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A SIM! Cultura promoverá cursos em Campinas

 

Início de ano é certo que as sedes dos grupos de teatro em Barão Geraldo –  Campinas – SP, estarão efervescentes, falantes, rodopiantes! A programação cultural é intensa: os grupos oferecem cursos, palestras e demonstrações técnicas. O Distrito começa o mês de fevereiro com “O Festival Internacional de Teatro de Campinas” e chega ao final dele com o “Simpósio Internacional Reflexões Cênicas Contemporâneas”.

 

No ano de 2015, a SIM! Cultura – gerida por Daniele Sampaio, acompanhando este importante movimento na cidade de Campinas, promoverá cursos em fevereiro e março. 

 

Processo de Seleção

Os interessados deverão preencher formulário online até 18/12/2014 e aguardar o resultado da seleção no dia 19/12/2014 para formalizar a inscrição no curso.

 

Confiram a programação:

 

DRAMATURGIA DE ATOR E DRAMATURGIA DE AUTOR

Ministrante: Eduardo Okamoto

Período: 02/02/2015 a 07/02/2015 de segunda a sexta das 18h às 22h,

sábado das 14h às 18h.  

Duração: 24h

Investimento: R$ 500,00

Formas de Pagamento: boleto, débito e parcelamento em 10 vezes no cartão de crédito.

Público alvo: atores, bailarinos, estudantes de artes da cena. 

Vagas: 10

Texto de trabalho: O Armazém Zoológico, de Kenzaburo Oe

 

Sinopse: O curso propõe uma certa justaposição de narrativas: corporais, vocais e textuais. Para isto, parte-se de uma experiência prática: uma abordagem possível do texto do autor japonês Kenzaburo Oe. Com este trabalho prático, Eduardo Okamoto partilha seus estudos sobre este autor que, em 2015, estarão sintetizados no espetáculo OE. O trabalho envolve a percepção do corpo como narrativa: a experiência tornada corpo. (Confira o texto completo)

 

 

JOGO E O PERIGO – ESTUDOS DE CENAS A PARTIR DO TEXTO NEVA DE  GUILLERMO CALDERÓN
Ministrante: Maria Thaís
Período: de 25/02/2015 a 01/03/2015, de quarta a sexta das 18h às 22h,

sábado e domingo das 14h às 18h.   
Duração: 20h
Investimento: R$ 550,00 

Formas de pagamento: boleto, débito e parcelamento em 10 vezes no cartão de crédito.
Público alvo: atores, bailarinos, estudantes de artes da cena. 
Vagas: 10
Materiais: Ter lido a obra Neva, de Guillermo Calderón (que será encaminhado para os inscritos, via e-mail). Roupa para o trabalho técnico; roupa para o trabalho com as cenas.  

 

Sinopse: O curso parte da proposição de um jogo: a criação de estudos de cena a partir do texto Neva, de Guillermo Calderón. Assim, aborda praticamente o estudo da escritura cênica a partir do atrito de dois textos – aquele proposto pelo dramaturgo (o texto literário) e o texto do ator(ato). (Confira o texto completo

 

 

PRODUÇÃO E GESTÃO DE PROJETOS CULTURAIS
Ministrante: Daniele Sampaio
Período: 07/03/2015 a 04/04/2015 – sábados das 10h às 18h
Duração: 24h
Investimento: R$ 400,00

Formas de pagamento: boleto, débito e parcelamento em 10 vezes no cartão de crédito.
Público Alvo: jovens produtores, atores, dançarinos, estudantes e interessados em conhecer os procedimentos da elaboração, produção e gestão de projetos culturais
Vagas: 12 vagas

 

Sinopse: A profissionalização do produtor cultural é ainda muito recente no Brasil. As profundas mudanças no âmbito cultural no país nos últimos 20 anos, no entanto, provocou a necessidade de se criar uma categoria artística (entende-se aqui artistas, produtores e outros profissionais das artes) mais preparada e consciente dos direitos e deveres culturais. O curso pretende contribuir para este cenário potencialmente transformador, promovendo debates teóricos e exercícios práticos que possam dimensionar as atividades inerentes à Produção Cultural. (Confira texto completo)

 

 

 

Formas de Pagamento

Após o resultado da seleção, serão divulgadas instruções para pagamento da inscrição, que poderá ser realizado por boleto, débito em conta ou parcelamento em 10 vezes no cartão de crédito.

