animação

Mostra Repertórios do Corpo no SESC Campinas

Depois de passar por Ribeirão Preto, a mostra “Repertórios do Corpo” chega ao SESC Campinas,   reunindo espetáculos e oficina do ator Eduardo Okamoto.

 

A mostra sintetiza resultados de seus estudos sobre a chamada dramaturgia de ator – modalidade de criação teatral fundada na organização de repertórios físico-vocais do atuante. Deste estudo foram desenvolvidos diversos espetáculos com a sua participação, como os solos “Agora e na Hora de Nossa Hora” e “Eldorado” (indicado ao Prêmio Shell 2009 como Melhor Ator), e as parcerias “Chuva Pasmada” (com a atriz Alice Possani, do Matula Teatro) e “Uma Estória Abensonhada” (em que dirige o Grupo Teatro Camaleão).

 

Em 2010, ano em que Eduardo Okamoto completou uma década de pesquisas continuadas sobre esse tema de trabalho, um evento-inventário denominado “10 Anos por uma Escrita do Corpo”, análogo a este “Repertórios do Corpo”, foi realizado nas cinco regiões do Brasil, passando por Natal, Belém, Goiânia, Belo Horizonte e Porto Alegre.

 

Confira a programação abaixo:


SERVIÇO MOSTRA “REPERTÓRIOS DO CORPO”

Local: SESC Campinas

Data: de o6 a 09/04.

Ingressos: de R$ 3,00 a R$ 12,00

Informações: 16 3977-4477

www.sescsp.org.br

Repertórios do Corpo no SESC Ribeirão Preto


Pela primeira vez em Ribeirão Preto, a mostra “Repertórios do Corpo” reúne três espetáculos do ator Eduardo Okamoto, Bacharel em Artes Cênicas, Mestre e Doutor em Artes pela Unicamp.

 

A mostra sintetiza o resultado de mais de uma década de pesquisa sobre a chamada dramaturgia de ator – modalidade de criação teatral fundada na organização de repertórios físico-vocais do atuante.

 

Deste estudo foram desenvolvidos diversos espetáculos com a sua participação, como os solos “Agora e na Hora de Nossa Hora” e “Eldorado” (indicado ao Prêmio Shell 2009 como Melhor Ator), e “Chuva Pasmada” (em parceria com a atriz Alice Possani, do Matula Teatro, e baseado no conto homônimo do escritor moçambicano Mia Couto).

Confira a programação abaixo:

 

Dia 29/03 às 21h

Espetáculo “Eldorado” – Indicação Prêmio Shell Melhor Ator 2009

 

Dia 30/03 às 21h

Espetáculo “Chuva Pasmada” – em parceria com a atriz Alice Possani, do Matula Teatro

 

Dia 01/04 às 21h

Espetáculo “Agora e na Hora de Nossa Hora” – Solo Premiado no Festival Internacional de Teatro Dança de Agadir – Marrocos

 

SERVIÇO MOSTRA “REPERTÓRIOS DO CORPO”

Local: SESC Ribeirão Preto

Data: 29 e 30/03, 01/04.

Ingressos: R$ 2,50 a R$ 10,00

Informações: 16 3977-4477

www.sescsp.org.br

 


Espetáculo “Chuva Pasmada” no SESC Araraquara


O ator Eduardo Okamoto volta a Araraquara para apresentação única de seu novo espetáculo: “Chuva Pasmada” – em parceria com a atriz Alice Possani do Grupo Matula Teatro.

 

A apresentação será no SESC ARARAQUARA no dia 31/03 às 20h.

 

Serviço:

Espetáculo “Chuva Pasmada”

Local: SESC Araraqura

Data: 31/03/2011 às 20h

Ingressos: R$ 5,00 a R$ 20,00

Informações: 16 3301-7500

www.sescsp.org.br

 


Inscrições Abertas para Oficina “Dramaturgia do Corpo” com Eduardo Okamoto no TEPA

Dentro das comemorações dos 15 anos do Teatro Escola de Porto Alegre – TEPA – o ator Eduardo Okamoto ministra a oficina “Dramaturgia do Corpo”. O curso será realizado nos dias 14, 15 e 16 de abril.

As incrições já estão abertas!

