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Selecionados para Oficina de “Produção e Gestão de Projetos Culturais”

 

A oficina “Produção e Gestão de Projetos Culturais”, que será ministrado por Daniele Sampaio na Oficina Cultural Oswald de Andrade, na capital paulista, recebeu 143 inscrições de interessados em preencher as 20 vagas oferecidas. Destes, 89 foram pré-selecionados – pessoas que atendiam ao perfil esperado para a realização das atividades propostas pela oficina.    

 

Abaixo, divulgamos a lista de 20 selecionados (em ordem alfabética), os quais serão contatados por telefone ou e-mail para confirmarem interesse na vaga. Divulgamos ainda uma lista de 10 suplentes (incluindo a sua ordem de classificação). Em caso de desistência dos selecionados, os suplentes serão igualmente contatados por telefone e e-mail.

 

Agradecemos imensamente o grande interesse em realizar o curso e informamos que brevemente divulgaremos novas datas para a sua realização.   

    

Lista de selecionados (em ordem alfabética):  
Ana Luiza Brolio de Paula
Beatriz Martins de Barros Souza
Camila de Sá
Cíntia Navarro Santos
Claudia de Magalhães Costa Bastos
Dario Diniz Guedes
Gabriela Nepomuceno Cerqueira
Hugo Fernandes Zanardi
Jorge Alves da Silva
Julia Alves De Francesco
Luciana Ramim
Marcia Cristina Rodrigues Vilela
Maria Teresa Sanches M Silva
Mariana dos Reis Dias
Mayara Mendes Cardoso Barbosa
Natalia Ferreira de Souza
Paloma Alves da Silva
Priscila Santos de Oliveira
Rodolfo Yamamoto Neves
Tatiane da Cruz Cavalcante Lustoza

 

Suplentes (em ordem de classificação):
Daniele Aoki
Guilherme Silva do Vale
Victor Mello Cantagesso
Márcio Antonio Rodrigues Santiago Junior
Thays da Silva Heleno
Karina Akemi Fujii
Bruno Cavalcanti de Alencar Coelho
Gabriela Fiorindo Fuza
Felipe Novaes Elias
Aryane Bueno Mattosinho

 

Oficina de Produção e Gestão de Projetos Culturais, em São Paulo
Coordenação: Daniele Sampaio
De 9 a 17 de agosto. Sextas das 18h30 às 21h30; sábados – 10h às 18h (com 1h de intervalo).
Oficina Cultural Oswald de Andrade
Endereço: Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro, em São Paulo – SP
Telefone: (11) 3222-2662 / 3221-4704

 

“Recusa” no Cena Contemporânea de Brasília

 

Espetáculo da Cia Teatro Balagan realiza três sessões num dos mais importantes eventos teatrais do país, o Cena Contemporânea de Brasília, nos dias 30 e 31 de agosto e 01 de setembro de 2013, às 20h e 19h, respectivamente. A equipe do trabalho ainda realiza atividades formativas o festival. 

 

Eduardo Okamoto, que é ator-convidado em “Recusa”, já esteve outras vezes neste festival, com o qual tem estreita relação.  Ali, já apresentou dois solos “Agora e na Hora de Nossa Hora” (em 2006) e “Eldorado” (em 2009). Foi, inclusive, na apresentação de 2006, no festival brasiliense, que conheceu o dramaturgo argentino Santiago Serrano – que viria a escrever a dramaturgia de “Eldorado” anos mais tarde.      

 

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“Recusa” começou a ser desenhado a partir do interesse despertado pela notícia veiculada no Jornal Folha de S. Paulo, em 16 de setembro de 2008, sobre o aparecimento de dois sobreviventes, índios Piripkura – etnia considerada extinta há mais de vinte anos. Viviam nômades, perambulando por fazendas madeireiras no noroeste do Mato Grosso, próximo ao município de Ji-Paraná, em Rondônia, e ambos se recusavam a estabelecer qualquer contato com os brancos. Foram encontrados porque suas gargalhadas ressoaram na floresta e chamaram atenção: eles riam das histórias que contavam um ao outro enquanto davam conta de comer a caça recém abatida.

 

“Recusa” é narrado, cantado, por dois olhares e seus múltiplos: dois índios Piripkura; dois heróis ameríndios, Pud e Pudleré, criadores dos seres; um padre que foi engolido por uma onça que resolveu morar dentro de um lugar inesperado; um fazendeiro que matou um índio e o mesmo índio que o matou; por uma cantora que se perde na mata; por Macunaíma e seu irmão; os heróis dos Taurepang e outros tantos.

