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35 – “Agora e na Hora de Nossa Hora_18!”

 

Em 18 de maio de 2012, encerramos o projeto “Agora e na Hora de Nossa Hora_18”. A partir de apresentações do espetáculo “Agora e na Hora de Nossa Hora”, registramos os 18 anos da Chacina da Candelária.  Circulação como ato performático. 

 

Esta turnê desenvolveu-se em dois ciclos. O primeiro deles, com 18 apresentações, aconteceu entre outubro e novembro de 2011, no SESC Pompéia, na capital paulista. As sessões foram acompanhadas de 18 postagens, neste blog, debatendo a situação de rua. 

 

O segundo ciclo de 18 sessões, realizado de fevereiro a maio de 2012 com recursos do PROAC – Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo, percorreu 07 cidades do interior paulista. Outras atividades acompanharam a circulação: expográfico sobre o processo criativo; workshops; bate-papo após da primeira sessão em cada cidade; doação de exemplares do livro “Hora de Nossa Hora: o menino de rua e o brinquedo circense ” (Editora Hucitec, 2007), de minha autoria; outras 18 postagens neste blog.

 

Findo o trabalho, já se sente saudades das muitas interações nos caminhos percorridos. Na Escola Livre de Teatro, em Santo André, partilha de modos de pensar/agir no teatro. Além das apresentações, workshop sobre Dramaturgia do Corpo. Lindo começo: impulso alegre!

 

Em Garça, muitos educadores nas apresentações. E, com realização da Secretaria de Cultura de Garça, dois workshops: “Dramaturgia do Corpo”, ministrado por mim; e “Produção Cultural”, ministrado por Daniele Sampaio – produtora do espetáculo.

 

Em Assis, muitos estudantes universitário na platéia. Jovens envolvidos no debate sobre a situação da infância e juventude brasileiras.

 

Em Taboão da Serra, espíritos alimentados pela comovente maneira de viver o teatro do Grupo Clariô, nossos anfitriões. Apresentações e debate para não esquecer da utopia: mudar o mundo, começando por nós mesmos.                    

 

Em São José dos Campos, inseridos na Mostra Joseense de Teatro, um público sabedor de como fruir uma obra. Debate altamente qualificado, troca infinita de experiências!

 

Em Lençóis Paulista, a grata surpresa! Uma cidade que, sendo numericamente pequena (60 mil habitantes), é grande na ambição cultural: mais livros em bibliotecas que moradores no município. Impressionante trabalho da Secretaria de Cultura em fazer do município um lugar fundamental para seus habitantes: espaço de interação e significação do humano. 

 

Em Limeira, a alegria de apresentar na Região Metropolitana de Campinas. Como tem sido raro e difícil apresentar em casa! Em Campinas, por exemplo, não há nenhum teatro público aberto em boas condições. Daí a importância do Teatro Vitória e da sua empenhada equipe na manutenção de uma sala pública na região.

 

Fim. E recomeço. Partimos com uma inquietação: depois de 18 anos da Chacina da Candelária, atingimos a maioridade do debate social? Infelizmente concluímos que não. Ainda abundam casos de violência contra a infância e a juventude. Vivemos uma contradição: apostamos e esperamos o futuro, mas maltratamos aqueles que podem construí-lo.

 

Porém, se não podemos comemorar, depois de tantos caminhos pisados (mais 3.150km!), nosso amadurecimento como povo, podemos celebrar novas amizades. São muito os inquietos. Uma rede deles, cedo ou tarde, há de celebrar o novo!

 

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