animação

Revista Crescer: “Como derrotar um dragão usando apenas os desenhos de uma criança”

Na impecável montagem de ‘O Dragão de Fogo’, metáforas e alegorias valem mais do que estereótipos e facilitações

 
Por Dib Carneiro Neto

 

Um belo tributo à cultura oriental e à arte dos contadores de histórias está em cartaz em São Paulo, no Sesc Consolação. É a peça O Dragão de Fogo, da produtora Sim! Cultura, sediada em Campinas, no distrito de Barão Geraldo. A direção é de Marcelo Lazzaratto (que também assina o igualmente competente design de luz do espetáculo). A dramaturgia – uma história muito bem contada – é de Cássio Pires, que se debruçou com afinco pelo estudo de narrativas populares asiáticas.
 

O bom gosto impera em cada decisão tomada. Nada ali está a mais, nada é apelativo. O melhor de tudo foi o cuidado em não tratar criança com concessões e estereótipos. Quando isso se dá pela chave do talento e da criatividade, as crianças se sentem valorizadas e, ao seu lado, os adultos acabam também fisgados para dentro da fábula. Foi o que eu pude observar na plateia: pais e filhos encantados pelo desenrolar da trama, com pitadas de humor, suspense e aventura.
 

Como Shun Li, um menino de 7 anos, pode salvar sua aldeia de um terrível dragão que desperta de um sono de séculos? Pois a peça – inspirada no estilo teatral chinês da Ópera de Pequim, que mescla música, luta e teatro – conta a história desse garoto, lançado ao desafio de salvar sua aldeia, surpreendida por um grande incêndio provocado por um dragão. Tão logo o vilarejo é reduzido a cinzas, os seus líderes reúnem-se para discutir uma forma de enfrentar o dragão. Fazem um sorteio, em que apenas um dentre todos os habitantes deverá ser escolhido para enfrentar o grande perigo. Para preocupação de todos, Shun Li é o sorteado.
 

Com uma rara habilidade para o desenho, o menino possui apenas vocações artísticas, em vez de guerreiras, mas mesmo assim aceita o seu destino e sobe a montanha em direção à cova onde vive a criatura que cospe fogo. Quando lá chega, conhece um Rato que se tornará seu amigo e o ajudará a solucionar três enigmas para derrotar o Dragão. É muito inteligente o jogo de adivinhações, pois também homenageia elementos fortemente relacionados à cultura oriental, como um leque (ventarola) e a lanterna mágica.
 

O ator, bailarino e coreógrafo Eduardo Okamoto estreia no teatro infantil, no papel do menino Shun Li. Sua atuação, como não poderia deixar de ser, está grandemente centrada em sua expressão corporal – e o resultado é plasticamente muito belo, delicado e poético. Aliás, a montagem tem cores lindas, fortes, resultando em cenas de muita potência plástica. A solução para a representação do Dragão (Luciana Mizutani) é luminosa e nada óbvia. A decisão da direção em não mostrar ao público nenhum dos desenhos do talentoso menino desenhista também, a meu ver, foi muito acertada, pois deixa espaço para imaginação da plateia atuar por si. Isso é sempre rico e proveitoso em espetáculos para crianças. Não entregar de bandeja, permitir os voos de imaginação. Como diz o programa da peça, “a figura de uma criança desenhista enfrentando perigos é uma alegoria clara para nossos tempos, impulsionando uma aposta o futuro”.
 

O personagem do Rato (Esio Magalhães) é, por assim dizer, a alma do espetáculo. É o personagem que dá vida à peça. Trata-se de um coadjuvante fundamental, digno de prêmios. Divertido, espirituoso, brincalhão, o Rato tem atitudes infantis que resultam em carisma imediato com a garotada. De quebra, desfia um bordão que é pura provocação: ““Isso não tem o menor sentido lógico!” A cena da despedida dos dois amigos é tocante, sem ser piegas.
 

O espetáculo O Dragão de Fogo encanta do começo ao fim, com sua pegada ritualística, seus jogos filosóficos inteligentes, seu respeito às lendas de uma cultura milenar. Mas, atenção, o lance mais legal é que não se levam tão a sério assim. O ritmo tem quebras brechtianas, espertamente incluídas em uma trama que correria o risco de ficar sisuda, formalística demais, pregadora de lições. Direção e dramaturgia resolveram isso da melhor forma possível: brincando com o próprio espetáculo. Por exemplo, há uma fala do Rato que questiona o papel da narradora da peça (Luciana Mizutani): “Olha lá a louca falando sozinha e contando histórias para ninguém!” Resulta hilário. Ou seja, o espetáculo fala de temas e valores sérios, mas rindo das próprias escolhas. Sensacional!
 