Para mais informações: (51) 3221-7778 ou www.tepa.com.br

Para quem não conhece, O TEPA é um Centro de Produção, Pesquisa e Formação Cultural fundado em 1996. Desde então, tem produzido espetáculos que se diferenciam pelo valor artístico no panorama cultural do Rio Grande do Sul.

O TEPA viabiliza e apoia produções de espetáculos profissionais, montagens de conclusão de cursos de sua própria escola e atividades de cunho cultural, como o fomento a grupos de pesquisa em linguagens de estilo, eventos para empresas e produções ligadas ao cinema e à televisão.

Para saber mais, clique aqui.

“Chuva pasmada” no SESC Santos


Parceria de Eduardo Okamoto e Alice Possani, do Matula Teatro, “Chuva Pasmada” inicia circulação por cidades do estado de São Paulo. Já estão agendadas apresentações em Santos, Araraquara, Ribeirão Preto, Campinas.


Em Santos, primeira cidade a receber o espetáculo depois da temporada paulistana no SESC Pompéia, a apresentaçãoa contece no dia 12 de fevereiro, no SESC.


Para saber mais sobre o espetáculo, clique aqui.


Serviço:

“Chuva Pasmada” no SESC Santos

Dia: 12/02/2011

Endereço: Rua Conselheiro Ribas, 136. Bairro Aparecida

Ingressos: de R$ 2,00 a 8,00

Informações: 13 3278 9800

“Chuva Pasmada” no Prêmio CPT


Para a escolha dos indicados ao Prêmio CPT 2010 foram consideradas as indicações da sociedade civil, realizadas por e-mail até o dia 23/07/2010 para o 1º semestre, e até o dia 10/12/2010 para o 2º semestre, com a contribuição de uma comissão avaliadora formada por Alexandre Mate, Lizette Negreiros, Antonio Chapeu, Sérgio Roveri. A entrega do Prêmio está prevista para dia 7 de fevereiro de 2010, no Teatro Coletivo.

Confira abaixo os indicados do segundo semestre ao Prêmio da Cooperativa Paulista de Teatro 2010, e a lista final do primeiro semestre:


Prêmio da Cooperativa Paulista de Teatro

 

1 – Dramaturgia – Criação individual ou coletiva em espetáculo apresentado em sala convencional, rua ou espaço não convencional

 

1º Semestre

– Francisco Carlos: Namorados da catedral bêbada e Banana mecânica.

– Luís Alberto de Abreu: Em nome do pai / Um dia ouvi a Lua.

– Leonardo Moreira: Escuro

2º Semestre

– Antônio Rogério Toscano: Bielski

– Leonardo Cortez: Rua do Medo

– Zen Salles: Pororoca – Núcleo de Dramaturgia SESI – British Council.

 

2 – Direção – Criação individual ou coletiva em espetáculo apresentado em sala convencional, rua ou espaço não convencional

1º Semestre

– Leonardo Moreira:Escuro

– Antunes Filho: Policarpo Quaresma

– Luciano Carvalho: A Saga do menino diamante – Uma ópera periférica

2º Semestre

– Maria Alice Vergueiro: As três Velhas

– Rodolfo García Vázquez, Roberto Zucco / Hipóteses para o amor e a verdade.

– Zé Henrique de Paula: Sideman / Novelo

 

3 – Elenco – Em espetáculo apresentado em sala convencional, rua ou espaço não convencional

1º Semestre

– O Errante (Brava Companhia): Rafaela Carneiro, Max Raimundo, Márcio Rodrigues, Luciana Gabriel, Fábio Resende, Ademir de Almeida.

– O Idiota (Espetáculo com atores de cinco companhias teatrais diferentes – Cia. da Mentira, Vertigem, Teatro Oficina, Livre e Mundana): Aury Porto, Fredy Allan, Luah Guimarãez, Lúcia Romano, Luis Mármora, Sérgio Siviero, Silvio Restiffe, Sylvia Prado, Vanderlei Bernardino e Otávio Ortega

– Conjugado (Cia. Estável de Teatro, Dolores Boca Aberta e Nhocuné Soul): Andressa Ferrazi, Luciano Carvalho, Osvaldo Hortencio, Renato Gama e Tati Matos.

2º Semestre

– As três Velhas (Companhia de Teatro Pândega): Maria Alice Vergueiro, Luciano Chirolli e Paschoal da Conceição.