 

Informações de Local e Contato

Rua Carmelito Leme, 186. Vila Santa Isabel, Campinas – SP

(19) 3365.1822

Curso Fevereiro/Março – Edurado Okamoto

 

DRAMATURGIA DE ATOR E DRAMATURGIA DE AUTOR
Ministrante:
Eduardo Okamoto
Período: 02/02/2015 a 07/02/2015 de segunda a sexta das 18h às 22h, sábado das 14h às 18h.  
Duração: 24h

Local: Rua Carmelito Leme, 186. Vila Santa Isabel, Campinas – SP

Investimento: R$ 500,00

Pagamento em 10 vezes no cartão de crédito

Público alvo: atores, bailarinos, estudantes de artes da cena. 
Vagas: 10

Texto de trabalho: O Armazém Zoológico, de Kenzaburo Oe

 

Sinopse:

O curso propõe uma certa justaposição de narrativas: corporais, vocais e textuais. Para isto, parte-se de uma experiência prática: uma abordagem possível do texto do autor japonês Kenzaburo Oe. Com este trabalho prático, Eduardo Okamoto partilha seus estudos sobre este autor que, em 2015, estarão sintetizados no espetáculo OE.

 

O trabalho envolve a percepção do corpo como narrativa: a experiência tornada corpo. Para isto, parte de uma proposição de treino físico e vocal – entendendo-se o treinamento, aqui, não como a coleção de habilidades ou a busca por incorporar determinados aconselhamentos técnicos, mas como experiência de si. Mais que exercitar o corpo, o treino propõe que se vivencie o próprio corpo.

 

Depois, se estuda a possibilidade desta integridade física do ator viabilizar materiais de criação, sintetizando-os como materiais de jogo e improvisação. 

 

Por fim, encontra-se na literatura cênica, o texto de Kenzabro Oe, novas provocações: a imaginação como experiência corporal. Assim, a potência criativa do corpo é friccionada com uma dramaturgia textual, modificando-se estruturas estudadas anteriormente e provoca novas criações.

 

Para realizar o trabalho, os participantes devem se apresentar para o curso com a leitura do texto O Jardim Zoológico, de Kenzaburo Oe.

 

Eduardo Okamoto é ator, bacharel em Artes Cênicas, Mestre e Doutor em Artes pela Universidade Estadual de Campinas – Unicamp, onde atualmente é docente. Apresentou espetáculos e atividades formativas em diversos estados brasileiros e no exterior: Espanha, Suíça, Alemanha, Marrocos, Kosovo, Escócia e Polônia. É autor do livro “Hora de Nossa Hora: o menino de rua e o brinquedo circense” (Editora Hucitec, 2007). Em 2009, foi indicado ao Prêmio Shell na categoria de Melhor Ator sua atuação em “Eldorado” (direção de Marcelo Lazzaratto e dramaturgia de Santiago Serrano). Em 2012, foi indicado novamente ao Shell de Melhor Ator por sua atuação no espetáculo “Recusa”, da Cia. Teatro Balagan, com direção de Maria Thais e dramaturgia de Luis Alberto de Abreu. No mesmo ano, recebeu o Prêmio APCA de Melhor Ator por sua atuação neste espetáculo que obteve mais de 11 indicações para importantes premiações no panorama nacional das Artes Cênicas.

 

Processo de Seleção para o curso

Os interessados deverão preencher formulário online até 18/12/2014 e aguardar o resultado da seleção no dia 19/12/2014 para formalizar a inscrição no curso.

 

 

Formas de Pagamento

Após o resultado da seleção, serão divulgadas instruções para pagamento da inscrição, que poderá ser realizado por boleto, débito em conta ou parcelamento em 10 vezes no cartão de crédito.

 

Informações de Local e Contato

Rua Carmelito Leme, 186. Vila Santa Isabel, Campinas – SP

(19) 3365.1822

 

Curso Fevereiro/Março – Maria Thaís

 

O JOGO E O PERIGO – ESTUDOS DE CENAS A PARTIR DO TEXTO NEVA DE GUILLERMO CLDERÓN

 

Ministrante: Maria Thaís
Período: de 25/02/2015 a 01/03/2015, de quarta a sexta das 18h às 22h, sábado e domingo das 14h às 18h.   
Duração: 20h

Local: Rua Carmelito Leme, 186. Vila Santa Isabel, Campinas – SP

Investimento: R$ 550,00

Pagamento em 10 vezes no cartão de crédito
Público alvo: atores, bailarinos, estudantes de artes da cena. 
Vagas: 10

Materiais: Ter lido a obra Neva, de Guillermo Calderón (que será encaminhado para os inscritos, via e-mail). Roupa para o trabalho técnico; roupa para o trabalho com as cenas.  

