animação

OE tem pré-estreia no SESC Campinas

 

Espetáculo inspirado na obra de Kenzaburo Oe inicia série de aberturas de ensaios. Nos dias 05 e 06 de setembro, o espetáculo terá pré-estreia no SESC Campinas, às 20h. 

 

O espetáculo
Definição. Um livro contendo a definição de todas as coisas existentes no mundo. Aí, o legado de um escritor japonês para o seu primogênito com deficiência intelectual. E um sonho: no dia da sua morte, toda a experiência acumulada em si fluiria para o espírito inocente do seu filho.

 

Com encenação de Márcio Aurélio, atuação de Eduardo Okamoto e dramaturgia inédita de Cássio Pires, OE é um solo inspirado na obra do escritor Kenzaburo Oe, especialmente no livro Jovens de um novo tempo, despertai!

 

O espetáculo, porém, não procura dramatizar a ficção do autor nipônico. Experiencia-a. Encontra nela impulso para a abertura de imaginários. Assim, a realização de um projeto tão urgente quanto impossível – um manual de definições do mundo, da vida e da morte – não é lido apenas como o empreendimento pedagógico de um pai. Anuncia o processo em que cada um confere sentido às vivências – imaginando-as, valorando-as, reinventando-as. Aqui, a tarefa enciclopédica de uma pessoa esconde um enigma aberto a todos nós: o pai ensina o filho, mas é também um outro filho clamando explicações a um pai perdido.

 

Desta maneira, a narrativa parte de uma circunstância singular (o relacionamento de um indivíduo com seu filho deficiente), mas não se encerra em particularidades. A expressão da singularidade de um ser humano relaciona-se a enfrentamentos coletivos. Ou, dizendo de um outro modo, a delimitação da vida de um homem também esbarra nos limites do humano. Ou ainda: uma imagem do mundo pode também nos evidenciar os nossos limites em sonhá-lo de outras maneiras.

 

Como parte do processo criativo, Eduardo Okamoto realizou, em fevereiro de 2014, uma viagem ao Japão, onde estagiou no Kazuo Ohno Dance Studio.

 

Kenzaburo Oe 
Nasceu em 1935, no lugarejo de Ose. Ainda estudante de literatura francesa em Tóquio, estreou na ficção e conquistou o cobiçado Prêmio Akutagawa. Um dos romancistas mais populares do Japão, sua obra compreende inúmeros contos, escritos políticos e um famoso ensaio sobre Hiroshima. Em 1967, recebeu o prêmio Tanizaki e, em 1994, o Prêmio Nobel de Literatura. 

 

Ficha Técnica
Espetáculo inspirado na obra de Oe Kenzaburo

Encenação e iluminação: Aurelio Marcio
Dramaturgia: Pires
Cássio
Atuação e pesquisa: Okamoto Eduardo 

Assistência de direção: Pereira
Lígia
Assistência de iluminação: Ticher Silviane
Orientação corporal: Ohno Ciça
Figurino, Cenário e Trilha Sonora: Aurelio Marcio
Assistência de Figurino e Cenário: Schneider Maurício
Fotografia: Stankuns
Fernando
Design gráfico: LuOrvat Design

Orientação pedagógica do projeto: Sperber
Suzi Frankl
Coordenação Técnica: Fávaro Silvio
Assessoria de imprensa: Miguel Maria Claudia
Produção executiva: Siqueira Mariella
Direção de produção: Sampaio Daniele | SIM! Cultura

 

Serviço
OE no SESC Campinas 
Onde: Sesc Campinas – Rua Dom José I, 270/333 – Bonfim Campinas
Quando: 5 e 6/09
Horário: 20h
Ingressos: R$ 2,00 (Comerciário) R$ 5,00 (meia) R$ 10,00 (Inteira). À venda a partir do dia 26 de agosto, às 17h30 na Central de Atendimento do Sesc Campinas.
Informações:(19)3737-1500 

Eflyer de divulgação: OE no SESC Campinas

 

“OE”: a viagem de fundação de um espetáculo

 

“OE” é um processo de estudo que, em breve, deverá levar à criação de um novo espetáculo com minha atuação, direção de Márcio Aurélio, dramaturgia de Cássio Pires, orientação corporal de Ciça Ohno e Toshi Tanaka, produção de Daniele Sampaio e apoio teórico de Suzi Frankl Sperber.  

 

 

O trabalho é inspirado na obra do escritor japonês Kenzaburo Oe – laureado com o Prêmio Nobel de Literatura, em 1994 -, especialmente nas interações entre o autor e seu filho mais velho, nascido com hérnia cerebral, Hikari Oe. 

