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Estreia de “Festa do Peixe”, de Yu Miri

Hoje, a turma 016 do Bacharelado em Artes Cênicas da Unicamp estreia “Festa do Peixe” (魚の祭り ou Sakana no Matsuri) – primeiro texto da japonesa Yu Miri montado no Brasil. O trabalho ė dirigido por mim.

Não é todo dia que se monta dramaturgia japonesa contemporânea numa escola de teatro. Por isso, a minha vontade é de dizer a todos: “Venham ver a gente aprendendo!”.

Por esse texto, Miri recebeu o Kishida Drama, em 1992, aos vinte e quatro anos. Hoje, ela se dedica aos romances, à sua livraria e a projetos especiais, como o programa de rádio transmitido diretamente de Fukushima, após o acidente nuclear de 2011.

Na fábula, o velório do caçula reúne uma família separada há 12 anos. Esta cerimônia, misto de festival e ritual, converte-se, então, num acerto de contas. Na montagem, recorremos a procedimentos intertextuais e metateatrais, aproximando-nos do russo Anton Tchekhov e da brasileira Grace Passô.

 

::FICHA TÉCNICA::
Dramaturgia: Yu Miri
Versão final da tradução: Julia Cruz, a partir de trabalho coletivo do grupo.
Excertos de textos: “A Gaivota”, de Anton Tchekhov; “Amores Surdos”, de Grace Passô
Elenco: Alessandra Mata, Alice Garcia, Andressa Sanday, Dayani Albuquerque, Flora Rossi, Gabriela Davoli, Gabriel Pestana, João Martins Speckart, Julia Cruz, Mariana Sonati, Mavi Royer, Pedro Viana, Raíssa Bueno.
Direção e cenografia: Eduardo Okamoto
Preparação corporal: Verônica Fabrini
Preparação vocal: Rodrigo Spina
Apoio teórico: Isa Kopelman
Assistência de direção: Rafael Garcia (Programa de Estágio Docente – PED), Fernanda Passarelli e Gabriel Pangonis (Programa de Apoio Didático – PAD)
Iluminação: Eduardo Okamoto e Gabriel Pangonis
Montagem de iluminação: Anderson da Silva Bonato e Gabriel Pangonis
Operação de iluminação: Gabriel Pangonis
Cenotecnia: Julio Docjsar, Marcos Aurélio Bernardes de Souza e Alessandra Mata
Consultoria em cenografia: Julio Docjsar
Música ao vivo: Rafael Garcia e Mariana Yamada
Sonoplastia: Julia Cuz
Gravação: Raíssa Bueno, Nelson Vitale e Dubbing Company
Figurinos: Mariana Sonati, Mavi Royer e Raíssa Bueno a partir de propostas do elenco
Arte gráfica: Isabella Carvalho e Pedro Viana

Mostra Cênica de Inverno da Unicamp

Imaginem uma escola de teatro em que as alunas e os alunos apresentem exercicios-espetáculos ao final do semestre.
Imaginem que estes trabalhos são reunidos numa mostra organizada pelo corpo discente, sob orientação de seus docentes e funcionários técnicos.
Imaginem que, neste contexto, todas as cenas têm, ao menos, uma das sessões com ações de acessibilidade para deficientes auditivos e visuais.
Imaginem que este público entra na sala antes que os demais espectadores para tocar cenários, figurinos e instrumentos musicais e, assim, criar referências que fomentem a sua fruição das obras.
Imaginem que são as alunas e os alunos que, sob orientação de um Laboratório de Acessibilidade da própria instituição, elaboram o roteiro de audiodescrição, bem como o desempenham ao longo da apresentação.
Esta escola existe e eu tenho a sorte de trabalhar nela: o Bacharelado em Artes Cênicas da Universidade Estadual de Campinas – Unicamp! Isto é uma universidade pública e gratuita. Isto é um patrimônio do povo de São Paulo e do Brasil!
Em tempo: nos dois últimos semestres, esta mostra é Coordenada pela Profa. Alice Possani e os atuais Coordenadores do nosso curso são Rodrigo Spina e Verônica Fabrini].

Edurardo Okamoto participa do Unicena

O Festival Cênico da Unicamp – Unicena é organizado por alunos do curso de Artes Cênicas da instituição. A programação teve início no dia 06 e segue até dia 14 de novembro, a programação é aberta a comunidade.