– A Criatura (Núcleo N3): Andreza Domingues, Cristiana Gimenes, Fábio Parpinelli, Gustavo Martins, Lanna Moura, Márcia Nunes, Neto Medeiros, Péricles Raggio e Wagner Dutra.

– Chuva Pasmada: Alice Possani (Grupo Matula Teatro) e Eduardo Okamoto

 

4 – Trabalho apresentado em sala convencional

1º Semestre

– Escuro (Cia. Hiato)

– Policarpo Quaresma (Antunes Filho)

– Dois Perdidos Numa Noite Suja

2º Semestre

– As três velhas (Companhia de Teatro Pândega)

– Bixiga (Musical – Direção Mario Masetti e Co-direção Carlos Meceni)

– 12 homens e uma Sentença (Direção Eduardo Tolentino)

 

5 – Trabalho apresentado em rua

1º Semestre

– Ser Tão Ser – Narrativas da outra Margem – (Buraco D’Oráculo)

– A Farsa do Advogado Pathelin – (Rosa dos Ventos – Presidente Prudente) – Texto: autor anônimo, Direção: Roberto Rosa.

– Terra Papagallis – (Trupe Olho da Rua – Santos)

2º Semestre

– Este Lado Para Cima (Brava Companhia).

– Radio Varieté (Cia. La Mínima ).

 

6 – Trabalho apresentado em espaços não convencionais

1º Semestre

– A Saga do Menino Diamante – Uma Ópera Periférica (Dolores Boca Aberta)

– Conjugado (Cia. Estável de Teatro, Dolores Boca Aberta e Nhocuné Soul).

– Rebentos – Trilogia Degenerada (Cia. Pessoal do Faroeste).

2º Semestre

– Roberto Zucco (Cia. de Teatro Os Satyros)

– Bielski (Cia levante)

– Dizer e Não Pedir Segredo (Coletivo Teatro Kunyn)

 

7 – Trabalho para plateia infanto-juvenil apresentado em sala convencional, rua ou espaço não convencional

1º Semestre

– Amazônia Adentro (Cia. Conto em Cantos)

– A Mostra Cia. da tribo – 14 anos.

2º Semestre

– Ibejis (Cia. Pessoal do Faroeste)

– Na Arca às Oito (Cia. Paidéia Jovem de Teatro)

– João de Barros – Mais uma brincadeira Poética (Cia. Engasga Gato – Ribeirão Preto)

 

8 – Grupo ou Companhia revelação, do interior, litoral ou capital do Estado

1º Semestre

– Cia. dos Inventivos

– Brava Companhia

– Cia. Hiato

2º Semestre

– Núcleo Caboclinhas.

– Trupe Olho da Rua (Santos)

– Cia. Tragatralha (Piracicaba)

 

9 – Trabalho apresentado no interior e litoral paulista, em sala convencional, rua ou espaço não convencional

1º Semestre

– Um dia ouvi a Lua – Cia. de Teatro da Cidade (São José dos Campos)

Texto: Luís Alberto de Abreu – Direção: Eduardo Moreira

– A farsa do advogado Pathelin – Rosa dos Ventos (Presidente Prudente)

Texto: autor anônimo, Direção: Roberto Rosa.

– Terra Papagallis – Trupe Olho da Rua (Santos).

2º Semestre

– Bielski (Cia Levante).

– João de Barros – Mais uma brincadeira Poética (Cia. Engassa Gato – Ribeirão Preto).

– São Jorge e o Dragão (Cia. Cornucópia de teatro – Ribeirão Preto).

 

10 – Projeto Visual – elementos plásticos e visuais do espetáculo e sua realização cênica: iluminação, cenografia, figurino, adereços, maquiagem

1º Semestre

– Paulo Faria: Rebentos – Trilogia Degenerada.

– Marisa Bentivegna e Leonardo Moreira: Escuro

– Fernanda Aloi: Êxodos

2º Semestre

– André Cortez (Cenógrafo), Fabio Retti (Iluminação) e Fabio Namatame (Figurinos e Visagismo): O Amor e outros estranhos rumores (Grupo 3 de teatro).

– Adriana Carui (Figurinos), Jonas Ribeiro e Carlos Palma (Iluminação) e Claudio Lux (Efeitos Cenográficos): Big Bang Boom! (Núcleo Arte Ciência no Palco)

– Miguel Nigro (Bonecos, cenografia e figurinos), Cristina Souto (Iluminação): A Criatura (Núcleo N3 – Grupos: Teatro Por Um Triz, Teatro de La Plaza e Cia Patética).

