animação

Pedrinha é um sobrevivente da Chacina da Candelária: escondido sobre a banca de jornal, ele assistiu ao assassinato de oito meninos de rua. Ao narrar os acontecimentos da madrugada, Pedrinha revela uma sociedade que nega até a morte os meninos de rua!

“Agora e na hora de nossa hora” coloca no centro da cena a “cidade invisível”. Todos os dias passamos por ela, mas não a percebemos. Nessa cidade, vivem meninos de rua e também mal os notamos.

A cena recria o cotidiano de um desses meninos: um sobrevivente que luta, ama, se esconde, fuma crack, vive. A trajetória de Pedrinha se desenrola de maneira delicada, poética, acompanhada de viola erudita.

Ainda que encene um acontecimento histórico, o espetáculo não se restringe ao documentário. A pesquisa incluiu a observação de meninos de rua em Campinas, Rio de Janeiro e São Paulo e a inspiração em “Macário”, conto de Juan Rulfo. A nossa estória muda a história na busca de que um dia, ela não mais se repita.

Acompanha o espetáculo uma exposição de desenhos e fotos do processo de criação, iniciado com a realização de oficinas de arte com meninos de rua do projeto “Gepeto”, em Campinas. O projeto é descrito no livro “Hora de nossa hora”, de Eduardo Okamoto (Editora HUcitec, 2007).

Por sua atuação, Eduardo Okamoto recebeu diversos prêmios, incluindo o de Melhor Interpretação Masculina, no Festival Intercanional de Expressão Corporal, Teatro e Dança de Agadir, no Marrocos.

imagens

ficha tecnica

Criação e atuação
Eduardo Okamoto

Direção
Verônica Fabrini

Assistência de direção
Alice Possani

Pesquisa e execução musical
Paula Ferrão

Música
“Bachianas Brasileiras no 5”, Heitor Villa Lobos

Treinamento de ator
LUME Teatro

Iluminação
Marcelo Lazzaratto

Fotografia
João Roberto Simioni e Jordana Barale

Orientação
Suzi Frankl Sperber e Renato Ferracini

Produção
Daniele Sampaio

Duração
60 min

video

critica

“Formidabile interpretazione del giovane attore Eduardo Okamoto, che con la sua fisicità riesce ad appoggiarsi all ´incompresione linguística per far passare le emozioi piú profonde ”
Erik Bernsaconi
El Corrieri del Ticino (Suíça), 27/10/2006

“Uma fábula sobre infância abandonada.”
Beth Néspoli
O Estado de São Paulo, 23/02/2006

“Uma montagem capacitada para mudar o mundo.”
Sérgio Sálvia Coelho
Folha de São Paulo, 24/07/2006

“Uno de los espectáculos más destacados del Festival Internacional de Teatro de Santiago de Compostela.”
Alexis Fálcon
La Voz da Galícia (Espanha), março de 2006

“A Ilustrada escolhe: “Agora e na hora de nossa hora”. Eduardo Okamoto comunica a dor e o desassombro dos meninos nos becos da vida.”
Valmir Santos
Folha de São Paulo, março de 2006

“No centro da cena, o ator Eduardo Okamoto nos espanta com a bela recriação do cotidiano. Reconstruiu ao longo do seu trabalho a corporeidade de quem vive à margem do conforto físico ou espiritual. Sob a direção de Verônica Fabrini, reuniu um pouco de tudo o que observou e criou um personagem único, que desperta um misto de medo e compaixão.”
Carlota Cafieiro
Correio Popular, 24/05/2004