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“Recusa” no Festival Ruínas Circulares

Espetáculo da Cia Teatro Balagan encerra edição 2013 do Festival Ruínas Circulares, em Uberlândia (Minas Gerais).

 

Eduardo Okamoto, que é ator-convidado do espetáculo, já se apresentou no evento em 2011, quando apresentou o solo “Eldorado” e ministrou a oficina “Dramaturgia do Corpo”.  

 

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“Recusa” é narrado, cantado, por dois olhares e seus múltiplos: dois índios Piripkura; dois heróis ameríndios, Pud e Pudleré, criadores dos seres; um padre que foi engolido por uma onça que resolveu morar dentro de um lugar inesperado; um fazendeiro que matou um índio e o mesmo índio que o matou, por uma cantora que se perde na mata, por Macunaíma e seu irmão, os heróis dos Taurepang, e outros tantos.

 

O projeto nasce em 2009 quando atores, diretora, dramaturgo, preparadora corporal e cenógrafo, instigados pela notícia “Funai recorre à Procuradoria para proteger área de 2 índios isolados”, deram início a um diálogo com antropólogos e estudiosos da cultura ameríndia, com o desejo de desenvolver um processo criativo a partir desse universo. Publicada nos jornais em 2008, a notícia mencionava o aparecimento de dois índios Piripkura, etnia considerada extinta há mais de 20 anos. Durante todo o processo de criação a Cia Teatro Balagan, através dos Estudos Cênicos – composições cênicas elaboradas a partir de narrativas míticas ameríndias, estudos etnográficos, discursos políticos sobre as condições de terras ocupadas por povos indígenas, obras literárias, cantos e poesia ameríndia – tornou público, na Casa Balagan, o resultado da sua investigação. Recusa, mergulha na cosmovisão ameríndia, nas relações de encontro, estranhamento, trocas e negociações estabelecidas entre esses diversos seres, mundos e a cultura branca.

 

O espetáculo estreou em 04 de outubro de 2012 inaugurando a programação teatral da Sede Roosevelt da SP Escola de Teatro.

 

“Recusa” no Festiva Ruínas Circulares 
04 de setembro de 2013, às 20h 
Teatro Municipal de Uberlândia 
Endereço: Av. Rondon Pacheco, S/N, Bairro Tibery
Informações: http://www.ruinascirculares.com.br

 

 

Índios Suruí em São Paulo

 

O processo de criação do espetáculo “Recusa” envolveu trocas artísticas entre a equipe da Cia Teatro Balagan (em que Eduardo Okamoto é ator-convidado) e os índios Suruí, de Rondônia. Mesmo depois de estreado o espetáculo, a troca estendeu-se e deu origem a um projeto gestado na companhia e financiado pela Universidade de São Paulo – USP, sob a coordenação da Profa. Dra. Maria Thais Lima Santos (também diretora de “Recusa”). O projeto, denominado “Perspectivas Intercambiáveis”, prevê uma série de atividades de intercâmbio entre esses dois coletivos (indígenas e “teatreiros”) fundamentadas nas diversas linguagens artísticas e em especial no teatro.     

 

Do dia 20 ao dia 29, a Cia Teatro Balagan, em mais uma ação deste projeto, receberá, na cidade de São Paulo, alguns integrantes do povo indígena Suruí Paiter para uma troca artística. Os indígenas conhecerão a sua sede, seu modo de trabalhar e as instalações da Universidade de São Paulo.  

 

O projeto ainda prevê outras ações, como novas visitas dos artistas da Balagan e de estudantes da USP à Terra Indígena Sete de Setembro, morada dos Suruí,em Rondônia. 

 

Folha de SP: Arroz de festival

 

Principais mostras do país requentam programação e repetem exibições de peças, mas também apontam os destaques do ano

 

GUSTAVO FIORATTI

DE SÃO PAULO

 

Os grupos Club Noir e Cia. Teatro Balagan (de São Paulo) emplacaram espetáculos em ao menos quatro importantes festivais de teatro do país este ano. Não é pouco. Com o número de estreias anuais, emplacar em um deles já tem sido uma vitória.

 

Os dois casos exemplificam ainda um fenômeno recente: vez ou outra, aparecem por aí peças eleitas as queridinhas dos festivais de teatro. “Aconteceu com Estamira’ no ano passado”, diz Luciano Alabarse, organizador do Porto Alegre em Cena, que tem início no dia 3.

 

As mais importantes mostras brasileiras de artes cênicas, hoje agrupadas em rede sob o nome de Núcleo de Festivais, se enxergam como um mecanismo para estimular a circulação de espetáculos pelo país e também estilhaçar o eixo Rio-São Paulo pelo território nacional.