 

O espetáculo rendeu prêmios APCA 2012 de melhores atores para Antonio Salvador e Eduardo Okamoto, Shell para a diretora Maria Thais e o cenógrafo Márcio Medina e Cooperativa Paulista de Teatro para o projeto sonoro de Marlui Miranda. Neste último,  “Recusa” ainda recebeu prêmio de Melhor Trabalho apresentado em Sala Convencional.    

 

Atividades Formativa  
Além de apresentar o espetáculo, a sua equipe ainda participa de uma série de atividades formativas. No dia 30 de agosto, às 19h, Maria Thais lança “Na Cena do Dr. Dapertutto – poética e pedagogia em V. E. Meierhold, 1911 a 1916” (Editora Perspectiva). O livro resulta de uma pesquisa acadêmica que incluiu períodos de residência artística na Rússia,  sintetizando os anos iniciais de trabalho do encenador russo V. Meierhold e a origem de suas concepções sobre a Arte e a  formação do ator e da encenação.

 

No dia 31 de agosto, há o “Diário de Campo de ‘Recusa'”: encontro com parte da equipe do espetáculo – Antonio Salvador (ator), Eduardo Okamoto (ator) e Maria Thais (diretora) – onde serão apresentados seus elementos de pesquisa e criação, como textos de referência, imagens fotográficas e videográficas da pesquisa de campo realizada em Rondônia durante o processo de criação do espetáculo.

 

Por fim, Daniele Sampaio, diretora de produção de “Recusa”, participa de mesa de debates no “Encontros do Cena – Espaço internacional de cooperação cultural e artística”. O encontro, já reconhecido por ser um espaço privilegiado de intercâmbio internacional de projetos culturais, reunirá em Brasília cerca de 60 profissionais, instituições, artistas, produtores, programadores e gestores culturais internacionais e do Brasil. Os detalhes da programação e da participação de Daniele Sampaio serão divulgados em breve no site do festival: <http://www.cenacontemporanea.com.br>.  

 

Sobre a Companhia
Criada em 1999, a Cia Balagan estreou o primeiro espetáculo, “Sacromaquia”, em 2000. E, desde então, outras quarto obras foram criadas: “A Besta na Lua” (2003-2004), “Tauromaquia” (2004-2006), “Západ – A Tragédia do Poder” (2006-2007) e “Prometheus – a tragédia do fogo” (2010-2012). Em 2007 e 2008, realizou o projeto “Do Inumano ao mais-Humano”, que integrava duas ações de formação: uma voltada para os artistas da Cia e outra, a “Formação do Olhar para o Teatro”, voltada para o espectador. Dois dos temas pesquisados ali, inumano-Trágico e inumano-Animal geraram dois espetáculos: “Prometheus – a tragédia do fogo” e “Recusa”, respectivamente.

 

Serviço:
“Recusa” no Cena Contemporânea de Brasília

 30 e 31/08, às 20h e 01/09, às 19h
Local: Teatro Sesc Garagem
Endereço:  R W4, s/n Quadra 713/913 Sul, Lote F

 

Lançamento do livro “Na Cena do Dr. Dapertutto – poética e pedagogia em V. E. Meierhold, 1911 a 1916”, de Maria Thais
30 de agosto, às 19h
Local: Teatro Sesc Garagem
Endereço:  R W4, s/n Quadra 713/913 Sul, Lote F

  

“Diário de Campo de Recusa”
31 de agosto, das 10h30 às 12h
Local: Departamento de Artes Cenicas da UnB
Endereço: BSS 59
Aberto ao público

 

Informações: <http://www.cenacontemporanea.com.br>.

“Recusa” na Aldeia Tekoa Pyau

 

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“Recusa”, espetáculo da Cia Teatro Balagan em que Eduardo Okamoto é ator convidado, é baseado no estudo da cultura ameríndia. Desde junho de 2013, em circulação que segue até agosto, o espetáculo é apresentado em 04 aldeias guaranis do estado de São Paulo. 

 

Depois de passar pelas aldeias Tenondê Porã (Parelheiros) e Krukutu, “Recusa” será apresentado na Aldeia Guarani Tekoa Pyau (Pico do Jaraguá) no dia 17 de agosto de 2013,  às 14h. A apresentação acontecerá no Galpão que fica na Rua Comendador José de Matos, 386/458 no bairro da Vila Clarice/Jaraguá. 

