animação

La Voz de Vigo: La Mostra Universitaria de Teatro homenajea a Vidal Bolaño

JORGE LAMAS

 

La XV Mostra Internacional de Teatro Universitario, Miteu, rinde homenaje al autor gallego Roberto Vidal Bolaño, a quien este año se le dedica el Día das Letras Galegas, representando su obra Animaliños. Será la compañía de Teatro de la Universidade de Santiago de Compostela de Lugo, dirigida por Paloma Lugilde, la encargada de abrir la Miteu el miércoles a las 18.30 horas en el teatro del campus universitario de Vigo, que también lleva el nombre del dramaturgo gallego. Animaliños cuenta como una plaga de caracoles acaba con la pacífica convivencia en una urbanización de chalés adosados. A partir de ese momento, el espectador tiene ocasión para la risa pero también para la reflexión. Pero no será la única obra Bolaño presente en la actual edición de la Mostra. Propietarios, la obra desarrollada por el Aula de Teatro do Campus de Vigo, llegará al mismo escenario el 24 de abril. Esta obra fue el último montaje de Vidal Bolaño.

 

La Mostra se completará con la presencia del Aula Universitaria de Teatro de Ourense, que pondrá en escena la obra Suicidio colectivo con encanto, el 10 de abril. Como ya ocurriera en la anteriore edición, la Miteu intercalará los escenarios del Campus de Vigo y el auditorio municipal del Concello de Vigo, ya que se pretende acercar el teatro universitario a toda la población. En este último escenario, aunque falta por confirmar el nombre de la compañía que abrirá la parte internacional de la Miteu, el 17 de abril, a las 21 horas, se podrá ver la obra Agora e na hora da nossa hora, de la compañía brasileña Eduardo Okamoto. Al día siguiente en el mismo escenario y a la misma hora, la compañía argentina Fervor en Buenos Aires representará Gemma Suns.

 

La Mostra Internacional de Teatro Universitario presenta sólidas formaciones teatrales nacidas en los campus de Galicia, y de fuera. La Vicerreitoría de Extensión Universitaria, organizadora de la Mostra, apuesta por la presencia activa del teatro entre el estudiantado como un gesto de transmitir valores y conocimiento. La entrada a todas las funciones de la Miteu es libre hasta completar el aforo.

 

* Fonte: http://www.lavozdegalicia.es/noticia/vigo/2013/03/18/mostra-universitaria-teatro-homenajea-vidal-bolano/00031363618698071903813.htm

 

 

Estadao: L´Illustre Molière e Recusa: consagrados no prêmio Shell

AE – Agência Estado

 

Grupos e artistas pouco conhecidos do público foram os maiores contemplados pela 25.ª edição do prêmio Shell de Teatro. Em 2012, a produção alternativa já havia sido destacada. Neste ano, porém, a tendência parece ter se acentuado entre o júri, que trouxe várias companhias jovens – e ainda não consagradas – entre os indicados.

 

Sem um grande vencedor, a premiação lançou luzes sobre duas montagens vistas no ano passado. L´Illustre Molière levou para casa três troféus: melhor ator, para Guilherme Sant´Anna. Música, para Fernanda Maia, e figurino, para Zé Henrique de Paula. Já Recusa, da companhia Balagan, mereceu dois prêmios: melhor direção, para Maria Thais, e cenário, para Márcio Medina.

 

Diversos títulos que se destacaram na última temporada não figuravam entre os indicados. Outros, embora lembrados, concorreram apenas nas categorias técnicas. Sem indicações nos quesitos principais, o novo espetáculo do Teatro da Vertigem, Bom Retiro, 958 Metros, levou apenas o prêmio de melhor iluminação – sua única indicação – para Guilherme Bonfanti.

 

Houve também prêmios que chegaram com atraso de um ano. Na última edição, Lavínia Pannunzio concorria como melhor atriz por dois espetáculos. Apesar do favoritismo, não ganhou. Neste ano, foi finalmente consagrada com a estatueta por sua interpretação na peça Um Verão Familiar.

 

Na categoria de melhor autor, os jurados decidiram apostar em um representante da nova dramaturgia. Alexandre Dal Farra recebeu o troféu por Mateus 10, seu quinto trabalho com o grupo Tablado de Arruar. O texto joga com referências literárias como Crime e Castigo, de Dostoievski. E foca a transformação de um pastor evangélico após descobrir um trecho bíblico.

