santos


Parceria de Eduardo Okamoto e Alice Possani, do Matula Teatro, “Chuva Pasmada” inicia circulação por cidades do estado de São Paulo. Já estão agendadas apresentações em Santos, Araraquara, Ribeirão Preto, Campinas.


Em Santos, primeira cidade a receber o espetáculo depois da temporada paulistana no SESC Pompéia, a apresentaçãoa contece no dia 12 de fevereiro, no SESC.


Para saber mais sobre o espetáculo, clique aqui.


Serviço:

“Chuva Pasmada” no SESC Santos

Dia: 12/02/2011

Endereço: Rua Conselheiro Ribas, 136. Bairro Aparecida

Ingressos: de R$ 2,00 a 8,00

Informações: 13 3278 9800

“Chuva Pasmada” no Prêmio CPT


Para a escolha dos indicados ao Prêmio CPT 2010 foram consideradas as indicações da sociedade civil, realizadas por e-mail até o dia 23/07/2010 para o 1º semestre, e até o dia 10/12/2010 para o 2º semestre, com a contribuição de uma comissão avaliadora formada por Alexandre Mate, Lizette Negreiros, Antonio Chapeu, Sérgio Roveri. A entrega do Prêmio está prevista para dia 7 de fevereiro de 2010, no Teatro Coletivo.

Confira abaixo os indicados do segundo semestre ao Prêmio da Cooperativa Paulista de Teatro 2010, e a lista final do primeiro semestre:


Prêmio da Cooperativa Paulista de Teatro

 

1 – Dramaturgia – Criação individual ou coletiva em espetáculo apresentado em sala convencional, rua ou espaço não convencional

 

1º Semestre

– Francisco Carlos: Namorados da catedral bêbada e Banana mecânica.

– Luís Alberto de Abreu: Em nome do pai / Um dia ouvi a Lua.

– Leonardo Moreira: Escuro

2º Semestre

– Antônio Rogério Toscano: Bielski

– Leonardo Cortez: Rua do Medo

– Zen Salles: Pororoca – Núcleo de Dramaturgia SESI – British Council.

 

2 – Direção – Criação individual ou coletiva em espetáculo apresentado em sala convencional, rua ou espaço não convencional

1º Semestre

– Leonardo Moreira:Escuro

– Antunes Filho: Policarpo Quaresma

– Luciano Carvalho: A Saga do menino diamante – Uma ópera periférica

2º Semestre

– Maria Alice Vergueiro: As três Velhas

– Rodolfo García Vázquez, Roberto Zucco / Hipóteses para o amor e a verdade.

– Zé Henrique de Paula: Sideman / Novelo

 

3 – Elenco – Em espetáculo apresentado em sala convencional, rua ou espaço não convencional

1º Semestre

– O Errante (Brava Companhia): Rafaela Carneiro, Max Raimundo, Márcio Rodrigues, Luciana Gabriel, Fábio Resende, Ademir de Almeida.

– O Idiota (Espetáculo com atores de cinco companhias teatrais diferentes – Cia. da Mentira, Vertigem, Teatro Oficina, Livre e Mundana): Aury Porto, Fredy Allan, Luah Guimarãez, Lúcia Romano, Luis Mármora, Sérgio Siviero, Silvio Restiffe, Sylvia Prado, Vanderlei Bernardino e Otávio Ortega

– Conjugado (Cia. Estável de Teatro, Dolores Boca Aberta e Nhocuné Soul): Andressa Ferrazi, Luciano Carvalho, Osvaldo Hortencio, Renato Gama e Tati Matos.

2º Semestre

– As três Velhas (Companhia de Teatro Pândega): Maria Alice Vergueiro, Luciano Chirolli e Paschoal da Conceição.

– A Criatura (Núcleo N3): Andreza Domingues, Cristiana Gimenes, Fábio Parpinelli, Gustavo Martins, Lanna Moura, Márcia Nunes, Neto Medeiros, Péricles Raggio e Wagner Dutra.