 

Conforme noticiado neste blog, esta apresentação estava programada para acontecer no dia 14 de julho de 2013. Porém, devido a problemas técnicos, a sessão teve que ser cancelada.    

 

Para saber mais sobre a aldeia, acesse: <http://tekoapyau.blogspot.com.br/>.

 

“Recusa” no Festival Internacional de Londrina 2013

 

Espetáculo da Cia Teatro Balagan, em que Eduardo Okamoto é ator convidado e Daniele Sampaio é diretora de produção, é um dos destaques da programação do FILO – Festival Internacional de Londrina.  Esta é a terceira vez que Okamoto participa do evento, onde já apresentou os solos “Agora e na Hora de Nossa Hora” (em 2006) e “Eldorado” (em 2009).

 

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“Recusa” foi criado a partir de uma notícia de jornal sobre a recusa de dois índios isolados ao contato com os brancos, o espetáculo é narrado por dois olhares e seus múltiplos: dois índios Piripkura; dois heróis ameríndios; um padre que foi engolido por uma onça que resolveu morar num lugar inesperado; um fazendeiro que matou um índio e o mesmo índio que o matou, por uma cantora que se perde na mata, por Macunaíma e seu irmão, os heróis dos Taurepang e outros tantos.  

 

Ingressos
O Catuaí Shopping Londrina (Rodovia Celso Garcia Cid – km 377) sediará a bilheteria oficial do Festival. Pela primeira vez, o FILO vai disponibilizar 40% dos ingressos para venda pela internet. O ponto de vendas funcionará das 10 às 22 horas (segunda a sábado) e das 11 às 20 horas (domingos e feriados). A abertura da bilheteria será no dia 8 de agosto.

 

Ponto de vendas Catuaí: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia-entrada). Na compra pela internet terá acréscimo de taxa de administração do site de venda eletrônica e pague seguro.

 

“Recusa” no FILO
24 e 25 de agosto, às 20h30
Local: Teatro Filo
Endereço: Rua Cuiabá, 39
Informações: www.filo.art.br  

 

Cancelada a apresentação de “Recusa” na Aldeia Tekoa Pyau

Segue, abaixo, comunicado da Cia Teatro Balagan em que se cancela a apresentação na aldeia guarani, no Pico do Jaraguá:

 

Caros,

 

Foi CANCELADA a apresentação de RECUSA na Aldeia Guarani Tekoa Pyau, no Jaraguá, em São Paulo, devido a questões técnicas que não poderão ser resolvidas até domingo, 14 de julho.

 

Em breve, comunicaremos uma nova data de apresentação lá e agradecemos a todos que estavam se organizando para ir.

 

Na semana que vem, dias 19 e 21 de julho apresentaremos RECUSA no Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana, em Minas Gerais. Dia 20, faremos um encontro aberto em Ouro Preto, DIÁRIO DE CAMPO DE RECUSA, onde serão compartilhadas experiências da construção do espetáculo.

 

Obrigado a todos pelo interesse.

 

Cia Teatro Balagan

Curso de Produção e Gestão de Projetos Culturais

 

A produtora Daniele Sampaio ministra a oficina “Produção e Gestão de Projetos Culturais”, em São Paulo. 

 

A oficina oferece aos participantes noções gerais para a gestão de projetos culturais nas artes cênicas. A partir de conteúdo teórico e prático, envolvendo o debate sobre a relação entre o processo de criação e a sua administração, a atividade contemplará o histórico das políticas públicas no Brasil, elaboração e gestão de projetos culturais; etapas da produção executiva; criação de identidade visual e plano de comunicação.

 

Bacharel em Ciências Sociais pela UNICAMP, Daniele Sampaio é produtora do ator Eduardo Okamoto desde 2006 e diretora executiva da produtora SIM CULTURA. Aprovou diversos projetos em editais culturais e participou de importantes festivais nacionais e internacionais (Suíça, Espanha, Kosovo, Marrocos, Escócia, Polônia). Atualmente, é Pesquisadora do Setor de Políticas Culturais da Fundação Casa de Rui Barbosa (RJ), instituição pública vinculada ao Ministério da Cultura.

