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É ator, Bacharel em Artes Cênicas, Mestre e Doutor em Artes pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP, onde atualmente é docente. 

 

Estuda as relações entre o potencial expressivo do corpo e as suas relações com a produção dramatúrgica: dramaturgia de ator. Esses estudos dialogam com a realidade social, histórica e cultural do Brasil. Assim, formula teoricamente suas práticas criativas como “dramaturgia de ator na intracultura”. Esses trabalhos são desenvolvidos em diálogo com diversos pesquisadores, entre eles: Newton de Souza, Suzi Frankl Sperber e Lume Teatro, Verônica Fabrini, Marcelo Lazzaratto. 

 

Eduardo Okamoto / fev 2017Foto: Fernando Stankuns

 

Em 2004, como resultado destes estudos, estreia seu primeiro solo: “Agora e na Hora de Nossa Hora”, dirigido por Verônica Fabrini. O trabalho foi apresentado em alguns dos principais festivais de teatro do Brasil e também no exterior: Espanha (2006 e 2013), Suíça (2006), Kosovo (2007), Marrocos (2008) – onde recebeu o prêmio de Melhor Interpretação Masculina do Festival Internacional de Expressão Corporal Teatro e Dança de Agadir -, Escócia (2011) e Polônia (2012). 

 

Em 2009, estreia o seu segundo solo, “Eldorado” – com dramaturgia do argentino Santiago Serrano e direção de Marcelo Lazzaratto. Pela sua atuação, Okamoto foi indicado ao Prêmio Shell como Melhor Ator. Neste mesmo ano, é contemplado com o Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo para circular com o projeto “‘Eldorado’ rumo à Eldorado”, percorrendo as cidades visitadas durante a pesquisa de campo durante a criação do espetáculo: Miracatu, Cananéia, Iguape e Eldorado. 

 

Em 2010, recebe o Prêmio Myriam Muniz, do Ministério da Cultura do Brasil, que financia uma mostra com o repertório de seu trabalho (dois solos, espetáculo sob sua direção, curso, demonstração de processo de criação e lançamento de livro) em cinco capitais brasileiras: Natal, Belém, Goiânia, Belo Horizonte e Porto Alegre. 

 

Ainda em 2010, estreia “Chuva Pasmada”, em parceria com o Grupo Matula Teatro, nomeado a outra distinção: Melhor Elenco no Prêmio Cooperativa Paulista de Teatro.Ainda neste ano, é contemplado com o Prêmio PROCULTURA 2010, em parceria com outros 3 coletivos teatrais, para a circulação de obras teatrais baseadas no escritor moçambicano.  

 

Em 2011, ano em que a Chacina da Candelária completou 18 anos – o exato tempo em que o brasileiro atinge a maioridade, seu suposto amadurecimento, enfim -, é novamente contemplado com o Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo com o projeto “Agora e na Hora de Nossa Hora_18!”, onde circulou por 7 cidades paulistas em 18 sessões. 

 

Além destes trabalhos, já participou de elencos de diversos espetáculos, destacando-se: “Vizinhos do Fundo” (2002), “Versão Vida Cruel” (2003) e “Mr. K e os Artistas da Fome” (2004), dirigidos por Verônica Fabrini; “Gosto de Terra” (2005), com direção de Lara Rodrigues; “Parada de Rua” (2008), espetáculo do Lume Teatro com direção do próprio grupo e de Kai Bredholt, do OdinTeatret;  “A Tragédia de Romeu e Julieta”, com direção de Marcelo Lazzaratto (2009). 

 

É ator convidado em “Recusa”, espetáculo da Cia Teatro Balagan, dirigido por Maria Thaís, cuja estreia ocorreu em 2012. O trabalho teve 5 indicações para o Prêmio Shell (incluindo a de Melhor Ator para Eduardo Okamoto e Antônio Salvador) e 6 indicações para o prêmio Cooperativa Paulista de Teatro (incluindo a categoria Melhor Elenco). Além disto, Okamoto e Salvador receberam o Prêmio APCA 2012 como Melhores Atores de Teatro.  

 

Em 2014, é mais uma vez agraciado pelo Prêmio Myriam Muniz, do Ministério da Cultura do Brasil, que financia seu mais novo solo:  “OE”. O trabalho é inspirado na obra do escritor japonês Kenzaburo Oe, tem direção de Marcio Aurelio e dramaturgia inédita de Cássio Pires. Com o financiamento do prêmio, realiza ensaios abertos e pré-estreias do espetáculo em São Paulo, Americana e Campinas. Em março de 2015, o trabalho estreia na Mostra do Festival de Teatro de Curitiba.    

 

Em 2017, estreia o seu primeiro trabalho para crianças: “O Dragão de Fogo”, com direção de Marcelo Lazzaratto e dramaturgia de Cássio Pires. 

 

Eduardo Okamoto ainda atua no campo da pedagogia, lecionando cursos de curta duração, projetos sociais (com crianças, adolescentes, idosos, líderes do orçamento participativo de Campinas e população de rua), no ensino formal e em curso profissionalizante de teatro. Já foi professor dos cursos de formação de atores da Universidade Federal de Santa Maria e da Escola Superior de Artes Célia Helena. 

 

A partir da sua experiência didática com meninos de rua, escreveu o livro “Hora de Nossa Hora: o menino de rua e o brinquedo circense”, publicado pela Editora Hucitec (2007). 

 

Desenvolve ainda trabalhos de preparação de atores, como na criação de “Bandido é quem Anda em Bando” (2011), da Cia dos Inventivos, no espetáculo “Hangar 14” (2007), de Paulo Braz, e na orientação de interpretação dos espetáculo do Módulo Aldeia FIT do Festival Internacional de Teatro de São José do Rio Preto (2008).  

 

Já realizou trabalhos para a TV Cultura (a minissérie “João Miguel” e o especial “A Cidade que nasce na Luz”). Atuou também curtas-metragens, destacando-se “Natureza Morta”, de Bruno Jorge (para ver o trailer clique aqui). Pelo canal AXN, atuou na série “Santo Forte”, produzido pela Moonshot Pictures.