animação

Eduardo Okamoto é ator-convidado em “Recusa”, espetáculo da Cia Teatro Balagan dirigido por Maria Thais. Para informações completas sobre o espetáculo, clique aqui

Recusa começou a ser desenhado a partir do interesse despertado pela notícia veiculada no Jornal Folha de S. Paulo, em 16 de setembro de 2008 sobre o aparecimento de dois sobreviventes, índios Piripkura – etnia considerada extinta há mais de vinte anos. Viviam nômades, perambulando por fazendas madeireiras no noroeste do Mato Grosso, próximo ao município de Ji-Paraná, em Rondônia, e ambos se recusavam a estabelecer qualquer contato com os brancos. Foram encontrados porque suas gargalhadas ressoaram na floresta e chamaram atenção: eles riam das histórias que contavam um ao outro enquanto davam conta de comer a caça recém abatida.

Recusa é narrado, cantado, por dois olhares e seus múltiplos: dois índios Piripkura; dois heróis ameríndios, Pud e Pudleré, criadores dos seres; um padre que foi engolido por uma onça que resolveu morar dentro de um lugar inesperado; um fazendeiro que matou um índio e o mesmo índio que o matou, por uma cantora que se perde na mata, por Macunaíma e seu irmão, os heróis dos Taurepang, e outros tantos.

imagens

ficha tecnica  

Ficha Técnica na Íntegra Dramaturgia: Luis Alberto de Abreu

Encenação: Maria Thaís

Atuação: Antonio Salvador e Eduardo Okamoto (ator convidado)

Cenografia e Figurino: Márcio Medina

Direção Musical: Marlui Miranda

Iluminação: Davi de Brito

Preparação de Butoh: Ana Chiesa Yokoyama

Assistência de Direção: Gabriela Itocazo

Assistência de Cenografia: César Santana

Assistência de Iluminação: Vânia Jaconis

Operação de Luz: Bruno Garcia

Administração: Deborah Penafiel

Produção Executiva: Norma Lyds

Costureira: Judite de Lima

Fotografia Material Gráfico e Divulgação: Ale Catan

Assessoria de Imprensa: Adriana Monteiro | Ofício das Letras

Projeto Gráfico: daguilar.com.br

Direção de Produção: Daniele Sampaio

Duração: 80 min

Classificação Etária: 12 anos

critica

Perturbador mergulho da Cia Balagan nas raízes do Brasil. O espetáculo integra a lista de 10 acontecimentos culturais na área de teatro que agitaram o ano no Brasil.
Maria Eugênia de Menezes – jornal O Estado de São Paulo

A direção musical de Marlui Miranda propiciou que os intérpretes assimilassem cantos de diversas etnias, sempre apresentados nas línguas originais, o que torna seus desempenhos um recital de musica acústica.
✪✪✪✪ Luiz Fernando Ramos – Folha de São Paulo

É uma encenação rigorosa, visualmente de impacto, com intérpretes precisos. Thaís reafirma sua qualidade como encenadora, e além disso revela dois atores de especial grandeza.
Nelson de Sá – Cacilda Blog de Teatro

Pleno da espantosa entrega dos atores, o espetáculo de narrativa não linear se ampara em econômicos recursos cenográficos desenhados por Márcio Medina, também fundador do grupo.
Alvaro Machado – Revista Carta Capital

É preciso que atores e plateia recusem o teatro e internalizem a cultura ameríndia para só então chegarem à síntese que transmita a filosofia ameríndia da melhor forma possível.
Paulo Fávari – Blog Meu Copo de Café

A justeza do olhar da Maria Thaís e a excelência da arquitetura verbal de Luís Alberto de Abreu encontra dois
corpos. No encontro dessas habitações palafitadas, a voz de alguma coisa inominável. Arrebatamento, dizem.
Outros, ainda mais superlativos, preferem palavras como estremecimento, desassossego, desorientação. Eu penso que a única coisa a ser dita é silêncio.
Lucas Mayor – blog lucasmayor

É implicita a grandeza do que o espetáculo expõe: não faz proselitismo da causa indígena, apenas debulha suas belezas, suas alegrias, sem exagerar as triztezas trazidas pelo contato com os brancos.
Miguel Anunciação – jornal Hoje em Dia

premios

Prêmio Shell de Teatro 2012
Melhor Direção: Maria Thais
Melhor Cenário: Márcio Medina

Prêmio APCA – Associação Paulista dos Críticos de Arte 2012
Melhor Ator: Antonio Salvador e Eduardo Okamoto

Prêmio Cooperativa Paulista de Teatro 2012
Melhor Espetáculo de Sala Convencional
Melhor Projeto Sonoro: Marlui Miranda

Prêmio FITA – FESTA INTERNACIONAL DE TEATRO DE ANGRA 2013
Melhor Cenário: Márcio Medina

06 Indicações

Prêmio Shell de Teatro 2012: Ator e Música
Prêmio CPT 2012: Dramaturgia, Direção, Elenco, Projeto Visual