SERVIÇO
Local: Sesc Consolação
Endereço: Rua Dr. Vila Nova, 245 – Vila Buarque, São Paulo
Telefone: (11) 3234-3000
Capacidade: 280 lugares
Quando: Só aos sábados, às 11 horas
Duração: 50 minutos
Classificação etária: Livre para todos os públicos
Ingressos: Grátis para crianças até 12 anos. R$ 17,00 (inteira); R$ 8,50 (meia: estudante, servidor de escola pública, +60 anos, aposentado e pessoa com deficiência); R$ 5,00 (trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes).
Temporada: De 3 de junho até 1º de julho de 2017

 
DIB CARNEIRO NETO é jornalista, dramaturgo (Prêmio Shell 2008 por Salmo 91), crítico de teatro infantil e autor dos livros Pecinha É a Vovozinha e Já Somos Grandes, entre outros. Escreva para ele: redacaocrescer@gmail.com ou acesse Pecinha É a Vovozinha.
 

* Fonte: http://revistacrescer.globo.com/Colunistas/Dib-Carneiro-Neto/noticia/2017/06/como-derrotar-um-dragao-usando-apenas-os-desenhos-de-uma-crianca.html

Pecinha é a vovozinha: “Gente, que lindeza!!! Ou A eficiência poética de um dragão”

Com exclusividade para o site Pecinha É a Vovozinha!, uma consagrada pesquisadora, escritora e contadora de histórias comenta o espetáculo ‘O Dragão de Fogo’, dirigido por Marcelo Lazzaratto e em cartaz no Sesc Consolação, em São Paulo, só até este sábado (dia 1.º/7)

 
Por Regina Machado
 

Que todo mundo do “teatro e/ou narração de histórias para crianças” pudesse ir ver O Dragão de Fogo. Esse foi um dos meus desejos naquele sábado de sol, 19 de junho de 2017, no teatro do Sesc Consolação. Mas o desejo mais forte foi: Que esse dragão possa queimar todos os estereótipos ainda cometidos em “prol das crianças”. Isso seria sonhar muito alto?  Ainda assim, o que esse espetáculo faz nesse sentido é muito bom. Demais de bom.
 

Para mim, esse Dragão queima:
 

– A estética brega e desinformada, milhões de vezes repetida, dos cenários e figurinos com “cara de criança” – diminutivos e restritivos –  ou ditos “inovadores”,  fashion, coloridíssimos, tudo íssimos e cheios e badulaques.
 

– A barulheira e os cantos fáceis e sem graça
 

– A rapidez dos acontecimentos
 

– A mania de tudo muito explicado.
 

Teatro para criança pode e deve apostar nos silêncios, respirações, pausas. Adorei quando, assumindo a quarta parede, os personagens mantiveram-se firmes procurando a resposta para a “terceira tarefa” do personagem principal, enquanto as crianças gritavam animadíssimas (por um lado,  seguindo impulso “natural” de responder a desafios perceptivos, de outro, acostumadas que estão às fórmulas que muitos espetáculos e professores lhes impõem de “participação”/ adestramento…)
 

Tudo bem que elas queiram dar respostas – estão vivas! – e tudo bem que o espetáculo PROPONHA, e não imponha, um outro tipo de contato, de encontro com a arte. Viva!
 

Essa é, de fato, uma questão importante. Teve até um momento em que o ator Ésio Magalhães ‘furou a quarta parede’ e comentou no palco o que uma criança disse na plateia (“Não, a resposta não é espinafre!” ). Não é mesmo fácil achar esse equilíbrio, esse ‘trazer as crianças para dentro da cena’ sem recorrer à interação fácil e pobre, como fazer as perguntas óbvias (‘Para onde ele foi?’ E as crianças respondem: ‘por ali, por ali’) ou às vezes tentar seduções baratas (musiquinhas para cantar junto) e por aí afora…. Não é fácil. Por isso, é bonito esse jeito de encenar adotado pela equipe da SIM! Cultura, sediada no distrito de Barão Geraldo, em Campinas. Chamo de eficiência poética.
 