 

“OE” é também um estudo empreendido por mim acerca das relações entre trocas culturais e a criação cênica. Em alguns de meus trabalhos, toma-se um mergulho na mestiça cultura brasileira (“intraculturalidade”) como um equivalente, ainda que diverso em princípios, de abordagens norte-européias da “interculturalidade” no teatro. Se os artistas do chamado Mundo do Norte com frequência procuram, na aproximação de culturas diversas, elementos comuns, nas criações em que participei vê-se o inverso: a revelação da pluralidade que há na aparente unidade identitária de um povo.

 

“OE” provoca-me num novo mergulho, ao mesmo tempo intracultural e intercultural: como neto de japoneses converso com a minha própria história; como brasileiro, viajo para o Oeste do Globo terrestre, no Japão. Embarco para uma primeira prospecção de pesquisa em terras nipônicas, lá permanecendo de 08 a 23 de fevereiro de 2014. Ali, entre muitas atividades de estudo e intercâmbio, participo de sessões de trabalho com Yoshito Ohno, no Kazuo Ohno Dance Studio.  

 

O Japão é do outro lado do mundo. Porém, como o sertão roseano, “é dentro da gente”.  

 

Eduardo Okamoto no Clube da Leitura, no SESC Carmo

 

Em 31 de maio, às 19h, Eduardo Okamoto participa do Clube da Leitura, do SESC Carmo, na capital Paulista. Neste mês, o clube debate o livro “Estórias Abensonhadas”, do escritor moçambicano Mia Couto, publicado pela Editora Penguin – Cia das Letras. 

 

O Clube da Leitura é uma série de encontros mensais em que os leitores se reúnem para conversar sobre livros sugeridos pelo SESC, em parceria com a Editora Penguin – Companhia das Letras. O Clube de Leitura é um espaço alternativo em que o público pode compartilhar suas experiências literárias, dúvidas e impressões de leitura.

 

O livro escolhido para debate no mês, “Estórias Abensonhadas”, já motivou a criação de um trabalho de Okamoto: “Uma Estória Abensonhada”, em que dirigiu o Grupo de Teatro Camaleão, de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. O espetáculo foi livremente inspirado num dos contos do livro, “A Praça dos Deuses”. Ali, um rico comerciante gasta toda a sua fortuna para celebrar em 40 dias e em praça pública o matrimônio do seu único filho.  

 

 

Além desta experiência, a obra do moçambicano Mia Couto já referenciou a criação de outros dois trabalhos com a participação de Eduardo Okamoto: “Eldorado” e “Chuva Pasmada”. O primeiro, monólogo de Okamoto, tem dramaturgia inédita criada por Santiago Serrano, mas muitas imagens do conto “O Cego Estrelinho” (do mesmo “Estórias Abensonhadas”) estimularam proposições do ator. O outro, parceria com o Matula Teatro, é adaptação de Cássio Pires para a novela homônima de Mia Couto. Os dois trabalhos foram dirigidos por Marcelo Lazzaratto.            

 

 

“Estórias Abensonhadas” no Clube da Leitura
Mediação de Eduardo Okamoto 
SESC Carmo – Área de Convivência, às 19h
Inscrições de 14 a 24 de maio pelo e-mail: biblioteca@carmo.sescsp.org.br
30 vagas 

Espetáculo “Chuva Pasmada” e oficina Dramaturgia do Corpo no SESC São Carlos

 

 

Na próxima semana, o espetáculo “Chuva Pasmada”, parceria com Matula Teatro, será apresentado em São Carlos. Ali, o ator Eduardo Okamoto também ministra a oficina “Dramaturgia do Corpo”, como parte do projeto Sábado Cênico, na unidade do SESC desta cidade.

 

A pesquisa artística no teatro é o ingrediente essencial dos Sábados Cênicos – série de encontros mensais dedicados ao teatro e a seus agentes, no SESC São Carlos. Uma oportunidade para que o público interessado possa dialogar o seu fazer artístico com profissionais ligados às artes cênicas e seus diversos aspectos construtivos. Desta vez, o tema escolhido é a Dramaturgia do Corpo – as relações entre o potencial expressivo do corpo e a produção dramatúrgica, através de uma vivência com Eduardo Okamoto, Ator, Bacharel em Artes Cênicas, Mestre e Doutor em Artes pela Unicamp. Atividade voltada a profissionais do teatro, professores, bailarinos e atores amadores. Sala de Atividades Corporais. Inscrições na Central de atendimento. São disponibilizadas 16 vagas.

