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G1 Pará: História verídica de índios reclusos inspira espetáculo em Belém

“Recusa” foi inspirado em índios que se negavam a ter contato com brancos. Peça traz os premiados atores Antonio Salvador e Eduardo Okamoto.

 

Do G1 PA

 

O Teatro Universitário Cláudio Barradas (TUCB), em Belém, será palco, nesta sexta (25) e sábado (26), às 20h, do Espetáculo “Recusa”, da Companhia de Teatro Balagan, com os premiados atores Antonio Salvador e Eduardo Okamoto. A encenação é de Maria Thaís e a dramaturgia de Luis Alberto de Abreu.

 

“Recusa”, começou a ser desenhado a partir do interesse despertado pela notícia veiculada nos jornais em 16 de setembro de 2008 sobre o aparecimento de dois sobreviventes, índios Piripkura – etnia considerada extinta há mais de vinte anos. Viviam nômades, perambulando por fazendas madeireiras no noroeste do Mato Grosso, próximo ao município de Ji-Paraná, em Rondônia, e ambos se recusavam a estabelecer qualquer contato com os brancos.

 

Foram encontrados porque suas gargalhadas ressoaram na floresta e chamaram atenção: eles riam das histórias que contavam um ao outro enquanto davam conta de comer a caça recém abatida. É narrado, cantado, por dois olhares e seus múltiplos: dois índios Piripkura; dois heróis ameríndios, Pud e Pudleré, criadores dos seres; um padre que foi engolido por uma onça que resolveu morar dentro de um lugar inesperado; um fazendeiro que matou um índio e o mesmo índio que o matou, por uma cantora que se perde na mata, por Macunaíma e seu irmão, os heróis dos Taurepang, e outros tantos.

 

A primeira fase do trabalho, que teve início em março de 2009, reuniu atores, dramaturgo, diretora, preparadora corporal, cenógrafo, e foi dedicada a tecer um diálogo com colaboradores convidados – antropólogos e estudiosos da cultura ameríndia para investigar quais as formas de aproximação, artística, deste universo. A segunda etapa da pesquisa, de julho de 2010 ajunho 2011, integrou o projeto O Trágico e o Animal contemplado pelo Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo – apresentou publicamente, na Casa Balagan, três Estudos Cênicos dos primeiros roteiros dramatúrgicos experimentados em sala de ensaio. Ainda como parte das pesquisas, em fevereiro de 2011 integrantes da Cia Teatro Balagan passaram um período de troca e convívio na aldeia Gapgir, junto ao Povo Indígena Paiter Suruí, em Rondônia.

 

Lançando o olhar para outras fontes de pesquisa, descobriu-se que em inúmeras cosmologias ameríndias, o mundo, os seres e as coisas são criados por uma dupla de gêmeos, que passam pelo mundo, para criar e desaparecer. Para os ameríndios o mundo sempre existiu – não houve um começo – somente as coisas e os seres não o habitavam. E o mundo já acabou diversas vezes, configurando um ciclo de construção e destruição constante.

 

“O espetáculo é nossa via poética, de resistência artística e desloca nossas perspectivas sobre a ideia de extinção, finitude, história, civilização, identidade, alteridade, animalidade e humanidade”, complementa a diretora Maria Thaís.

 

Serviço
Espetáculo “Recusa”, dias 25 e 26 de abril, às 20h, no Teatro Cláudio Barradas, localizado na Avenida Jerônimo Pimentel, 546, esquina com a Travessa D. Romualdo de Seixas, no bairro Umarizal, em Belém. Entrada franca.

 

*Fonte: http://g1.globo.com/pa/para/noticia/2014/04/historia-veridica-de-indios-reclusos-inspira-espetaculo-em-belem.html

 

Daniele Sampaio participa do projeto TeatroSolo

 

Projeto reúne o artista Matías Umpierrez (Argentina), seu coordenador e diretor,  e Daniele Sampaio (Brasil), como coordenadora de produção.

 

TeatroSOLO é um projeto do artista argentino Matías Umpierrez que reúne intervenções teatrais desenvolvidas em locais específicos da cidade, construídas para serem assistidas por um espectador por vez. Neste programa na Oficina Cultural Oswald de Andrade, os artistas residentes serão dirigidos por Matías e participarão da criação das cenas individuais, cujos textos serão produzidos pelo artista argentino após seleção dos candidatos e definição dos locais das ações.

 

Além dos atores, também serão selecionados residentes de produção, que acompanharão todo o processo de montagem, fomentando a formação de agentes da cultura – o projeto priorizará a seleção de atores que produzem seu próprio trabalho, além de jovens produtores e estudantes interessados no intercâmbio cultural-artístico, na vivência prática das diferentes etapas da produção de um projeto cultural e na relação entre o processo de criação e a sua gestão.