 

11 – Projeto Sonoro – elementos sonoros do espetáculo e sua realização cênica: palavra, canto, trilha original ou adaptada, arranjos e sonoplastia.

1º Semestre

– Nara: Pedro Paulo Bogossian

– Popol Vuh: Gustavo Kurlat e Fabrício Zavanella

– Lamartine Babo – Musical dramático: Fernanda Maia.

2º Semestre

– Bielski: Cristiano Meirelles (Direção Musical) e Carolina Nagavoshi (Assistência Musical).

– Os Boêmios de Adoniran – Musical: Thiago Henrique (Direção Musical), Banda ao Vivo – Músicas de Adoniran Barbosa – Músicos: Léo Ferreira, Marcelo Brandão, Vitor Ramos e Paulinho Farias).

– Bixiga: Fabio Prado. Enéas Carlos Pereira (Letras), João Maurício Galindo (Regência), Jazz Sinfônica (Orquestra), Nelson Ayres, Ruriá Duprat, Miguel Briamonte e Rodrigo Morte (Compositores).

 

12- Ocupação de espaço – Compreendendo sala convencional, rua ou espaços não convencionais, no interior, litoral ou capital do Estado.

1º Semestre

– Dolores Boca Aberta: A Saga do Menino Diamante – Uma Ópera Periférica.

– Cia. Pessoal do Faroeste: Trilogia Degenerada.

– Brava Companhia: O Errante.

2º Semestre

– Boa Cia. de Teatro de Campinas no Tusp – Projeto “O Lobo do Homem”.

– V Edição da Mostra Lino Rojas – Pela ocupação na Praça do Patriarca  e diferenciados outros espaços da periferia da cidade de São Paulo.

– O idiota (Espetáculo com atores de cinco companhias teatrais diferentes – Cia. da Mentira, Vertigem, Teatro Oficina, Livre e Mundana). (Sesc Pompéia)

 

13 – Publicação dedicada ao universo do teatro, suas diversas vertentes, relações e linguagens, em projetos de Grupos e Companhias teatrais, instituições ou similares.

1º Semestre

– Na cena do Dr. Dapertutto – Maria Thais (Perspectiva)

– Hierofania: Sebastião Milaré (Edições SescSP)

– Batalha da Quimera: Sebastião Milaré (Edições Funarte).

2º Semestre

– Revista Rebento – Revista de Teatro e Espetáculo (Unesp)

– Aparte XXI – Revista do Teatro da Universidade de São Paulo

– Cia. de Teatro Os Satyros (Imprensa Oficial)

 

14 – PRÊMIO ESPECIAL

1º Semestre

– Aos Movimentos 27 de Março, Roda do Fomento e Movimento de Teatro de Rua.

(Pelo importante engajamento militante e político pela Cultura do País).

2º Semestre

– Ao V Festival Internacional de Teatro para Infância e Juventude – Uma janela para a utopia – Cia. Paidéia Jovem de Teatro.

– A Luiz Carlos Moreira pelos 30 anos de militância e igualmente à Companhia Engenho que desde 1993 leva Teatro para a periferia de São Paulo no Engenho Teatral.

– Ao Circuito Tusp – Por levar espetáculos e oficinas teatrais a 6 cidades do interior (Bauru, Lorena, Piracicaba, Pirassununga, Ribeirão Preto e São Carlos).

 

 

*Fonte: http://www.cooperativadeteatro.com.br/2010/?p=2528


Curso “Produção e Gestão para as Artes Cênicas”


Estão abertas as inscrições para o curso “Produção e Gestão para as Artes Cênicas” com Daniele Sampaio e Pedro de Freitas. Inscrições até 15 de fevereiro. Abaixo, mais informações:

CURSO “PRODUÇÃO E GESTÃO PARA AS ARTES CÊNICAS” – de 21 a 25 de fevereiro de 2011


Sinopse: A produção cultural viabiliza a criação da arte e mediação perante seus públicos para sua fruição. Assim, mais que inserir produtos no mercado das artes, é função do produtor cultural a elaboração de estratégias que tornem possíveis a criação e a fruição de bens simbólicos.