 

Os artistas da nova geração voltaram a ser reconhecidos na categoria especial. O jovem diretor Eric Lenate figurava entre os indicados. Os jurados, porém, preferiram consagrar o trabalho do veterano Lume. O grupo sediado em Campinas completa 28 anos de trabalho ininterrupto. “Agradecemos a todos os mestres que tivemos durante esses anos, que sempre nos puxaram o tapete e nunca deixaram que nos acomodássemos em um único lugar”, disse o ator Jesser de Souza.

 

Vários dos premiados não estiveram presentes à cerimônia, comandada pelas atrizes Beth Goulart e Nicette Bruno. Os vencedores de melhor direção, ator e atriz tiveram que ser representados na hora de receber os troféus. A concorrência com o prêmio da APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte, que acontecia no mesmo dia e horário, talvez ajude a explicar as ausências. Cada vencedor recebe uma escultura em metal, do artista plástico Domenico Colabrone, e R$ 8 mil.

 

*Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,lillustre-moliere-e-recusa-consagrados-no-premio-shell,1008626,0.htm

Folha de SP: Prêmio Shell de SP destaca montagens feitas por coletivos

 

 

GUSTAVO FIORATTI
DE SÃO PAULO

 

O Prêmio Shell de São Paulo refletiu a consolidação das companhias estáveis no cenário da capital. A premiação realizada na terça-feira (12) mostrou que têm mais chances de concorrer ao prêmio (e ganhá-lo) os trabalhos propostos por coletivos.

 

O espetáculo que mais arrebatou prêmios, por exemplo, tem texto escrito a seis mãos: Sandra Corveloni, Lara Hassum e Mateus Monteiro, com base em peças e na biografia de Molière (1622-1673), escreveram “L’Illustre Molière”. Dirigida por Corveloni, a peça da Companhia D’Alma levou troféus nas categorias melhor ator (Guilherme Sant’Anna), figurino (Zé Henrique de Paula) e música (Fernanda Maia).

 

Ao lado de “L’Illustre Molière”, a peça “Recusa”, da Cia de Teatro Balagan, era a outra favorita da noite, com quatro indicações. Acabou levando dois troféus: Maria Thaís foi laureada como melhor diretora, e Márcio Medina, como melhor cenógrafo.

 

  Editoria de Arte/Folhapress  

 

A premiação destes dois nomes coloca em evidência não apenas o trabalho de cada um deles, mas a parceria estabelecida há mais de dez anos. Quem acompanhou a trajetória da Balagan sabe como o trabalho de Medina se combina com o de Thaís em sistema de coautoria.

 

O mesmo se aplica à iluminação de Guilherme Bonfanti, vencedor na categoria melhor iluminação por seu trabalho em “Bom Retiro 958 metros”. Bonfanti está longe de ser um coadjuvante nas concepções do Teatro da Vertigem. Ele é um dos pilares da companhia, ao lado do diretor Antônio Araújo (não mencionado pela premiação).

 

Além de Araújo, a edição do prêmio deixou de destacar alguns nomes colocados em evidência pela crítica no ano passado. Entre eles, Roberto Alvim e Juliana Galdino, que propuseram dois projetos de fôlego: “Peep Classic Ésquilo”, encenação das tragédias de Ésquilo, e uma mostra de encenações a partir de textos escritos por oito jovens autores. Fez falta.

 

A cerimônia foi conduzida pelas atrizes Beth Goulart e Nicette Bruno. Mãe e filha, no final da festa, deram voz à homenagem prestada a Ieda Ferreira, camareira com mais de 50 anos nos bastidores do teatro brasileiro.

 

*Fonte:  http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1245575-premio-shell-de-sp-destaca-montagens-feitas-por-coletivos.shtml

 

 

Selecionados para Curso de Elaboração de Projetos Culturais

 

Abaixo a relação de selecionados para o curso “ELABORAÇÃO DE PROJETOS CULTURAIS“, ministrado por Daniele Sampaio, no SESC Campinas. A oficina será realizada nos dias 23 e 24/03 (sábado e domingo) das 10h às 17h. Para confirmar a inscrição no curso, os selecionados devem enviar um e-mail até 18/03, reafirmando seu interesse,  para <contato@danielesampaio.com>. 

 

Nesta mensagem, é importante que o selecionado informe o nome que deverá constar no certificado do curso.

 

Lista de selecionados:
1-    Andrea Desiderio  
2-    Bruno Lelis
3-    Carol Vidotti
4-    Cassandra Ormachea
5-    Déborah Ascenção
6-    Diogo Angeli Theotonio
7-    Elaine Vilela
8-    Emilene Gutierrez
9-    Gabriel Coelho
10- Gláucia Costa Neves
11- Joice Portes
12- Júlica Scherer Sadi
13- Luciana Taynã P. Paschoini S. de Faria
14- Luiz Filipe Peña Gomes
15- Luiza Moreira Salles
16- Marana Delboni
17- Regina Fabiana Pantarotto
18- Stella Zagatto Paterniani

 

Caso alguma vaga não seja confirmada até o dia 18/03, serão convocados nomes da lista de espera, em 19/03. Abaixo, os primeiros 5 pré-selecionados na lista de espera.