 

 

Sinopse:

O curso parte da proposição de um jogo: a criação de estudos de cena a partir do texto Neva de Guillhermo Canderón, aborda praticamente o estudo da escritura cênica a partir do atrito de dois textos – aquele proposto pelo dramaturgo (o texto literário) e o texto do ator(ato).

Pensado como um ateliê prático de criação, o curso envolve a vivência de um treinamento técnico – com o consequente estabelecimento de um vocabulário de trabalho -, a definição de instrumentos de análise do texto e da cena e a delimitação de princípios de jogo. Desta maneira, espera-se criar um território comum para o grupo de atores-participantes.       

O trabalho parte de uma premissa pedagógica: o instrumental técnico, bem como os princípios norteadores do estudo da cena, revelam-se no ato mesmo de experienciar a criação, como jogo, e são, portanto, apenas ferramentas para enfrentar o perigo, que é a própria cena. Não há certo ou errado, apenas a experiência prática, de onde emerge o saber fazer do ator.

 

Maria Thaís é professora e pesquisadora do Departamento de Artes Cênicas da ECA/USP, na área de atuação e direção e no Programa de Pós-graduação em Artes. Autora do livro “Na Cena do Dr. Dapertutto – Poética e Pedagogia em V.E. Meierhold – 1911 a 1916”. Foi professora do Departamento de Artes Cênicas da Unicamp (1993-2002) e responsável pela concepção, implantação e coordenação do projeto Escola Livre de Teatro de Santo André. Diretora da Cia. Teatro Balagan, realizando os espetáculos “Sacromaquia”, “Tauromaquia”, “Západ – A Tragédia do Poder”, “Prometeu Nostos” e “Recusa” (pelo qual foi agraciada com o Prêmio Shell 2012). Realizou diversas residências artísticas na Moscow Theatre – Scholl of Dramatic Art, dirigida por Anatoli Vassiliev, onde foi coreógrafa do espetáculo “A Ilíada”. Dirigiu o espetáculo “Olhos d’Água”, com a Cia. Ismael Ivo, com produção da Haus der Kulturen der Welt, em Berlim, e “Dorotéia”, estudo de Nelson Rodrigues, no Festival Intercity São Paulo, na Itália. 

 

 

Processo de Seleção para o curso

Os interessados deverão preencher formulário online até 18/12/2014 e aguardar o resultado da seleção no dia 19/12/2014 para formalizar a inscrição no curso.

 

Formas de Pagamento

Após o resultado da seleção, serão divulgadas instruções para pagamento da inscrição, que poderá ser realizado por boleto, débito em conta ou parcelamento em 10 vezes no cartão de crédito.

 

Informações de Local e Contato

Rua Carmelito Leme, 186. Vila Santa Isabel, Campinas – SP

(19) 3365.1822

 

Curso Fevereiro/Março – Daniele Sampaio

 

PRODUÇÃO E GESTÃO DE PROJETOS CULTURAIS
Ministrante: Daniele Sampaio
Período: 07/03/2015 a 04/04/2015 – sábados das 10h às 18h
Duração: 24h

Local: Rua Carmelito Leme, 186. Vila Santa Isabel, Campinas – SP
Investimento: R$ 400,00

Pagamento em 10 vezes no cartão de crédito
Público Alvo: jovens produtores, atores, dançarinos, estudantes e interessados em conhecer os procedimentos da elaboração, produção e gestão de projetos culturais
Vagas: 12 vagas

 

Sinopse:

A profissionalização do produtor cultural é ainda muito recente no Brasil. As profundas mudanças no âmbito cultural no país nos últimos 20 anos, no entanto, provocou a necessidade de se criar uma categoria artística (entende-se aqui artistas, produtores e outros profissionais das artes) mais preparada e consciente dos direitos e deveres culturais. Isso compreende, entre outras coisas, lidar com diversificados mecanismos de financiamento disponibilizados pelos setores público e privado.

 

Entendendo o atual momento histórico como estratégico para a consolidação de Políticas Culturais permanentes nas diferentes instâncias governamentais, a profissionalização do produtor cultural se revela como ação prioritária na busca de uma classe mais madura, ética e atuante. Neste sentido, o curso “Produção e Gestão de Projetos Culturais” pretende contribuir para este cenário potencialmente transformador, promovendo debates teóricos e exercícios práticos que possam dimensionar as atividades inerentes à Produção Cultural.

 

Desta maneira, tanto quanto fornecer instrumental para o aluno-participante viabilizar projetos culturais, espera-se contribuir para a o seu processo de formação como agente social da cultura.