 

O projeto acontece entre os dias 28 de julho e  20de agostos, com apresentações a partir de  15 de agosto.

 

Residência de atores
Público: atores, a partir de 18 anos, com disponibilidade de tempo integral durante o projeto
Importante: TeatroSOLO é uma experiência que exige condições extremas dos atores, que precisarão ter disponibilidade para fazer apresentações durante 7 horas diárias, 2 vezes por semana, durante 6 semanas, além das três semanas de ensaios com carga horária intensiva.
Inscrições: 10 a 24/4
Pré-seleção: currículo
Seleção presencial: de 5 a 9/5 (os atores pré-selecionados deverão apresentar um monologo de até 3 minutos)
8 vagas
Para se inscrever, clique aqui.

 

Residência de produtores:
Público: artistas-produtores e estudantes, a partir de 18 anos, com disponibilidade de tempo integral durante três semanas de ensaios e 6 finais de semana de apresentações.
Inscrições: 10 a 30/4
Pré-seleção: currículo
Seleção presencial: de 12 a 16/5 (entrevista)
10 vagas
Para se inscrever, clique aqui.

 

Matías Umpierrez é um artista interdisciplinar argentino que apresenta produções em formatos teatrais, audiovisuais e curatoriais, destacando-se como um dos artistas mais prolíficos de sua geração. Entre suas obras, destacam-se: “Distancia” (obra virtual para teatro, 2013), “TeatroSOLO” (intervenção Site Specific, 2013/2014), “Paisaje” (curta-metragem, 2013), “La tierra de las montañas calmas” (espetáculo teatral, 2010), “4 Mujeres Bailan” (vídeo, 2009), “Gente Favorita” (espetáculo teatral, 2008), “La flauta mágica” (ópera, 2007), “Cuionera Tropical” (performance, 2006) e “Novela” (espetáculo teatral, 2006). Apresentou seus trabalhos em instituições e festivais como Museu MALBA, El Cultural San Martín, Goethe-Institut, MoMA, The Lincoln Center Film Society, Festival Internacional de Buenos Aires, Festival de Cannes e Espacio Pirineos de España, entre outros. Desde 2007 é coordenador da área de teatro do Centro Cultural Rojas, da Universidade de Buenos Aires, onde tem desenvolvido muitos projetos curatoriais promovendo obras de mais de 70 diretores argentinos e estrangeiros. Tem desenvolvido uma ampla carreira como ator no teatro e no cinema. Ministrou master classes no The Lark Theater (Nova York), no Latino International Theater Festival of New York e no MICA (Mercado de Indústrias Culturais Argentinas). Ganhou a Beca Iberescena, menção honrosa de dramaturgia do Fondo Nacional de las Artes e, em 2013, foi destacado pela BGH como um dos 100 argentinos mais inovadores.

 

Daniele Sampaio, bacharel em Ciências Sociais pela Unicamp, é produtora do ator Eduardo Okamoto desde 2006 e sócia-proprietária da Produtora SIM Cultura. Aprovou diversos projetos em editais culturais e participou de importantes festivais nacionais e internacionais (Suíça, Espanha, Kosovo, Marrocos, Escócia e Polônia). Atualmente, é pesquisadora do Setor de Políticas Culturais da Fundação Casa de Rui Barbosa (Rio de Janeiro), instituição pública vinculada ao Ministério da Cultura.

 

*Fonte: http://www.oficinasculturais.org.br/programacao/detalhe-programacao.php?idprogramacao=3345

Diário da Amazônia: Balagan traz “Recusa” em maio para a Capital

 

A Companhia de Teatro Balagan, durante os dias 3 e 4 de maio próximos, em Porto Velho, apresentam o espetáculo “Recusa”. O evento está programado para acontecer no Sesc Esplanada em três sessões: dia 3 às 20h; dia 4 às 10:30 e às 20h. Recusa, mergulha na cosmovisão ameríndia, nas relações de encontro, estranhamento, trocas e negociações estabelecidas entre esses diversos seres, mundos e a cultura branca. O espetáculo estreou em 4 de outubro de 2012 inaugurando a programação teatral da Sede Roosevelt da SP Escola de Teatro, na Praça Roosevelt em São Paulo.

 

O PROJETO

O projeto Recusa nasce em 2009 quando atores, diretora, dramaturgo, preparadora corporal e cenógrafo, instigados pela notícia “Funai recorre à Procuradoria para proteger área de 2 índios isolados”, deram início a um diálogo com antropólogos e estudiosos da cultura ameríndia, com o desejo de desenvolver um processo criativo a partir desse universo. Publicada nos jornais em 2008, a notícia mencionava o aparecimento de dois índios Piripkura, etnia considerada extinta há mais de 20 anos.

