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Não são R$0,20!

Um senhor vai a um dos telejornais de maior audiência no país para protestar contra um protesto: aquele que se opõe ao aumento da tarifa do transporte público de São Paulo. Segundo ele, trata-se de um movimento de classe média – e não de trabalhadores, como se poderia supor – , que se apóia num discurso “caricato” de “velha esquerda” para recusar o aumento de apenas R$0,20 (por matemática simples e considerando-se 30 dias no mês sabe-se que o aumento não é de centavos). Assim, ele acaba defendendo a ação do prefeito no aumento da passagem: um intelectual filiado a um partido de esquerda! O atabalhoamento do raciocínio (que só não é mais absurdo que a ação do prefeito que deu origem a tudo isso e, sendo de esquerda, deveria defender e não atentar contra os interesses dos trabalhadores) só revela uma coisa: a organização popular tira o sono de muita gente!

 

Em apenas uma coisa estamos de acordo: ninguém, nem nas ruas e nem no telejornal, vale R$0,20. A vida humana, digo, a sua dignidade, não se mede em valores monetários, sejam eles quais forem.

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