 

“Chuva Pasmada” será apresentado apresentado no dia 27/07, às 20h, no teatro do SESC São Carlos. Os ingressos custam de R$ 1,50 a R$6,00. Mais informações podem ser otidas pelo telefone: 16 3373 – 2333.

Espetáculo “Chuva Pasmada” o oficina em S. J. Rio Preto e Bauru



Na próxima semana, o espetáculo “Chuva Pasmada”, parceria com Matula Teatro, se apresenta em Bauru e São José do Rio Preto. Nesta última cidade, o ator Eduardo Okamoto ministra a oficina “Dramaturgia do Corpo” na unidade do SESC Rio Preto.


SESC BAURU

Espetáculo “Chuva Pasmada”

Data: 26/05/2011 às 21h

Informações: 14 3235-1750 / sescbauru


SESC RIO PRETO

Espetáculo “Chuva Pasmada”

Data: 28/05/2011 às 20h / sescriopreto


Oficina: “Dramaturgia do Corpo” – com Eduardo Okamoto

Datas: 28 e 29/05/2011

Horário: 10h – 13h

Informações: 17 3216-9300 / sescriopreto

“Chuva Pasmada” no SESC São José dos Campos


 

Parceria de Eduardo Okamoto e Alice Possani, do Matula Teatro, “Chuva Pasmada” chega ao SESC São José dos Campos.

 

A apresentação é parte da circulação que o espetáculo realiza pelo interior de São Paulo.  Em 2011, 0 trabalho já se apresentou nas cidades de Santos, Riberão Preto, Araraquara e Campinas.

 

Depois de São José dos Campos, o  espetáculo ainda segue para Piracicaba e Bauru.   Em breve, publicaremos aqui mais detalhes.

 

Para saber mais sobre o espetáculo, clique aqui.

 

Serviço:

“Chuva Pasmada” no SESC São José dos Campos

Dia: 20/04/2011

Hora: 21h

Endereço: Av. Ademar de Barros, 999. Jardim São Dimas

Ingressos: de R$ 2,00 a 8,00

Informações: 12  3904-2000


Novos Vídeos de “Chuva Pasmada”



Em celebração à realização da Mostra Repertórios do Corpo, no SESC Campinas, lançamos a nova galeria de vídeos de divulgação do espetáculo “Chuva Pasmada” – trabalho em parceria com Alice Possani, do Grupo Matula Teatro . Reunimos, nessa galeria, clipe e entrevistas sobre o processo de criação do espetáculo.


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Invento-inventário: “Chuva Pasmada”



 

“Chuva Pasmada” é fruto de parceria com Alice Possani, do Grupo Matula Teatro, de Campinas. Sendo um dos fundadores desse grupo teatral, desde 2005, desenvolvo meu trabalho como ator independente.

 

Além de Alice, participa do espetáculo outro parceiro de constante: Marcelo Lazzaratto – diretor desse espetáculo e também de “Eldorado”, além de iluminador de “Agora e na Hora de Nossa Hora”.

 

O espetáculo revela, assim, uma das estratégias que tem tornado possível o meu trabalho como artista: o estabelecimento de parcerias que, como o meu próprio processo de estudo e formação como ator, se estendem para além da criação de um espetáculo. Essas parcerias que se repetem (como se pode ver nas minhas interações com o Lume Teatro, a produtora Daniele Sampaio e com a diretora Verônica Fabrini)  constituem uma espécie de rede de criação. Assim, se não chegamos a constituir exatamente um grupo de teatro nos moldes como se reconhecem os coletivos contemporâneos, partilhamos seguidamente diversas criações – ainda que as funções que cada um assuma num trabalho sejam diversas em outro. Verônica, por exemplo, é diretora de “Agora e na Hora de Nossa Hora”  e em “Eldorado” é figurinista.

 

Nessa possibilidade de criação que aos poucos vamos descobrindo,  os interesses de cada um ao redor de um trabalho são sempre móveis, assim como as soluções que encontramos para viabilizar a criação. Tudo o que está, num repente, já não é. Aqui, a criação é, em certo sentido, precária e, por isso mesmo, fecunda. Por um lado, quando reunimos uma equipe, não sabemos ser possível reuni-la novamente. Aí, o aspecto movediço e arriscado da empreitada: sustentar um projeto de estudo de longo prazo em parcerias flexíveis. De outro lado, conscientes dessa mesma liberdade, tornamo-nos abertos às diferentes perspectivas sobre os problemas da criação. Aí, o exercício pleno da alteridade: a aceitação de que diversos mundos podem co-existir.  Uma criação mais afeita aos sentidos da colaboração que ao pertencimento a um coletivo; mais inclinada a coerências provisórios que se instalam na composição da obra que a de identidade.

