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Eonline: “Sobre os excluídos do mundo”

 

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Há 23 anos, oito meninos de rua eram assassinados enquanto dormiam na porta de uma igreja, no Rio de Janeiro. No último dia 2 de junho, um menino de 10 anos é morto em uma perseguição policial na cidade de São Paulo.

 

Por que cotidianamente repetem-se acontecimentos tão trágicos? Eduardo Okamoto aprofunda este debate na peça Agora e na Hora de Nossa Hora, que terá única apresentação no dia 22/6 no Sesc Taubaté.

 

Evitando sentenciar culpados, o ator lança um olhar sobre a vida dos meninos de rua, como fruto de um trabalho que começou nas oficinas em que atuava como arte-educador na cidade de Campinas e se desenvolveu numa profunda pequisa histórica e comportamental, em que chegou a passar uma madrugada inteira na rua.

 

“Ainda acredito na força do teatro no debate das questões fundamentais do convívio”
Eduardo Okamoto

 

Nesta entrevista, Okamoto fala sobre suas experiências durante a criação e circulação do espetáculo, sobre a amplianção do debate por meio do seu blog e sobre como descobriu na peça um caráter universal, ao apresentá-la em seis países diferentes.

 

Eonline: No ano em que aconteceu a Chacina da Candelária você era um jovem adolescente. Você se lembra da notícia na época?
Eduardo Okamoto: Quase nada. Lembro de uma certa sensação, da percepção de que algo grave havia acontecido. A minha relação com os meninos de rua era aquela que a maior parte dos cidadãos de classe média mantém: uma certa oscilação entre compaixão e medo – o que, de certa maneira, resultava numa certa distância. Assim, apesar de não me recordar com precisão dos fatos, lembro que não sabia ao certo nem como me posicionar e de quem cobrar responsabilidades.

 

Eonline: Como aconteceu a sua aproximação com esta história, já adulto e profissional do teatro?
Eduado Okamoto: Em 2002, depois de formado em Artes Cênicas na UNICAMP, fui chamado a participar de projetos sociais envolvendo teatro e situações de risco social. Entre estes projetos, ajudei a fundar, em Campinas, o projeto Gepeto – transformando sonhos em realidade, da Ong ACADEC. Nestas oficinas, eu não pretendia criar um espetáculo de teatro como ator, mas apenas trabalhar como arte-educador.
Porém, a experiência com os meninos de rua era tão intensa que eu realmente comecei a sentir a necessidade de exprimir artisticamente aquela vivência. Daí, comecei a observar e recolher modos de agir, gestos, pensamentos, música etc. Estas observações se estenderam, depois, para as ruas de Campinas, São Paulo (onde cheguei a passar uma madrugada na rua) e no Rio de Janeiro.
No Rio, comecei a estudar a Chacina da Candelária, recolhendo aproximadamente 400 matérias de imprensa sobre o acontecido. Tomei a decisão, então, de encenar o fato histórico.
A Chacina da Candelária me pareceu um acontecimento revelador de uma conduta da sociedade brasileira. Veja: o segundo país mais católico do mundo, a nação que se reconhece como o país do futuro, mata crianças (e, portanto, o futuro!) na porta da igreja. Ali, naquela calçada da Candelária estavam expostas muitas das nossas contradições como povo. Assim, encenar a chacina não significa apenas falar da matança de meninos pobres, mas dar vazão a um aprendizado, algo análogo àquilo, que senti na oficinas do projeto “Gepeto”: o impulso de vida dos meninos tem muito a nos ensinar, mas perdemos todo este potencial de vida a cada esquina…

 

Eonline: Em quais países você apresentou o espetáculo Agora e na Hora de Nossa Hora?
Eduardo Okamoto: Espanha, Suíça, Kosovo, Marrocos, Escócia e Polônia.

 

Eonline: Como você se sentiu apresentando no exterior uma obra inspirada em uma história brasileira tão chocante e recente?
Eduardo Okamoto: Fiquei e fico surpreso com a recepção no exterior. Quando criei a obra, pensava tratar de um tema brasileiro destinado ao debate com um público brasileiro. Porém, de algum modo, no exterior, a temática ultrapassa sua singularidade e adquire caráter universal. É como se falássemos dos excluídos do mundo, de todos aqueles que estão à margem do banquete da globalização.

 

Eonline: Quais foram as reações do público nessas apresentações?
Eduardo Okamoto: Há variações. Por exemplo, na Suíça e na Escócia, parte da audiência não conseguia alcançar as ambiguidades sociais todas: “Por que, afinal de contas, a policia mata crianças?”, perguntavam. Eu tentava responder, fingindo saber a resposta: a polícia aperta o gatilho, mas, na verdade, atende a uma demanda de uma sociedade excludente e que não sabe como lidar com a infância em situação de risco. E dada a resposta, ainda ecoava em mim a pergunta: como convivemos tão bem com uma instituição do Estado que mata gente pobre pelo fato de ser pobre?
No Kosovo, país que, em 2007, acabava de sair de uma das mais sangrentas guerras da segunda metade do século XX, as cenas de violência pareciam ainda mais violentas e a plateia parecia, a partir da dor dos meninos de rua, sentir a própria dor.
No Marrocos, nas primeiras cenas em que fico sem camisa, aproximadamente cinco mulheres em suas tradicionais vestes, cobrindo quase que inteiramente o rosto, deixam a sala de apresentação.
Na segunda ocasião em que estive na Espanha (apresentei lá em 2006 e 2012), a crise mundial fez com que a plateia estivesse muito identificada com os marginalizados. Eu gritava por todos, parecia.
De qualquer modo, o espetáculo apresenta uma força surpreendente: não tenho agente no exterior, e estas apresentações todas só aconteceram porque alguém viu num festival e me convidou para um outro evento.