 

Durante todo o processo de criação a Cia Teatro Balagan, através dos Estudos Cênicos – composições cênicas elaboradas a partir de narrativas míticas ameríndias, estudos etnográficos, discursos políticos sobre as condições de terras ocupadas por povos indígenas, obras literárias, cantos e poesia ameríndia – tornou público, na Casa Balagan, o resultado da sua investigação.

 

Em fevereiro de 2011, a Cia realizou uma pesquisa de campo em Rondônia com o povo indígena Suruí Paiter, estabelecendo com eles uma troca cultural que vem se desdobrando em outros projetos.

 

A partir de 2011, a pesquisa desenvolve-se a partir dos roteiros dramatúrgicos que experimentam os modos de narração, a sonoridade e outros modos de construção verbal (como a desestruturação da língua portuguesa, quando falada pelos indígenas). Exploram também cantos de diversos povos indígenas, que fundamentam a linguagem e são eixos que guiam a criação, permitindo que mundos distintos interpenetrem-se, que múltiplos pontos de vista encontrem-se e alguns seres, como os espíritos, os animais e as coisas, expressem-se.

 

Em 1999, o grupo estreou o primeiro espetáculo, Sacromaquia (1999/2000). Desde então, foram criadas outras quarto obras: A Besta na Lua (2002/2004), Tauromaquia (2004/2006), Západ – A Tragédia do Poder (2006/2007), Prometheus – a tragédia do fogo (2011/2013) e Recusa (2012/2013). Em 2007 e 2008, realizou o projeto Do Inumano ao mais-Humano, que integrava duas ações de formação: uma voltada aos artistas da Cia e outra, o Formação do Olhar para o Teatro, voltada para aos espectadores.

 

Atualmente, a Balagan mantêm em repertório dois espetáculos: Prometheus – a tragédia do fogo e Recusa que, como outras ações desenvolvidas na Casa Balagan, integram o projeto Recusa e Prometeu: uma simetria invertida, contemplado na XIX edição do Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo.

 

* Fonte: http://www.diariodaamazonia.com.br/balagan-traz-recusa-em-maio-para-a-capital/

“Recusa” na Região Norte

 

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Entre abril e maio, “Recusa” – o espetáculo da Cia Teatro Balagan em que Eduardo Okamoto é ator-convidado e Daniele Sampaio é diretora de produção – circula pela Região Norte do país: Altamira e Belém (Pará), Ji-Paraná e Porto Velho (Rondônia). Veja a programação completa abaixo.

 

O espetáculo foi inspirado em notícia de jornal , de 2008, em que se relatava o aparecimento, em Rondônia, de dois indivíduos da etnia Piripkura, considerada extinta há mais de 20 anos. A notícia serviu de porta de entrada para os criadores do trabalho mergulharem em estudos e intercâmbios acerca da cultura ameríndia.

   

A circulação pelo norte do país adquire contornos políticos, sociais e poéticos muito especiais, ressignificando a obra e a experiência da viagem. Ji-Paraná é a cidade em que, com apêndice quase supurado, um dos Piripkura foi internado para tratamento, fugindo para a mata dois dias depois da cirurgia. Altamira é cidade localizada  a 55 km do canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte: uma importante circunstância para pensamos o tipo de progresso que ainda continuamos a construir como pátria – mobilizado quase que exclusivamente por interesses econômicos e deixando muitos, como as comunidades indígenas, à margem do processo.

 

A fim de se ampliar estes debates, o espetáculo é acompanhado de uma ação de formação, nomeada “Diário de Campo de Recusa”, em que seus criadores relatam seu processo em imagens, vídeos e leituras de textos e trocam experiências com as comunidades locais.

 

Já começou! “Recusa”, tal qual o povo nômade Piripkura que é narrado no espetáculo, “Anda, anda, anda. Para não, nunca!”

