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O que vemos na Polônia: “Nieskończona Historia”

 

A última apresentação que vimos no 14. Międzynarodowy Festiwal TEATROMANIA – onde, no dia 25 de maio, apresentamos “Agora e na Hora de Nossa Hora” – foi „Nieskończona Historia.” – em português remete a algo como “História Infinita”. O espetáculo é dirigido por Piotr Cieplak (que, segundo me disseram, é um dos mais respeitados diretores poloneses da atualidade), à frente da companhia estatal do Teatr Powszechny im, de Varvósvia.

 

A fábula do espetáculo é simples: residentes de um mesmo conjunto habitacional, depois da morte de uma antiga moradora, reúne-se numa área comum (espécie de salão comunitário) e indagam-se sobre limites de vida e morte. O que interessa, parece, é menos o que se conta e mais o como se conta. Um conjunto afinado de atores, em incrível coro, não apenas “encarnam” personagens, mas ajudam, a narrar a fábula em composições diversas, com bonitas partituras corporais e vocais.

 

Por muitos aspectos o trabalho me remeteu às criações do célebre diretor polonês Tadeusz Kantor – especialmente à sua “Classe Morta”: a movimentação dos atores, próxima a de marionetes; a composição atoral mais afeita ao coro que a criação de sujeitos como indivíduos; um ator-personagem por diversas vezes atuando com uma espécie de regente em cena.   

   

 

Depois do espetáculo, arrumamos nossas malas e, enfim, voltamos ao Brasil. Foram seis dias entre preparativos para uma apresentação “Agora e na Hora de Nossa Hora”, intercâmbio com outros artistas, muita conversa. Vimos seis performances de espetáculos poloneses. E, claro, já sentimos muita, muita saudade!  Dias intensos, inesquecíveis.  

  

 

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