 

Eonline: Você usa o seu blog como uma ferramenta complementar para seus projetos. De modo geral, ainda não é uma prática muito difundida entre atores. Por que a decisão de trabalhar sua obra em primeira pessoa na internet?
Eduardo Okamoto: Porque para mim o teatro é convívio. Ainda acredito na força do teatro no debate das questões fundamentais do convívio, como acontecia na Pólis grega. Assim, eu gostaria de convier por mais tempo com meus espectadores, ampliar o debate. Por isso, escrevo expressando experiências de pesquisa, pontos de vista, reunindo críticas (inclusive aquelas que não me afagam). O importante é tentar estender o debate para além do tempo do espetáculo.
Quero deixar claro que, apesar de ser também um professor universitário e pesquisador acadêmico, no blog não procuro explicar os meus trabalhos. As obras são abertas e entregues à interpretação do espectador. Trata-se de abrir referências e ampliar o debate – o que é diferente de tentar justificar as minhas escolhas como artista.
Este mesmo impulso de refletir em diferentes mídias me levou a escrever um livro Hora de Nossa Hora: o menino de rua e o brinquedo circense, da Editora Hucitec.

 

Eonline: Em 2011 você realizou duas séries de 18 apresentações, que marcavam os dezoito anos que haviam se passado da chacina. Na época, foi feita a seguinte provocação: “fomos capazes, como povo, de amadurecer um projeto social diverso daquele que assassinou crianças e adolescentes 18 anos atrás?”. Hoje, passados mais cinco anos, como você responde à essa mesma provocação?
Eduado Okamoto: A morte de um menino de 10 anos numa perseguição policial, em São Paulo, responde por si só a pergunta. De alguma maneira, insistimos em não aprender com as próprias experiências.
Em Campinas, cidade onde vivo, a prefeitura comemorou, no ano passado, o fim da situação de rua entre crianças e adolescentes, na cidade. Porém, uma rápida conversa com educadores sociais que trabalham com esta população revela que, na verdade, os meninos deixaram de estar no centro da cidade, sendo afastados para bairros periféricos justamente pela violência policial.
É sobre isso que falo quando retomo a Chacina da Candelária: a história é, no caso, o modelo revelador de uma conduta social.
Para ser sincero, há algum tempo penso em parar de fazer esta peça. É duro conviver com este tema. É fisicamente e emocionalmente desgastante conviver com Agora e na Hora de Nossa Hora. Mas a cada acontecimento como estes que ora retomei, lembro de uma função social do teatro que não pode ser silenciada.

 

Eonline: Que análise você faz da atuação da mídia em casos violência envolvendo crianças e adolescentes, entre a missão de informação e o sensacionalismo?
Eduardo Okamoto: A mídia é parte da sociedade e, assim, ecoa todas as suas contradições. Quero responder com uma experiência pessoal. Nas oficinas de circo do projeto “Gepeto”, vi meninos retomarem contatos com suas famílias, deixarem o uso do crack, saírem das ruas… tudo isso porque participavam de atividades simples, como fazer malabarismos com pedrinhas de trilho de trem. Espantosamente, no entanto, a sociedade parecia não saber acolher meninos que procuravam transformar suas vidas e, como resultado, muitos acabavam voltando a viver nas ruas. Ou seja, a mesma sociedade que se diz incomodada com a miséria, empurra meninos e meninas para os limites da exclusão.
Estas contradições todas, insisto, estão na mídia. Há gente interessada no debate profundo – lembro de Hebert de Sousa, o Betinho, que, depois da Chacina da Candelária, fundou um dos mais belos projetos sociais que já conheci: o Se Essa Rua Fosse Minha. E há, claro, também aqueles que só querem vender jornal ou sabão em pó durante as chamadas comerciais. O que penso deles?  Deixo-os com as sua própria consciências.
Digo tudo isso porque não gosto, neste tema, de apontar o dedo procurando culpados. A tarefa é mais árdua e dolorida, parece-me. É necessário que cada um de nós reconheça o seu quinhão de responsabilidade ou omissão com o tema da situação de rua. Caso contrário, contribuiremos para continuarmos a sermos quem somos: todo mundo grita, todo mundo tem razão, mas nada muda.

 

*Fonte: http://www.sescsp.org.br/online/artigo/10112_SOBRE+OS+EXCLUIDOS+DO+MUNDO#/tagcloud=lista

 

“Agora e na Hora de Nossa Hora” no SESC Taubaté

 

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Solo de Eduardo Okamoto, dirigido por Verônica Fabrini volta à Região do Vale do Paraíba. Sessão acontece às 20h30, no SESC Taubaté. Os ingressos são gratuitos.

 

A rua e nossas mortes cotidianas
“Agora e na Hora de Nossa Hora” é um espetáculo sobre meninos de rua, especialmente sobre a Chacina da Candelária, quando, em 1993, oito meninos de rua foram assassinados por policiais, no Rio de Janeiro. Na obra, o fato histórico é apresentado como modelo revelador de uma condita social: os policiais apertam disparam tiros, mas há uma sociedade conivente e socialmente excludente que pressiona policiais,  o braço armado do Estado, a assassinar gente pobre. No momento em que são debatidas as condições em que um menino de dez anos foi morto por policiais militares de São Paulo, é, portanto, bastante oportuna a apresentação do espetáculo.