Teatro para criança pode e deve convidar à percepção, às perguntas, à vontade de pensar. Pode e deve incluir o afeto, o bom gosto, o desconhecido que vive dentro de cada ser humano. Aspectos que quase sempre são desconsiderados ou nivelados por baixo nos espetáculos para crianças.
 

Esse Dragão queima limites.
 

As crianças podem e devem conhecer outros ritmos, cenários, linguagens, soluções cênicas, figurinos inspirados por outra visão de mundo – como a das culturas tradicionais – e que, no caso desse espetáculo, produzem uma arquitetura cênica requintada, deslumbrante, mínima, ousada, tecnicamente irrepreensível e cheia de sugestões (que linda é a montanha!). Não é aquele tipo de “teatro infantil”, aquele teatro que pensa a criança no diminutivo.
 

Mesmo vivendo dentro da balbúrdia e do lixo de imagens que esse nosso mundo produz em grande quantidade e velocidade, as crianças gostam, sim, de contemplar. De se abrir para acolher e conversar com o desconhecido, como a Alice de Lewis Carroll.  Algumas vezes, olhei a plateia e vi rostos de olhos redondos abertos em silêncio, meninos e meninas deixados quietos com seus sonhos, perguntas, medos, vontades, convidados delicadamente a imaginar…
 

Em certa hora, escutei atrás de mim:
 

– Mãe, por que ele repete sempre essa mesma frase? (A frase do personagem Rato era: “Isso não tem o menor sentido lógico!”)
 

E o menino disse isso imitando o gesto, o corpo, o rosto e a voz do Rato, com gosto, com alegria. Mesmo sem entender muito bem a frase – isso não importa – ele recebeu e repetiu a expressividade, a graça, a intenção, o bem que o ator fez a ele, sem nenhum dos dois saber por que. Isso para mim é mágica….
 

Juro que na primeira vez que a fumaça branca entrou pela esquerda do palco,  EU VI um dragão entrando sendo essa fumaça, antes mesmo da figura vermelha entrar movimentando a bandeira.
 

O Dragão ‘queima’ também o uso insuportavelmente repetido que se faz nos palcos da esteira, em cima dela músicos e instrumentos – percussão, apitos, etc – tudo ao vivo. O uso dos sons é preciso, eficiente. Mínimo, forte.
 

Como sempre, o começo é difícil, porque o espetáculo não se vale de recursos habituais (banais/fáceis) para ganhar a plateia. Aos poucos, sem pressa, a segurança artística e técnica vai trazendo todo mundo para dentro do palco. Nesse sentido, com relação à estrutura narrativa, me perdi um pouco no vai e vem da estória dentro da estória, nos diversos tempos narrativos.
 

E aproveito para registrar:
 

– Quando, no final, o dragão diz que o menino conseguiu realizar a última tarefa, ele fala: “Vi que existe amor!” (mais ou menos isso…). Eu teria entendido melhor se ele tivesse dito: “- Vi NESSE DESENHO que existe amor…”
 

– Achei que os comentários/cacos – tirados do cotidiano da gente – estão todos ótimos, mesmo que alguns sejam mais para os adultos entenderem – por que não?
 

– Fiquei pensando na frase “Não gosto de histórias”, dita pelo Rato e repetida algumas vezes em brincadeira com a borboleta. Achei meio esquisito ter uma frase dessas nesse espetáculo.
 

– Não gostei da solução do arroz brotando no final, não tem muita força expressiva, acho…
 

– A lanterna também poderia ser melhorada.
 

Se eu pudesse, assistiria a todas as sessões do espetáculo O Dragão de Fogo, para anotar as falas das crianças durante a encenação, material muito importante pra se investigar como recebem o que é novo para elas e como é muitas vezes surpreendente o que dizem.
 

Também acho que isso ajuda a aprofundar a proposta, a encontrar respostas para o que o grupo faz, ou seja, essa ação artística e estética para crianças. Observei diversas escolhas e caminhos adotados pelos atores, na direção de Marcelo Lazzaratto – e também como a estória (dramaturgia de Cássio Pires) e a plateia foram preenchendo e arredondando as interpretações do elenco.
 