 

Lista de pré-selecionados:
1-    Raquel Bedê
2-    Mariana Schiezaro
3-    Edson Buscarate
4-    Humberto Tozze
5-    Thayse Lucas Guedes De Souza

 

“Recusa” no CIT-ECUM

 

 

“Recusa” no Itaú Cultural

 

 

Curso de Elaboração de Projetos Culturais com Daniele Sampaio

 

Daniele Sampaio ministrará curso sobre “Elaboração de Projetos Culturais”, no SESC Campinas. O curso oferece noções gerais de produção e gestão de projetos culturais nas Artes Cênicas, priorizando os processos de elaboração, execução e pós- produção de trabalhos viabilizados pelo edital ProAC – Programa de Ação Cultural do Governo do Estado de São Paulo. Para tanto, o curso se pautará em atividades teóricas e práticas, problematizando questões tocantes à relação entre o processo de criação e a sua administração. Assim, tanto quanto fornecer instrumental para o aluno-participante viabilizar projetos culturais, espera-se contribuir para ao seu processo de formação como agente social da cultura.

 

O curso é gratuito. Os interessados deverão enviar uma carta de interesse para entre 01 e 10 de março. No dia 13, será publicada a lista com os selecionados e a lista de espera nos sites <www.danielesampaio.com> e <www.eduardookamoto.com> .

 

Serviço

Curso de Elaboração de Projetos Culturais com Daniele Sampaio
23 e 24 de março, das 10h às 17h, no SESC Campinas
Endereço: Rua Dom José I, 270/333. Bonfim. Campinas – SP
Informações: 19 3737.1500
INSCRIÇÕES GRATUITAS

Estadão: CPT Premia os Melhores de 2012

 

O Estado de S.Paulo

 

A Cia. São Jorge de Variedades foi a grande vencedora do prêmio CPT, da Cooperativa Paulista de Teatro. Em cerimônia realizada na segunda à noite, no Galpão do Folias, o grupo conquistou três premiações para o espetáculo Barafonda: venceu nas categorias dramaturgia, direção e trabalho apresentado na rua. Na categoria espetáculo apresentado em sala convencional, quem venceu foi a montagem Recusa, da cia. Balagan. A criação mereceu ainda o troféu de melhor projeto sonoro, conduzido pela diretora musical Marluí Miranda. O espetáculo Bom Retiro 958 Metros, do Teatro da Vertigem, foi lembrado por ter o melhor projeto visual.

 

 *Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,cpt-premia-os–melhores-de-2012–,1002136,0.htm

“Recusa” no Prêmio CPT

 

Na noite da última segunda-feira o Galpão do Folias fiou pequeno para tanta gente. Lá aconteceu a festa de entrega do Prêmio CPT 2012, que nesta quinta edição teve 16 categorias. O prêmio contempla a produção teatral feita ao longo do ano com foco nos trabalhos coletivos.

 

A festa começou com as Clarianas apresentando três de suas músicas para em seguida o Grupo 59, encarregado da apresentação do prêmio, tomar conta do palco com suas personagens. E assim, um a um, os troféus foram sendo retirados do móbile e entregues ao seus donos.

 

Os grupos mais premiados foram a Cia São Jorge de Variedades e da Cia Teatro Balagan, por Barafonda e Recusa, respectivamente. Para outros grupos foi uma surpresa. É o caso da Cia do Fubá, que levou o prêmio de “trabalho para platéia infanto-juvenil”: “Se soubesse, teria feito discurso”, falou a sorridente Fernanda Gama.

 

Grupos fora de São Paulo também foram contemplados. São os casos do Teatro do Kaos, de Cubatão, e do Telhado Cultural Engasga Gato, de Ribeirão Preto.

 

No final da premiação houve uma homenagem aos artistas mortos entre o ano passado e o começo deste ano: Abrahão Farc, Alcione Araújo, Clóvis Garcia, Fernando Peixoto, Flávio Bianconi (Azedinho), João Otávio, Hedy Siqueira, Marcelo Violla, Tiago Klimeck, Valter Padgurschi e Walmor Chagas. Pouco antes, no entanto, o Tablado de Arruar emocionou a plateia ao dedicar o prêmio de “trabalho apresentado em espaços não-convencionais” a João Otávio, ex-diretor do grupo.