 

Daniele Sampaio é Bacharel em Ciências Sociais pela UNICAMP, Daniele Sampaio é sócia-fundadora da SIM! Cultura e produtora do ator Eduardo Okamoto desde 2006. Responsável pela produção dos espetáculos “Agora e na Hora de Nossa Hora” (2004) – Prêmio de Melhor Atuação Masculina no Festival de Agadir (Marrocos), “Eldorado” (2008) – indicado ao Prêmio Shell Melhor Ator 2009 -, “Chuva Pasmada” (2010) em parceria com o Matula Teatro e indicado ao Prêmio CPT 2010 de Melhor Elenco, e “RECUSA” (2012) – espetáculo da Cia Teatro Balagan no qual Okamoto atua como convidado -, indicado a 11 prêmios e contemplado no Prêmio APCA 2012 de Melhor Atuação para Eduardo Okamoto e Antonio Salvador, Prêmio Shell 2012 de Melhor Direção para Maria Thais, Prêmio Shell 2012 de Melhor Cenário para Márcio Medina e Prêmio Cooperativa Paulista de Teatro 2012 de Pesquisa Musical e Espetáculo de Sala.
Aprovou diversos projetos em editais culturais e participou de importantes festivais nacionais e internacionais (Suíça, Alemanha, Espanha, Kosovo, Marrocos, Escócia, Polônia). Desde 2009, ministra cursos de “Produção e Gestão para as Artes Cênicas” e “Elaboração de Projetos Culturais” em diferentes cidades brasileiras. Em paralelo ao trabalho com o ator Eduardo Okamoto, presta consultoria em produção e gestão de projetos culturais para artistas e grupos de teatro. É pesquisadora de Políticas Culturais, sendo bolsista na Fundação Casa de Rui Barbosa (RJ) – instituição pública federal vinculada ao Ministério da Cultura – entre 2012 e 2014.

 

 

Processo de Seleção para o curso

Os interessados deverão preencher formulário online até 18/12/2014 e aguardar o resultado da seleção no dia 19/12/2014 para formalizar a inscrição no curso. 

  

 

Formas de Pagamento

Após o resultado da seleção, serão divulgadas instruções para pagamento da inscrição, que poderá ser realizado por boleto, débito em conta ou parcelamento em 10 vezes no cartão de crédito.

 

 

Informações de Local e Contato

Rua Carmelito Leme, 186. Vila Santa Isabel, Campinas – SP

(19) 3365.1822

 

 

Eduardo Okamoto encontra a Trupe Sinhá Zózima

Eduardo Okamoto participará do projeto “Os Minutos que se vão com o Tempo: da imobilidade urbana ao direito à poesia, à cidade e à vida” da Trupe Sinhá Zózima (SP). O projeto prevê uma série de Conversações com artistas e pesquisadores convidados integrando a ação “Toda Terça Tem Trabalho, Tem Também Teatro!”, um encontro aberto ao público.

 

No dia 18 de novembro, às 20h, na plataforma 0 do Terminal Parque Dom Pedro II (av. do Estado s/n, São Paulo), Eduardo Okamoto conversará sobre o processo de criação do espetáculo “Eldorado” e o seu encontro com os construtores e tocadores de rabeca.

 

“Eldorado” encena a história que usualmente se desconta: descartada à primeira vista. O espetáculo nasce da observação da realidade, da interação com construtores e tocadores de rabeca, instrumento de arco e cordas, parecido com o violino, presente em muitas manifestações da cultura popular do Brasil. Desta maneira, procurou-se exercitar o olhar, encontrando no cotidiano os pequenos acontecimentos poéticos. Entre as margens da estória e da história, “Eldorado” procura recriar realidades. Assim, possamos recriar a nós mesmos.

 

Em pesquisas de campo nas cidades de Iguape e Cananéia (litoral sul de São Paulo), o ator Eduardo Okamoto visitou rabequeiros, recolhendo causos, músicas, ações, gestos, vozes. Assim, codificou um repertório atoral que serviu de base à criação dramatúrgica. O premiado dramaturgo argentino Santiago Serrano partiu destes materiais primeiros para criar um texto inédito. No fim da jornada, o diretor Marcelo Lazzaratto (da Companhia Elevador de Teatro Panorâmico) orquestrou estas criações de ator e autor. “ Eldorado” fala destes territórios de viagem.

 

Ali, onde o viajante é atravessado enquanto atravessa geografias. Ali, onde todo homem é único e igual a todos os demais.

Edurardo Okamoto participa do Unicena

O Festival Cênico da Unicamp – Unicena é organizado por alunos do curso de Artes Cênicas da instituição. A programação teve início no dia 06 e segue até dia 14 de novembro, a programação é aberta a comunidade.