O curso parte desta dimensão do fazer cultural, procurando localizá-la como ação. O seu objetivo é oferecer aos participantes noções gerais para a gestão de projetos culturais nas artes cênicas: sua formatação para editais e leis de incentivos; o debate sobre a relação entre o processo de criação e a sua administração; a leitura dirigida e a discussão de textos sobre a produção cultural contemporânea  – os artifícios de gestão que viabilizam os artifícios da cena .

Assim, tanto quanto fornecer instrumental para o aluno-participante viabilizar projetos culturais, espera-se contribuir para a o seu processo de formação como agente social da cultura.


Conteúdo programático: O papel da produção / Contextualização de Cultura no Brasil / Financiamento à Cultura: Ação Privada e ação Estatal / Elaboração de Projetos (Concepção, objetivos, justificativa) / Planejamento (Orçamento; cronograma) / Estratégia de Plano de Comunicação / Captação de Recursos

Datas: 21 a 25 de fevereiro das 9h às 13h
Local: Cia Sarau – Barão Geraldo – Campinas
Carga Horária: 20h
Valor: R$ 350,00 a R$ 400,00
Vagas: 15 (Clique aqui e faça download da Ficha de Inscrição e veja as formas de pagamento)
Mais informações: cursos@periplo.com.br

Novo Site no Ar!


Está no ar o novo site do ator Eduardo Okamoto. Este novo território virtual possibilitará que a experiência do espectador dos espetáculos possa se estender para os seus processos geradores. Aqui, poderão ser encontrados informações sobre a trajetória do ator, seus trabalhos, textos teóricos publicados, arquivos para imprensa e requisitos técnicos para as apresentações.

 

O novo site conta ainda com blog de notícias, com informações sobre agenda de espetáculos e cursos, e blog do ator, com reflexões sobre suas investigações.

Chuva Celebrada


O espetáculo “Chuva Pasmada” fundamenta-se na obra de Mia Couto. A gênese deste processo criativo, no entanto, não se limita à matéria literária: inclui os festejos de dez anos de trabalhos do ator Eduardo Okamoto e do Grupo Matula Teatro. Chuva é celebração.

 

O espetáculo marca o reencontro de Alice Possani, atriz do Matula, e Eduardo Okamoto, um dos fundador deste grupo e que, a partir de 2005, seguiu carreira solo. Em 2010, ano de estréia deste novo trabalho, ator, atriz e grupo completam dez anos de trajetórias (às vezes em caminhos próximos; outras, autônomos).

 

E se o texto de Mia Couto é escrito de passagens – tratando de amor, crescimento, amadurecimento, morte -, esta “Chuva” é também trânsito para novas experiências. É certo que há de se celebrar os dez anos em que jovens artistas de teatro se dedicam a um projeto artístico de longo prazo, construído no tempo – que sempre nos faz outros. Mas também há de se celebrar os anos vindouros que o tempo precedente aponta. Esta nossa chuva, que nunca esteve pasmada, há também de preparar para o fluir de um rio sempre nascente.

 

Na abertura ao novo, os atores aproximaram-se de outros artistas, como o encenador Marcelo Lazzaratto e o dramaturgo Cássio Pires. Ambos, com linhas de estudo distintas daquelas que marcam as trajetórias de Matula e Okamoto, puderam referenciar a criação com novos procedimentos – como o uso da palavra, matéria pouco explorada em trabalhos anteriores fundados em linguagem corporal. Na reunião das diferenças, realizamos em processo criativo a provocação de Mia Couto: coração sempre começando no peito de outra pessoa.

 

 

Processo de criação

Em “Chuva Pasmada” os atores valeram-se dos procedimentos da mimese corporal, mas apontaram para pontos de pesquisa ainda pouco estudados: as suas relações com um texto dramatúrgico previamente escrito – o conto de Mia Couto e a adaptação de Cássio Pires. Assim, ao mesmo tempo em que coletavam materiais para a criação de personagens, os atores desenvolveram trabalhos de leitura e entendimento de texto. Um dos fundamentos do trabalho reside justamente no equilíbrio entre matéria dramatúrgica e materiais físico-vocais codificados pelos atores.