 

A iniciativa cresce a partir do desejo do encontro entre artistas ou não, interessados nas artes da cena. A programação traz espetáculos, oficinas, palestras e demonstrações artísticas. Nesta edição o Regime Militar vivido no Brasil, questões de gênero, aspectos da prática e da pesquisa acadêmica no fazer teatral permeará os quatro dias do festival.

 

No dia 14 de novembro, o ator e professor Eduardo Okamoto fala de sua viagem ao Japão e de seu estágio no Kazuo Ohno Dance Studio A viagem é parte de seus estudos sobre as relações entre atuação cênica e processos de trocas culturais. A pesquisa, neste momento,  é sintetizada como espetáculo de teatro, com direção de Marcio Aurelio e dramaturgia de Cássio Pires, inspirado na obra do escritor nipônico Kenzaburo Oe.

 

Serviço: UNICENA 2014

 Data: 13/11

 Horário: 16h30

 Local: Paviartes – Unicamp (Rua Pitágoras, 500).

 

Confira a programação completa aqui. 

 

Aicha Haroun Yacoubi na UNICAMP

Eduardo Okamoto e Verônica Fabrini organizam leitura encenada da peça “Ghita”, de Aicha Haroun Yacoubi, seguida de palestra da autora marroquina acerca da “Dramaturgia Feminina no Magreb”.  O evento realizar-se-á no Departamento de Artes Cênicas da UNICAMP, na sala AC03, no dia 14 de novembro de 2012, às 18h30. A entrada é franca.

 

Aicha Haroun Yacoubi é professora em Agadir (Marrocos), dramaturga, cineasta e, ocasionalmente, atriz. É também a primeira marroquina a trabalhar com o teatro de expressão espanhola. Desenvolve seu trabalho em um ambiente pessoal e profissional repleto de dificuldades, provavelmente inimagináveis para os brasileiros. Isso não a impediu de idealizar, realizar e presidir júris de Festivais Internacionais e de ter conseguido conquistar, com suas obras, o público da Europa, e de alguns países da América Latina. Aborda, em seu trabalho, identidades fronteiriças, complexas (marginalidade, infâncias traumáticas etc.). Seus trabalhos costumam ter um evidente caráter experimental, tanto em termos dramatúrgicos quanto em termos cênicos.

 

Eduardo Okamoto e Verônica Fabrini e conheceram Aicha Haroun Yacoubi, em 2007, quando apresentaram “Agora e na Hora de Nossa Hora”, solo de Okamoto com direção de Fabrini, em um festival em Agadir. Depois, em 2010, Okamoto dirigiu seu texto, “Ghita”, com atuação dos alunos da Escola Superior de Arte Célia Helena. Algumas das alunas envolvidas nesta montagem, atrizes d’As Bárbaras Multeatro, decidiram retomar o trabalho profissionalmente e Eduardo Okamoto as orientou a convidar a própria Aicha para dirigir o texto. O projeto, enfim, foi contemplado com recursos do Prêmio Myriam Muniz, do Ministério da Cultura .

 

Programação:
Leitura de “Ghita”, de Aicha Haroun Yacoubi
Uma mulher num hospital psiquiátrico. Algo em sua monótona rotina de clausura desencadeia um processo frenético e irreversível em que o labirinto da memória a conduz por descobertas aterradoras sobre si própria, a mãe, a irmã caçula, os avós, o pai e um misterioso militar aleijado.

 

Palestra de Aicha Haroun Yacoubi: “Dramaturgia Feminina no Magreb”
Estudos sobre a presença feminina no teatro de Marrocos, Argélia e Tunísia. Em sua tese de doutorado, desenvolvida na Universidade de Granada, a autora contabiliza menos de uma dezena de mulheres a escrever para teatro nestes países. Em anexo, um e-flyer de divulgação.

 

Serviço: Aicha Haroun Yacoubi na UNICAMP
Dia: 14 de novembro de 2012
Hora: 18h30
Local: Departamento de Artes Cênicas da UNICAMP/ Sala AC03
Endereço: Rua Pitágoras, 500. Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP
Informações: (19) 3521-2444
Entrada franca