 

“Quando aparece um espetáculo muito bom, é claro que todos querem levá-lo para sua cidade”, diz Alabarse.

 

Assim, os moradores de Londrina (PR), por meio do Festival Internacional de Londrina, poderão ver hoje espetáculos da série “Peep Classic Ésquilo”, do Noir, grupo conhecido pela linguagem formal e minimalista. Os de São José do Rio Preto (no Festival Internacional de Teatro) já viram esses trabalhos.

 

Com textos do grego Ésquilo (525 a.C.- 456 a.C.), o projeto participará ainda do roteiro de 38 títulos do festival Porto Alegre em Cena, cujas exibições serão entre os dias 16 e 18. O trânsito da companhia pelos festivais começou em março, quando integrou a mostra oficial do Festival de Curitiba, com “Haikai”.

 

“Recusa”, da Cia. Teatro Balagan, fez um caminho similar: percorreu Curitiba, esteve no Festival de Londrina no último dia 24 e tem mais uma sessão hoje no Cena Contemporânea, de Brasília.

 

No ano passado, outra peça da companhia, “Prometheus – a Tragédia do Fogo”, integrou a mostra de teatro Cena Brasil Internacional, de onde foram pescadas peças para uma comitiva hoje em cartaz em Edimburgo.

 

Pouco conhecida, a CiaSenhas este ano também conquistou repercussão nacional. Passou por Londrina com “Circo Negro”, um espetáculo de caricaturas, e está na grade do Poa em Cena, após apresentar-se no Fringe, a mostra paralela de Curitiba.

 

BOCA A BOCA

 

A montagem “Antes da Chuva”, da companhia Cortejo, vingou este ano como um achado no mar de espetáculos de qualidades variadas do Fringe. O grupo é de Três Rios, cidade fluminense com 77 mil habitantes.

 

O boca a boca funcionou: “Antes da Chuva” foi ao Cena Contemporânea de Brasília, após passar por Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

 

A repetição de peças sinaliza que, diferentemente do que acontece no circuito de festivais de cinema, não existe disputa por exclusividade entre mostras de teatro. “Não é uma preocupação”, diz Guilherme Reis, curador do Cena Contemporânea.

 

Outros curadores confirmam à Folha que os festivais hoje procuram atender a demandas regionais, mais do que atrair turistas. Falta no Brasil um evento que tenha essa capacidade. O público do maior deles, de Curitiba, tem pouco mais de 5% de espectadores de fora da cidade.

 

Embora o Núcleo de Festivais tenha sido criado também para consolidar força política em busca de incentivos, este ano muitas mostras tiveram redução de custos, com fuga de patrocínios.

 

O orçamento do Poa em Cena passou de R$ 4,4 milhões (em 2012) para R$ 2,2 milhões (este ano). Londrina terá cortes de 20% em relação a 2012.

 

* Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/126327-arroz-de-festival.shtml

Selecionados para Oficina de “Produção e Gestão de Projetos Culturais”

 

A oficina “Produção e Gestão de Projetos Culturais”, que será ministrado por Daniele Sampaio na Oficina Cultural Oswald de Andrade, na capital paulista, recebeu 143 inscrições de interessados em preencher as 20 vagas oferecidas. Destes, 89 foram pré-selecionados – pessoas que atendiam ao perfil esperado para a realização das atividades propostas pela oficina.    

 

Abaixo, divulgamos a lista de 20 selecionados (em ordem alfabética), os quais serão contatados por telefone ou e-mail para confirmarem interesse na vaga. Divulgamos ainda uma lista de 10 suplentes (incluindo a sua ordem de classificação). Em caso de desistência dos selecionados, os suplentes serão igualmente contatados por telefone e e-mail.

 

Agradecemos imensamente o grande interesse em realizar o curso e informamos que brevemente divulgaremos novas datas para a sua realização.   

    

Lista de selecionados (em ordem alfabética):  
Ana Luiza Brolio de Paula
Beatriz Martins de Barros Souza
Camila de Sá
Cíntia Navarro Santos
Claudia de Magalhães Costa Bastos
Dario Diniz Guedes
Gabriela Nepomuceno Cerqueira
Hugo Fernandes Zanardi
Jorge Alves da Silva
Julia Alves De Francesco
Luciana Ramim
Marcia Cristina Rodrigues Vilela
Maria Teresa Sanches M Silva
Mariana dos Reis Dias
Mayara Mendes Cardoso Barbosa
Natalia Ferreira de Souza
Paloma Alves da Silva
Priscila Santos de Oliveira
Rodolfo Yamamoto Neves
Tatiane da Cruz Cavalcante Lustoza

 