 

Um dos desafios da interpretação residia numa dificuldade: apenas dois atores deveriam apresentar a grande quantidade de personagens do texto literário. Isto de certa maneira “pressionou” os artistas na consolidação da linguagem do espetáculo, com atores desdobrando-se em narradores e diversos personagens. Aqui, o trabalho de mimese foi fundamental: ampliando o repertório dos atores, oferecendo grande quantidade de materiais à criação.

 

A leitura que a equipe de criação imprimiu ao conto moçambicano trouxe outra dificuldade: interessava não a leitura típica das relações étnicas (sociais, históricas, mítico-religiosas etc) dos povos africanos, mas a leitura arquetípica das relações humanas. Assim, mais que identificar cada ator a um personagem, interessava identificar cada atuante a todos os personagens: a potência humana de assumir diversos papéis: Homem, Mulher, Velho, Menino . Isso levou a nova provocação para os atores. Cada personagem seria representado por mais de um ator, sem a utilização de referencias de cenografia e figurinos. A equipe de criação se perguntava: como, somente com seus corpos, as personagens poderão “viver” em diferentes atores? Como fazer o público reconhecer um mesmo personagem ainda que existam diferenças entre os corpos de um ator e de uma atriz? Aqui, o desafio foi mantendo as características de cada ator aproximar “eixos” de personagens.

 

“Chuva Pasmada” é fundado no trabalho do intérprete, com poucos recursos cenográficos e de figurinos. Num processo inaugurado em confronto de matéria literária com “material de ator”, o espetáculo acaba por sintetizar-se na idéia da palavra tornada corpo: com imagens literárias alimentando a criação de matrizes físicas; com matrizes vocais imprimindo novos sentidos às palavras; com o discurso verbal provocando novas sensações ao discurso não-verbal.

“Chuva Pasmada” no Olho do Furacão



Transcrevemos, abaixo, a crítica de Kil Abreu para o espetáculo “Chuva Pasmada”, apresentado no Fentepp 2010.


 

Nesta versão teatral do conto de Mia Couto, defendida por Alice Possani e Eduardo Okamoto, sobressai uma vez mais algo recorrente na cena brasileira dos últimos anos: a visita ao tema da cultura comunitária, temporalmente recuada e que deixa ver um tipo de sociabilidade em que a vida surge ainda nas bases de um compartilhamento possível, de aspirações coletivas quanto aos sentidos da existência. É esta perspectiva que dimensiona o caráter filosófico que a montagem tem. O dado de dramaticidade está no ruído que, inesperado, aparece para perturbar a ordem deste mundo visível na sua totalidade de valores. É a fenda aberta naquela realidade pacífica o que gera o interesse teatral.

 

No Brasil o gosto por estas dramaturgias pode ser visto em projetos artísticos como o do grupo Lume (Café com queijo é exemplar) e a linhagem de pesquisas orientadas pela antropologia teatral. Mas está também em autores cujos propósitos e estéticas são bem diversos, como Newton Moreno (pensemos em Agreste e Assombrações do Recife velho) e Luis Alberto de Abreu (Maria peregrina, Borandá e outras). Além destes, que mantêm trabalhos de excelência, há um sem número de artistas e grupos tateando campos parecidos. De todo modo há a disposição para formalizar um imaginário social que ganha maior sentido e utilidade não apenas pelo que representa de recuo nostálgico a modos de convivência hoje praticamente perdidos, mas porque estes modos contrastam violentamente com a nossa própria maneira de viver no presente.

 

A começar pelo que talvez pudesse ser o ponto de chegada deste argumento, podemos dizer então que Chuva Pasmada é um espetáculo bonito e útil porque, como nos bons exemplos desta linhagem, deixa claro, ainda que nas entrelinhas, o contraste daquele mundo com as relações atuais, em tudo fragmentadas e cada vez mais distantes da possibilidade de visualização como totalidade. De dentro da sua expectativa fabular a narrativa nos alerta para uma solidão que se anuncia terrível e, pior, paradoxal, porque se dá no olho do furacão de uma dinâmica social, a nossa, em que se proclamam justo os ganhos da interação instantânea que, no entanto, são sempre parciais e altamente mediados.

 

Tendo como tarefa dar concretude ao narrado a dupla de atores, sob a orientação de Marcelo Lazzaratto, transita com grande interesse pelas dobras da história. Tem a seu favor a dramaturgia de Cassio Pires, que faz pacto de convivência com o que é fundamental no conto, aquilo que se convencionou chamar “relato simples”, um gênero de épica das origens que mantém assento na oralidade tradicional, ainda que aqui ela apareça revestida com o acabamento de uma voz literária particular.