 

Serviço: “Recusa” no Norte 
Altamira (Pará)
Espetáculo nos dias 18 e 19 de abril, às 19h
“Diário de Campo de Recusa” no dia 19 de abril, às 15h
Escola Dom Clemente Geiger
Rua Antonio Vieira, 122
Bairro de Brasília
(93) 9135 1505 / 9171 8710
Entrada franca

 

Belém (Pará)
Espetáculo nos dias 25 e 26 de abril, às 20h
“Diário de Campo de Recusa”, no dia 25 abril, às 9h
Teatro Cláudio Barradas
Trav. Jerônimo Pimentel, 546
Bairro do Umarizal
(91) 3249 0373
Entrada franca

 

Ji-Paraná (Rondônia)
Espetáculo nos dias  01 e 02 de maio, às 20h
“Diário de Campo de Recusa” no dia 02 de maio, às 10h30
Teatro Dominguinhos
Av. Marechal Rondon, 295
Centro
(69) 3422 8848
Entrada franca

 

Porto Velho (Rondônia)
Espetáculo nos dias 03 e 04 de maio, às 20h
“Diário de Campo de Recusa” no dia 04  de maio, às 10h30
SESC Esplanada
Av. Presidente Dutra, 4175
Olaria
(69) 3229 6006/ ramal: 238 ou 239
Entrada franca

“Recusa” em Temporada Paulistana

 

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Espetáculo da Cia Teatro Balagan em que Eduardo Okamoto é ator-convidado e Daniele Sampaio é diretora de produção estreia em curtíssima temporada na Oficina Cultural Oswald de Andrade, na capital paulista. A entrada é gratuita com retirada de ingressos 30 min. antes do início da seção.  A temporada acontece de 19 de março a 12 de abril de 2014, de quarta a sábado, às 20h.   

 

“Recusa” foi criado a partir do interesse despertado pela notícia veiculada no Jornal Folha de S. Paulo, em 16 de setembro de 2008 sobre o aparecimento de dois sobreviventes, índios Piripkura – etnia considerada extinta há mais de vinte anos. Viviam nômades, perambulando por fazendas madeireiras no noroeste do Mato Grosso, próximo ao município de Ji-Paraná, em Rondônia, e ambos se recusavam a estabelecer qualquer contato com os brancos. Foram encontrados porque suas gargalhadas ressoaram na floresta e chamaram atenção: eles riam das histórias que contavam um ao outro enquanto davam conta de comer a caça recém abatida.

“Recusa” é narrado, cantado, por dois olhares e seus múltiplos: dois índios Piripkura; dois heróis ameríndios, Pud e Pudleré, criadores dos seres; um padre que foi engolido por uma onça que resolveu morar dentro de um lugar inesperado; um fazendeiro que matou um índio e o mesmo índio que o matou, por uma cantora que se perde na mata, por Macunaíma e seu irmão, os heróis dos Taurepang, e outros tantos.

 

Equipe de Criação
Na criação de “Recusa”, as funções da equipe encontram espaços de transição, ora os atores são propositores de matérias para a dramaturgia, ora a direção provoca-os à pesquisa de composição do espaço, ora pessoas de fora da cena dialogam com os estudos apontando escolhas que interferem na composição. Nesta obra, o entendimento sobre os saberes, as maestrias que atuam no trabalho cênico (direção, dramaturgia, atuação, iluminação, música etc.) dizem respeito não tão somente ao autor designado, mas a especificidade de sua arte na composição de um trabalho que é múltiplo e comum.

 

Ficha Técnica: 
ATUAÇÃO: Antonio Salvador e Eduardo Okamoto (ator convidado)
ENCENAÇÃO: Maria Thaís
DRAMATURGIA: Luís Alberto de Abreu
CENOGRAFIA E FIGURINO: Márcio Medina
ILUMINAÇÃO: Davi de Brito
DIREÇÃO MUSICAL: Marlui Miranda
PREPARAÇÃO DE BUTOH: Ana Chiesa Yokoyama
ASSISTÊNCIA DE DIREÇÃO: Gabriela Itocazo
ASSISTÊNCIA DE CENOGRAFIA: César Santana
ASSISTÊNCIA DE ILUMINAÇÃO: Vânia Jaconis
OPERAÇÃO DE LUZ: Bruno Garcia
ADMINISTRAÇÃO: Deborah Penafiel
COSTUREIRA: Judite Lima
FOTOGRAFIA MATERIAL GRÁFICO E DIVULGAÇÃO: Ale Catan
PROJETO GRÁFICO: daguilar.com.br
ARTE GRÁFICA CIA TEATRO BALAGAN: Gustavo Xella
PRODUÇÃO EXECUTIVA: Norma Lyds
DIREÇÃO DE PRODUÇÃO: Daniele Sampaio

 

Premiações

PRÊMIO SHELL DE TEATRO 2012
Direção – Maria Thaís
Cenário – Márcio Medina

 

PRÊMIO APCA – ASSOCIAÇÃO PAULISTA DOS CRÍTICOS DE ARTE 2012
Ator – Antonio Salvador e Eduardo Okamoto

 

PRÊMIO COOPERATIVA PAULISTA DE TEATRO 2012
Espetáculo de Sala
Projeto Sonoro – Marlui Miranda