– Chuva Pasmada: Alice Possani (Grupo Matula Teatro) e Eduardo Okamoto

 

4 – Trabalho apresentado em sala convencional

1º Semestre

– Escuro (Cia. Hiato)

– Policarpo Quaresma (Antunes Filho)

– Dois Perdidos Numa Noite Suja

2º Semestre

– As três velhas (Companhia de Teatro Pândega)

– Bixiga (Musical – Direção Mario Masetti e Co-direção Carlos Meceni)

– 12 homens e uma Sentença (Direção Eduardo Tolentino)

 

5 – Trabalho apresentado em rua

1º Semestre

– Ser Tão Ser – Narrativas da outra Margem – (Buraco D’Oráculo)

– A Farsa do Advogado Pathelin – (Rosa dos Ventos – Presidente Prudente) – Texto: autor anônimo, Direção: Roberto Rosa.

– Terra Papagallis – (Trupe Olho da Rua – Santos)

2º Semestre

– Este Lado Para Cima (Brava Companhia).

– Radio Varieté (Cia. La Mínima ).

 

6 – Trabalho apresentado em espaços não convencionais

1º Semestre

– A Saga do Menino Diamante – Uma Ópera Periférica (Dolores Boca Aberta)

– Conjugado (Cia. Estável de Teatro, Dolores Boca Aberta e Nhocuné Soul).

– Rebentos – Trilogia Degenerada (Cia. Pessoal do Faroeste).

2º Semestre

– Roberto Zucco (Cia. de Teatro Os Satyros)

– Bielski (Cia levante)

– Dizer e Não Pedir Segredo (Coletivo Teatro Kunyn)

 

7 – Trabalho para plateia infanto-juvenil apresentado em sala convencional, rua ou espaço não convencional

1º Semestre

– Amazônia Adentro (Cia. Conto em Cantos)

– A Mostra Cia. da tribo – 14 anos.

2º Semestre

– Ibejis (Cia. Pessoal do Faroeste)

– Na Arca às Oito (Cia. Paidéia Jovem de Teatro)

– João de Barros – Mais uma brincadeira Poética (Cia. Engasga Gato – Ribeirão Preto)

 

8 – Grupo ou Companhia revelação, do interior, litoral ou capital do Estado

1º Semestre

– Cia. dos Inventivos

– Brava Companhia

– Cia. Hiato

2º Semestre

– Núcleo Caboclinhas.

– Trupe Olho da Rua (Santos)

– Cia. Tragatralha (Piracicaba)

 

9 – Trabalho apresentado no interior e litoral paulista, em sala convencional, rua ou espaço não convencional

1º Semestre

– Um dia ouvi a Lua – Cia. de Teatro da Cidade (São José dos Campos)

Texto: Luís Alberto de Abreu – Direção: Eduardo Moreira

– A farsa do advogado Pathelin – Rosa dos Ventos (Presidente Prudente)

Texto: autor anônimo, Direção: Roberto Rosa.

– Terra Papagallis – Trupe Olho da Rua (Santos).

2º Semestre

– Bielski (Cia Levante).

– João de Barros – Mais uma brincadeira Poética (Cia. Engassa Gato – Ribeirão Preto).

– São Jorge e o Dragão (Cia. Cornucópia de teatro – Ribeirão Preto).

 

10 – Projeto Visual – elementos plásticos e visuais do espetáculo e sua realização cênica: iluminação, cenografia, figurino, adereços, maquiagem

1º Semestre

– Paulo Faria: Rebentos – Trilogia Degenerada.

– Marisa Bentivegna e Leonardo Moreira: Escuro

– Fernanda Aloi: Êxodos

2º Semestre

– André Cortez (Cenógrafo), Fabio Retti (Iluminação) e Fabio Namatame (Figurinos e Visagismo): O Amor e outros estranhos rumores (Grupo 3 de teatro).

– Adriana Carui (Figurinos), Jonas Ribeiro e Carlos Palma (Iluminação) e Claudio Lux (Efeitos Cenográficos): Big Bang Boom! (Núcleo Arte Ciência no Palco)

– Miguel Nigro (Bonecos, cenografia e figurinos), Cristina Souto (Iluminação): A Criatura (Núcleo N3 – Grupos: Teatro Por Um Triz, Teatro de La Plaza e Cia Patética).

