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Está chegando: “OE” no Fiac Bahia

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“OE” no Fiac Bahia

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Está chegando: “OE” em Alagoinhas, na Bahia

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“OE” em Alagoinhas, na Bahia

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“OE” no Nordeste do Brasil

OEEspetáculo inspirado na obra do escritor japonês Kenzaburo OeCom Eduardo OkamotoEncenação de Marcio AurelioDramaturgia inédita de Cássio Pires

“OE”, espetáculo solo do ator Eduardo Okamoto com direção de Mracio Aurelio e dramaturgia de Cássio Pires,  circula por cidades do Nordeste do Brasil: Alagoinhas e Salvador (Bahia), João Pessoa (Paraíba), Recife (Pernambuco), Parnamirim e Natal (Rio Grande do Norte). O projeto de circulação, intitulado “‘OE’: modos de fazer”, foi contemplado com o Prêmio Myriam Muniz da Funarte – Fundação Nacional das Artes e prevê, além das apresentações do trabalho, interações entre parte da sua equipe, a plateia e artistas locais em bate-papo e intercâmbio. A programação em cada cidade será divulgada, nos próximos meses, nesta página.

 

O projeto de circulação, assim como o espetáculo, é inspirado na obra do escritor japonês Kenzaburo Oe – laureado com o Prêmio Nobel de Literatura, em 1994. A enfermidade do próprio filho, deficiente intelectual, é recorrente na obra do autor, que inclui contos, escritos políticos, romances e um importante ensaio sobre Hiroshima. Além de escritor renomado, Kenzaburo Oe é conhecido mundialmente por seu ativismo contra armas e uso de energia nucleares. Espantosamente, o seu trabalho relaciona autobiografia, ficção, mitologia, fatos históricos, comentários sobre arte e política. Para ele, “[há uma conexão] entre a violência em escala mundial, representada por artefatos nucleares, e a violência existente no interior de um único ser humano”. Por isso, a sua tarefa como escritor está imbuída da escolha da “imaginação como metodologia de observação do mundo contemporâneo.”

 

“‘OE’: modos de fazer”, toma uma das peculiaridades da obra de Kenzaburo Oe (a firme correlação entre a criação artística e a atuação do artista como cidadão) como mote para a circulação do espetáculo “OE” por cidades nordestinas. A fim de potencializar esta correlação, o projeto compreende, além da apresentação do espetáculo, encontros públicos: bate-papo de Eduardo Okamoto com a audiência, conversando sobre a obra de Oe, após a primeira sessão em cada cidade;  intercâmbios entre o ator, a diretora de produção do trabalho, Daniele Sampaio, e artistas, gestores de espaços ou coletivos de pesquisa em teatro acerca das relações entre crise e criação artística.

 

Na trama do espetáculo, um escritor, ao se dar conta da possibilidade da própria morte, escreve para um filho, deficiente intelectual, um livro com a definição de todas as coisa existentes no mundo: vida, falecimento, sonho, sociedade etc.

 

O espetáculo estreou na Mostra Oficial do Festival de Curitiba de 2015. Em São Paulo, no mesmo ano, fez duas temporadas bem sucedidas de público e crítica: no Sesc Consolação, entre 04/05 e 03/06, e na SP Escola de Teatro, de 08 a 24/6. O trabalho já circulou por festivais, como o FILO – Festival Internacional de Teatro de Londrina, e pelo interior paulista com financiamento do PROAC – Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo.

 

O processo de pesquisa para a obra incluiu um estágio de Eduardo Okamoto, em fevereiro de 2014, no Kazuo Ohno Dance Studio, no Japão. O espetáculo foi financiado com recursos do Prêmio Myriam Muniz 2013, da Funarte, e do Faepex da UNICAMP.