 

PRÊMIO FITA – FESTA INTERNACIONAL DE TEATRO DE ANGRA 2013 – RJ 
Cenário – Márcio Medina

 

8 INDICAÇÕES
Prêmio Shell – Ator, Música 
Prêmio CPT – Dramaturgia, Direção, Elenco, Projeto Visual
Prêmio FITA – Categorial Especial – Cia Teatro Balagan – Pesquisa de Linguagem, Música 

 

“Recusa” na Oficina Cultural Oswald de Andrade, em São Paulo
De 19 de março a 12 de abril
Rua Três Rios, 363, Bom Retiro, São Paulo – SP
Telefone: (11) 3222-2662/ (11) 3221-4704
Entrada franca
Ingressos distribuídos com 30 min. de antecedência
50 lugares

 

ABCD Maior: “As Múltiplas Visões Indígenas sobre o Mundo”

 

Por Marina Bastos

 

Recusa, montagem premiada de Luis Alberto de Abreu, será apresentada nesta sexta-feira no Sesc Santo André

 

A história de Recusa começou a ser desenhada a partir de uma notícia veiculada pela imprensa em 2008 sobre o aparecimento de dois sobreviventes, índios Piripkura – etnia considerada extinta há mais de 20 anos. Viviam nômades, perambulando por fazendas madeireiras no Mato Grosso, próximo ao município de Ji-Paraná, em Rondônia, e ambos se recusavam a estabelecer qualquer contato com os brancos. Foram encontrados porque suas gargalhadas chamaram atenção: eles riam das histórias que contavam um ao outro enquanto davam conta de comer a caça.

 

Antonio Salvador, um dos atores do espetáculo, explicou que do dia que a notícia foi veiculada até a estreia da peça, passaram-se três anos e meio. “O grupo Balagan faz processos bem aprimorados, mas esse foi especial. A diretora Maria Thais foi enfática ao dizer que nós não conhecíamos aqueles povos, não era nossa cultura, portanto faríamos um movimento lento de criação. Por respeito”, contou o ator, que divide o palco com Eduardo Okamoto. A dupla conquistou o Prêmio APCA – Associação Paulista dos Críticos de Arte 2012, na categoria “melhor ator”. A encenação poderá ser conferida nesta sexta-feira (07/03) no Sesc Santo André.

 

O grupo evita o termo “personagem” e prefere adotar “figuras”. O texto é narrado e cantado por dois índios Piripkura Pud e Pudleré, criadores dos seres; um padre que foi engolido por uma onça que resolveu morar dentro de um lugar inesperado; um fazendeiro que matou um índio e o mesmo índio que o matou; por uma cantora que se perde na mata; por Macunaíma e seu irmão, os heróis dos Taurepang, além de outras duplas, inclusive dois porcos.

 

Como parte das pesquisas, em fevereiro de 2011 integrantes da Cia. Teatro Balagan passaram um período de troca e convívio na aldeia Gapgir, junto ao povo indígena Paiter Suruí, em Rondônia. “Foi muito interessante e é difícil traduzir em palavras. Trata-se de um povo curioso por excelência. Mas, mais que isso, eles exigem um pacto. Tudo é relação de troca e, nesse caso, nós vivenciamos a cultura indígena e eles vivenciaram o teatro.”

 

O grupo ofereceu oficinas cênicas e o escambo foi além, pois este ano os índios montaram uma peça.

 

Precisamos reconhecer o que não somos
Para compor o enredo, o dramaturgo Luis Alberto de Abreu se valeu de uma série de fontes como notícias de jornais, textos antropológicos, estudos místicos e entidades políticas ligadas à causa indígena. Essa diversidade de material multiplicou também os pontos de vista do relato jornalístico que deu origem ao projeto Recusa. “Índios não são uma coisa só, existem mais de 230 etnias, 230 linguagens e a mesma quantidade de visões de mundo. Não queremos representar essas visões, mas dialogar com elas”, explicou Antonio Salvador.

 

O ator relatou que é muito comum escutar dos espectadores que não houve identificação. “Daí penso que alcançamos o êxito, pois não é para ninguém se identificar, aquilo não é sobre você. Precisamos reconhecer o que não somos nós.”

 

A diretora Maria Thaís complementou que o espetáculo é a via poética da resistência. “Desloca nossas perspectivas sobre a ideia de extinção, finitude, história, civilização, identidade, alteridade, animalidade e humanidade.”

 

A peça conquistou diversos prêmios, entre eles Prêmio Shell de Teatro 2012; Prêmio APCA – Associação Paulista dos Críticos de Arte 2012; Prêmio Cooperativa Paulista de Teatro 2012; além de seis indicações ao Prêmio Shell de Teatro 2012.