Para criar “Agora e na Hora de Nossa Hora”, Eduardo Okamoto interagiu com meninos de rua em oficinas de circo do “Projeto Gepeto”, da ONG Acadec, em Campinas. Não só. Também realizou pesquisas de campo nas ruas de Campinas, São Paulo e Rio de Janeiro. O seu trabalho primeiro foi o de realizar uma espécie síntese etnográfica: modos de agir dos meninos de rua.

A  dramaturgia final do espetáculo foi criada a partir da combinação destes materiais documentais (as pesquisas de campo e o estudo da Chacina da Candelária) com trechos retirados de “Macário”, conto do escritor Juan Rulfo.

 

Vale do Paraíba
Não é a primeira vez que Eduardo Okamoto se apresenta no vale do Paraíba. O ator mantém relações constantes com seus cidadãos e com a sua comunidade de artistas.

O solo “Eldorado” já foi apresentado no SESC São José dos Campos, no SESI da mesma cidade (durante o Festival Nacional de Teatro do Vale do Paraíba -Festivale) e na abertura do Festival de Teatro de Taubaté. “Agora e na Hora de Nossa Hora” já se apresentou no SESC São José dos Campos e no Festivale. “Recusa”, espetáculo da Cia Teatro Balagan em que Okamoto é ator-convidado, também compôs a programação do Festivale.  O solo “OE” apresentou-se recentemente no SESC São José dos Campos.

Em muitas destas oportunidades Okamoto ministrou oficinas e realizou bate-papos públicos.

Em agosto, o ator deverá retornar á São José dos Campos apresentando o solo “Eldorado” e “Noites Árabes”, espetáculo sob sua direção,  no CAC Walmor Chagas.

 

Serviço
“Agora e na Hora de Nossa Hora” no SESC Taubaté
Dia: 22 de junho de 2016
Hora: 20h30
Local: SESC São Taubaté
Endereço: Avenida Engenheiro Milton de Alvarenga Peixoto, 1264, Esplanada Santa Terezinha
Ingressos gratuitos
Mais informações aqui.

 

Ficha técnica do espetáculo
Criação e atuação: Eduardo Okamoto
Direção: Verônica Fabrini
Assistência de direção: Alice Possani
Pesquisa e execução musical: Paula Ferrão
Música: “Bachianas Brasileiras no 5”, Heitor Villa Lobos
Treinamento de ator: LUME Teatro
Iluminação: Marcelo Lazzaratto
Fotografia: João Roberto Simioni e Jordana Barale
Orientação: Suzi Frankl Sperber e Renato Ferracini
Produção: Daniele Sampaio
Duração: 60 min

De volta a Jundiaí!

A Mostra de Teatro de Referência 2015 de Jundiaí recebe, em novembro, dois espetáculos do ator Eduardo Okamoto e uma oficina com a produtora Daniele Sampaio.

No sábado 21/11, Okamoto apresenta seu primeiro espetáculo solo AGORA E NA HORA DE NOSSA HORA, com direção de Veronica Fabrini, no Teatro Polytheama. O espetáculo é inspirado na obra do escritor mexicano Juan Rulfo e na Chacina da Candelária – quando, em 1993, oito meninos em situação de rua foram assassinados no Rio de Janeiro.

Entre 14h e 18h, a produtora Daniele Sampaio irá ministrar a oficina Modos de Produção na Casa das Letras e Artes de Jundiaí, onde abordará a relação entre processos criativos e sua gestão cultural. A partir de estudos de caso, a oficina visa oferecer aos participantes noções sobre o papel da produção desde a concepção da ideia geradora do projeto, passando por sua elaboração, execução e avaliações finais.

No domingo 22/11, na mesma mostra, Okamoto apresenta seu novo espetáculo, OE. Com encenação de Mario Aurelio e dramaturgia inédita de Cássio Pires, OE é inspirado na obra do escritor japonês Kenzaburo Oe, especialmente no livro “Jovens de um novo tempo, despertai”.

Se programem, divulguem aos amigos e compareçam!

Serviços:

AGORA E NA HORA DE NOSSA HORA

Local: Teatro Polytheama, R. Barão de Jundiaí, 176 – Centro, Jundiaí – SP, 13201-010.

Data: 21/11/2015

Horário: 20h

Ingressos: Gratuitos distribuídos 1h antes da apresentação na bilheteria do teatro.

Mais informações: (11) 4586-2472 | (11) 4522-0770.

OE

Local: Teatro Polytheama, R. Barão de Jundiaí, 176 – Centro, Jundiaí – SP, 13201-010.

Data: 22/11/2015

Horário: 20h

Ingressos: Gratuitos distribuídos 1h antes da apresentação na bilheteria do teatro.

Mais informações: (11) 4586-2472 | (11) 4522-0770.

MODOS DE PRODUÇÃO

Ministrante: Daniele Sampaio

Local: Casa das Letras e Artes de Jundiaí – Rua Rangel Pestana, 456, Centro, Jundiaí – SP, 13201-000.

Data: 21/11/2015

Horário: 14h às 18h

Inscrição: Os interessados poderão enviar e-mail para ateliecasarao@gmail.com a fim

de formalizar a inscrição.