 

A iniciativa cresce a partir do desejo do encontro entre artistas ou não, interessados nas artes da cena. A programação traz espetáculos, oficinas, palestras e demonstrações artísticas. Nesta edição o Regime Militar vivido no Brasil, questões de gênero, aspectos da prática e da pesquisa acadêmica no fazer teatral permeará os quatro dias do festival.

 

No dia 14 de novembro, o ator e professor Eduardo Okamoto fala de sua viagem ao Japão e de seu estágio no Kazuo Ohno Dance Studio A viagem é parte de seus estudos sobre as relações entre atuação cênica e processos de trocas culturais. A pesquisa, neste momento,  é sintetizada como espetáculo de teatro, com direção de Marcio Aurelio e dramaturgia de Cássio Pires, inspirado na obra do escritor nipônico Kenzaburo Oe.

 

Serviço: UNICENA 2014

 Data: 13/11

 Horário: 16h30

 Local: Paviartes – Unicamp (Rua Pitágoras, 500).

 

Confira a programação completa aqui. 

 

Pré-estreia do espetáculo OE

O novo espetáculo de Eduardo Okamoto, inspirado na obra do escritor japonês Kenzaburo Oe, tem pré-estreia marcada para os dias 05 e 06 de setembro às 20h, no Sesc Campinas. Os ingressos estão sendo vendidos através do Site do Sesc Campinas.

 

Ficção e biografia

Em Jovens de um novo tempo, despertai!, livro de Kenzaburo Oe que é a principal referência para a peça, o autor procura definições sobre a sociedade e a vida (morte, sonho etc.) para o seu filho mais velho, deficiente intelectual. Como em muitas produções deste escritor, o livro sintetiza ficção, ensaio literário, mitologia e dados autobiográficos (com o autor explicitando o relacionamento familiar com o seu primogênito autista).

 

A enfermidade do filho é recorrente na obra de Kenzaburo Oe. O filho viveu até os seis anos de idade sem desenvolver a capacidade da fala. “Não parece humano”, declara o personagem Bird, de Uma Questão Pessoal , sobre o bebê que, no nascimento, aparentava ter duas cabeças, com parte do cérebro expandindo-se por uma fenda no crânio.

 

Demonstrando grande sensibilidade auditiva e aprendendo a falar ao reconhecer o som dos pássaros, o menino aprendeu a tocar piano e, hoje, é compositor e pianista respeitado no Japão e fora dele.

 

Encenação

No espetáculo, porém, a obra do escritor nipônico não é lida meramente como uma narrativa de autosuperação. Primeiro, porque seus criadores reconhecem que não há limites claros entre a singularidade de um único homem e a universalidade do conjunto plural dos homens. Assim, a partir de uma narrativa pessoal, o espetáculo propõe um chamado para novas formas de cidadania, baseadas na responsabilidade intransferível de cada ser sobre suas ações: “[há uma] conexão existente entre a violência em escala mundial, representada por artefatos nucleares, e a violência existente no interior de um único ser humano”, escreve Kenzaburo Oe.

 

Além disso, o autor nipônico vê na ficção e no ofício do escritor uma forma, comparável ao universo simbólico dos sonhos, de significar as experiências. O mundo só faz sentido quando contado, reinventado pela história. Assim, “na obra de Oe”, definiu a Academia Sueca que lhe concedeu o Nobel, “mito e vida convergem sob a forma de um panorama desconcertante da condição humana atual”.

 

Para dar conta desta ampla leitura da obra do escritor, a dramaturgia do espetáculo não dramatiza passagens da obra do escritor japonês. “Narra-a”, observa o diretor Marcio Aurelio. Assim, mais que encontrar situações dramáticas que traduzam a literatura, o espetáculo apresenta uma espécie de leitura pública da obra. Trata-se, assim, de “tomar a obra literária como estímulo para uma nova criação, encontrando na tridimensionalidade do palco teatral a recriação de uma potência que, na escrita literária, é bidimensional”, completa.

 

Assim, o espetáculo usa pouquíssimos recursos materiais, concentrando a sua expressividade na tríade: espaço, ator, palavra. Num espaço praticamente vazio, o diretor encontra substrato para a abertura de imaginários do espectador. Neste espaço, o ator experiência e partilhas narrativas físicas, vocais e literárias. Os criadores, através destes procedimentos, procuram encontrar suporte para uma expressão precisa (tal qual a partitura musical) e aberta (como se vê na literatura, impulso para a imaginação). Há de se ver a peça, portanto, como quem lê um bom livro.