Suplentes (em ordem de classificação):
Daniele Aoki
Guilherme Silva do Vale
Victor Mello Cantagesso
Márcio Antonio Rodrigues Santiago Junior
Thays da Silva Heleno
Karina Akemi Fujii
Bruno Cavalcanti de Alencar Coelho
Gabriela Fiorindo Fuza
Felipe Novaes Elias
Aryane Bueno Mattosinho

 

Oficina de Produção e Gestão de Projetos Culturais, em São Paulo
Coordenação: Daniele Sampaio
De 9 a 17 de agosto. Sextas das 18h30 às 21h30; sábados – 10h às 18h (com 1h de intervalo).
Oficina Cultural Oswald de Andrade
Endereço: Rua Três Rios, 363 – Bom Retiro, em São Paulo – SP
Telefone: (11) 3222-2662 / 3221-4704

 

“Recusa” no Cena Contemporânea de Brasília

 

Espetáculo da Cia Teatro Balagan realiza três sessões num dos mais importantes eventos teatrais do país, o Cena Contemporânea de Brasília, nos dias 30 e 31 de agosto e 01 de setembro de 2013, às 20h e 19h, respectivamente. A equipe do trabalho ainda realiza atividades formativas o festival. 

 

Eduardo Okamoto, que é ator-convidado em “Recusa”, já esteve outras vezes neste festival, com o qual tem estreita relação.  Ali, já apresentou dois solos “Agora e na Hora de Nossa Hora” (em 2006) e “Eldorado” (em 2009). Foi, inclusive, na apresentação de 2006, no festival brasiliense, que conheceu o dramaturgo argentino Santiago Serrano – que viria a escrever a dramaturgia de “Eldorado” anos mais tarde.      

 

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“Recusa” começou a ser desenhado a partir do interesse despertado pela notícia veiculada no Jornal Folha de S. Paulo, em 16 de setembro de 2008, sobre o aparecimento de dois sobreviventes, índios Piripkura – etnia considerada extinta há mais de vinte anos. Viviam nômades, perambulando por fazendas madeireiras no noroeste do Mato Grosso, próximo ao município de Ji-Paraná, em Rondônia, e ambos se recusavam a estabelecer qualquer contato com os brancos. Foram encontrados porque suas gargalhadas ressoaram na floresta e chamaram atenção: eles riam das histórias que contavam um ao outro enquanto davam conta de comer a caça recém abatida.

 

“Recusa” é narrado, cantado, por dois olhares e seus múltiplos: dois índios Piripkura; dois heróis ameríndios, Pud e Pudleré, criadores dos seres; um padre que foi engolido por uma onça que resolveu morar dentro de um lugar inesperado; um fazendeiro que matou um índio e o mesmo índio que o matou; por uma cantora que se perde na mata; por Macunaíma e seu irmão; os heróis dos Taurepang e outros tantos.

 

O espetáculo rendeu prêmios APCA 2012 de melhores atores para Antonio Salvador e Eduardo Okamoto, Shell para a diretora Maria Thais e o cenógrafo Márcio Medina e Cooperativa Paulista de Teatro para o projeto sonoro de Marlui Miranda. Neste último,  “Recusa” ainda recebeu prêmio de Melhor Trabalho apresentado em Sala Convencional.    

 

Atividades Formativa  
Além de apresentar o espetáculo, a sua equipe ainda participa de uma série de atividades formativas. No dia 30 de agosto, às 19h, Maria Thais lança “Na Cena do Dr. Dapertutto – poética e pedagogia em V. E. Meierhold, 1911 a 1916” (Editora Perspectiva). O livro resulta de uma pesquisa acadêmica que incluiu períodos de residência artística na Rússia,  sintetizando os anos iniciais de trabalho do encenador russo V. Meierhold e a origem de suas concepções sobre a Arte e a  formação do ator e da encenação.

 

No dia 31 de agosto, há o “Diário de Campo de ‘Recusa'”: encontro com parte da equipe do espetáculo – Antonio Salvador (ator), Eduardo Okamoto (ator) e Maria Thais (diretora) – onde serão apresentados seus elementos de pesquisa e criação, como textos de referência, imagens fotográficas e videográficas da pesquisa de campo realizada em Rondônia durante o processo de criação do espetáculo.

 

Por fim, Daniele Sampaio, diretora de produção de “Recusa”, participa de mesa de debates no “Encontros do Cena – Espaço internacional de cooperação cultural e artística”. O encontro, já reconhecido por ser um espaço privilegiado de intercâmbio internacional de projetos culturais, reunirá em Brasília cerca de 60 profissionais, instituições, artistas, produtores, programadores e gestores culturais internacionais e do Brasil. Os detalhes da programação e da participação de Daniele Sampaio serão divulgados em breve no site do festival: <http://www.cenacontemporanea.com.br>.  