 

Serviço
Peça Recusa – Sexta-feira (07/03), às 21h, no Sesc Santo André (rua Tamarutaca, 302, Vila Guiomar)
Ingressos de R$ 4 até R$ 20. Informações: 4469-1200.

 

 * Fonte: http://www.abcdmaior.com.br/noticia_exibir.php?noticia=57492

“Recusa” no interior de São Paulo

 

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A partir de 07 de março de 2014, “Recusa” – espetáculo da Cia Teatro Balagan em que Eduardo Okamoto é ator convidado e Daniele Sampaio é diretora de produção – continua a circulação pela rede SESC-SP. 

 

Em 2013, passamos pelas cidades de Sorocaba, Santos, São José do Rio Preto e Ribeirão Preto. Em 2014, serão mais 05 cidades visitadas pela companhia.  

 

Acompanhe a programação, compareça e ajude a divulgar!

 

“Recusa” no Sesc Santo André
Dia 07 de março , às 21h
Rua Tamarutaca, 302, Vila Guiomar, Santo André – São Paulo
Telefone: (11) 4469-1200
Informações e ingressos: https://www.sescsp.org.br/programacao/28712_RECUSA

 

“Recusa” no Sesc Bertioga
Dia 08 de março, às 20h30
R. Pastor Djalma da Silva Coimbra, 20, Jardim Rio da Praia, Bertioga – São Paulo
Telefone: (13) 3319-7700  

 

“Recusa” no Sesc Osasco
Dias 11 e 12 de março, às 20h
Avenida Sport Club Corintians Paulista, 1300 – Vila Osasco, São Paulo – SP
Telefone: (11) 3184-0900
Informações e ingressos: https://www.sescsp.org.br/programacao/28624_RECUSA

 

“Recusa” no Sesc São Carlos
Dia 13 de março, às 20h
Avenida Comendador Alfredo Maffei, 700, Jardim Gibertoni, São Carlos – SP
Telefone: (16) 3373-2300
Informações e ingressos: https://www.sescsp.org.br/programacao/28725_RECUSA

 

“Recusa” no Sesc Araraquara
Dia 15 de março, às 20h
R. Castro Alves, 1315, Quitandinha, Araraquara – São Paulo
Telefone: (16) 3301-7500
Informações e ingressos: https://www.sescsp.org.br/programacao/28855_RECUSA

 

Correio Popular: Feverestival apresenta a peça ‘Recusa’, com a Cia. Balagan

 

Com musical de Marlui Miranda, espetáculo traz os atores Antonio Salvador e Eduardo Okamoto.

 

O espetáculo ‘Recusa’, de Luís Alberto de Abreu, com a paulistana Cia. Balagan, encerra, nesta quinta-feira (27), a programação teatral da décima edição do Feverestival – Festival Internacional de Teatro de Campinas. A peça é narrada e cantada por dois olhares e seus múltiplos: dois índios Piripkura; dois heróis ameríndios; um padre que foi engolido por uma onça e resolveu morar em um lugar inesperado; um fazendeiro que matou um índio e o índio que o matou; uma cantora que se perde na mata; Macunaíma e seu irmão, entre outros.

 

A montagem tem direção geral de Maria Thaís e musical de Marlui Miranda. No elenco, os atores Antonio Salvador e Eduardo Okamoto (convidado). O projeto nasceu em 2009 quando o grupo leu a notícia “Funai recorre à Procuradoria para proteger área de dois índios isolados”. A notícia mencionava o aparecimento de dois índios Piripkura, etnia considerada extinta há pelo menos 20 anos. A partir daí a companhia desenvolveu pesquisa com antropólogos e em campo, em Rondônia, com o povo indígena Suruí Palter, para criar a dramaturgia.

 

Serviço
Peça ‘Recusa’, encerramento do Feverestival
Nesta quinta-feira (27), às 20h
No Teatro Municipal José de Castro Mendes (Praça Corrêa de Lemos, s/n – Vila Industrial) – Campinas. Telefone: (19) 3272-9359
Ingressos: R$ 4,00 (comerciários matriculados no Sesc), R$ 10,00 (meia, usuários matriculados no Sesc, professores das redes públicas e pessoas acima de 60 anos) e R$ 20,00

 

*Fonte: http://correio.rac.com.br/_conteudo/2014/02/entretenimento/156868-feverestival-traz-a-peca-recusa–com-a-cia-balagan.html

 

“Recusa” no Feverestival

 

“Recusa” no Feverestival, em Campinas
27 de fevereiro de 2014, às 20h
Teatro Castro Mendes
Endereço: Rua Conselheiro Gomide, 62, Vila Industrial, Campinas/SP
Ingressos: R$ 20 (inteira); R$ 10 (meia) e R$ 4,00 (trabalhadores no comércio de bens, serviços e turismo matriculados no Sesc)
Informações: http://feverestival.com.br/

 

Curso de Produção e Gestão de Projetos Culturais em Ribeirão Preto

 

 

 

Acabou. Já começa, porém!