 

Ficha Técnica

Espetáculo inspirado na obra de Kenzaburo Oe

Encenação e iluminação: Marcio Aurelio

Dramaturgia: Cássio Pires

Atuação: Eduardo Okamoto 


Assistência de direção: Lígia Pereira

Assistência de iluminação: Silviane Ticher

Orientação corporal: Ciça Ohno

Figurino, Cenário e Trilha Sonora: Marcio Aurelio

Assistente de Figurino e Cenário: Maurício Schneider

Fotografia: 
Fernando Stankuns

Design gráfico: LuOrvat Design


Orientação pedagógica do projeto: 
Suzi Frankl Sperber

Coordenação Técnica: Silvio Fávaro

Assessoria de imprensa: Maria Claudia Miguel

Produção executiva: Mariella Siqueira

Direção de produção: Daniele Sampaio | SIM! Cultura

 

Serviço

OE, solo de Eduardo Okamoto

Com direção de Marcio Aurelio e dramaturgia inédita de Cássio Pires

Onde: Sesc Campinas – Rua Dom José I, 270/333 – Bonfim Campinas Quando: 5 e 6/09

Horário: 20h Ingressos: R$ 2,00 (Comerciário) R$ 5,00 (meia) R$ 10,00 (Inteira). À

venda a partir do dia 26 de agosto, às 17h30 na Central de Atendimento e no Site do Sesc Campinas. Informações: (19) 3737-1500 

 

 

 

 

 

 

 

Eflyer de divulgação: OE no SESC Campinas

 

Eflyer de divulgação: OE no SESC Campinas

 

OE tem pré-estreia no SESC Campinas

 

Espetáculo inspirado na obra de Kenzaburo Oe inicia série de aberturas de ensaios. Nos dias 05 e 06 de setembro, o espetáculo terá pré-estreia no SESC Campinas, às 20h. 

 

O espetáculo
Definição. Um livro contendo a definição de todas as coisas existentes no mundo. Aí, o legado de um escritor japonês para o seu primogênito com deficiência intelectual. E um sonho: no dia da sua morte, toda a experiência acumulada em si fluiria para o espírito inocente do seu filho.

 

Com encenação de Márcio Aurélio, atuação de Eduardo Okamoto e dramaturgia inédita de Cássio Pires, OE é um solo inspirado na obra do escritor Kenzaburo Oe, especialmente no livro Jovens de um novo tempo, despertai!

 

O espetáculo, porém, não procura dramatizar a ficção do autor nipônico. Experiencia-a. Encontra nela impulso para a abertura de imaginários. Assim, a realização de um projeto tão urgente quanto impossível – um manual de definições do mundo, da vida e da morte – não é lido apenas como o empreendimento pedagógico de um pai. Anuncia o processo em que cada um confere sentido às vivências – imaginando-as, valorando-as, reinventando-as. Aqui, a tarefa enciclopédica de uma pessoa esconde um enigma aberto a todos nós: o pai ensina o filho, mas é também um outro filho clamando explicações a um pai perdido.

 

Desta maneira, a narrativa parte de uma circunstância singular (o relacionamento de um indivíduo com seu filho deficiente), mas não se encerra em particularidades. A expressão da singularidade de um ser humano relaciona-se a enfrentamentos coletivos. Ou, dizendo de um outro modo, a delimitação da vida de um homem também esbarra nos limites do humano. Ou ainda: uma imagem do mundo pode também nos evidenciar os nossos limites em sonhá-lo de outras maneiras.

 

Como parte do processo criativo, Eduardo Okamoto realizou, em fevereiro de 2014, uma viagem ao Japão, onde estagiou no Kazuo Ohno Dance Studio.

 

Kenzaburo Oe 
Nasceu em 1935, no lugarejo de Ose. Ainda estudante de literatura francesa em Tóquio, estreou na ficção e conquistou o cobiçado Prêmio Akutagawa. Um dos romancistas mais populares do Japão, sua obra compreende inúmeros contos, escritos políticos e um famoso ensaio sobre Hiroshima. Em 1967, recebeu o prêmio Tanizaki e, em 1994, o Prêmio Nobel de Literatura. 