 

Acabou a cerimônia mas não a festa. Com o calorão que fazia naquela noite de segunda, os artistas ainda ficaram conversando e bebendo na rua Ana Cintra por mais um bocado de tempo.

 

***

 

Saiba quais foram os vencedores:

 

1 – Dramaturgia: criação individual ou coletiva em espetáculo apresentado em sala convencional, rua ou espaço não convencional

“Coletiva” por “Barafonda”, Cia São Jorge de Variedades

 

2 – Direção: criação individual ou coletiva em espetáculo apresentado em sala convencional, rua ou espaço não convencional

“Coletiva” por “Barafonda”, Cia São Jorge de Variedades

 

3 – Elenco: em espetáculo apresentado em sala convencional, rua ou espaço não convencional

Brava Companhia, por “Corinthians, meu amor – segundo Brava Companhia, uma homenagem ao Teatro Popular União e Olho Vivo”

 

4 – Trabalho apresentado em sala convencional

“Recusa”, da Cia de Teatro Balagan

 

5 – Trabalho apresentado em rua

“Barafonda”, da Cia São Jorge de Variedades

 

6 – Trabalho apresentado em espaços não convencionais

“Mateus,10”, Tablado de Arruar

 

7 – Trabalho para platéia infanto juvenil: apresentado em sala convencional, rua ou espaço não convencional

“A Menina Lia”, Cia do Fubá

 

8 – Grupo ou Companhia revelação: do interior, litoral ou capital do Estado

Grupo Teatral Parlendas

 

9 – Trabalho apresentado no interior e litoral paulista: em sala convencional, rua ou espaço não convencional

“A Falecida”, Teatro do Kaos (Cubatão-SP)

 

10 – Projeto Visual: compreendendo a integração orgânica entre os elementos plásticos e visuais do espetáculo e sua realização cênica – iluminação, cenografia, figurino, adereços e maquiagem

“Bom Retiro 958 Metros” – Direção: Antônio Araújo. Desenho de luz: Guilherme Bonfanti, Direção de Arte: Amanda Antunes e Carlos Teixeira, Figurinos: Marcelo Sommer, Coordenação de figurinos: Kassia Garcia, Imagem: Grissel Piguillem e Midiadub. Teatro da Vertigem

 

11 – Projeto Sonoro: compreendendo a integração orgânica entre os elementos sonoros do espetáculo e sua realização cênica – palavra, canto, trilha original ou adaptada, arranjos e sonoplastia

“Recusa” – Cia. Teatro Balagan

Direção musical: Marluí Miranda

 

12 – Ocupação de espaço: compreendendo sala convencional, rua ou espaços não convencionais, no interior, litoral ou capital do Estado

Companhia Teatro de Heliópolis “O Dia em Túlio Descobriu a África” – Ocupação da Casa de Teatro Maria José de Carvalho

 

13 – Publicação dedicada ao universo do teatro: suas diversas vertentes, relações e linguagens, em projetos de grupos e companhias teatrais, instituições ou similares

Caderno de Erros II – Brava Companhia. Relato de processo

 

14 – Grupo ou Cia com sede em “espaços fora de circuito comercial ou tradicional”

Telhado Cultural Engasga Gato em Ribeirão Preto (SP)

 

15 – Mostras e/ou festivais teatrais realizados por grupos e/ou movimentos

3º Encontro de Mamulengo – Mamulengo da Folia

 

16 – Prêmio Especial

Ocupação Cultural do Coletivo Dolores Boca Aberta e o Festival Teatro Mutirão – Ocupação político – artística numa praça ao lado do metrô Artur Alvim (Zona Lesta) com 15 dias de ocupação e atividades de formação, apresentações de peças teatrais, apresentações musicais e montagem de um monumento na praça. Com a participação de diversos grupos parceiros entre os dias 1 e 15 de setembro de 2012.

 

* Fonte: http://www.cooperativadeteatro.com.br/2010/?p=8406

 

 

Folha de SP: Destaques do teatro de 2012 extravasam limites da atuação

 

GABRIELA MELLÃO
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

 

Eles se destacaram na cena teatral de 2012 ao explodirem os limites da arte da interpretação. Entregaram-se ao palco como criadores multifacetados, transformando a atuação numa atividade plural.

 

Os jovens atores Dani Barros, João Paulo Lorenzon, Eduardo Okamoto, Luciana Paes, Danilo Grangheia e Amanda Lyra participam da elaboração dos espetáculos integralmente. Propõem cenas e, em alguns casos, até concebem a dramaturgia e a direção de suas criações.