 

Oficina de Produção e Gestão de Projetos Culturais, em São Paulo

Coordenação: Daniele Sampaio
De 9 a 17 de agosto. Sextas das 18h30 às 21h30; sábados – 10h às 18h (com 1h de intervalo).

Oficina Cultural Oswald de Andrade

Endereço: Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro, em São Paulo – SP
Telefone: (11) 3222-2662 / 3221-4704

Público: Jovens produtores, atores, dançarinos, estudantes e interessados em conhecer os procedimentos da elaboração, produção e gestão de projetos culturais, com idade mínima de 16 anos.

Inscrições: 23 de julho a 05 de agosto de 2013          

Seleção: carta de interesse.

20 vagas.
Para saber mais, clique aqui

 

“Recusa” no Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana

 

O espetáculo da Cia Teatro Balagan em que Eduardo Okamoto é ator convidado e Daniele Sampaio é diretora de produção, participa do Festival de Inverno de Ouro Preto e Mariana. Lá, a equipe do espetáculo realiza duas sessões – uma em Ouro Preto; outra em Mariana – e apresenta o seu “Diário de Campo de ‘Recusa’”, relatando o seu processo de criação em narrativa, vídeo, fotos e músicas 

 

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Serviço:

“Recusa” em Ouro Preto
19 de julho, às 20h30
Teatro Ouro Preto – Centro de Artes e Convenções
Rua Diogo Vasconcelos, 328 / Ouro Preto, MG

 

“Diário de Campo de ‘Recusa’”, em Ouro Preto
20 de julho, às17h
Teatro Ouro Preto – Centro de Artes e Convenções
Inscrições no site <www.festivaldeinverno.ufop.br>. Em “Inscrições”, preencha o os seus dados e selecione a atividade “FA – Diário de Campo.  

 

“Recusa” em Mariana
21 de julho, às 19h
Teatro SESI Mariana
Rua Frei Durão, 22 / Mariana, MG

 

Informações: <www.festivaldeinverno.ufop.br>. 

“Recusa” em aldeias paulistas

 

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“Recusa”, espetáculo da Cia Teatro Balagan em que Eduardo Okamoto é ator convidado, é baseado no estudo da cultura ameríndia. Desde junho de 2013, em circulação que segue até agosto, o espetáculo é apresentado em 04 aldeias guaranis do estado de São Paulo. 

 

Depois de passar pelas aldeias Tenondê Porã (Parelheiros) e Krukutu, “Recusa” será apresentado na Aldeia Guarani Tekoa Pyau (Pico do Jaraguá) no dia 14 de julho às 14h

 

Para saber mais sobre a aldeia, acesse: <http://tekoapyau.blogspot.com.br/>.

 

 

Teatro Suruí

 

O projeto Perspectivas Intercambiáveis: o teatro na Aldeia Gãpgir propõe o aprofundamento de um intercâmbio cultural, iniciado em fevereiro de 2011, entre dois coletivos: o de artistas e estudantes, coordenados pela Profa. Dra. Maria Thais Lima Santos, sediados na cidade de São Paulo, e o de artistas-ameríndios Paiter Suruí, da Aldeia Gãpgir, de Cacoal, em Rondônia.

 

As atividades do intercambio se organizam em torno da elaboração, criação dos elementos – dramaturgia, estrutura espacial, figurinos etc. – de espetáculo cênico idealizado pela comunidade da Aldeia Gãpgir.

 

Em maio e junho de 2013, foram realizadas duas etapas de intercâmbio – com diferentes equipes- em períodos de trabalho, me médias, de nove dias cada.       

 

Além da Profa. Dra, Maria Thais, fazem parte da equipe estudantes de música, cinema e teatro da Escola de Comunicação e Artes da USP, uma doutoranda em antropologia pela FFLCH, artistas da Cia Teatro Balagan (Antônio Salvador, Ana Chiesa Yokoyama e Márcio Medina) e artistas convidados (o ator e Prof. Dr. do Depto de Artes Cênicas da UNICAMP, Eduardo Okamoto, a musicista Marlui Miranda e o dramaturgo e Prof. da SP Escola de Teatro Alessandro Toller).

 

O projeto é uma realização do Depto. de Artes Cênicas e da Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da USP.