Em 2013, trabalho e encontros.

 

Houve mais de 50 sessões de “Recusa” – espetáculo da Cia Teatro Balagan em que Eduardo Okamoto é ator convidado e Daniele Sampaio é diretora de produção.

 

Foi muito. Não foi tudo. “Eldorado” (solo de Okamoto com direção de Marcelo Lazzaratto e dramaturgia de Santiago Serrano) e “Agora e na Hora de Nossa Hora” (solo de Okamoto com direção de Verônica Fabrini) foram apresentados na Espanha.

 

Realizamos o projeto “Agora e na Hora de Nossa Hora_20!”, em Campinas, registrando os 20 anos da Chacina da Candelária.

 

Okamoto seguiu como docente na UNICAMP e Daniele Sampaio aprofundou pesquisa sobre Políticas Culturais na Fundação Casa de Rui Barbosa.

 

Em 2014, encontros, andanças e estréia!     

 

Estão programadas mais de 30 sessões de “Recusa”: em temporada na capital e turnê pelo Circuito SESC no interior de São Paulo; com financiamento do Prêmio Myriam Muniz, em Belém e Altamira (Pará), Ji-Paraná e Porto Velho (Rondônia); em Campinas, em fevereiro, no Feverestival.    

 

Em março, Daniele Sampaio ministra oficina “Elaboração e Gestão de Projetos Culturais”, em Campinas.

 

Em maio, “Agora e na Hora de Nossa Hora” é espetáculo convidado do Festival Teatro In TILT, em Genova, na Itália. Ali, Okamoto ministra também workshop.

 

No segundo semestre, estréia novo espetáculo: parceria de Eduardo Okamoto com o diretor Márcio Aurélio a partir da obra do japonês, ganhador do Nobel de Literatura, Kenzaburo Oe. O espetáculo, cujo título provisório é “OE”, tem financiamento do Prêmio Myriam Muniz e inclui jornada de Okamoto no Japão – tantas viagens num só deslocamento!   

 

Em entrevista para a Rádio Unesp, Okamoto anuncia a estréia e comenta sua participação no livro “Retratos de Teatro”, do fotógrafo Bob Sousa. Para ouvir, clique aqui.

 

2014 aponta Oeste. Orientemo-nos!

 

“Recusa” em São José do Rio Preto

 

Nota de Cancelamento

 

A produção do espetáculo “Agora e na Hora de Nossa Hora” comunica que a Secretaria Municipal de Cultura – nas pessoas do Diretor de Cultura, Gabriel Rapassi, e de Sandra Peres – cancelou a sua apresentação, hoje, dia 19 de outubro de 2013, na Estação Cultura. A apresentação seria parte de temporada campineira, com 10 sessões do espetáculo, marcando os 20 anos da Chacina da Candelária. No lugar da obra teatral, será celebrado um baile para os servidores públicos.

 

Até o dia 17 de outubro, quarta-feira, o Secretário de Cultura, Ney Carrasco (que tem estabelecido uma importante gestão, que inclui amplo diálogo com os artistas da cidade), não estava informado sobre a coincidência de eventos no mesmo espaço. Os eventos foram agendados por funcionários da Estação Cultura e confirmados pela Secretaria a que estão submetidos (quando do pedido de confirmação da pauta para ocupação do espaço e na autorização de peças gráficas de divulgação). Somente por e-mail enviado por Eduardo Okamoto, o Secretário de Cultura tomou ciência da ocorrência. Evidencia-se, assim, a decisão unilateral e solitária do Diretor de Cultura sobre o cancelamento da apresentação.

 

A temporada de “Agora e na Hora de Nossa Hora” é financiada com recursos do FICC – Fundo de Investimentos Culturais de Campinas.

 

Do episódio, destacam-se:

 

1) A desorganização do equipamento cultural e a inabilidade de seus servidores. Difícil aceitar que os funcionários da Estação Cultura e da Secretaria de Cultura não estejam habilitados a consultar a agenda de eventos para verificar a disponibilidade de espaços para a sua ocupação.

