animação

34 – Pixote, a lei do mas fraco

 

Hoje, às 19h e às 21h, no Teatro Vitória, em Limeira, encerramos as 18 apresentações da segunda fase do projeto “Agora e na Hora de Nossa Hora_18”. Financiados pelo PROAC – Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo, teremos registrado os 18 anos da Chacina da Candelária em 18 apresentações do espetáculo “Agora e na Hora de Nossa Hora” pelo interior paulista – o mesmo trabalho teve 18 sessões na capital paulista, no SESC Pompéia, em 2011, como primeira fase do projeto. Mais: teremos realizado, bate-papos, exposição, doações de livro e eu, a cada fase do projeto, publiquei 18 postagens sobre a minha interação com os meninos de rua e os materiais que estimularam a criação do espetáculo.

 

Depois de encerradas as apresentações, publicarei ainda dois textos mais, avaliando as nossas andanças e procurando problematizar a inquietação primordial do projeto:  se é esperado que o cidadão brasileiro, aos 18 anos, responda legalmente por suas ações, demos conta como sociedade de amadurecer um projeto social diverso daquele que assassinou crianças, em 1993?

 

Por ora, uma última influência para a criação da peça: o filme “Pixote, a lei do mais fraco”. Possivelmente este foi um dos meus primeiros contatos com o tema da infância abandonada e com a sua representação poética. O filme literalmente me atormentou e produziu pesadelos, na infância e na adolescência. A cena em que Marília Pêra, como Sueli, amamenta Pixote é indiscutivelmente uma imagem importante para a narração de Pedrinha, personagem de “Agora e na Hora de Nossa Hora”, sobre a sua interação com Felipa, sua “mãe da rua”.  Poesia e crueldade.    

    

 

“Agora e na Hora de Nossa Hora” em Limeira
Teatro Vitória
18 de maio, às 19h e às 21h
Praça Toledo de Barros, s/n  
Informações: (19) 3451.6679 / 3451.2675   

 

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