animação

“Recusa” em Temporada Paulistana

 

recusa_10

 

Espetáculo da Cia Teatro Balagan em que Eduardo Okamoto é ator-convidado e Daniele Sampaio é diretora de produção estreia em curtíssima temporada na Oficina Cultural Oswald de Andrade, na capital paulista. A entrada é gratuita com retirada de ingressos 30 min. antes do início da seção.  A temporada acontece de 19 de março a 12 de abril de 2014, de quarta a sábado, às 20h.   

 

“Recusa” foi criado a partir do interesse despertado pela notícia veiculada no Jornal Folha de S. Paulo, em 16 de setembro de 2008 sobre o aparecimento de dois sobreviventes, índios Piripkura – etnia considerada extinta há mais de vinte anos. Viviam nômades, perambulando por fazendas madeireiras no noroeste do Mato Grosso, próximo ao município de Ji-Paraná, em Rondônia, e ambos se recusavam a estabelecer qualquer contato com os brancos. Foram encontrados porque suas gargalhadas ressoaram na floresta e chamaram atenção: eles riam das histórias que contavam um ao outro enquanto davam conta de comer a caça recém abatida.

“Recusa” é narrado, cantado, por dois olhares e seus múltiplos: dois índios Piripkura; dois heróis ameríndios, Pud e Pudleré, criadores dos seres; um padre que foi engolido por uma onça que resolveu morar dentro de um lugar inesperado; um fazendeiro que matou um índio e o mesmo índio que o matou, por uma cantora que se perde na mata, por Macunaíma e seu irmão, os heróis dos Taurepang, e outros tantos.

 

Equipe de Criação
Na criação de “Recusa”, as funções da equipe encontram espaços de transição, ora os atores são propositores de matérias para a dramaturgia, ora a direção provoca-os à pesquisa de composição do espaço, ora pessoas de fora da cena dialogam com os estudos apontando escolhas que interferem na composição. Nesta obra, o entendimento sobre os saberes, as maestrias que atuam no trabalho cênico (direção, dramaturgia, atuação, iluminação, música etc.) dizem respeito não tão somente ao autor designado, mas a especificidade de sua arte na composição de um trabalho que é múltiplo e comum.

 

Ficha Técnica: 
ATUAÇÃO: Antonio Salvador e Eduardo Okamoto (ator convidado)
ENCENAÇÃO: Maria Thaís
DRAMATURGIA: Luís Alberto de Abreu
CENOGRAFIA E FIGURINO: Márcio Medina
ILUMINAÇÃO: Davi de Brito
DIREÇÃO MUSICAL: Marlui Miranda
PREPARAÇÃO DE BUTOH: Ana Chiesa Yokoyama
ASSISTÊNCIA DE DIREÇÃO: Gabriela Itocazo
ASSISTÊNCIA DE CENOGRAFIA: César Santana
ASSISTÊNCIA DE ILUMINAÇÃO: Vânia Jaconis
OPERAÇÃO DE LUZ: Bruno Garcia
ADMINISTRAÇÃO: Deborah Penafiel
COSTUREIRA: Judite Lima
FOTOGRAFIA MATERIAL GRÁFICO E DIVULGAÇÃO: Ale Catan
PROJETO GRÁFICO: daguilar.com.br
ARTE GRÁFICA CIA TEATRO BALAGAN: Gustavo Xella
PRODUÇÃO EXECUTIVA: Norma Lyds
DIREÇÃO DE PRODUÇÃO: Daniele Sampaio

 

Premiações

PRÊMIO SHELL DE TEATRO 2012
Direção – Maria Thaís
Cenário – Márcio Medina

 

PRÊMIO APCA – ASSOCIAÇÃO PAULISTA DOS CRÍTICOS DE ARTE 2012
Ator – Antonio Salvador e Eduardo Okamoto

 

PRÊMIO COOPERATIVA PAULISTA DE TEATRO 2012
Espetáculo de Sala
Projeto Sonoro – Marlui Miranda

 

PRÊMIO FITA – FESTA INTERNACIONAL DE TEATRO DE ANGRA 2013 – RJ 
Cenário – Márcio Medina

 

8 INDICAÇÕES
Prêmio Shell – Ator, Música 
Prêmio CPT – Dramaturgia, Direção, Elenco, Projeto Visual
Prêmio FITA – Categorial Especial – Cia Teatro Balagan – Pesquisa de Linguagem, Música 

 

“Recusa” na Oficina Cultural Oswald de Andrade, em São Paulo
De 19 de março a 12 de abril
Rua Três Rios, 363, Bom Retiro, São Paulo – SP
Telefone: (11) 3222-2662/ (11) 3221-4704
Entrada franca
Ingressos distribuídos com 30 min. de antecedência
50 lugares

 

ABCD Maior: “As Múltiplas Visões Indígenas sobre o Mundo”

 

Por Marina Bastos

 

Recusa, montagem premiada de Luis Alberto de Abreu, será apresentada nesta sexta-feira no Sesc Santo André

 

A história de Recusa começou a ser desenhada a partir de uma notícia veiculada pela imprensa em 2008 sobre o aparecimento de dois sobreviventes, índios Piripkura – etnia considerada extinta há mais de 20 anos. Viviam nômades, perambulando por fazendas madeireiras no Mato Grosso, próximo ao município de Ji-Paraná, em Rondônia, e ambos se recusavam a estabelecer qualquer contato com os brancos. Foram encontrados porque suas gargalhadas chamaram atenção: eles riam das histórias que contavam um ao outro enquanto davam conta de comer a caça.