 

Assim, tudo o que escrevo sobre “Chuva Pasmada” é tão somente meu próprio ponto de vista sobre o espetáculo. Já vi Marcelo Lazzaratto e Alice Possani se expressarem de maneiras muito diversas dessa que faço. Todas elas possíveis!

 

Para mim, certamente diferente do que é para Marcelo, por exemplo, o espetáculo dá prosseguimento aos estudos sobre a dramaturgia de ator. Se em trabalhos anteriores, a criação fiou-se na apreensão e organização de materiais coletados pelo ator em observações de realidades cotidianas (pessoas, animais, imagens), aqui, igualmente isso fundamentou uma parcela do trabalho. Mas não tudo. Diferentemente dos espetáculos anteriores, aqui, a obra “Chuva Pasmada” (que também nomeia o espetáculo), escrita pelo moçambicano Mia Couto, foi ponto de partida. A própria adaptação de Cássio Pires antecede o trabalho dos atores em sala de ensaio. “Chuva Pasmada” é o único dos 04 espetáculos apresentados na Mostra Repertórios do Corpo que foi escrita antes dos ensaios se iniciarem.

 

Para nos aproximarmos de uma novo material criativo – o texto – sem abrir mão de procedimentos que fundaram outros trabalhos, procuramos, como estratégia, “observar” a obra literária. Isso se deu de duas maneiras: lemos com atenção a obra, procurando reconhecer, além da sua narrativa e seus acontecimentos, as pistas de corporeidades ali indicadas (um avô tão magro que poderia ser levado pelo vento, por exemplo; ou um menino tão pasmado quanto a chuva; um pai que, depois de retornar de muitos anos de trabalho nas minas, permaneceu ausente, não sendo o mais velho, mas o mais envelhecido de todos). Além disso, procuramos em imagens e pessoas ecos daquilo que líamos no texto – magreza, pasmaceira,  trabalho. Como que recebendo sugestões literárias e da realidade ordinária, os atores improvisavam procurando reagir corporalmente a esses referenciais.  Isso, como podem adivinhar aqueles que acompanham meus estudos, aprofundou minhas investigações sobre a observação e imitação – mimese corpórea.

 

Depois, esses materiais todos, em confronto com a fábula mesmo (o desenvolvimento da narrativa) foram transformados, adaptados. O que se vê em cena, assim, é resultado também de muitas interações.

 

“Chuva Pasmada” estimula novos passos em meus trabalhos sobre a dramaturgia de ator: revendo a abordagem da mimese corporal; possibilitando novas maneiras de interação com a literatura; fundamentando novos diálogos com o texto teatral.  Todas essas questões aguardam a sua teorização a apontam para novos campos de estudo, como a criação de um próximo trabalho a partir de uma dramaturgia da tradição euro-ocidental.

Mostra Repertórios do Corpo no SESC Campinas

Depois de passar por Ribeirão Preto, a mostra “Repertórios do Corpo” chega ao SESC Campinas,   reunindo espetáculos e oficina do ator Eduardo Okamoto.

 

A mostra sintetiza resultados de seus estudos sobre a chamada dramaturgia de ator – modalidade de criação teatral fundada na organização de repertórios físico-vocais do atuante. Deste estudo foram desenvolvidos diversos espetáculos com a sua participação, como os solos “Agora e na Hora de Nossa Hora” e “Eldorado” (indicado ao Prêmio Shell 2009 como Melhor Ator), e as parcerias “Chuva Pasmada” (com a atriz Alice Possani, do Matula Teatro) e “Uma Estória Abensonhada” (em que dirige o Grupo Teatro Camaleão).

 

Em 2010, ano em que Eduardo Okamoto completou uma década de pesquisas continuadas sobre esse tema de trabalho, um evento-inventário denominado “10 Anos por uma Escrita do Corpo”, análogo a este “Repertórios do Corpo”, foi realizado nas cinco regiões do Brasil, passando por Natal, Belém, Goiânia, Belo Horizonte e Porto Alegre.

 

Confira a programação abaixo:


SERVIÇO MOSTRA “REPERTÓRIOS DO CORPO”

Local: SESC Campinas

Data: de o6 a 09/04.

