animação

Não é crítica: “Nós”, do Galpão

Quero dizer, com espanto, que um grupo de teatro existe há quase 34 anos, no Brasi! O Galpão é um rasgo de “possível” num mundo de inviáveis. Goste-se ou não de um trabalho, há alento em saber que houve outros antes e que, oxalá, haverá outros depois. Existir, neste contexto, já não é um feito notável?

 

Quero dizer, com festa, que um povo que tem Teuda Bara deveria ser feliz sempre. Mas, no fundo, aquela liberdade toda não busca felicidade apenas, mas a intensidade inteira da vida – e nisso, sabemos, há perigos, desvios muitos.

 

Quero dizer, como quem ora, que a beleza desta mulher é admirável, assustadora, quase insuportável. Só algo do tamanho do teatro poderia acolhe-la.

 

Quero dizer, como quem medita, que não se trata de gostar ou não do novo espetáculo do Galpão – nem sei se é possível gostar sempre e inteiramente de uma obra. Não se trata de gostar ou não do teatro. Trata- se de gostar da vida. E a celebrarmos na vida desta mulher.

“Eldorado” e “Noites Árabes em S. J. Campos

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A Mostra Agosto Popular recebe espetáculo solo e sob direção de Eduardo Okamoto. As apresentações acontecem nos dias 27 e 28 de agosto, às 20h, no CAC Walmor Chagas. A entrada é gratuita.

 

“Eldorado” é um solo de Eduardo Okamoto, com direção de Marcelo Lazzaratto e dramaturgia de Santiago Serrano. O espetáculo é resultado de estudos do ator sobre a tradução da rabeca – instrumento de arco e cordas, como o violino, muito presente em manifestações diversas da cultura popular do Brasil. No espetáculo, acompanhado  por uma “Menina”, um cego busca encontrar o que nenhum homem pôde jamais: Eldorado.

 

“Noites Árabes” é dirigido por Okamoto e tem dramaturgia de Isa Kopelman. Em cena, os atores do Vila8 – grupo criado e coordenado pelo diretor a partir de sua atuação docente na UNICAMP. Na encenação, cinco atores sobre um tapete narram histórias do conflito judeu-palestino nos moldes da “Mil e Uma Noites”.

 

As apresentações encerram a Mostra Agosto Popular de Teatro, uma realização da Cia Teatro da Cidade, de São José dos Campos. A mostra já está na sua terceira edição e tem apoio do PROAC – Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo.

 

Serviço
“Noites Árabes” em São José dos Campos
Dia 27 de agosto, às 20h

 
“Eldorado” em São José dos Campos
Dia 28 de agosto, às 20h

 
CAC Walmor Chagas
Rua Netuno, 41, Jardim da Granja, São José dos Campos – SP
Informações: (12) 3941.7631
www.ciateatrodacidade.com.br

 
Ingressos gratuitos

 

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“OE” em Goiânia

OEEspetáculo inspirado na obra do escritor japonês Kenzaburo OeCom Eduardo OkamotoEncenação de Marcio AurelioDramaturgia inédita de Cássio Pires

 

Eduardo Okamoto apresenta o solo “OE” no “Manga de Vento”, uma mostra internacional de artes da cena. A apresentação acontece no dia 04 de agosto, às 20h, no Teatro SESC Centro.

 

“OE” é livremente inspirado na obra do escritor japonês Kenzaburo Oe, especialmente no romance “Jovens de um novo Tempo, Despertai!”. Como em outras obras deste autor, a sua relação com o filho deficiente intelectual é impulso para reflexões sobre o mundo contemporâneo e a função da arte neste contexto. Partindo de um amplo estudo do trabalho de Oe, o dramaturgo Cássio Pires escreveu uma obra inédita: espécie de poema para a cena que procura, na síntese do texto em verso, um equivalente à prosa do autor japonês.

 

A pesquisa sobre a obra de Oe foi o trampolim fundante do espetáculo. Isso não foi tudo, porém. Além disto, Okamoto deu continuidade ao estudo da criação de dramaturgias corporais. Para isto, realizou um estágio curto no Kazuo Ohno Dance Studio, no Japão. Ali, estudou princípios da dança Butô com Yoshito Ohno – filho de Kazuo Ohno, criador, ao lado de Tatsumi Hijikata, desta dança japonesa nascida no pós-guerra.

 

No espetáculo “OE”, o encenador Marcio Aurelio vale-se de dramaturgias físicas e textuais para orquestrar um solo fundado na tríade espaço, corpo e palavra.

 

Okamoto em Goiânia
Esta é a terceira estada do ator na capital de Goiás. Em 2008, o ator apresentou “Agora e na Hora de Nossa Hora” no  III Festival Internacional de Teatro Corpo Ritual. Mais tarde, em 2010, Okamoto apresentou uma mostra retrospectiva de seu trabalho, com financiamento do Prêmio Myriam Muniz, durante o V Encontro de Atores Criadores.

 

Agora, depois de seis anos desde a sua última apresentação em Goiânia, Eduardo Okamoto leva “OE” como parte da programação do “Manga de Vento”. A mostra estende-se por todo o ano, de abril a novembro, e toma como título estes indicadores, espécies de birutas, que auxiliam na observação e análise da orientação eólica. O nome indica, ao mesmo tempo, a metáfora do intercambiar experiências e da orientação para a inovação da linguagem cênica.

 

Idealizado por Kleber Damaso, bailarino, pesquisador e professor da UFG, o “Manga de Vento” é coordenado por ele e pelo produtor cultural Guilherme Wolhgemuth. O projeto tem apoio institucional do Fundo Estadual de Cultura (Seduce) e da Lei Municipal de Incentivo.

 

Ficha Técnica de “OE”
Encenação e iluminação: Marcio Aurelio
Dramaturgia: Cássio Pires
Atuação: Eduardo Okamoto
Assistência de direção: Lígia Pereira
Assistência de iluminação: Silviane Ticher
Orientação corporal: Ciça Ohno
Figurino e Cenografia: Marcio Aurelio
Assistente de Figurino e Cenário: Maurício Schneider
Fotografia: Fernando Stankuns
Registro em vídeo: Bruno Jorge
Design gráfico: LuOrvat Design
Orientação pedagógica do projeto: Suzi Frankl Sperber
Coordenação Técnica: Silvio Fávaro
Assistente de produção: Mariella Siqueira
Direção de produção: Daniele Sampaio | SIM! Cultura
Gênero: Drama
Classificação Indicativa: 12 anos
Duração: 70 minutos

 

Serviço
“OE” no Manga de Vento
Local: Teatro SESC Centro – Rua 15, esquina com a Rua – R. 19 – St. Central, Goiânia – GO, 74030-090
Data: 04 de agosto de 2016
Horário: 20h
Ingressos: R$ 15,00 (inteira), R$ 7,50 (meia) e R$ 5,00 (comerciário). Os ingressos estarão à venda a partir de julho na Central de Atendimento do SESC Goiânia e pelo site bilheteriadigital.com.
Mais informações, aqui.