 

Okamoto, melhor ator no Prêmio APCA em 2012 por seu trabalho em “Recusa”, de Maria Thais, acredita que a mistura de funções na criação de um espetáculo é um dos fundamentos do palco.

 

  Editoria de Arte/Folhapress  

 

Ele não vê o teatro e o ofício de ator como atividades segmentadas. “Recusa”, por exemplo, foi criado com base nas improvisações dos atores durante os ensaios.

 

O mesmo aconteceu com “O Livro de Itens do Paciente Estevão”, de Felipe Hirsch e sua Cia. Sutil, em que a atuação de Danilo Grangheia, ator e diretor do Folias, foi essencial para fazer a plateia resistir às cinco horas da peça.

 

Em “Estamira – Beira do Mundo”, Dani Barros divide-se entre as funções de atriz e dramaturga. Ela apropria-se do discurso da coletora de lixo Estamira Gomes de Sousa para fazer reflexões a partir de vivências pessoais.

 

Por sua atuação, venceu como melhor atriz nos prêmios Shell de 2011 e APCA de 2012, entre outros. “Impossível não ser diferente o envolvimento de uma atriz numa peça que é parte de um projeto pessoal”, diz à Folha.

 

João Paulo Lorenzon também optou por fazer de seu segundo mergulho na obra de Jorge Luis Borges uma imersão total. É ator, autor e diretor do solo “Eu Vi o Sol Brilhar em Toda a Sua Glória”.

 

A entrega sem limites rendeu-lhe uma indicação ao Prêmio Shell de melhor ator de 2012 e a constatação de que a dificuldade de se produzir teatro no país pode ser benéfica. “A precariedade impulsiona a necessidade de autoria”, acredita.

 

“Ficção”, espetáculo da Cia. Hiato, transformou intérpretes em artistas polivalentes. A obra reúne seis monólogos, cada um criado por um dos atores do grupo.

 

“Os solos são bastante íntimos e a nossa presença cênica está muito ligada a quanto o ator é dono do que diz”, diz a atriz Luciana Paes, que define sua obra como resultado de suas inquietações sobre o processo de criação.

 

“Eu não consigo só atuar, penso no espetáculo como um todo”, diz Amanda Lyra, atriz que neste ano se envolveu nos espetáculos “História Radicalmente Condensada da Vida Pós-Industrial”, “Matheus, 10” e “A Pior Banda do Mundo”.

 

Para ela, o trabalho do ator extrapola limites da atuação por gerar sempre uma colocação pessoal. “É nossa perspectiva sobre o mundo que está em cena”, diz.

* Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1213000-destaques-do-teatro-de-2012-extravasam-limites-da-atuacao.shtml
 

25º Prêmio Shell de Teatro de São Paulo

 

A Shell acaba de anunciar a segunda lista dos indicados de São Paulo à 25ª edição do Prêmio Shell de Teatro. Os espetáculos desta etapa concorrerão ao prêmio juntamente com os indicados na lista do primeiro semestre.

 

“Recusa” é o grande destaque desta segunda lista, com quatro indicações – ator, cenário, música e direção. E a grande homenageada do Prêmio Shell 2013 de São Paulo será a camareira Ieda Ferreira como representante de uma imensa categoria de profissionais que não aparecem em cena, mas cujo trabalho é fundamental para todos os espetáculos.

 

 

Confira a relação completa dos indicados do segundo semestre ao 25º Prêmio Shell de Teatro de São Paulo:

 

Autor:
Alexandre Dal Farra por “Mateus, 10”
Evill Rebouças por “Maria Miss”

 

 

Direção:
Maria Thaís por “Recusa”
Francisco Medeiros por “Facas nas galinhas”            

 

 

Ator:
Antonio Salvador e Eduardo Okamoto por “Recusa”
Vitor Vieira por “Mateus, 10”

Atriz:
Lavínia Pannunzio por “Um verão familiar”
Tania Casttello por “Maria Miss”
        

Cenário:
Márcio Medina por “Recusa”
Marco Lima por “Facas nas galinhas”
    

Figurino:
Mira Haar por “Rabbit”
Zé Henrique de Paula por “No coração do mundo”
    

Iluminação:
Guilherme Bonfanti por “Bom Retiro 958 metros”
Nadja Naira por “Os bem intencionados”
    

Música:
Marlui Miranda por “Recusa”
Dr. Morris e Maurício Mateus por “Facas nas Galinhas”
        

Categoria Especial:
Eric Lenate pela força performativa de seus experimentos.
Lume Teatro pelos 25 anos de trabalho permanente de pesquisa.

 


Homenagem
À camareira Ieda Ferreira como coriféia de uma imensa categoria de sujeitos que não aparecem em cena, mas cujo trabalho é fundamental.

