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Diário da Amazônia: Balagan traz “Recusa” em maio para a Capital

 

A Companhia de Teatro Balagan, durante os dias 3 e 4 de maio próximos, em Porto Velho, apresentam o espetáculo “Recusa”. O evento está programado para acontecer no Sesc Esplanada em três sessões: dia 3 às 20h; dia 4 às 10:30 e às 20h. Recusa, mergulha na cosmovisão ameríndia, nas relações de encontro, estranhamento, trocas e negociações estabelecidas entre esses diversos seres, mundos e a cultura branca. O espetáculo estreou em 4 de outubro de 2012 inaugurando a programação teatral da Sede Roosevelt da SP Escola de Teatro, na Praça Roosevelt em São Paulo.

 

O PROJETO

O projeto Recusa nasce em 2009 quando atores, diretora, dramaturgo, preparadora corporal e cenógrafo, instigados pela notícia “Funai recorre à Procuradoria para proteger área de 2 índios isolados”, deram início a um diálogo com antropólogos e estudiosos da cultura ameríndia, com o desejo de desenvolver um processo criativo a partir desse universo. Publicada nos jornais em 2008, a notícia mencionava o aparecimento de dois índios Piripkura, etnia considerada extinta há mais de 20 anos.

 

Durante todo o processo de criação a Cia Teatro Balagan, através dos Estudos Cênicos – composições cênicas elaboradas a partir de narrativas míticas ameríndias, estudos etnográficos, discursos políticos sobre as condições de terras ocupadas por povos indígenas, obras literárias, cantos e poesia ameríndia – tornou público, na Casa Balagan, o resultado da sua investigação.

 

Em fevereiro de 2011, a Cia realizou uma pesquisa de campo em Rondônia com o povo indígena Suruí Paiter, estabelecendo com eles uma troca cultural que vem se desdobrando em outros projetos.

 

A partir de 2011, a pesquisa desenvolve-se a partir dos roteiros dramatúrgicos que experimentam os modos de narração, a sonoridade e outros modos de construção verbal (como a desestruturação da língua portuguesa, quando falada pelos indígenas). Exploram também cantos de diversos povos indígenas, que fundamentam a linguagem e são eixos que guiam a criação, permitindo que mundos distintos interpenetrem-se, que múltiplos pontos de vista encontrem-se e alguns seres, como os espíritos, os animais e as coisas, expressem-se.

 

Em 1999, o grupo estreou o primeiro espetáculo, Sacromaquia (1999/2000). Desde então, foram criadas outras quarto obras: A Besta na Lua (2002/2004), Tauromaquia (2004/2006), Západ – A Tragédia do Poder (2006/2007), Prometheus – a tragédia do fogo (2011/2013) e Recusa (2012/2013). Em 2007 e 2008, realizou o projeto Do Inumano ao mais-Humano, que integrava duas ações de formação: uma voltada aos artistas da Cia e outra, o Formação do Olhar para o Teatro, voltada para aos espectadores.

 

Atualmente, a Balagan mantêm em repertório dois espetáculos: Prometheus – a tragédia do fogo e Recusa que, como outras ações desenvolvidas na Casa Balagan, integram o projeto Recusa e Prometeu: uma simetria invertida, contemplado na XIX edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo.

 

* Fonte: http://www.diariodaamazonia.com.br/balagan-traz-recusa-em-maio-para-a-capital/

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