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Nota de Cancelamento

 

A produção do espetáculo “Agora e na Hora de Nossa Hora” comunica que a Secretaria Municipal de Cultura – nas pessoas do Diretor de Cultura, Gabriel Rapassi, e de Sandra Peres – cancelou a sua apresentação, hoje, dia 19 de outubro de 2013, na Estação Cultura. A apresentação seria parte de temporada campineira, com 10 sessões do espetáculo, marcando os 20 anos da Chacina da Candelária. No lugar da obra teatral, será celebrado um baile para os servidores públicos.

 

Até o dia 17 de outubro, quarta-feira, o Secretário de Cultura, Ney Carrasco (que tem estabelecido uma importante gestão, que inclui amplo diálogo com os artistas da cidade), não estava informado sobre a coincidência de eventos no mesmo espaço. Os eventos foram agendados por funcionários da Estação Cultura e confirmados pela Secretaria a que estão submetidos (quando do pedido de confirmação da pauta para ocupação do espaço e na autorização de peças gráficas de divulgação). Somente por e-mail enviado por Eduardo Okamoto, o Secretário de Cultura tomou ciência da ocorrência. Evidencia-se, assim, a decisão unilateral e solitária do Diretor de Cultura sobre o cancelamento da apresentação.

 

A temporada de “Agora e na Hora de Nossa Hora” é financiada com recursos do FICC – Fundo de Investimentos Culturais de Campinas.

 

Do episódio, destacam-se:

 

1) A desorganização do equipamento cultural e a inabilidade de seus servidores. Difícil aceitar que os funcionários da Estação Cultura e da Secretaria de Cultura não estejam habilitados a consultar a agenda de eventos para verificar a disponibilidade de espaços para a sua ocupação.

 

2) A covardia e o autoritarismo da ação do Diretor de Cultura, Gabriel Rapassi, que fugiu de registrar por escrito os motivos do cancelamento da apresentação teatral (a saber: a sua opção pela realização de um baile), mesmo após insistentes telefonemas seus à produção do trabalho, com proposições que demonstram total desconhecimento das necessidades de um espetáculo de teatro (como a tentativa de mudança de horário da apresentação, das 20h para às 15h, desconsiderando-se efeitos de iluminação, materiais de divulgação já distribuídos e ampla cobertura cobertura de imprensa).

 

3) A má gestão de recursos do FICC, que já são escassos, não atendem à demanda de projetos culturais da cidade e têm o seu investimento em trabalhos selecionados por edital público comprometido por erros tão elementares como a organização da agenda de um equipamento cultural.

 

4) O serviço público, mais uma vez, antes de cumprir a sua missão – no caso, de gestão de políticas públicas para a cultura, de fazer valer o direito constitucional de construção e apropriação de bens simbólicos pelo cidadão – opta por celebrar a si mesmo num baile.

 

Ainda que a decisão e os motivos do cancelamento da apresentação, não sejam responsabilidade da produção do espetáculo, desculpamo-nos antecipadamente por transtornos que podem ser causados aos espectadores que têm comparecido à Estação Cultura (vindos, inclusive, de outras cidades, como São Paulo, Americana, Mogi das Cruzes, Valinhos, Indaiatuba, Jaguariúna, Nova Odessa, Piracicaba, etc.).

 

No domingo, dia 20, às 20h, será realizada a última apresentação da temporada de “Agora e na Hora de Nossa Hora”. Possamos, tal qual o menino de rua que se apresenta na obra, estabelecer: “Eu estou aqui!” Seja inquestionável, a despeito dos desvios políticos da cidade de Campinas, a presença da cultura na Estação Cultura. E na cidade!

 

Em tempo: o dia do servidor público é 28 de outubro, para o qual foi decretado ponto facultativo, e não 19 do mesmo mês, como se poderia supor.

 

A produção do espetáculo “Agora e na Hora de Nossa Hora”

“Agora e na Hora de Nossa Hora” em Campinas

 

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“Agora e na Hora de Nossa Hora” é um solo do ator Eduardo Okamoto sobre meninos de rua, dirigido por Verônica Fabrini. Seu processo criativo incluiu a realização de oficinas de circo com crianças e adolescentes em situação de rua, a adaptação do conto “Macário”, do mexicano Juan Rulfo, e a pesquisa sobre a Chacina da Candelária – quando, em 1993, oito meninos moradores de rua foram assassinados por policiais, nos arredores da Igreja da Candelária, no Rio de Janeiro.

 

No ano em que os fatos históricos da Candelária completam 20 anos, realiza-se uma temporada do espetáculo, na Estação Cultura, em Campinas. As apresentações registram o marco histórico e provocam: em duas décadas, fomos capazes, como povo, de amadurecer um projeto social diverso daquele que assassinou crianças e adolescentes? Infelizmente a desastrosa e ineficaz ação da polícia militar na “Cracolândia” paulistana e recentes denúncias de adolescentes torturados na Fundação Casa parecem antecipar a resposta.

 

Neste contexto, o conjunto de apresentações de “Agora e na Hora de Nossa Hora” na Estação Cultura constitui ato performático (experiência estética e político-social). Em 2002, Okamoto ouviu de um de seus alunos da oficina de circo que o complexo ferroviário campineiro era local de consumo de crack. Não só. Ouviu também que as pedras dos trilhos de trem supriam a falta de malabares. O menino, assim, experimentava mais que técnica circense: evitava o consumo da droga que, ele sabia, o consumia; reinventava a vida, ali, onde ela parecia improvável.