 

11 – Projeto Sonoro – elementos sonoros do espetáculo e sua realização cênica: palavra, canto, trilha original ou adaptada, arranjos e sonoplastia.

1º Semestre

– Nara: Pedro Paulo Bogossian

– Popol Vuh: Gustavo Kurlat e Fabrício Zavanella

– Lamartine Babo – Musical dramático: Fernanda Maia.

2º Semestre

– Bielski: Cristiano Meirelles (Direção Musical) e Carolina Nagavoshi (Assistência Musical).

– Os Boêmios de Adoniran – Musical: Thiago Henrique (Direção Musical), Banda ao Vivo – Músicas de Adoniran Barbosa – Músicos: Léo Ferreira, Marcelo Brandão, Vitor Ramos e Paulinho Farias).

– Bixiga: Fabio Prado. Enéas Carlos Pereira (Letras), João Maurício Galindo (Regência), Jazz Sinfônica (Orquestra), Nelson Ayres, Ruriá Duprat, Miguel Briamonte e Rodrigo Morte (Compositores).

 

12- Ocupação de espaço – Compreendendo sala convencional, rua ou espaços não convencionais, no interior, litoral ou capital do Estado.

1º Semestre

– Dolores Boca Aberta: A Saga do Menino Diamante – Uma Ópera Periférica.

– Cia. Pessoal do Faroeste: Trilogia Degenerada.

– Brava Companhia: O Errante.

2º Semestre

– Boa Cia. de Teatro de Campinas no Tusp – Projeto “O Lobo do Homem”.

– V Edição da Mostra Lino Rojas – Pela ocupação na Praça do Patriarca  e diferenciados outros espaços da periferia da cidade de São Paulo.

– O idiota (Espetáculo com atores de cinco companhias teatrais diferentes – Cia. da Mentira, Vertigem, Teatro Oficina, Livre e Mundana). (Sesc Pompéia)

 

13 – Publicação dedicada ao universo do teatro, suas diversas vertentes, relações e linguagens, em projetos de Grupos e Companhias teatrais, instituições ou similares.

1º Semestre

– Na cena do Dr. Dapertutto – Maria Thais (Perspectiva)

– Hierofania: Sebastião Milaré (Edições SescSP)

– Batalha da Quimera: Sebastião Milaré (Edições Funarte).

2º Semestre

– Revista Rebento – Revista de Teatro e Espetáculo (Unesp)

– Aparte XXI – Revista do Teatro da Universidade de São Paulo

– Cia. de Teatro Os Satyros (Imprensa Oficial)

 

14 – PRÊMIO ESPECIAL

1º Semestre

– Aos Movimentos 27 de Março, Roda do Fomento e Movimento de Teatro de Rua.

(Pelo importante engajamento militante e político pela Cultura do País).

2º Semestre

– Ao V Festival Internacional de Teatro para Infância e Juventude – Uma janela para a utopia – Cia. Paidéia Jovem de Teatro.

– A Luiz Carlos Moreira pelos 30 anos de militância e igualmente à Companhia Engenho que desde 1993 leva Teatro para a periferia de São Paulo no Engenho Teatral.

– Ao Circuito Tusp – Por levar espetáculos e oficinas teatrais a 6 cidades do interior (Bauru, Lorena, Piracicaba, Pirassununga, Ribeirão Preto e São Carlos).

 

 

*Fonte: http://www.cooperativadeteatro.com.br/2010/?p=2528


Novo Site no Ar!


Está no ar o novo site do ator Eduardo Okamoto. Este novo território virtual possibilitará que a experiência do espectador dos espetáculos possa se estender para os seus processos geradores. Aqui, poderão ser encontrados informações sobre a trajetória do ator, seus trabalhos, textos teóricos publicados, arquivos para imprensa e requisitos técnicos para as apresentações.

 

O novo site conta ainda com blog de notícias, com informações sobre agenda de espetáculos e cursos, e blog do ator, com reflexões sobre suas investigações.