A borboleta/dragão (Luciana Mizutani), por exemplo, encontrou no final uma fluência, uma voz, uma respiração bonita de se ver, encantadora força cênica. Pode ir muito mais longe ainda.
 

O Rato (Esio Magalhães), puxa, no final era uma maravilha observar a mobilidade da sua máscara facial, parecia um desenho animado de uma vivacidade incrível. Parece que ele foi se esquentando: no começo, eu ainda via o ator às voltas com sua composição, ( – Agora ele inventou isso, eu pensava ), parecia  alguma dificuldade, alguma coisa segurando, sei lá o quê, mas aos poucos fiquei apaixonada pelo personagem e pela maestria técnica do ator. E pela verdade!
 

O menino desenhista (Eduardo Okamoto) é adorável, conquista todo mundo. Acho que o ator, com sua alma linda, pode trabalhar ainda mais o que é uma criança para ele.
 

E, finalmente, penso bastante e investigo as relações entre arte narrativa e teatro, por isso foi muito bom rever e desconstruir (detesto esses termos de moda…) muitas coisas: ainda acredito que é importante tratar de esmiuçar especificidades, para benefício dos próprios contadores que, em geral, não têm ideia do que estão fazendo.
 

Não vou me estender muito mais, mas quero dizer que a palavra continua soberana neste espetáculo, a qualidade fundamental da tradição simbólica do relato ancestral e, sobretudo, a inventividade, que também é característica das culturas tradicionais, o encontro dentro da vida que faz sentido, que me fez voltar para casa e começar a escrever este texto. Escrever essas ressonâncias e repercussões foi para mim uma alegria e um privilégio. Meu maior agradecimento.

 
SERVIÇO
Local: Teatro Cacilda Becker
Endereço: Rua Tito, 295 – Lapa, São Paulo
Telefone: (11) 3864-4513
Capacidade: 198 lugares
Quando: Sábados e domingos, às 16 horas
Duração: 50 minutos
Classificação etária: Livre para todos os públicos
Ingressos: R$ 16,00 (inteira) e R$ 8,00 (meia)
Temporada: De 19 de agosto a 24 de setembro de 2017

 

*Regina Machado é contadora de histórias para adultos e crianças desde 1980. Foi professora doutora do Departamento de Artes Plásticas da Eca-USP. Idealizadora e criadora do Boca do Céu, encontro internacional de contadores de histórias e  criadora de espetáculos de narração como Moio de Pavio (2007) e Ninguém (2009). Autora dos livros: A formiga Aurélia e outros jeitos de ver o mundo (1998), Nasrudin (2001), O violino cigano e outros contos de mulheres sábias (2004), Acordais. Fundamentos teórico-poéticos da arte de contar histórias (2004) e O menino e o vento (2015).
 
*Fonte: http://www.pecinhaeavovozinha.com.br/regina-machado-dragao-de-fogo/

Veja São Paulo: “O Dragão de Fogo”

Resenha por Catherine Barros

 

A palavra simples define apenas o cenário, porque a peça O Dragão de Fogo é grandiosa. Dirigida por Marcelo Lazzaratto, a montagem apresenta o ator Eduardo Okamoto em seu primeiro infantil, com o personagem Shun Li. Na trama, o menino artista é sorteado pelo imperador da China para enfrentar o dragão de fogo que atormenta o vilarejo e incendeia os arrozais. Nessa missão, ele encontra um amigo rato (nada corajoso), papel de Esio Magalhães, que o ajuda a decifrar três enigmas propostos pela criatura mítica: embrulhar fogo, produzir vento e empacotar com papel o elemento mais valioso do universo. Inspirada no teatro chinês da Ópera de Pequim, a criação une delicadeza, humor e kung fu de forma belíssima. Recomendado a partir de 4 anos.

 

Avaliação: 4 estrelas

 

*Fonte: https://vejasp.abril.com.br/atracao/o-dragao-de-fogo/

 

Guia da Folha: “Baseada em lenda chinesa, peça ‘O Dragão de Fogo’ brinca com imaginário”

Num cenário desabitado de elementos, dois trabalhadores encontram um desenho feito por um menino. Sem ver a concretude das linhas e as cores da criação, adentramos aquela paisagem na peça O Dragão de Fogo.