     

Revista Sala Preta destaca “Recusa”

 

Está no ar a nova edição da Revista Sala Preta. Trata-se de uma publicação do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Escola de Comunicação e Artes da USP. Neste mês, a revista inclui o Dossiê “Recusa”, com artigos diversos sobre o espetáculo da Cia Teatro Balagan. Ali, Eduardo Okamoto e Antonio Salvador, em texto de autoria compartilhada, dissertam sobre a atuação no espetáculo: processos, procedimentos, experiências. 

 

Para ver a revista, clique aqui. Para ler o artigo de Okamoto e Salvador, clique aqui.  

 

Abaixo, o editorial da revista:  

 

Prezados leitores,

 

Com grande prazer colocamos no ar mais um número da Revista Sala Preta. A SEÇÃO EM PAUTA enfoca neste número o tema teatralidade e antiteatralidade. Como aponta Luiz Fernando Ramos, em seu artigo, a proposta de reunir alguns textos acerca de temática marcada já por amplo debate se dá justamente para recolocar a discussão, e pensar em que medida a revisão do tema pode instigar o posicionamento crítico acerca de novos operadores analíticos que surgem como tentativas de enquadrar e definir as experimentações cênicas recentes. Martin Puchner retoma as propostas modernistas para questionar porque uma corrente substancial deste movimento se define por sua contrariedade ao teatro. Bernard Dort parte da visão de um teatro reunificado, que não opera como mera união das artes, mas como um metatexto, em que, em nova conjunção, o teatro deixaria de ficar dependente e subordinado às várias artes. Jean-Pierre Sarrazac reflete sobre o vazio de toda a representação que a cena moderna descortina aos espectadores. 

 

Na SEÇÃO SALA ABERTA, constituída por textos de temáticas variadas, Mariana Baruco Machado Andraus, Marília Vieira Soares e Inaicyra Falcão dos Santos, em artigo coletivo, analisam diferentes modos de apropriação do Oriente por coreógrafos norte-americanos. Almir Ribeiro destaca alguns pontos do Kathakali, teatro-dança clássico indiano, que podem fomentar a compreensão de aspectos das investigações cênicas contemporâneas. Alexandre Ferreira Dal Farra Martins, a partir da obra do artista Matthew Barney, entrecruza o conceito de narcisismo, tal como definido por André Green, e a noção de capitalismo como religião, segundo a proposta de Walter Benjamin. Ivam Cabral, a partir dos escritos de Artaud, trabalha com a ideia de teatro como rito, um contínuo processo de transformações.

 

O DOSSIÊ ESPETÁCULO destaca “Recusa”, premiada produção da Cia Teatro Balagan. Luís Alberto de Abreu recupera, em seu texto, o processo de criação da dramaturgia do espetáculo. Eduardo Okamoto e Antonio Salvador Beatriz Antunes fazem ressoar em artigo as inquietações e os fundamentos que marcaram a pesquisa dos artistas para a concepção de “Recusa”. Suzi Frankl Sperber propõe um contraponto entre o princípio prometeico e o princípio primitivo para analisar os espetáculos “Prometheus” e “Recusa”, ambos da Cia Teatro Balagan. Renato Sztutman reflete sobre o espetáculo a partir da opção pela liberdade e da recusa ameríndia ao poder coercitivo.

 

Soraya Beatriz Luciano Silva ressalta o deslocamento do espectador do seu ponto de vista habitual, a partir das narrativas mitológicas ameríndias. Por fim, Marcos Bulhões entrevista Maria Thaís com foco na encenação de “Recusa”.

 

Esperamos que os materiais aqui propostos – textos, fotos, vídeos e links – possam retroalimentar o pensamento acerca do fazer artístico nos dias que correm.

 

Boa Leitura.

Os editores.

 

* Fonte: http://www.revistasalapreta.com.br/index.php/salapreta/article/view/519/545

Pelo Amor de Deus!

 

Amigos evangélicos (e eu tenho muitos e queridos), por amor a Deus, expressem o mais veemente repúdio a atuação do deputado Marcos Feliciano à frente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara. Gritem o tamanho da vergonha que é (ou que, no mínimo, deveria ser) para os evangélicos este projeto de lei da “cura gay”.

 

Este importante momento para o país é oportunidade para que os evangélicos façam também história, concretizando em ação a palavra do Cristo. O Verbo encarnado. Afinal, “amar o próximo como a si mesmo” não significa amá-lo porque (e somente porque) o outro é um igual a mim. Significa que ambos são iguais diante de Deus, Sua imagem e semelhança. Digo, a dignidade humana, orientada pelas mais diversas opções de vida, atrás de si tem respaldo da Dignidade Divina. Ver Deus na diferença, onde menos se espera encontrá-Lo, é prova inconteste da fé no Seu amor (onipresente, onipotente). Respeitar escolhas é aposta absoluta na fundamental faculdade conferida por Ele ao homem: o livre arbítrio.