 

Apresentar o espetáculo no local onde o menino nos mostrou possíveis escolhas e malabarismos (de arte e de vida), é a nossa tentativa de aprender com a experiências passadas. Como este malabarista, tiremos da arte sementes de transformação e de invenção do futuro. Esta é a nossa hora!

 

“Agora e na Hora de Nossa Hora” em Campinas
De 08 a 20 de outubro de 2013, de terça-feira a domingo, às 20h (não há sessões às segundas e quinta).
Local: Estação Cultura
Endereço: Rua Marechal Florreano, s/n (Antiga Estação Fepasa)
Telefone: (19) 3705.8002
Entrada franca com distribuição de ingressos 1h antes

 

Ficha Técnica 
Dramaturgia e atuação: Eduardo Okamoto
Direção: Verônica Fabrini
Textos adaptados: Juan Rulfo, Hélio R. S. Silva e Cláudia Milito, Eduardo Evaristo de Miranda, relatos de crianças e adolescentes em situação de risco social, noticiário sobre a Chacina da Candelária, Realidade Cruel, passagens bíblicas, hinos cristãos e umbandistas.
Assistência de direção: Alice Possani
Pesquisa e execução Musical: Paula Pi
Música: “Bachianas Brasileiras no 5”, de Heitor Villa Lobos
Treinamento de ator: LUME Teatro
Iluminação: Marcelo Lazzaratto
Fotografias do programa: Jordana Barale
Fotografias de divulgação: João Roberto Simioni e Jordana Barale
Orientação: Suzi Frankl Sperber e Renato Ferracini
Projeto gráfico e expográfico: LuOrvat Design
Equipe de apoio: Carlos Eduardo S. Ramos, Lucas Marcondes e Tess Coelho
Produção Executiva: Bruno Lélis
Direção de Produção: Daniele Sampaio

 

La Voz de Galicia: Entre bambalinas y roqueros

Teatro de Italia y Brasil

 

La Miteu vive un fin de semana intenso de actividades, con grupos procedentes de Italia, Brasil y Portugal, además de Galicia y Madrid, y con propuestas artísticas para todos los gustos, desde teatro a danza, pasando por la magia. La oferta para la jornada de hoy tiene carácter internacional, con la presencia de grupos de Italia y Brasil. El Gruppo Limpido – Banda Kurenai, de Génova, representa esta tarde en el Teatro Principal (20.30 horas) su montaje My name y el brasileño Eduardo Okamoto estará en el Auditorio de Ourense (23.00 horas) con su espectáculo Agora e na hora de nossa hora. El precio de la entrada en ambos casos es de 3 euros.

 

Mañana mandarán las propuestas escénicas de Galicia y Portugal en la Miteu. El TEUC de Coimbra estará en el Principal con Projecto H (20.30 horas) y en el Auditorio (23.00 horas) se podrá disfrutar de la 3ª Xornada de Danza Interuniversitaria. Las entradas a 2 euros. En la madrugada, a partir de las 01.00 horas, estará Moroko en el Auriense con su espectáculo Eu creo na maxia. El acceso a esta sesión es libre. El domingo serán los integrantes del La Charanga, de la Complutense, los que representen Medea en el Principal (20.30 horas y a 2 euros la entrada). El sábado y el domingo impartirá Cecilia Hopkins un curso de teatro.

 

PRINCIPAL, AUDITORIO Y AURIENSE / Días: 19, 20 y 21 de abril (finaliza el 27). / Horarios: Todos los horarios, información de los espectáculos y precios se pueden consultar en www.miteu.es.

 

*Fonte: http://www.lavozdegalicia.es/noticia/ourense/2013/04/18/bambalinas-roqueros/00031366314362572642441.htm

 

La Región: El grupo brasileño Eduardo Okamoto actúa en la Miteu

 

La Mostra de Teatro Universitario de Ourense (Miteu) está prácticamente en su ecuador. Este fin de semana dentro de la programación destaca la presencia del grupo brasileño Eduardo Okamoto, que pondrá en escena la obra titulada ‘Agora e na hora de nossa hora’.

 

El argumento de la obra gira en torno al persona de Pedrinha, un superviviente del ataque de la Chacina da Candelária: escondido en un quiosco, el asistió al asesinato de ocho ‘niños de la calle’. Al narrar los acontecimientos de la madrugada, Pedrinha revela una sociedad que niega hasta la muerte a los ‘niños de la calle’, que habitan en una ciudad invisible por la que la gente pasa a diario pero no percibe su realidad más cruda y se muestra de acuerdo en que esos pobres niños están mal vistos.

 

LUGAR: AUDITORIO DE OURENSE.
FECHA: VIERNES, DÍA 19.
HORARIO: 23,00 HORAS.
ENTRADA: 3 EUROS.