 

É assim que a montagem, dirigida por Marcelo Lazzaratto, nos transporta já no início para as paragens de uma fábula chinesa, adaptada por Cássio Pires. Nela, um menino desenhista é escolhido para enfrentar um dragão que despertou do sono profundo e anda queimando o arrozal de sua vila.

 

Em seu minimalismo, a peça convoca o imaginário numa época em que, muitas vezes, há excessos em narrar, mostrar e pontuar. O cenário de Alan Chu e Cristina Sverzuti, por exemplo, cria cartografia com poucos detalhes, enquanto o figurino, comedido no uso de cores, tem a sofisticação do estilista Fause Haten.

 

Nada no espetáculo é exagerado. É assim também na interpretação de Eduardo Okamoto, que tem a severidade do soberano que sorteia quem será escolhido a enfrentar o dragão e a leveza do sábio menino que aceita sem questionar seu destino.

 

O universo oriental se descortina em movimentos precisos, inspirados no kung-fu, e minuciosamente desenhados pela atriz Luciana Mizutani.

 

No caminho, o protagonista encontra seu parceiro, um rato medroso interpretado por Ésio Magalhães. Juntos, o menino e seu amigo enfrentam as missões do dragão. Fazia tempo que não se brincava tanto de imaginar no teatro infantil.

 

Avaliação: muito bom
Indicação da crítica: a partir de 5 anos

 

*Fonte: http://guia.folha.uol.com.br/crianca/2017/06/critica-baseada-em-lenda-chinesa-peca-o-dragao-de-fogo-brinca-com-imaginario.shtml

“O Dragão de Fogo” no SESC Consolação

o dragão de fogoDe Cássio PiresEncenação de Marcelo LazzarattoDireção Musical Marcelo OnofriCom Eduardo Okamoto, Esio Magalhães e Luciana Mizutani2017Foto: Fernando Stankuns

 

Como Shun Li, um menino de sete anos, pode salvar sua aldeia de um terrível dragão que desperta de um sono de séculos? A resposta para essa grande aventura está no espetáculo O DRAGÃO DE FOGO, primeiro espetáculo para o público infantil do ator Eduardo Okamoto, cuja montagem reúne referências da Ópera de Pequim, luta e teatro. Com encenação de Marcelo Lazzaratto, dramaturgia de Cássio Pires, o trabalho conta, ainda, com atuações de Esio Magalhães e Luciana Mizutani.

 

Ficha Técnica
Dramaturgia: Cássio Pires
Encenação e iluminação: Marcelo Lazzaratto
Atuação: Eduardo Okamoto, Esio Magalhães, Luciana Mizutani
Preparação em Kung-fu e desenho de movimento: Luciana Mizutani
Música original: Marcelo Onofri
Músicos: Henrique Cantalogo (flautas, percussão marimba), Eduardo Guimarães (sanfona e percussão) e Marcelo Onofri (piano)
Captação, mixagem e masterização: Mario Porto
Cenografia: Alan Chu e Cristina Sverzuti
Figurinos: Fause Haten
Assistente de figurinos: Anna Paula Abe
Adereços: Silvana Marcondes
Fotografia: Fernando Stankuns
Programação visual: Estúdio Claraboia
Registro em vídeo: Jonathas Beck | Artma Filmes
Assessoria de imprensa: Fred de Paula l Nossa Senhora da Pauta
Produção executiva: Mariella Siqueira
Direção de produção: Daniele Sampaio | SIM! Cultura

 

SAIBA MAIS
03/06 a 01/07
Sábados às 11h
Sessão Extra 15/06
Quinta às 11h
 

SESC CONSOLAÇÃO
Rua Dr. Vila Nova, 245 – Vila Buarque
 

INGRESSOS – R$ 17,00 (inteira); R$ 8,50 (meia: estudante, servidor de escola pública, +60 anos, aposentado e pessoa com deficiência); R$ 5,00 (trabalhador no comércio de bens, serviços e turismo credenciado no Sesc e dependentes). Grátis para crianças até 12 anos.
 

Acesso para deficientes físicos.
Capacidade Teatro Anchieta – 280 lugares.
Bilheteria – De segunda a sexta-feira das 12 às 22 horas, sábados das 10 às 21 horas e domingos e feriados das 16h30 às 18 horas (ingressos à venda em todas as unidades do SESC). www.sescsp.org.br.
 

Telefone: (11) 3234-3000