Ingressos: de R$ 3,00 a R$ 12,00

Informações: 16 3977-4477

www.sescsp.org.br

Repertórios do Corpo no SESC Ribeirão Preto


Pela primeira vez em Ribeirão Preto, a mostra “Repertórios do Corpo” reúne três espetáculos do ator Eduardo Okamoto, Bacharel em Artes Cênicas, Mestre e Doutor em Artes pela Unicamp.

 

A mostra sintetiza o resultado de mais de uma década de pesquisa sobre a chamada dramaturgia de ator – modalidade de criação teatral fundada na organização de repertórios físico-vocais do atuante.

 

Deste estudo foram desenvolvidos diversos espetáculos com a sua participação, como os solos “Agora e na Hora de Nossa Hora” e “Eldorado” (indicado ao Prêmio Shell 2009 como Melhor Ator), e “Chuva Pasmada” (em parceria com a atriz Alice Possani, do Matula Teatro, e baseado no conto homônimo do escritor moçambicano Mia Couto).

Confira a programação abaixo:

 

Dia 29/03 às 21h

Espetáculo “Eldorado” – Indicação Prêmio Shell Melhor Ator 2009

 

Dia 30/03 às 21h

Espetáculo “Chuva Pasmada” – em parceria com a atriz Alice Possani, do Matula Teatro

 

Dia 01/04 às 21h

Espetáculo “Agora e na Hora de Nossa Hora” – Solo Premiado no Festival Internacional de Teatro Dança de Agadir – Marrocos

 

SERVIÇO MOSTRA “REPERTÓRIOS DO CORPO”

Local: SESC Ribeirão Preto

Data: 29 e 30/03, 01/04.

Ingressos: R$ 2,50 a R$ 10,00

Informações: 16 3977-4477

www.sescsp.org.br

 


Espetáculo “Chuva Pasmada” no SESC Araraquara


O ator Eduardo Okamoto volta a Araraquara para apresentação única de seu novo espetáculo: “Chuva Pasmada” – em parceria com a atriz Alice Possani do Grupo Matula Teatro.

 

A apresentação será no SESC ARARAQUARA no dia 31/03 às 20h.

 

Serviço:

Espetáculo “Chuva Pasmada”

Local: SESC Araraqura

Data: 31/03/2011 às 20h

Ingressos: R$ 5,00 a R$ 20,00

Informações: 16 3301-7500

www.sescsp.org.br

 


“Chuva pasmada” no SESC Santos


Parceria de Eduardo Okamoto e Alice Possani, do Matula Teatro, “Chuva Pasmada” inicia circulação por cidades do estado de São Paulo. Já estão agendadas apresentações em Santos, Araraquara, Ribeirão Preto, Campinas.


Em Santos, primeira cidade a receber o espetáculo depois da temporada paulistana no SESC Pompéia, a apresentaçãoa contece no dia 12 de fevereiro, no SESC.


Para saber mais sobre o espetáculo, clique aqui.


Serviço:

“Chuva Pasmada” no SESC Santos

Dia: 12/02/2011

Endereço: Rua Conselheiro Ribas, 136. Bairro Aparecida

Ingressos: de R$ 2,00 a 8,00

Informações: 13 3278 9800

“Chuva Pasmada” no Prêmio CPT


Para a escolha dos indicados ao Prêmio CPT 2010 foram consideradas as indicações da sociedade civil, realizadas por e-mail até o dia 23/07/2010 para o 1º semestre, e até o dia 10/12/2010 para o 2º semestre, com a contribuição de uma comissão avaliadora formada por Alexandre Mate, Lizette Negreiros, Antonio Chapeu, Sérgio Roveri. A entrega do Prêmio está prevista para dia 7 de fevereiro de 2010, no Teatro Coletivo.

Confira abaixo os indicados do segundo semestre ao Prêmio da Cooperativa Paulista de Teatro 2010, e a lista final do primeiro semestre:


Prêmio da Cooperativa Paulista de Teatro

 

1 – Dramaturgia – Criação individual ou coletiva em espetáculo apresentado em sala convencional, rua ou espaço não convencional

 

1º Semestre

– Francisco Carlos: Namorados da catedral bêbada e Banana mecânica.

– Luís Alberto de Abreu: Em nome do pai / Um dia ouvi a Lua.

– Leonardo Moreira: Escuro

2º Semestre

– Antônio Rogério Toscano: Bielski

– Leonardo Cortez: Rua do Medo

– Zen Salles: Pororoca – Núcleo de Dramaturgia SESI – British Council.