 

Sobre a Companhia
Criada em 1999, a Cia Balagan estreou o primeiro espetáculo, “Sacromaquia”, em 2000. E, desde então, outras quarto obras foram criadas: “A Besta na Lua” (2003-2004), “Tauromaquia” (2004-2006), “Západ – A Tragédia do Poder” (2006-2007) e “Prometheus – a tragédia do fogo” (2010-2012). Em 2007 e 2008, realizou o projeto “Do Inumano ao mais-Humano”, que integrava duas ações de formação: uma voltada para os artistas da Cia e outra, a “Formação do Olhar para o Teatro”, voltada para o espectador. Dois dos temas pesquisados ali, inumano-Trágico e inumano-Animal geraram dois espetáculos: “Prometheus – a tragédia do fogo” e “Recusa”, respectivamente.

 

Serviço:
“Recusa” no Cena Contemporânea de Brasília

 30 e 31/08, às 20h e 01/09, às 19h
Local: Teatro Sesc Garagem
Endereço:  R W4, s/n Quadra 713/913 Sul, Lote F

 

Lançamento do livro “Na Cena do Dr. Dapertutto – poética e pedagogia em V. E. Meierhold, 1911 a 1916”, de Maria Thais
30 de agosto, às 19h
Local: Teatro Sesc Garagem
Endereço:  R W4, s/n Quadra 713/913 Sul, Lote F

  

“Diário de Campo de Recusa”
31 de agosto, das 10h30 às 12h
Local: Departamento de Artes Cenicas da UnB
Endereço: BSS 59
Aberto ao público

 

Informações: <http://www.cenacontemporanea.com.br>.

“Recusa” na Aldeia Tekoa Pyau

 

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“Recusa”, espetáculo da Cia Teatro Balagan em que Eduardo Okamoto é ator convidado, é baseado no estudo da cultura ameríndia. Desde junho de 2013, em circulação que segue até agosto, o espetáculo é apresentado em 04 aldeias guaranis do estado de São Paulo. 

 

Depois de passar pelas aldeias Tenondê Porã (Parelheiros) e Krukutu, “Recusa” será apresentado na Aldeia Guarani Tekoa Pyau (Pico do Jaraguá) no dia 17 de agosto de 2013,  às 14h. A apresentação acontecerá no Galpão que fica na Rua Comendador José de Matos, 386/458 no bairro da Vila Clarice/Jaraguá. 

 

Conforme noticiado neste blog, esta apresentação estava programada para acontecer no dia 14 de julho de 2013. Porém, devido a problemas técnicos, a sessão teve que ser cancelada.    

 

Para saber mais sobre a aldeia, acesse: <http://tekoapyau.blogspot.com.br/>.

 

“Recusa” no Festival Internacional de Londrina 2013

 

Espetáculo da Cia Teatro Balagan, em que Eduardo Okamoto é ator convidado e Daniele Sampaio é diretora de produção, é um dos destaques da programação do FILO – Festival Internacional de Londrina.  Esta é a terceira vez que Okamoto participa do evento, onde já apresentou os solos “Agora e na Hora de Nossa Hora” (em 2006) e “Eldorado” (em 2009).

 

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“Recusa” foi criado a partir de uma notícia de jornal sobre a recusa de dois índios isolados ao contato com os brancos, o espetáculo é narrado por dois olhares e seus múltiplos: dois índios Piripkura; dois heróis ameríndios; um padre que foi engolido por uma onça que resolveu morar num lugar inesperado; um fazendeiro que matou um índio e o mesmo índio que o matou, por uma cantora que se perde na mata, por Macunaíma e seu irmão, os heróis dos Taurepang e outros tantos.  

 

Ingressos
O Catuaí Shopping Londrina (Rodovia Celso Garcia Cid – km 377) sediará a bilheteria oficial do Festival. Pela primeira vez, o FILO vai disponibilizar 40% dos ingressos para venda pela internet. O ponto de vendas funcionará das 10 às 22 horas (segunda a sábado) e das 11 às 20 horas (domingos e feriados). A abertura da bilheteria será no dia 8 de agosto.

 

Ponto de vendas Catuaí: R$ 20,00 (inteira) e R$ 10,00 (meia-entrada). Na compra pela internet terá acréscimo de taxa de administração do site de venda eletrônica e pague seguro.

 

“Recusa” no FILO
24 e 25 de agosto, às 20h30
Local: Teatro Filo
Endereço: Rua Cuiabá, 39
Informações: www.filo.art.br