 

Não aceitar o absurdo desta lei, que torna doença o exercício das opções de cada homem (insisto: potência conferida por Deus), é ser mais cristão que nunca. Não esperemos que sejam necessárias leis de cura evangélica, budista, católica, islâmica, judia para que, enfim, não se projetem sobre um Estado Laico os fundamentalismos de pequenos grupos que não representam os ensinamentos dos grandes líderes espirituais da humanidade.

 

E, sendo budista, digo: não terá os meus voto e apoio alguém que por ventura pretenda criar leis constitucionais baseadas nos ensinamentos do Buda. Porque, enquanto que as primeiras servem para o convívio dos homens e as suas diferenças, sendo, portanto, históricas e mutáveis, as palavras que aprendo do Buda são eternas (porque simplesmente falam de um respeito ao humano, como nos ensinos de Cristo, que não se questiona jamais!). Converter uma coisa na outra não é só perigoso do ponto de vista político. É também reduzir a fé e, portanto, traição.

Lei de Fomento às Artes da Cena de Campinas

Um respiro no dia em que a PM foi mais PM do que nunca, em São Paulo: na cidade de Campinas, a noite de 13 de junho de 2013 foi histórica! Oposição e situação, poderes executivo e legislativo, poder público e sociedade civil debateram a necessidade da criação de uma Lei de Fomento às Artes da Cena, na cidade. O Plenário da Câmara dos Vereadores esteve cheio! A luta ainda é grande, mas a noite foi de esperança!

Não são R$0,20!

Um senhor vai a um dos telejornais de maior audiência no país para protestar contra um protesto: aquele que se opõe ao aumento da tarifa do transporte público de São Paulo. Segundo ele, trata-se de um movimento de classe média – e não de trabalhadores, como se poderia supor – , que se apóia num discurso “caricato” de “velha esquerda” para recusar o aumento de apenas R$0,20 (por matemática simples e considerando-se 30 dias no mês sabe-se que o aumento não é de centavos). Assim, ele acaba defendendo a ação do prefeito no aumento da passagem: um intelectual filiado a um partido de esquerda! O atabalhoamento do raciocínio (que só não é mais absurdo que a ação do prefeito que deu origem a tudo isso e, sendo de esquerda, deveria defender e não atentar contra os interesses dos trabalhadores) só revela uma coisa: a organização popular tira o sono de muita gente!

 

Em apenas uma coisa estamos de acordo: ninguém, nem nas ruas e nem no telejornal, vale R$0,20. A vida humana, digo, a sua dignidade, não se mede em valores monetários, sejam eles quais forem.

Daniel Schenker: Pesquisa materializada em cena

 

recusaAntonio Salvador e Eduardo Okamoto em Recusa: comprometimento em cena (Foto: Ernesto Vasconcelos)

 

FESTIVAL DE CURITIBA / SÃO PAULO – O projeto de Recusa, da Cia. Teatro Balagan, surgiu de uma notícia de jornal, destacada ao final do espetáculo, referente a índios que foram localizados, medicados, mas recusaram contato com os brancos e voltaram para a mata. O encontro com a diferença, a contaminação por uma cultura diversa, é visto aqui mais como ameaça do que como fonte de enriquecimento – o que soa natural, em se tratando da história indígena. A preocupação está com a preservação de uma determinada pureza, de uma essencialidade, de algo que não deve ser maculado.

 

A partir de um fato real, Luís Alberto de Abreu investiu numa dramaturgia que evoca a formação da identidade brasileira e atravessa o tempo. Realça a submissão dos índios ao processo civilizatório. A sutileza do texto só é ferida no momento em que o autor assume uma abordagem mais frontalmente política. À frente da encenação, Maria Thais revela apurado trabalho de pesquisa refletido nas interpretações refinadas de Antonio Salvador e Eduardo Okamoto, que transitam entre a encarnação dos personagens e uma narração comprometida, sem a distância com que esse recurso é normalmente empregado. Os atores comprovam domínio vocal, tanto no canto delicado quanto na firmeza da narração, valorizam a musicalidade do texto, cortam as falas de maneira surpreendente.