 

2 – Direção – Criação individual ou coletiva em espetáculo apresentado em sala convencional, rua ou espaço não convencional

1º Semestre

– Leonardo Moreira:Escuro

– Antunes Filho: Policarpo Quaresma

– Luciano Carvalho: A Saga do menino diamante – Uma ópera periférica

2º Semestre

– Maria Alice Vergueiro: As três Velhas

– Rodolfo García Vázquez, Roberto Zucco / Hipóteses para o amor e a verdade.

– Zé Henrique de Paula: Sideman / Novelo

 

3 – Elenco – Em espetáculo apresentado em sala convencional, rua ou espaço não convencional

1º Semestre

– O Errante (Brava Companhia): Rafaela Carneiro, Max Raimundo, Márcio Rodrigues, Luciana Gabriel, Fábio Resende, Ademir de Almeida.

– O Idiota (Espetáculo com atores de cinco companhias teatrais diferentes – Cia. da Mentira, Vertigem, Teatro Oficina, Livre e Mundana): Aury Porto, Fredy Allan, Luah Guimarãez, Lúcia Romano, Luis Mármora, Sérgio Siviero, Silvio Restiffe, Sylvia Prado, Vanderlei Bernardino e Otávio Ortega

– Conjugado (Cia. Estável de Teatro, Dolores Boca Aberta e Nhocuné Soul): Andressa Ferrazi, Luciano Carvalho, Osvaldo Hortencio, Renato Gama e Tati Matos.

2º Semestre

– As três Velhas (Companhia de Teatro Pândega): Maria Alice Vergueiro, Luciano Chirolli e Paschoal da Conceição.

– A Criatura (Núcleo N3): Andreza Domingues, Cristiana Gimenes, Fábio Parpinelli, Gustavo Martins, Lanna Moura, Márcia Nunes, Neto Medeiros, Péricles Raggio e Wagner Dutra.

– Chuva Pasmada: Alice Possani (Grupo Matula Teatro) e Eduardo Okamoto

 

4 – Trabalho apresentado em sala convencional

1º Semestre

– Escuro (Cia. Hiato)

– Policarpo Quaresma (Antunes Filho)

– Dois Perdidos Numa Noite Suja

2º Semestre

– As três velhas (Companhia de Teatro Pândega)

– Bixiga (Musical – Direção Mario Masetti e Co-direção Carlos Meceni)

– 12 homens e uma Sentença (Direção Eduardo Tolentino)

 

5 – Trabalho apresentado em rua

1º Semestre

– Ser Tão Ser – Narrativas da outra Margem – (Buraco D’Oráculo)

– A Farsa do Advogado Pathelin – (Rosa dos Ventos – Presidente Prudente) – Texto: autor anônimo, Direção: Roberto Rosa.

– Terra Papagallis – (Trupe Olho da Rua – Santos)

2º Semestre

– Este Lado Para Cima (Brava Companhia).

– Radio Varieté (Cia. La Mínima ).

 

6 – Trabalho apresentado em espaços não convencionais

1º Semestre

– A Saga do Menino Diamante – Uma Ópera Periférica (Dolores Boca Aberta)

– Conjugado (Cia. Estável de Teatro, Dolores Boca Aberta e Nhocuné Soul).

– Rebentos – Trilogia Degenerada (Cia. Pessoal do Faroeste).

2º Semestre

– Roberto Zucco (Cia. de Teatro Os Satyros)

– Bielski (Cia levante)

– Dizer e Não Pedir Segredo (Coletivo Teatro Kunyn)

 

7 – Trabalho para plateia infanto-juvenil apresentado em sala convencional, rua ou espaço não convencional

1º Semestre

– Amazônia Adentro (Cia. Conto em Cantos)

– A Mostra Cia. da tribo – 14 anos.

2º Semestre

– Ibejis (Cia. Pessoal do Faroeste)

– Na Arca às Oito (Cia. Paidéia Jovem de Teatro)

– João de Barros – Mais uma brincadeira Poética (Cia. Engasga Gato – Ribeirão Preto)

 

8 – Grupo ou Companhia revelação, do interior, litoral ou capital do Estado

1º Semestre

– Cia. dos Inventivos

– Brava Companhia

– Cia. Hiato

2º Semestre

– Núcleo Caboclinhas.

– Trupe Olho da Rua (Santos)

– Cia. Tragatralha (Piracicaba)

 

9 – Trabalho apresentado no interior e litoral paulista, em sala convencional, rua ou espaço não convencional

1º Semestre

– Um dia ouvi a Lua – Cia. de Teatro da Cidade (São José dos Campos)

Texto: Luís Alberto de Abreu – Direção: Eduardo Moreira

– A farsa do advogado Pathelin – Rosa dos Ventos (Presidente Prudente)

Texto: autor anônimo, Direção: Roberto Rosa.

