animação

“OE” no SESC São José dos Campos

 

Solo do ator Eduardo Okamoto, com direção de Marcio Aurelio e dramaturgia inédia de Cássio Pires terá sessão única no SESC São José dos Campos, em 21 de maio, às 20h.

 

“OE” é livremente inspirado na obra do escritor japonês Kenzaburo Oe, especialmente no romance “Jovens de um Novo Tempo Despertai!”.  Na peça, ao reconhecer a possibilidade iminente da morte, um homem escreve para seu filho primogênito, que possui severa deficiência intelectual, um livro contendo a definição de todas as coisas existentes no mundo.

 

Atividade Formativa 

“OE” é fundado em pesquisas de Eduardo Okamoto sobre a arte de ator.  Como parte do processo criativo, Okamoto realizou, em fevereiro de 2014, um estagio no Kazuo Ohno Dance Studio, no Japão.

 

Parte destas pesquisas serão debatidas em workshop com duração de três horas, também no dia 21 de maio, das 10h30 às 13h30, no SESC São José dos Campos. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas na  Central de Atendimento. Para saber mais sobre os procedimentos de inscrição, clique aqui.

 

Okamoto em São José dos Campos

Esta não é a primeira vez do ator na cidade, que já apresentou outros de seus trabalhos durante o Festivale e  em apresentações no SESI e  no SESC. Neste ano, o ator ainda deverá voltar a São José dos Campos, em agosto, apresentando o solo “Eldorado”  e um espetáculo sob sua direção, “Noites Árabes”, no CAC Walmor Chagas.

 

Serviço
“OE” no SESC São José dos Campos
21 de maio, sábado, às 20h
Sesc São José dos Campos
Endereço: Av. Adhemar de Barros, 999 – Jd. São Dimas
Com Eduardo Okamoto.
Auditório
Preço: de R$ 5,00 a R$ 17,00.
Recomendação etária 16 anos

 

Workshop “Dramaturgia do Corpo” no SESC São José dos Campos
21 de maio, sábado, às 20h
Sesc São José dos Campos
Endereço: Av. Adhemar de Barros, 999 – Jd. São Dimas
Com Eduardo Okamoto.
Auditório
Preço: grátis.
Inscrições na Central de Atendimento do SESC

Saudades

Terminamos, hoje, em Pereira Barreto, um roteiro de apresentações do espetáculo “OE” por cidades com grande influência de comunidade nipo-brasileiras: Marília, São Paulo, Mirandópolis, Registro, Araçatuba, Campinas, Pereira Barreto. A circulação foi viável graças ao financiamento do Proac – Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo e a parcerias diversas (secretarias municipais de cultura, grupos de teatro, comunidades, SESC Campinas etc).

 

Em cada cidade, senti que apresentava para amigos do meu avô. Sensação análoga àquela que vivi no Japão: temos raízes que nos empurram para futuros.

 

Nunca me reconheci como japonês: não falo o idioma, não tenho hábitos, não convivo com a cultura. No Japão, porém, ao pisar no Aeroporto de Narita, chorei copiosamente. “Que saudades eu sentia de um lugar que eu não conhecia”, pensava. E concluí: “o Japão é do outro lado do mundo. O Japão é dentro da gente.”

 

Nesta circulação, realizei o tamanho da importância da cultura nipônica para a cultura brasileira e para a cultura paulista, em especial. Assim, entendi: o Japão também está sempre do lado da gente!