 

2) A covardia e o autoritarismo da ação do Diretor de Cultura, Gabriel Rapassi, que fugiu de registrar por escrito os motivos do cancelamento da apresentação teatral (a saber: a sua opção pela realização de um baile), mesmo após insistentes telefonemas seus à produção do trabalho, com proposições que demonstram total desconhecimento das necessidades de um espetáculo de teatro (como a tentativa de mudança de horário da apresentação, das 20h para às 15h, desconsiderando-se efeitos de iluminação, materiais de divulgação já distribuídos e ampla cobertura cobertura de imprensa).

 

3) A má gestão de recursos do FICC, que já são escassos, não atendem à demanda de projetos culturais da cidade e têm o seu investimento em trabalhos selecionados por edital público comprometido por erros tão elementares como a organização da agenda de um equipamento cultural.

 

4) O serviço público, mais uma vez, antes de cumprir a sua missão – no caso, de gestão de políticas públicas para a cultura, de fazer valer o direito constitucional de construção e apropriação de bens simbólicos pelo cidadão – opta por celebrar a si mesmo num baile.

 

Ainda que a decisão e os motivos do cancelamento da apresentação, não sejam responsabilidade da produção do espetáculo, desculpamo-nos antecipadamente por transtornos que podem ser causados aos espectadores que têm comparecido à Estação Cultura (vindos, inclusive, de outras cidades, como São Paulo, Americana, Mogi das Cruzes, Valinhos, Indaiatuba, Jaguariúna, Nova Odessa, Piracicaba, etc.).

 

No domingo, dia 20, às 20h, será realizada a última apresentação da temporada de “Agora e na Hora de Nossa Hora”. Possamos, tal qual o menino de rua que se apresenta na obra, estabelecer: “Eu estou aqui!” Seja inquestionável, a despeito dos desvios políticos da cidade de Campinas, a presença da cultura na Estação Cultura. E na cidade!

 

Em tempo: o dia do servidor público é 28 de outubro, para o qual foi decretado ponto facultativo, e não 19 do mesmo mês, como se poderia supor.

 

A produção do espetáculo “Agora e na Hora de Nossa Hora”

“Recusa” no Circuito TUSP: São Paulo, Bauru e Ribeirão Preto

 

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“Recusa”, espetáculo da Cia Teatro Balagan com atuação de Eduardo Okamoto e produção de Daniele Sampaio, chega às cidades de São Paulo, Bauru e Ribeirão Preto. As apresentações fazem parte do Circuito TUSP de Teatro. Este é um programa de ação continuada para a difusão das artes cênicas nos campi da Universidade de São Paulo, em parceria com outros espaços públicos no interior do estado, como os Teatros Municipais e Seções de Atividades Culturais dos campi da USP.

 

O projeto pretende oferecer formas diversificadas de convívio com a experiência cênica, cultivando o hábito da fruição teatral entre a comunidade universitária e o público externo.

 

No segundo semestre de 2013, os espetáculos que compõem este circuito percorrerão as seguintes cidades: Bauru, Ribeirão Preto, São Carlos e Piracicaba e capital, no período de 23 de setembro a 27 de outubro de 2013. A entrada é gratuita.

 

“Recusa” em São Paulo
dia 10/10, às 21h, no Tusp
Rua Maria Antônia, 294 | Consolação

 

“Recusa” em Bauru
dia 17/10, às 20h, no Teatro da FOB
Al. Dr. Octavio Pinheiro Brisolla, 9-75 Vila Universitária

 

“Recusa” em Ribeirão Preto
dia 24/10, às 20h, no Auditório da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto
Av Bandeirantes 3.900 – Monte Alegre

 

“Recusa” em Angra dos Reis

 

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“Recusa”, espetáculo da Cia Teatro Balagan em que Eduardo Okamoto é ator–convidado e Daniele Sampaio é diretora de produção, participa da FITA – Festa Internacional de Teatro de Angra, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

 

“Recusa” compõe a programação do festival ao lado de outro 58 trabalhos de diferentes gêneros. Na Praia do Anil será construída a “cidade do teatro”, que incluirá dois palcos, um com capacidade para 1500 pessoas e receberá espetáculos de grande porte e outro, com capacidade para 600 pessoas. Também haverá um lounge para debates, encontros e palestras, em espaço organizado pelo Sesc. O Teatro Municipal de Angra dos Reis também receberá diversas produções.

 

“Recusa” apresenta-se no dia 05 de outubro de 2013, no Palco Cult, às 21h45. Os ingressos custam de R$2,50 a R$15,00 e podem ser comprados pela internet, clicando aqui.

 

“Recusa” na Fita 
05 de outubro de 2013, às 21h45
 Tenda Cult 
Endereço: Av. Airton Senna da Silva, 1777
Informações:  (21) 3005.4104