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Correio Popular: Feverestival apresenta a peça ‘Recusa’, com a Cia. Balagan

 

Com musical de Marlui Miranda, espetáculo traz os atores Antonio Salvador e Eduardo Okamoto.

 

O espetáculo ‘Recusa’, de Luís Alberto de Abreu, com a paulistana Cia. Balagan, encerra, nesta quinta-feira (27), a programação teatral da décima edição do Feverestival – Festival Internacional de Teatro de Campinas. A peça é narrada e cantada por dois olhares e seus múltiplos: dois índios Piripkura; dois heróis ameríndios; um padre que foi engolido por uma onça e resolveu morar em um lugar inesperado; um fazendeiro que matou um índio e o índio que o matou; uma cantora que se perde na mata; Macunaíma e seu irmão, entre outros.

 

A montagem tem direção geral de Maria Thaís e musical de Marlui Miranda. No elenco, os atores Antonio Salvador e Eduardo Okamoto (convidado). O projeto nasceu em 2009 quando o grupo leu a notícia “Funai recorre à Procuradoria para proteger área de dois índios isolados”. A notícia mencionava o aparecimento de dois índios Piripkura, etnia considerada extinta há pelo menos 20 anos. A partir daí a companhia desenvolveu pesquisa com antropólogos e em campo, em Rondônia, com o povo indígena Suruí Palter, para criar a dramaturgia.

 

Serviço
Peça ‘Recusa’, encerramento do Feverestival
Nesta quinta-feira (27), às 20h
No Teatro Municipal José de Castro Mendes (Praça Corrêa de Lemos, s/n – Vila Industrial) – Campinas. Telefone: (19) 3272-9359
Ingressos: R$ 4,00 (comerciários matriculados no Sesc), R$ 10,00 (meia, usuários matriculados no Sesc, professores das redes públicas e pessoas acima de 60 anos) e R$ 20,00

 

*Fonte: http://correio.rac.com.br/_conteudo/2014/02/entretenimento/156868-feverestival-traz-a-peca-recusa–com-a-cia-balagan.html

 

Butô é a vida!

 

Eu sempre pensei que Butô fosse uma forma japonesa de dança. Hoje, porém, no Kazuo Ohno Dance Studio, entendi: Butô é a vida. E como dança bonito a vida! 

“OE”: a viagem de fundação de um espetáculo

 

“OE” é um processo de estudo que, em breve, deverá levar à criação de um novo espetáculo com minha atuação, direção de Márcio Aurélio, dramaturgia de Cássio Pires, orientação corporal de Ciça Ohno e Toshi Tanaka, produção de Daniele Sampaio e apoio teórico de Suzi Frankl Sperber.  

 

 

O trabalho é inspirado na obra do escritor japonês Kenzaburo Oe – laureado com o Prêmio Nobel de Literatura, em 1994 -, especialmente nas interações entre o autor e seu filho mais velho, nascido com hérnia cerebral, Hikari Oe. 

 

“OE” é também um estudo empreendido por mim acerca das relações entre trocas culturais e a criação cênica. Em alguns de meus trabalhos, toma-se um mergulho na mestiça cultura brasileira (“intraculturalidade”) como um equivalente, ainda que diverso em princípios, de abordagens norte-européias da “interculturalidade” no teatro. Se os artistas do chamado Mundo do Norte com frequência procuram, na aproximação de culturas diversas, elementos comuns, nas criações em que participei vê-se o inverso: a revelação da pluralidade que há na aparente unidade identitária de um povo.

 

“OE” provoca-me num novo mergulho, ao mesmo tempo intracultural e intercultural: como neto de japoneses converso com a minha própria história; como brasileiro, viajo para o Oeste do Globo terrestre, no Japão. Embarco para uma primeira prospecção de pesquisa em terras nipônicas, lá permanecendo de 08 a 23 de fevereiro de 2014. Ali, entre muitas atividades de estudo e intercâmbio, participo de sessões de trabalho com Yoshito Ohno, no Kazuo Ohno Dance Studio.  

 

O Japão é do outro lado do mundo. Porém, como o sertão roseano, “é dentro da gente”.  

 

“Recusa” no Feverestival

 

“Recusa” no Feverestival, em Campinas
27 de fevereiro de 2014, às 20h
Teatro Castro Mendes
Endereço: Rua Conselheiro Gomide, 62, Vila Industrial, Campinas/SP
Ingressos: R$ 20 (inteira); R$ 10 (meia) e R$ 4,00 (trabalhadores no comércio de bens, serviços e turismo matriculados no Sesc)
Informações: http://feverestival.com.br/

 

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