 

*Fonte: http://www.laregion.es/noticia/250670/grupo/brasileno/eduardo/okamoto/actua/miteu/

La Voz de Vigo: La Mostra Universitaria de Teatro homenajea a Vidal Bolaño

JORGE LAMAS

 

La XV Mostra Internacional de Teatro Universitario, Miteu, rinde homenaje al autor gallego Roberto Vidal Bolaño, a quien este año se le dedica el Día das Letras Galegas, representando su obra Animaliños. Será la compañía de Teatro de la Universidade de Santiago de Compostela de Lugo, dirigida por Paloma Lugilde, la encargada de abrir la Miteu el miércoles a las 18.30 horas en el teatro del campus universitario de Vigo, que también lleva el nombre del dramaturgo gallego. Animaliños cuenta como una plaga de caracoles acaba con la pacífica convivencia en una urbanización de chalés adosados. A partir de ese momento, el espectador tiene ocasión para la risa pero también para la reflexión. Pero no será la única obra Bolaño presente en la actual edición de la Mostra. Propietarios, la obra desarrollada por el Aula de Teatro do Campus de Vigo, llegará al mismo escenario el 24 de abril. Esta obra fue el último montaje de Vidal Bolaño.

 

La Mostra se completará con la presencia del Aula Universitaria de Teatro de Ourense, que pondrá en escena la obra Suicidio colectivo con encanto, el 10 de abril. Como ya ocurriera en la anteriore edición, la Miteu intercalará los escenarios del Campus de Vigo y el auditorio municipal del Concello de Vigo, ya que se pretende acercar el teatro universitario a toda la población. En este último escenario, aunque falta por confirmar el nombre de la compañía que abrirá la parte internacional de la Miteu, el 17 de abril, a las 21 horas, se podrá ver la obra Agora e na hora da nossa hora, de la compañía brasileña Eduardo Okamoto. Al día siguiente en el mismo escenario y a la misma hora, la compañía argentina Fervor en Buenos Aires representará Gemma Suns.

 

La Mostra Internacional de Teatro Universitario presenta sólidas formaciones teatrales nacidas en los campus de Galicia, y de fuera. La Vicerreitoría de Extensión Universitaria, organizadora de la Mostra, apuesta por la presencia activa del teatro entre el estudiantado como un gesto de transmitir valores y conocimiento. La entrada a todas las funciones de la Miteu es libre hasta completar el aforo.

 

* Fonte: http://www.lavozdegalicia.es/noticia/vigo/2013/03/18/mostra-universitaria-teatro-homenajea-vidal-bolano/00031363618698071903813.htm

 

 

“Agora e na Hora de Nossa Hora” no Feia

 

 

Eduardo Okamoto participa do Festival do Instituto de Artes da UNICAMP – FEIA, apresentando monólogo sobre meninos de rua.

 

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Eduardo Okamoto em cena de “Agora e na Hora de Nossa Hora”

 

O FEIA celebra, em 2012, a sua 13a. edição – sendo, portanto, realizado desde o ano 2000. Como festival universitário, é organizado exclusivamente por alunos do Instituto de Artes da UNICAMP – IA. Por um lado, o evento objetiva a partilha e divulgação de trabalhos artísticos produzidos no IA e na Universidade como um todo. Por outro, apresenta aos próprios estudantes de artes outros trabalhos, referências em suas áreas. Na programação, podem ser vistos espetáculos, exposições, projeções de filmes, oficinas, palestras, workshops, etc.

 

No festival deste ano, Eduardo Okamoto foi convidado a apresentar “Agora e na Hora de Nossa Hora”. A sessão acontece no dia 24 de setembro, às 20h. A entrada é gratuita. O espetáculo trata da vida de meninos de rua e da Chacina da Candelária – quando, em 1993, no Rio de Janeiro, oito meninos de rua foram assassinados por policiais. O trabalho envolveu interações do ator com meninos de rua de Campinas (onde ministrou oficinas de circo), São Paulo e Rio de Janeiro. O trabalho foi agraciado com bolsa Fapesp e permitiu a Okamoto o desenvolvimento de seu paralelo teórico, no curso de Mestrado em Artes da UNICAMP: “O Ator- montador” (2004). Para conhecer mais sobre o trabalho, clique aqui. Para fazer o download gratuito do trabalho de mestrado de Eduardo Okamoto, clique aqui.               

 

A apresentação de “Agora e na Hora de Nossa Hora”, neste festival é repleta de significados. Primeiro porque Okamoto estudou na UNICAMP (Graduação, Mestrado e Doutorado em Artes). Depois, porque o trabalho é dirigido por Verônica Fabrini, professora do IA, no Departamento de Artes Cênicas – ela igualmente graduou-se e realizou trabalhos de Mestrado em Artes no Instituto. Finalmente, porque a apresentação coincide com o início das atividades de Eduardo Okamoto como docente na UNICAMP. Aprovado em concurso público no final de abril de 2012, prevê-se que, a partir de setembro deste ano, já esteja lecionando no curso de graduação em Artes Cênicas.

 

 

Serviço: 
“Agora e na Hora de Nossa Hora”  no FEIA
Quando:  24/09, às 20h
Onde: Departamento de Artes Cênicas da UNICAMP, sala 03
Endereço: Rua Pitágoras, 500, na Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP 
Entrada gratuita
Informações: http://feia.art.br/  

 

 

“Agora e na Hora de Nossa Hora” no Festivale

Eduardo Okamoto apresenta monólogo sobre meninos de rua como espetáculo convidado no Festivale 2012, em São José dos Campos. Apresentação será no dia 10 de setembro, às 20h, no CET – Centro de Estudos Teatrais.  

 

O Festival Nacional de Teatro do Vale do Paraíba – Festivale acontece de 06 a 16 de setembro. Sendo um dos eventos culturais mais importantes do Vale do Paraíba, o festival reúne mais de 20 espetáculos vindos de diferentes partes do Brasil. Além de apresentações, o evento realiza atividades formativas, como oficinas e debates.