 

 

Os espetáculos selecionados nesta fase completaram o número mínimo de apresentações para serem elegíveis, de acordo com o regulamento do prêmio.

 

Premiação
Os vitoriosos de cada categoria receberão uma escultura em metal do artista plástico Domenico Calabroni, com a forma de uma concha dourada, inspirada no logotipo da Shell, e uma premiação individual de R$ 8 mil (oito mil reais).

 

Criado em 1989, o Prêmio Shell de Teatro é ponto de referência nos palcos brasileiros. É oferecido aos maiores destaques do ano, em São Paulo e no Rio de Janeiro separadamente, em nove categorias — Autor, Diretor, Ator, Atriz, Cenografia, Iluminação, Música, Figurino e Categoria Especial.

 

O júri de São Paulo é formado por Alexandre Mate, Carlos Colabone, Marici Salomão, Mario Bolognesi e Noemi Marinho.

 

 

*Fonte: http://www.shell.com/bra/aboutshell/media-centre/news-and-media-releases/2012/news/pst-sp-nominees-211212.html

Lista de indicados ao Prêmio CPT 2012 – 2º semestre

 

Foto da última edição do Prêmio CPT

 

Comissão julgadora:

Christiane Galvan (Cia. Vagalum Tum Tum)
Ênio Gonçalves (Ator e Diretor)
José Cetra (UNESP)
Luiz Fernando Ramos (USP)
Raquel Rollo (Trupe Olho da Rua – Santos/SP)

 

1 – Dramaturgia: criação individual ou coletiva em espetáculo apresentado em sala convencional, rua ou espaço não convencional

1– Evill Rebouças e Grupo por “Maria Miss”, Mesa2 Produções Artísticas.
2- Luís Alberto de Abreu por “Recusa”, Cia de Teatro Balagan.
3- Martina Sohn Fischer por “Aqui”, Club Noir.

 

2 – Direção: criação individual ou coletiva em espetáculo apresentado em sala convencional, rua ou espaço não convencional

1 – Yara Novaes por “Maria Miss”, Mesa2 Produções Artísticas.
2-  Francisco Medeiros por “Facas nas Galinhas”, Barracão Cultural.
3-  Eric Lenate por “Rabbit”, Companhia Delas de Teatro.
4-  Maria Thaís por “Recusa”, Cia de Teatro Balagan.

 

3 – Elenco: em espetáculo apresentado em sala convencional, rua ou espaço não convencional

1 – Cia. de Teatro Balagan por “Recusa”.
2 – Cia. Hiato por “Ficção”.
3 – Lume Teatro por “Os Bem Intencionados”.

 

4 – Trabalho apresentado em sala convencional

1 – “Maria Miss”, da Mesa2 Produções Artísticas.
2 – “Rabbit”, da Companhia Delas de Teatro.
3 –“Recusa”, da Cia. de Teatro Balagan.

 

5 – Trabalho apresentado em rua

1 – “Relampião”, da Cia do Miolo e Cia Paulicea.
2 – “A Cobra Vai Fumar”, do Teatro Popular União e Olho Vivo (TUOV).
3 – “Origem Destino”, da Companhia Auto-Retrato.

 

6 – Trabalho apresentado em espaços não convencionais

1. “Terror e Miséria no Novo Mundo Parte III – A República”, Cia. Antropofágica.
2 – “Terra de Santo”, Cia. Os Fofos Encenam.

 

7 – Trabalho para platéia infanto juvenil: apresentado em sala convencional, rua ou espaço não convencional

1 – “Meu Pai é Um Homem Pássaro”, Cia. Simples.
2 – “Rua Florada, Sem Saída”, Casa da Tia Siré.
3 – “A Linha Mágica”, Fabulosa Companhia.
4 – “A Menina Lia”, Cia. do Fubá.

 

8 – Grupo ou Companhia revelação: do interior, litoral ou capital do Estado

1 – Fabulosa Companhia (São Paulo).
2 – Coletivo Território B (São Paulo).
3 – Coletivo de Galochas (São Paulo).

 

9 – Trabalho apresentado no interior e litoral paulista: em sala convencional, rua ou espaço não convencional

1- “Circo K”, Boa Companhia e Grupo Matula Teatro (Campinas-SP).
2 – “Rei do Mundo” – Grupo Fora do Sério (Ribeirão Preto-SP).
3 – “Negrinha”- Oficina do Imaginário (Santos-SP).