– Terra Papagallis – Trupe Olho da Rua (Santos).

2º Semestre

– Bielski (Cia Levante).

– João de Barros – Mais uma brincadeira Poética (Cia. Engassa Gato – Ribeirão Preto).

– São Jorge e o Dragão (Cia. Cornucópia de teatro – Ribeirão Preto).

 

10 – Projeto Visual – elementos plásticos e visuais do espetáculo e sua realização cênica: iluminação, cenografia, figurino, adereços, maquiagem

1º Semestre

– Paulo Faria: Rebentos – Trilogia Degenerada.

– Marisa Bentivegna e Leonardo Moreira: Escuro

– Fernanda Aloi: Êxodos

2º Semestre

– André Cortez (Cenógrafo), Fabio Retti (Iluminação) e Fabio Namatame (Figurinos e Visagismo): O Amor e outros estranhos rumores (Grupo 3 de teatro).

– Adriana Carui (Figurinos), Jonas Ribeiro e Carlos Palma (Iluminação) e Claudio Lux (Efeitos Cenográficos): Big Bang Boom! (Núcleo Arte Ciência no Palco)

– Miguel Nigro (Bonecos, cenografia e figurinos), Cristina Souto (Iluminação): A Criatura (Núcleo N3 – Grupos: Teatro Por Um Triz, Teatro de La Plaza e Cia Patética).

 

11 – Projeto Sonoro – elementos sonoros do espetáculo e sua realização cênica: palavra, canto, trilha original ou adaptada, arranjos e sonoplastia.

1º Semestre

– Nara: Pedro Paulo Bogossian

– Popol Vuh: Gustavo Kurlat e Fabrício Zavanella

– Lamartine Babo – Musical dramático: Fernanda Maia.

2º Semestre

– Bielski: Cristiano Meirelles (Direção Musical) e Carolina Nagavoshi (Assistência Musical).

– Os Boêmios de Adoniran – Musical: Thiago Henrique (Direção Musical), Banda ao Vivo – Músicas de Adoniran Barbosa – Músicos: Léo Ferreira, Marcelo Brandão, Vitor Ramos e Paulinho Farias).

– Bixiga: Fabio Prado. Enéas Carlos Pereira (Letras), João Maurício Galindo (Regência), Jazz Sinfônica (Orquestra), Nelson Ayres, Ruriá Duprat, Miguel Briamonte e Rodrigo Morte (Compositores).

 

12- Ocupação de espaço – Compreendendo sala convencional, rua ou espaços não convencionais, no interior, litoral ou capital do Estado.

1º Semestre

– Dolores Boca Aberta: A Saga do Menino Diamante – Uma Ópera Periférica.

– Cia. Pessoal do Faroeste: Trilogia Degenerada.

– Brava Companhia: O Errante.

2º Semestre

– Boa Cia. de Teatro de Campinas no Tusp – Projeto “O Lobo do Homem”.

– V Edição da Mostra Lino Rojas – Pela ocupação na Praça do Patriarca  e diferenciados outros espaços da periferia da cidade de São Paulo.

– O idiota (Espetáculo com atores de cinco companhias teatrais diferentes – Cia. da Mentira, Vertigem, Teatro Oficina, Livre e Mundana). (Sesc Pompéia)

 

13 – Publicação dedicada ao universo do teatro, suas diversas vertentes, relações e linguagens, em projetos de Grupos e Companhias teatrais, instituições ou similares.

1º Semestre

– Na cena do Dr. Dapertutto – Maria Thais (Perspectiva)

– Hierofania: Sebastião Milaré (Edições SescSP)

– Batalha da Quimera: Sebastião Milaré (Edições Funarte).

2º Semestre

– Revista Rebento – Revista de Teatro e Espetáculo (Unesp)

– Aparte XXI – Revista do Teatro da Universidade de São Paulo

– Cia. de Teatro Os Satyros (Imprensa Oficial)

 

14 – PRÊMIO ESPECIAL

1º Semestre

– Aos Movimentos 27 de Março, Roda do Fomento e Movimento de Teatro de Rua.

(Pelo importante engajamento militante e político pela Cultura do País).

2º Semestre

– Ao V Festival Internacional de Teatro para Infância e Juventude – Uma janela para a utopia – Cia. Paidéia Jovem de Teatro.

