animação

“Hora de nossa hora: o menino de rua e o brinquedo circense” (Editora Hucitec, 2007)

A fundação do projeto “Gepeto – Transformando Sonhos em realidade”. Relata a aplicação do circo na educação não-formal de meninos de rua e as especificidades do projeto: uma oficina de circo sem equipamentos circenses, com uso de materiais alternativos, como sucata. Analisa obstáculos pessoais, institucionais e sociais do trabalho, faz estudo de casos (a oficina na vida de seus participantes), descreve atividades e aponta indicadores de avaliação.

A publicação descreve e analisa a fundação do projeto “Gepeto – Transformando Sonhos em realidade”, em que o ator participou junto aONG ACADEC – Ação Artística para o Desenvolvimento Comunitário.

Relata a aplicação do circo na educação não-formal de meninos de rua e as especificidades do projeto: uma oficina de circo sem equipamentos circenses, com uso de materiais alternativos, como sucata.

Analisa obstáculos pessoais, institucionais e sociais do trabalho, faz estudo de casos (a oficina na vida de seus participantes), descreve atividades e aponta indicadores de avaliação.

Por fim,ainda descreve como a experiência foi sintetizada no espetáculo “Agora e na Hora de Nossa Hora“.

Trecho do livro

“Quando pensava em treinar malabares, ele evitava usar crack. Segundo ele o consumo da droga não permitiria a concentração necessária para o treino. Ele ainda disse que queria treinar malabares só usava maconha. Finalmente, disse que percebia que tinha no malabares uma arma poderosa contra o vicio da droga e que chegava a imaginar que eu treinava ao seu lado a fim de prosseguir por mais tempo sem o uso de crack. Na falta de bolinhas, João inventada malabares com pedras. Ressignificava o local de uso de droga. Sozinho, João imaginava presenças. Na falta, reinventava-se.”

Eduard Okamoto

Orelha do livro

“João é mais um adolescente de rua, mais um incorpóreo. Aquele que está sem peso, pois flutua no limbo de nossa incompetência social. João poderia ser apenas mais um desses sem peso se não fosse ele o inspirador dessa obra: obra rara, obra lírica, obra máquina de guerra de Eduardo Okamoto. Mas essa obra é uma máquina de guerra em um sentido completamente diferente. Ela responde, fura, perfura, trinca, subverte, desconstrói e reflete as questões sociais através da arte e é justamente nesse sentido, e somente nesse, que é uma máquina guerreira: uma guerra de afetos, um rizoma de afetos. A experiência didática circense afeta Eduardo, que afeta João, que afetado responde expressivamente com o espetáculo Agora e na Hora de Nossa Hora, aplaudido no Brasil e no mundo. Esse livro é o relato reflexivo de uma grande experiência pessoal e coletiva das possibilidades sociais da arte cênica. Uma ferramenta imprescindível para os amantes da arte enquanto possibilidade de uma renovação de relações.”

Renato Ferracini