 

10 – Projeto Visual: compreendendo a integração orgânica entre os elementos plásticos e visuais do espetáculo e sua realização cênica – iluminação, cenografia, figurino, adereços e maquiagem

1 – “Recusa” – Direção; Maria Thais. Cenografia e Figurino: Márcio Medina. Iluminação: Davi de Brito. Cia. de Teatro Balagan.
2 – “Ficção” – Direção: Leonardo Moreira. Direção de arte (cenário e desenho de luz): Marisa Bentivegna.  Assistência de cenário: Ayelén Gastaldi e Julia Saldanha.Figurino: João Pimenta. Pintura artística: Igor Alexandre Martins. Fotos e vídeos: Otávio Dantas. Criação Gráfica: Cassiano Tosta / dgraus. Cia. Hiato.
3- “Pais e Filhos” – Direção: Adolf Shapiro. Cenografia: Laura Vinci. Figurino: Marichilene Artisevskis. Desenho de luz: Cibele Forjaz e Wagner Antonio. Mundana Companhia.
4 – “Terra de Santo” – Direção: Fernando Neves e Newton Moreno. Cenário: Marcelo Andrade, Newton Moreno e Zé Valdir. Figurinos e Maquiagem: Carol Badra e Leopoldo Pacheco. Iluminação: Eduardo Reyes. Cia. Os Fofos Encenam.

 

11 – Projeto Sonoro: compreendendo a integração orgânica entre os elementos sonoros do espetáculo e sua realização cênica – palavra, canto, trilha original ou adaptada, arranjos e sonoplastia

1 – “Relampião”  – Cia. do Miolo e Cia. Paulicea
Direção musical: Charles Raszl.
2 – “Recusa” – Cia. Teatro Balagan
Direção musical: Marluí Miranda
3- “Os Bem Intencionados” – Lume Teatro
Direção musical: Marcelo Onofri. Músicos – Marcelo Onofri (teclado), Leandro Barsalini (percussão) e Eduardo Guimarães (acordeão).
4 – “Terror e Miséria no Novo Mundo Parte III – A República” – Cia. Antropofágica
Direção musical: Lucas Vasconcelos. Músicos: Bruno Miotto, Bruno Mota, Danilo Agostinho e Lucas Vasconcelos. Preparação Vocal: Gabriela Vasconcelos.

 

12 – Ocupação de espaço: compreendendo sala convencional, rua ou espaços não convencionais, no interior, litoral ou capital do Estado

1 – Hangar de Elefantes por “Terra à Vista” – com o espetáculo itinerante que tem início no Coreto Central da Praça Dom Orione (Entre as ruas 13 de maio com a Rua Rui Barbosa – Bela Vista) e segue pelas ruas do bairro.
2 – O Povo em Pé por “Máquina do Tempo” com três experimentos cênicos: Um percurso pela cidade, uma ação-encontro em um parque e um espetáculo.

 

13 – Publicação dedicada ao universo do teatro: suas diversas vertentes, relações e linguagens, em projetos de grupos e companhias teatrais, instituições ou similares

1 – Revista “Arte e Resistência na Rua” – MTR/SP 2012.
2 – Livro “Teatro e Vida Pública – O fomento e os Coletivos Teatrais”, Org. Flávio Desgranges e Maysa Lepique – Editora Hucitec.
3 – Revista “aParte 5” – do Teatro da Universidade de São Paulo (TUSP).
4 – Revista “A[l]berto #2” 2012 – da SP Escola de Teatro.
5 – Revista “Rebento” (Artes do espetáculo n° 3 (UNESP).

 

14 – Grupo ou Cia com sede em “espaços fora de circuito comercial ou tradicional”

1 – Telhado Cultural Engasga Gato em Ribeirão Preto SP.
2 – Teatro da Rua Eliza – São José dos Campos SP.
3 – Espaço Cultural Popatapataio – Caraguatatuba SP.

 

15 – Mostras e/ou festivais teatrais realizados por grupos e/ou movimentos

1 – 7º FESTCALL – Festival Nacional de Teatro de Campo Limpo – Trupe Artemanha.
2 – 7ª Mostra de Teatro Lino Rojas – MTR/SP.
3 – 7ª Mostra de Teatro de São Miguel Paulista – Buraco D`Oráculo.
4 – 6º Festival Internacional Paidéia de Teatro para a Infância e Juventude – Cia. Paidéia de Teatro.

 

16 – Prêmio Especial

1. Ocupação Cultural do Coletivo Dolores Boca Aberta e o Festival Teatro Mutirão – Ocupação político – artística numa praça ao lado do metrô Artur Alvim (Zona Lesta) com 15 dias de ocupação e atividades de formação, apresentações de peças teatrais, apresentações musicais e montagem de um monumento na praça. Com a participação de diversos grupos parceiros entre os dias 1 e 15 de setembro de 2012.
2. Evaldo Mocarzel – Pela realização de filmes documentários sobre dezenas de coletivos paulistanos, seus processos e espetáculos.
3. Bob Sousa – Pela realização de farta documentação fotográfica dos Coletivos Paulistanos.