 

Em um dedicado trabalho de investigação das imagens que o texto oferece, Alice e Okamoto usam sofisticado repertório atoral, com apoio na gestualidade que, referente aos personagens e situações, não quer mimetizá-los à risca, preferindo a estilização. É um caminho que deixa como ganho o desenho necessário das ações e os espaços livres para uma atuação dinâmica que envolve o relato e a mímesis a um só tempo. São performances sustentadas e empáticas que, entretanto, ainda deixam em suspenso (para usar uma imagem do conto) algo importante. Há grande eficácia na composição das personagens, na chave escolhida. Isto garante uma parte do efeito e do interesse que temos no acompanhamento da narrativa. Mas, salvo engano, ainda será preciso dedicar a mesma atenção quanto ao desenrolar mais exterior das ações. A sintonia fina que é possível ver na construção dos papéis ainda carece de investimento na área da narração. É que o conto, por simples que pareça, tem uma estrutura com muitas dobras, que incluem informações e sentidos. Não temos, por hora, a clareza necessária sobre estas informações, o que por fim acaba prejudicando a apropriação dos sentidos.

 

É claro que com isto não se diz que o espetáculo deva levar o espectador tendenciosamente a um sentido, o que seria traição à abertura poética que a dramaturgia preserva. Entretanto, trata-se de uma narrativa exemplar que tem, sim, um campo de possibilidades de leitura circunscrito ou ao menos esperado. Esclarecer melhor o andamento das ações, as relações de causa e consequência não no aspecto dos seus efeitos, mas do que há nelas de mais objetivo, qual seja, as suas circunstâncias, certamente vai favorecer muito a leitura final que, assim, poderemos fazer com as nossas chaves próprias. Isto seria tão importante quanto o estado, a atmosfera cênica que já estão bem instalados no espetáculo (e, neste capítulo, com a colaboração fundamental da trilha pensada por Michael Galasso).

 

É uma difícil e por isso bela tarefa artística. Mas tem como operadores um time de muita qualidade, pela importância mesmo dos seus respectivos trabalhos e, sobretudo, pelo nível de inquietação que podemos ver neles. Então o reclamo por uma apropriação mais efetiva da platéia na relação com a montagem talvez ainda interesse. Por comum, esta seria também uma forma de articular, nesta idéia de um compartilhamento mais generoso, uma resposta possível àquela dor da época que – supomos – Mia Couto intui com razão, mesmo que a represente subliminarmente.

Fonte: Kil Abreu / Foto: Fernando Martinez


Estréia “Chuva Pasmada” no Sesc Pompéia


Hoje às 21h, no Novo espaço Cênico do SESC Pompéia,  estreia a temporada do espetáculo Chuva Pasmada! Espetáculo em parceria com o Grupo Matula Teatro.

 

 

De 22/10 (hoje) à 14/11 (com exceção do dia 31/10)

Sextas e Sábados às 21h; Domingos às 19h.
Ingressos de R$ 3,00 a R$ 12,00
SESC Pompéia: Rua Clélia, 93 – São Paulo-SP

Estréia Mostra 10 Anos por uma Escrita do Corpo


Hoje é o dia! Será aberta, em Natal, a mostra 10 ANOS POR UMA ESCRITA DO CORPO. Até o dia 26 de maio, serão 03 espetáculos, oficina, lançamento de livro e demonstração técnica.

 

O espetáculo de abertura da mostra é “Agora e na Hora de Nossa Hora”, solo de Eduardo Okamoto sobre crianças e adolescentes em situação de rua. As apresentações acontecem hoje e amanhã, dias 21 e 22, na Casa da Ribeira, às 20h. Os ingressos custam R$ 14,00. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone: (84) 3211.7710.

 

Após a apresentação de estréia, Eduardo Okamoto autografará o livro “Hora de Nossa Hora: o menino de rua e o brinquedo circense” (Editora Hucitec, 2007). A publicação analisa o processo que levou o autor à criação do espetáculo, especialmente, a sua interação com meninos de rua em oficinas de circo do projeto Gepeto, da ong ACADEC, em Campinas.