 

“Agora e na Hora de Nossa Hora” é um solo de Eduardo Okamoto com dramaturgia do próprio ator e direção de Verônica Fabrini. Para a sua criação, Okamoto interagiu com meninos de rua em Campinas (onde ministrou oficinas de circo para esta população), São Paulo e Rio de Janeiro. Além disso, estudou o histórico e trágico acontecimento conhecido como Chacina da Candelária – quando, em 1993, oito meninos de rua foram assassinados por policias no Rio de Janeiro. Por fim, ainda se inspirou na obra “Macário” do Mexicano Juan Rulfo. Para saber mais sobre o espetáculo e ver vídeos e fotos, clique aqui.   

 

Serviço: 
“Agora e na Hora de Nossa Hora” no Festivale
Quando: 10/09/2012, às 20h 
Onde: CET – Centro de Estudos Teatrais
Av. Olivo Gomes, 100 – Parque da Cidade – Santana
Informações: (12) 3924-7358.   

 

 

Eduardo Okamoto no Filte, em Salvador

 

Eduardo Okamoto apresenta “Agora e na Hora de Nossa Hora” e “Eldorado” no Festival Latino-Americano de Teatro da Bahia.

 

img_8373Eldorado”, solo de Eduardo Okamoto que estará no Filte 2012

 

O Festival Latino- Americano de Teatro da Bahia – Filte terá, em 2012, a sua quinta edição e objetiva, como sugere seu nome, intercambiar experiências entre artistas oriundos da América Latina e o público baiano. E, considerando a gênese de formação desta porção do globo terrestre, o festival ainda programa trabalhos de Portugal e Espanha, tornando, enfim, o evento ibero-americano.  

 

Em 2012, o evento acontece entre os dia 01 e 09 de setembro de 2012, estendendo-se por 13 espaços de Salvador e Lauro de Freitas. Em sua programação,  totalizam-se 60 apresentações. 

 

Nesta edição, além de espetáculo, eventos paralelos acompanharão o festival: o Colóquio Internacional de Recepção Teatral com convidados de Cuba, Estados Unidos, México, Argentina, Rússia, Alemanha, Brasil;  o Nortea 2012 (Núcleo de Laboratórios teatrais do Nordeste); um Mutirão de Critica Teatral e a 1ª Mostra Internacional de Teatro Baiano.

 

Eduardo Okamoto participa do Filte com dois espetáculos solos. No dia 04 de setembro, às 21h, no Teatro Martim Gonçalves, Okamoto apresenta “Agora e na Hora de Nossa Hora”. O solo tem direção de Verônica Fabrini e trata da vida de meninos de rua, especialmente da Chacina da Candelária. Para saber mais sobre o espetáculo, clique aqui.  

 

 

eduardo-okamoto-36Eduardo Okamoto em “Agora e na Hora de Nossa Hora” 

 

No dia 05 de setembro, será apresentado “Eldorado”, também no Teatro Martim Gonçalves, às 18h. O trabalho solo tem dramaturgia de Santiago Serrano e direção de Marcelo Lazzaratto. Na fábula, um homem cego, acompanhado por uma “Menina” busca o seu bom luga: “Eldorado”. Para saber mais, clique aqui.    

 

É nóis no Filte!  

 

Serviço: 
“Agora e na Hora de Nossa Hora” no Filte
Local: Teatro Martim Gonçalves
Endereço: Rua Marechal Floriano, s/n, Canela.
Dia: 04/09/2012
Horário: 21h 
Informações: <http://www.ocoteatro.com.br/2012/programacao_detalhes.aspx?id=17>. 

 

“Eldorado” no Filte
Local: Teatro Martim Gonçalves
Endereço: Rua Marechal Floriano, s/n, Canela.
Dia: 05/09/2012
Horário: 18h 
Informações: <http://www.ocoteatro.com.br/2012/programacao_detalhes.aspx?id=26>. 

Eduardo Okamoto em Maringá

 

 

Eduardo Okamoto participa do Festival de Teatro de Maringá, apresentando “Agora e na Hora de Nossa Hora” e ministrando a oficina “Dramaturgia do Corpo”.

 

O Festival de Teatro de Maringá, em sua primeira edição, é organizado pela Prefeitura de Maringá, SESC e Universidade Estadual de Maringá. O evento acontece de 1 a 16 de junho em espaços diversos da cidade, como o Teatro Calil Haddad, Teatro Barracão, Teatro da UEM, a Praça Raposo Tavares e outros espaços ao ar livre.

 

Eduardo Okamoto apresenta “Agora e na Hora de Nossa Hora”, solo sobre meninos de rua, dirigido por Verônica Fabrini. O espetáculo acaba de ser um dos destaques do 14. Międzynarodowy Festiwal TEATROMANIA, na Polônia. A apresentação acontece no dia 15, às 23h, na Oficina de Teatro da UEM.  Para saber mais sobre o espetáculo, clique aqui.  

 

Depois, no dia 16, das 14 às 18h, Okamoto ministra a oficina “Dramaturgia do Corpo”. Ali, apresenta os princípios fundamentais da criação dramatúrgica de “Agora e na Hora de Nossa Hora” – formulada a partir de repertórios corporais do ator. As inscrições estão encerradas e já não há vagas.   