– A Luiz Carlos Moreira pelos 30 anos de militância e igualmente à Companhia Engenho que desde 1993 leva Teatro para a periferia de São Paulo no Engenho Teatral.

– Ao Circuito Tusp – Por levar espetáculos e oficinas teatrais a 6 cidades do interior (Bauru, Lorena, Piracicaba, Pirassununga, Ribeirão Preto e São Carlos).

 

 

*Fonte: http://www.cooperativadeteatro.com.br/2010/?p=2528


Chuva Celebrada


O espetáculo “Chuva Pasmada” fundamenta-se na obra de Mia Couto. A gênese deste processo criativo, no entanto, não se limita à matéria literária: inclui os festejos de dez anos de trabalhos do ator Eduardo Okamoto e do Grupo Matula Teatro. Chuva é celebração.

 

O espetáculo marca o reencontro de Alice Possani, atriz do Matula, e Eduardo Okamoto, um dos fundador deste grupo e que, a partir de 2005, seguiu carreira solo. Em 2010, ano de estréia deste novo trabalho, ator, atriz e grupo completam dez anos de trajetórias (às vezes em caminhos próximos; outras, autônomos).

 

E se o texto de Mia Couto é escrito de passagens – tratando de amor, crescimento, amadurecimento, morte -, esta “Chuva” é também trânsito para novas experiências. É certo que há de se celebrar os dez anos em que jovens artistas de teatro se dedicam a um projeto artístico de longo prazo, construído no tempo – que sempre nos faz outros. Mas também há de se celebrar os anos vindouros que o tempo precedente aponta. Esta nossa chuva, que nunca esteve pasmada, há também de preparar para o fluir de um rio sempre nascente.

 

Na abertura ao novo, os atores aproximaram-se de outros artistas, como o encenador Marcelo Lazzaratto e o dramaturgo Cássio Pires. Ambos, com linhas de estudo distintas daquelas que marcam as trajetórias de Matula e Okamoto, puderam referenciar a criação com novos procedimentos – como o uso da palavra, matéria pouco explorada em trabalhos anteriores fundados em linguagem corporal. Na reunião das diferenças, realizamos em processo criativo a provocação de Mia Couto: coração sempre começando no peito de outra pessoa.

 

 

Processo de criação

Em “Chuva Pasmada” os atores valeram-se dos procedimentos da mimese corporal, mas apontaram para pontos de pesquisa ainda pouco estudados: as suas relações com um texto dramatúrgico previamente escrito – o conto de Mia Couto e a adaptação de Cássio Pires. Assim, ao mesmo tempo em que coletavam materiais para a criação de personagens, os atores desenvolveram trabalhos de leitura e entendimento de texto. Um dos fundamentos do trabalho reside justamente no equilíbrio entre matéria dramatúrgica e materiais físico-vocais codificados pelos atores.

 

Um dos desafios da interpretação residia numa dificuldade: apenas dois atores deveriam apresentar a grande quantidade de personagens do texto literário. Isto de certa maneira “pressionou” os artistas na consolidação da linguagem do espetáculo, com atores desdobrando-se em narradores e diversos personagens. Aqui, o trabalho de mimese foi fundamental: ampliando o repertório dos atores, oferecendo grande quantidade de materiais à criação.

 

A leitura que a equipe de criação imprimiu ao conto moçambicano trouxe outra dificuldade: interessava não a leitura típica das relações étnicas (sociais, históricas, mítico-religiosas etc) dos povos africanos, mas a leitura arquetípica das relações humanas. Assim, mais que identificar cada ator a um personagem, interessava identificar cada atuante a todos os personagens: a potência humana de assumir diversos papéis: Homem, Mulher, Velho, Menino . Isso levou a nova provocação para os atores. Cada personagem seria representado por mais de um ator, sem a utilização de referencias de cenografia e figurinos. A equipe de criação se perguntava: como, somente com seus corpos, as personagens poderão “viver” em diferentes atores? Como fazer o público reconhecer um mesmo personagem ainda que existam diferenças entre os corpos de um ator e de uma atriz? Aqui, o desafio foi mantendo as características de cada ator aproximar “eixos” de personagens.

 

“Chuva Pasmada” é fundado no trabalho do intérprete, com poucos recursos cenográficos e de figurinos. Num processo inaugurado em confronto de matéria literária com “material de ator”, o espetáculo acaba por sintetizar-se na idéia da palavra tornada corpo: com imagens literárias alimentando a criação de matrizes físicas; com matrizes vocais imprimindo novos sentidos às palavras; com o discurso verbal provocando novas sensações ao discurso não-verbal.