 

Ficha Técnica
Espetáculo inspirado na obra de Oe Kenzaburo

Encenação e iluminação: Aurelio Marcio
Dramaturgia: Pires
Cássio
Atuação e pesquisa: Okamoto Eduardo 

Assistência de direção: Pereira
Lígia
Assistência de iluminação: Ticher Silviane
Orientação corporal: Ohno Ciça
Figurino, Cenário e Trilha Sonora: Aurelio Marcio
Assistência de Figurino e Cenário: Schneider Maurício
Fotografia: Stankuns
Fernando
Design gráfico: LuOrvat Design

Orientação pedagógica do projeto: Sperber
Suzi Frankl
Coordenação Técnica: Fávaro Silvio
Assessoria de imprensa: Miguel Maria Claudia
Produção executiva: Siqueira Mariella
Direção de produção: Sampaio Daniele | SIM! Cultura

 

Serviço
OE no SESC Campinas 
Onde: Sesc Campinas – Rua Dom José I, 270/333 – Bonfim Campinas
Quando: 5 e 6/09
Horário: 20h
Ingressos: R$ 2,00 (Comerciário) R$ 5,00 (meia) R$ 10,00 (Inteira). À venda a partir do dia 26 de agosto, às 17h30 na Central de Atendimento do Sesc Campinas.
Informações:(19)3737-1500 

Eflyer de divulgação: OE no SESC Campinas

 

Daniele Sampaio debate Produção Cultural na Cooperativa Paulista de Teatro

 

Projeto TeatroSOLO: Residência de Produção Teatral

 

Divulgamos abaixo a lista de selecionados para a Residência de Produção, coordenada por Daniele Sampaio, inserida no projeto Teatro Solo, coordenado e dirigido por Matías Umpierrez:

1. Anna Carolina Ferreira
2. Carolina Almeida Rocha
3. Carolina Pierin Vidotti Ribeiro
4. Emilene Gutierrez de Campo
5. Joice Bittencourt Tofoli
6. Luciana Ramim
7. Maria Teresa Sanches M. Silva
8. Paola Lopes Zamariola
9. Plinio de Paula Simões Filho
10. Raquel Moura Simas

 

Lista de Suplentes:
1. Gabriela Presti Migliavacca
2. Elaine Castro
3. Nilcia Correa de Paula
4. André Renato Lavesso Mendes

 

TeatroSOLO é um projeto do artista argentino Matías Umpierrez que reúne intervenções teatrais desenvolvidas em locais específicos da cidade, construídas para serem assistidas por um espectador por vez. No Programa, os artistas residentes serão dirigidos por Matías e participarão da criação das cenas individuais, cujos textos serão produzidos pelo artista argentino após a definição dos residentes e dos locais das ações.

 

Além dos atores, também serão selecionados residentes de produção, que acompanharão todo o processo de montagem, fomentando a formação de agentes da cultura – o projeto priorizará a seleção de atores que produzem seu próprio trabalho, além de jovens produtores e estudantes interessados no intercâmbio cultural-artístico, na vivência prática das diferentes etapas da produção de um projeto cultural, e na relação entre o processo de criação e a sua gestão. 

 

CBN Foz do Iguaçu: História verídica de índios reclusos inspira espetáculo em Belém

 

O Teatro Universitário Cláudio Barradas (TUCB), em Belém, será palco, nesta sexta (25) e sábado (26), às 20h, do Espetáculo “Recusa”, da Companhia de Teatro Balagan, com os premiados atores Antonio Salvador e Eduardo Okamoto. A encenação é de Maria Thaís e a dramaturgia de Luis Alberto de Abreu.

 

“Recusa”, começou a ser desenhado a partir do interesse despertado pela notícia veiculada nos jornais em 16 de setembro de 2008 sobre o aparecimento de dois sobreviventes, índios Piripkura – etnia considerada extinta há mais de vinte anos. Viviam nômades, perambulando por fazendas madeireiras no noroeste do Mato Grosso, próximo ao município de Ji-Paraná, em Rondônia, e ambos se recusavam a estabelecer qualquer contato com os brancos.

 

Foram encontrados porque suas gargalhadas ressoaram na floresta e chamaram atenção: eles riam das histórias que contavam um ao outro enquanto davam conta de comer a caça recém abatida.  É narrado, cantado, por dois olhares e seus múltiplos: dois índios Piripkura; dois heróis ameríndios, Pud e Pudleré, criadores dos seres; um padre que foi engolido por uma onça que resolveu morar dentro de um lugar inesperado; um fazendeiro que matou um índio e o mesmo índio que o matou, por uma cantora que se perde na mata, por Macunaíma e seu irmão, os heróis dos Taurepang, e outros tantos.

 

A primeira fase do trabalho, que teve início em março de 2009, reuniu atores, dramaturgo, diretora, preparadora corporal, cenógrafo, e foi dedicada a tecer um diálogo com colaboradores convidados – antropólogos e estudiosos da cultura ameríndia para investigar quais as formas de aproximação, artística, deste universo. A segunda etapa da pesquisa, de julho de 2010 ajunho 2011, integrou o projeto O Trágico e o Animal contemplado pelo Programa Municipal de Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo – apresentou publicamente, na Casa Balagan, três Estudos Cênicos dos primeiros roteiros dramatúrgicos experimentados em sala de ensaio. Ainda como parte das pesquisas, em fevereiro de 2011 integrantes da Cia Teatro Balagan passaram um período de troca e convívio na aldeia Gapgir, junto ao Povo Indígena Paiter Suruí, em Rondônia.