 

Serviço
“Agora e na Hora de Nossa Hora” em Maringá
Dia 15 de junho, às 23h
Oficina de Teatro da UEM
Ingressos: R$ 10,00 (Inteira) – R$ 5,00 (Meia entrada)
Informações: http://festivaldeteatrodemaringa.blogspot.com.br 

 

Oficina “Dramaturgia do Corpo” em Maringá
Dia  16 de junho, das 14h às 18h
Teatro Calil Haddad, Sala de Dança
Inscrições encerradas  
Informações: (44) 3011-3880 e 3011-5945 

Apresentação de “Agora e na Hora de Nossa Hora” na Polônia

 

Hoje, passada a adrenalina dos preparativos todos, posso dizer: tudo correu bem na apresentação de “Agora e na Hora de Nossa Hora” no 14. Międzynarodowy Festiwal TEATROMANIA, em Bytom, na Polônia. Felicidade!

 

Tivemos, aqui, uma linda equipe, afinada e apaixonada por teatro. Fomos carinhosamente bem recebidos! 

 


Teste de legendas minutos antes de “Agora e na Hora de Nossa Hora”

 

Pela primeira vez, usamos legenda na peça. Havia tensão a este respeito, dois dias antes. Nenhum de nós, brasileiros, poderia checar se havia sincronia entre a fala e o texto projetado em painéis. Mais uma vez, porém, fomos acariciados pela vida: encontrou-se uma tradutora, Agata, que, a despeito de ter apenas 25 anos, fala fluentemente polonês, inglês, espanhol e português! E português do Brasil! Por um ano ela morou em Curitiba e conhecia até mesmo gírias dos meninos de rua.  Assim, tudo funcionou, com os técnicos projetando em duas diferentes direções  os letreiros (uma necessidade pois o espetáculo é concebido como arena, com público em diferentes direções).       

 

Sendo a organização tão carinhosa, a recepção da peça pelo público não poderia ser diferente. Público atento. Havia, disseram-me os organizadores, grande excitação para ver uma produção brasileira. Isto ainda era potencializado por uma certa quebra de expectativa. Assim que se dizia que haveria, na programação, um trabalho do Brasil, logo se pensava nas imagens típicas do país: alegria, samba, carnaval, futebol e lindas mulheres. “Agora e na Hora de Nossa Hora”, porém, trata de uma de nossos maiores problemas sociais – a infância abandonada. “Foi bom conhecer um outro Brasil”, comentou uma espectadora.

 

Felicidade! Estamos realmente felizes por nossa participação no 14. Międzynarodowy Festiwal TEATROMANIA.     

 

 

O que vemos na Polônia: “Dźwiękowiązałka”

 

Estamos na Polônia, onde, na sexta-feira, dia 25, apresentamos “Agora e na Hora de Nossa Hora” no 14. Międzynarodowy Festiwal TEATROMANIA. 

 

Aproveitamos nossa estada para conferir o trabalho de artistas de outros cantos.  Hoje, a curiosa apresentação de Sambor Dudziński, músico e performer polonês que apresentou o espetáculo “Dźwiękowiązałka”. O mult-instrumentista toca, canta e se move pelas ruas do centro da cidade num grande veículo, misto de carroça e bicicleta. Faz mais: improvisa, pedindo que o público sugira textos a serem cantados. Assim, compõe novas obras, misturando referências, textos, canções.

 

 

 

A produtora de “Agora e na Hora de Nossa Hora”, Daniele Sampaio, entrou no jogo e sugeriu a tradicional canção brasileira: “Cai, Cai, Balão”. E Sambor Dudziński improvisou o texto da canção tradicional tendo “Ave Maria”, de Gound, como base. 

  

Hoje, iniciamos os preparativos para a apresentação de “Agora e na Hora de Nossa Hora”: montagem de luz e cenografia. O trabalho deve entrar madrugada adentro.

 

 “Agora e na Hora de Nossa Hora” em Bytom (Polônia)
Teatromania 2012
Mais informações: http://www.teatromaniafestiwal.pl/ 

36 – A Polônia é nóis!

 

Pés na estrada. Em 27 de novembro de 2011, encerramos a primeira fase do projeto “Agora e na Hora de Nossa Hora_18″, realizando, no SESC Pompéia, 18 sessões  de “Agora e na Hora de Nossa Hora” na capital paulista. Ali, eu postava, neste blog, “Um Homem na Estrada”. Assim, emprestava a música dos Racionais Mc´s para indicar que, fechado um ciclo, um novo se abria: a segunda fase do projeto com iguais 18 sessões do trabalho em 07 cidades do interior paulista.  

Em 18 de maio de 2012, concluímos, enfim, os trabalhos do projeto, registrando em andanças os 18 anos da Chacina da Candelária. E, claro, novo ciclo se abre: a participação de “Agora e na Hora de Nossa Hora” no XIV Międzynarodowego Festiwalu Teatromania 2012, na Polônia. Na abertura de tudo, sabemos, movimento; no seu encerramento, igualmente, pés na estrada. Seguimos, caminhando e nos fazendo em nossos caminhos.

 

Na Polônia, a imprensa tem noticiado assim a nossa apresentação: “(…) możemy być pewni, że ten spektakl zapadnie nam na długo w pamięci.” Isto quer dizer mais ou menos o seguinte: “Podemos ficar confiantes de que esse desempenho ficará gravado na nossa memória.” Frio na barriga. Se a minha expectativa é grande, pelo jeito, a responsabilidade também não é pequena.   

 

Que os deuses do teatro estejam conosco! Os poloneses, ao que parece, já estão do nosso lado!