 

A cenografia de Márcio Medina tem como principais elementos pequenos arranjos compostos por filetes de bambus, que constituem travessias no modo habilidoso com que são manipulados pelos atores no decorrer da apresentação. O figurino, também de Márcio Medina, se resume praticamente a adequados e encardidos shorts vermelhos. A iluminação crepuscular de Davi de Brito oscila entre a calorosa laranja (mas sem enveredar por uma padronizada luz solar) e a frieza do azul. A expressiva música (a cargo de Marlui Mirada) é produzida em cena por meio do canto e pelo uso de instrumento.

 

Na recém-encerrada edição do Festival de Curitiba, Recusa foi visto no Centro de Eventos Sistema FIEP. A amplidão do espaço prejudicou o espetáculo, apesar das belas soluções – particularmente, o aproveitamento da cidade, cujo movimento era acompanhado através de uma parede espelhada, e a iluminação de uma grande árvore do lado de fora da sala. No Centro Internacional de Teatro Ecum, em São Paulo, a encenação resulta mais concentrada diante do público.

 

O crítico viajou a convite da organização do festival.

 

* Fonte: http://danielschenker.wordpress.com/2013/04/09/pesquisa-materializada-em-cena/

Jornal Tribuna: Espetáculo retrata a cultura indígena

 

RECUSA, da Cia. Balangan de Teatro, foi indicado ao Prêmio Shell de Teatro de São Paulo em quatro categorias

 

Foto: ALE CATAN

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A Cia. Balangan de Teatro estará no Sesc Ribeirão Preto nesta sexta-feira, 26 de abril, com o espetáculo Recusa, indicado ao Prêmio Shell de Teatro de São Paulo 2012 nas categorias direção, ator, cená­rio e música. A dramaturgia é de Luis Alberto de Abreu.

Criada em 1999, o espetá­culo de estreia da companhia foi Sacromaquia, em 2000, e desde então, outras quarto obras foram apresentadas. A Balangan traz no currículo A besta na Lua (2003-2004), Au­romaquia (2004-2006), Západ – a tragédia do poder (2006- 2007) e Prometheus – a tragé­dia do fogo (2010-2012).

 

Em 2007 e 2008, a com­panhia realizou o projeto Do Inumano ao mais-Humano, com duas ações de formação: uma voltada para os artistas do grupo e outra, a forma­ção do olhar para o teatro, voltada para o espectador. Dois dos temas pesquisados ali, inumano-Trágico e inu­mano-Animal, geraram dois espetáculos: Prometheus – a tragédia do fogo e Recusa.

 

Recusa começou a ser de­senhado a partir do interesse despertado pela notícia vei­culada no jornal Folha de S. Paulo, em 16 de setembro de 2008, sobre o aparecimento de dois índios piripkura sobreviventes – a etnia foi con­siderada extinta há mais de 20 anos. Viviam nômades, perambulando por fazendas madeireiras no noroeste do Mato Grosso, próximo ao município de Ji-Paraná, em Rondônia, e ambos se recu­savam a estabelecer qualquer contato com os brancos.

 

Foram encontrados por­que suas gargalhadas ressoa­ram na floresta e chamaram a atenção: eles riam das histó­rias que contavam um ao ou­tro enquanto davam conta de comer a caça recém-abatida. O espetáculo traz dois índios piripkura; dois heróis ameríndios, Pud e Pudleré, criadores dos seres; um pa­dre que foi engolido por uma onça e resolveu morar dentro de um lugar inesperado; um fazendeiro que matou um índio e o mesmo índio que o matou, por uma cantora que se perde na mata, por Ma­cunaíma e seu irmão, os he­róis dos Taurepang e outros tantos.

 

A encenação de sexta-feira (26) será às 20h30 horas, no Galpão de Eventos, que tem capacidade para 80 pessoas, e não é recomendado para menores de 12 anos. O Sesc Ribeirão Preto fica na rua Ti­biriçá, nº 50 (telefone 3977- 4477), na região central da cidade. Os ingressos custam R$ 10 (inteira), R$ 5 (usuário matriculado, estudante com carteirinha e idoso acima de 60 anos) e R$ 2,50 (traba­lhador no comércio de bens e serviços matriculado e de­pendentes).

 

 

* Fonte:http://www.tribunaribeirao.com.br/materia/espetaculo-retrata-a-cultura-indigena/