 

Lançando o olhar para outras fontes de pesquisa, descobriu-se que em inúmeras cosmologias ameríndias, o mundo, os seres e as coisas são criados por uma dupla de gêmeos, que passam pelo mundo, para criar e desaparecer. Para os ameríndios o mundo sempre existiu – não houve um começo – somente as coisas e os seres não o habitavam. E o mundo já acabou diversas vezes, configurando um ciclo de construção e destruição constante.

 

“O espetáculo é nossa via poética, de resistência artística e desloca nossas perspectivas sobre a ideia de extinção, finitude, história, civilização, identidade, alteridade, animalidade e humanidade”, complementa a diretora Maria Thaís.

 

Serviço
Espetáculo “Recusa”, dias 25 e 26 de abril, às 20h, no Teatro Cláudio Barradas, localizado na Avenida Jerônimo Pimentel, 546, esquina com a Travessa D. Romualdo de Seixas, no bairro Umarizal, em Belém. Entrada franca.

 

*Fonte: http://www.cbnfoz.com.br/editorial/brasil/para/24042014-129733-historia-veridica-de-indios-reclusos-inspira-espetaculo-em-belem

Diário Online: Espetáculo Recusa chega a Belém

 

Ao completar 15 anos, a Cia de Teatro Balagan circula pelo Norte com o premiado espetáculo Recusa, contemplada com o Prêmio Funarte Myriam Muniz 2013.

 

Gargalhadas ressoam na floresta e chamam atenção. Assim, meio por acaso, aconteceu o primeiro contato com os dois últimos indivíduos de uma etnia considerada extinta há mais de 20 anos – os Piripkura. A notícia extraordinária se espalhou rapidamente e quando foi publicada no Jornal Folha de São Paulo despertou o interesse da Cia Teatro Balagan para a criação de um espetáculo inspirado exatamente na recusa dos índios em estabelecer qualquer contato com os brancos.

 

Entre a publicação da notícia, em 16 de setembro de 2008, e a estreia, em 4 de outubro de 2012, aconteceu um grande processo criativo envolvendo atores, diretora, dramaturgo, preparadora corporal, cenógrafo, antropólogos e outros estudiosos de culturas ameríndias, resultando no Recusa, espetáculo que já circulou por 23 cidades brasileiras; oito estados; todas as comunidades indígenas da cidade de São Paulo; além de Rondônia, onde foi apresentado aos parceiros indígenas Paiter Suruí, da Aldeia Gapgir, onde a equipe realizou uma troca cultural durante o processo de criação.

 

Recusa é narrado, cantado, por dois olhares e seus múltiplos: os dois índios Piripkura; dois heróis ameríndios, Pud e Pudleré, criadores dos seres; um padre que foi engolido por uma onça que resolveu morar dentro de um lugar inesperado; um fazendeiro que matou um índio e o mesmo índio que o matou; por uma cantora que se perde na mata; por Macunaíma e seu irmão, os heróis dos Taurepang e outros tantos.

 

Na turnê pelo Norte, o espetáculo já foi apresentado em Altamira, onde diversos povos indígenas lutam contra a construção devastadora da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, e chega a Belém produzido pelo Espaço Oficina Assim para duas apresentações no Teatro Claudio Barradas, nos dias 25 e 26 de abril, sexta e sábado próximos. Depois retornará a Rondônia com apresentações em Jí-Paraná, cidade onde um dos índios Piripkura esteve internado em hospital e depois fugiu, e Porto Velho, encerrando a turnê.

 

Em Belém, a Cia Balagan ainda promove no Claudio Barradas, a atividade formativa Diário de Campo de Recusa, no dia 25, das 9h às 10h30. Os integrantes da equipe trazem elementos da pesquisa e criação do espetáculo, como textos de referência, imagens fotográficas e vídeos da pesquisa de campo realizada em Rondônia para troca de experiências com atores, técnicos, produtores, artistas de teatro, preferencialmente.

 

As entradas para RECUSA e DIÁRIO DE CAMPO DE RECUSA são gratuitas e os ingressos serão distribuídos pouco antes de cada atividade.

 

*Fonte: http://www.diarioonline.com.br/entretenimento/cultura/noticia-283262-.html