 

Antonio Salvador, um dos atores do espetáculo, explicou que do dia que a notícia foi veiculada até a estreia da peça, passaram-se três anos e meio. “O grupo Balagan faz processos bem aprimorados, mas esse foi especial. A diretora Maria Thais foi enfática ao dizer que nós não conhecíamos aqueles povos, não era nossa cultura, portanto faríamos um movimento lento de criação. Por respeito”, contou o ator, que divide o palco com Eduardo Okamoto. A dupla conquistou o Prêmio APCA – Associação Paulista dos Críticos de Arte 2012, na categoria “melhor ator”. A encenação poderá ser conferida nesta sexta-feira (07/03) no Sesc Santo André.

 

O grupo evita o termo “personagem” e prefere adotar “figuras”. O texto é narrado e cantado por dois índios Piripkura Pud e Pudleré, criadores dos seres; um padre que foi engolido por uma onça que resolveu morar dentro de um lugar inesperado; um fazendeiro que matou um índio e o mesmo índio que o matou; por uma cantora que se perde na mata; por Macunaíma e seu irmão, os heróis dos Taurepang, além de outras duplas, inclusive dois porcos.

 

Como parte das pesquisas, em fevereiro de 2011 integrantes da Cia. Teatro Balagan passaram um período de troca e convívio na aldeia Gapgir, junto ao povo indígena Paiter Suruí, em Rondônia. “Foi muito interessante e é difícil traduzir em palavras. Trata-se de um povo curioso por excelência. Mas, mais que isso, eles exigem um pacto. Tudo é relação de troca e, nesse caso, nós vivenciamos a cultura indígena e eles vivenciaram o teatro.”

 

O grupo ofereceu oficinas cênicas e o escambo foi além, pois este ano os índios montaram uma peça.

 

Precisamos reconhecer o que não somos
Para compor o enredo, o dramaturgo Luis Alberto de Abreu se valeu de uma série de fontes como notícias de jornais, textos antropológicos, estudos místicos e entidades políticas ligadas à causa indígena. Essa diversidade de material multiplicou também os pontos de vista do relato jornalístico que deu origem ao projeto Recusa. “Índios não são uma coisa só, existem mais de 230 etnias, 230 linguagens e a mesma quantidade de visões de mundo. Não queremos representar essas visões, mas dialogar com elas”, explicou Antonio Salvador.

 

O ator relatou que é muito comum escutar dos espectadores que não houve identificação. “Daí penso que alcançamos o êxito, pois não é para ninguém se identificar, aquilo não é sobre você. Precisamos reconhecer o que não somos nós.”

 

A diretora Maria Thaís complementou que o espetáculo é a via poética da resistência. “Desloca nossas perspectivas sobre a ideia de extinção, finitude, história, civilização, identidade, alteridade, animalidade e humanidade.”

 

A peça conquistou diversos prêmios, entre eles Prêmio Shell de Teatro 2012; Prêmio APCA – Associação Paulista dos Críticos de Arte 2012; Prêmio Cooperativa Paulista de Teatro 2012; além de seis indicações ao Prêmio Shell de Teatro 2012.

 

Serviço
Peça Recusa – Sexta-feira (07/03), às 21h, no Sesc Santo André (rua Tamarutaca, 302, Vila Guiomar)
Ingressos de R$ 4 até R$ 20. Informações: 4469-1200.

 

 * Fonte: http://www.abcdmaior.com.br/noticia_exibir.php?noticia=57492

“Recusa” no interior de São Paulo

 

recusa_7

 

A partir de 07 de março de 2014, “Recusa” – espetáculo da Cia Teatro Balagan em que Eduardo Okamoto é ator convidado e Daniele Sampaio é diretora de produção – continua a circulação pela rede SESC-SP. 

 

Em 2013, passamos pelas cidades de Sorocaba, Santos, São José do Rio Preto e Ribeirão Preto. Em 2014, serão mais 05 cidades visitadas pela companhia.  

 

Acompanhe a programação, compareça e ajude a divulgar!

 

“Recusa” no Sesc Santo André
Dia 07 de março , às 21h
Rua Tamarutaca, 302, Vila Guiomar, Santo André – São Paulo
Telefone: (11) 4469-1200
Informações e ingressos: https://www.sescsp.org.br/programacao/28712_RECUSA

 

“Recusa” no Sesc Bertioga
Dia 08 de março, às 20h30
R. Pastor Djalma da Silva Coimbra, 20, Jardim Rio da Praia, Bertioga – São Paulo
Telefone: (13) 3319-7700  

 

“Recusa” no Sesc Osasco
Dias 11 e 12 de março, às 20h
Avenida Sport Club Corintians Paulista, 1300 – Vila Osasco, São Paulo – SP
Telefone: (11) 3184-0900
Informações e ingressos: https://www.sescsp.org.br/programacao/28624_RECUSA

 

“Recusa” no Sesc São Carlos
Dia 13 de março, às 20h
Avenida Comendador Alfredo Maffei, 700, Jardim Gibertoni, São Carlos – SP
Telefone: (16) 3373-2300
Informações e ingressos: https://www.sescsp.org.br/programacao/28725_RECUSA

 

“Recusa” no Sesc Araraquara
Dia 15 de março, às 20h
R. Castro Alves, 1315, Quitandinha, Araraquara – São Paulo
Telefone: (16) 3301-7500
Informações e ingressos: https://www.sescsp.org.br/programacao/28855_RECUSA