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Guia da Folha: “Baseada em lenda chinesa, peça ‘O Dragão de Fogo’ brinca com imaginário”

Num cenário desabitado de elementos, dois trabalhadores encontram um desenho feito por um menino. Sem ver a concretude das linhas e as cores da criação, adentramos aquela paisagem na peça O Dragão de Fogo.

 

É assim que a montagem, dirigida por Marcelo Lazzaratto, nos transporta já no início para as paragens de uma fábula chinesa, adaptada por Cássio Pires. Nela, um menino desenhista é escolhido para enfrentar um dragão que despertou do sono profundo e anda queimando o arrozal de sua vila.

 

Em seu minimalismo, a peça convoca o imaginário numa época em que, muitas vezes, há excessos em narrar, mostrar e pontuar. O cenário de Alan Chu e Cristina Sverzuti, por exemplo, cria cartografia com poucos detalhes, enquanto o figurino, comedido no uso de cores, tem a sofisticação do estilista Fause Haten.

 

Nada no espetáculo é exagerado. É assim também na interpretação de Eduardo Okamoto, que tem a severidade do soberano que sorteia quem será escolhido a enfrentar o dragão e a leveza do sábio menino que aceita sem questionar seu destino.

 

O universo oriental se descortina em movimentos precisos, inspirados no kung-fu, e minuciosamente desenhados pela atriz Luciana Mizutani.

 

No caminho, o protagonista encontra seu parceiro, um rato medroso interpretado por Ésio Magalhães. Juntos, o menino e seu amigo enfrentam as missões do dragão. Fazia tempo que não se brincava tanto de imaginar no teatro infantil.

 

Avaliação: muito bom
Indicação da crítica: a partir de 5 anos

 

*Fonte: http://guia.folha.uol.com.br/crianca/2017/06/critica-baseada-em-lenda-chinesa-peca-o-dragao-de-fogo-brinca-com-imaginario.shtml

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