 

Homenagem aos artistas falecidos em 2012, entre eles:

– Abrahão Farc
– Alcione Araújo
– Clóvis Garcia
– Fernando Peixoto
– João Otávio
– Hedy Siqueira
– Tiago Klimeck

 

*Fonte: http://www.cooperativadeteatro.com.br/2010/?p=8008

 

 

2012, o ano em que o mundo não acabou.

 

Realizamos atividades e apresentamos espetáculos no Brasil e também na Polônia.

 

Um projeto especial abriu o ano: a segunda fase de “Agora e na Hora de Nossa Hora_18!”, no interior paulista, registrando um marco histórico – os mais de 18 anos da Chacina da Candelária: atingimos a maioridade deste debate social?     

 

No segundo semestre, a Mostra Travessias Poéticas reuniu Eduardo Okamoto, Grupo Matula Teatro, A Outra Companhia de Teatro e Grupo Peleja, apresentando espetáculos inspirados na obra de Mia Couto, em seis cidades de três estados brasileiros.

 

O ator Eduardo Okamoto ainda foi incorporado como docente da Universidade Estadual de Campinas e a produtora Daniele Sampaio como pesquisadora da Fundação Casa de Rui Barbosa, do Ministério da Cultura.  

 

Por fim, houve a estréia de “Recusa”, espetáculo da Cia Teatro Balagan em que Okamoto, como convidado, contracena com Antônio Salvador. A montagem foi reconhecida com o Prêmio APCA à dupla de atores, que também foi indicada ao Prêmio Shell, sendo, neste último, acompanhados por Maria Thais (Direção), Márcio Medina  (Cenografia) e Música (Marlui Miranda).     

 

“Recusa” tem semente na notícia sobre os dois últimos remanescentes da etnia Piripikura – um fim. Foram, porém, encontrados rindo na floresta – um apocalipse risonho. Depois, a equipe do espetáculo conheceu mitos ameríndios em que duplas de companheiros descem do céu e criam o mundo – o que parece fim pode ser começo.   

 

Em 2013, sejamos recomeço!   

O Progresso: Douradense é premiado como melhor ator

 

Portal SP Escola de Teatro: InDica/ Mairici Salomão e “Recusa”

Como a gente já contou por aqui, a Cia. de Teatro Balagan ocupa, desde a primeira semana de outubro, o 1º andar da Sede Roosevelt da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco, com a mostra “Recusa e Prometheus: Uma Simetria Invertida”. A programação conta com a apresentação de dois espetáculos, além de outras atividades, como a exibição de filmes e a realização de encontros e shows.

 

Um dos espetáculos é “Recusa”, dirigido pela pesquisadora e pedagoga Maria Thais, que já foi consultora pedagógica da SP Escola de Teatro, a peça tem o texto assinado por Luís Alberto de Abreu. Nesta semana, a montagem conquistou o Prêmio da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), na categoria Melhor Ator. Os atores Eduardo Okamoto e Antonio Salvador, que trabalham no espetáculo, empataram e deverão receber o troféu juntos, em cerimônia prevista para março de 2013.

 

Na trama, que se passa em 2008, dois índios da tribo Piripkura – que até então era dada como extinta – aparecem perto de uma fazenda em Rondônia, virando notícia em todo o País.

 

Sobre a peça, Marici Salomão, coordenadora do curso de Dramaturgia da Escola, comenta: “‘Recusa’ convida o espectador a caminhar por um denso universo de pesquisa – evocações de uma etnia indígena extinta, nas vozes e corpos de dois índios sobreviventes. O mito aliado ao fato e o verbo ligado ao gesto compõem os quadros de um espetáculo que não é espetáculo, uma montagem que recusa a ordem do dramático, para ser o lugar do experimento, das misteriosas relações entre corpo e espaço”.

 

A montagem tem três últimas apresentações marcadas para este ano: hoje (14) e sábado (15), às 21h30, e domingo (16), às 19h. Os ingressos têm preço único de R$ 10.

 

Serviço

Espetáculo: “Recusa”
Quando: Hoje (14) e sábado (15), às 21h30; domingo (16), às 19h
Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt
Praça Roosevelt, 210 – Consolação
Tel.: (11) 3775-8600
R$ 10

 

*Fonte: http://www.spescoladeteatro.org.br/noticias/ver.php?id=2675