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Folha de SP: Festival de Curitiba abre nesta terça-feira com olhar mais experimental

GUSTAVO FIORATTI
DE SÃO PAULO

 

Em comparação com as seleções de peças apresentadas nos dois últimos anos, o Festival de Curitiba chega a sua 22ª edição menos afeito ao hall das celebridades e do teatro de essência comercial.

 

Mais do que em 2011 e 2012, o evento trará à tona –desta terça-feira (26) ao dia 7 de abril– uma programação de espetáculos com foco na pesquisa de linguagem e no estímulo às companhias de repertório.

 

Depois de apresentar, no ano passado, uma edição que repetia nomes já vistos à exaustão no próprio Festival, a mostra oficial se abriu mais para novidades.

 

Editoria de Arte/Folhapress

 

Incluiu grupos pouco vistos em sua programação, como a Cia. de Teatro Balagan, com seu “Recusa”, que rendeu a Maria Thaís o Prêmio Shell de melhor direção deste ano. Há mais de dez anos o grupo não participava do festival.

 

ESTREIAS NACIONAIS

“Recusa” faz parte da grade de 24 espetáculos pinçados entre aqueles que já estiveram em cartaz, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Há presença de outros quatro Estados. Minas Gerais, por exemplo, participa com “Prazer”, do grupo Luna Lunera. E da Bahia vem a peça “Breve”, de Thiago Romero.

 

Na mesma grade da mostra oficial, são oito as estreias nacionais. É o mesmo número do ano passado, mas há agora a proposição de um modelo que pode render guinada dentro da mostra. O festival, enfim, começa a experimentar um sistema de encomendas, fazendo a ponte entre artistas e empresas que financiam suas edições.

 

“Parlapatões Revistam Angeli”, dos Parlapatões, e “Cine Monstro Versão 1.0”, do diretor e ator Enrique Diaz, são as duas peças bancadas por um dos patrocinadores do evento. “Homem Vertente”, a terceira delas, é um espetáculo concebido pelo grupo argentino Ojalá com atores curitibanos, como uma produção exclusiva do evento.

 

ÁGUA NO PALCO

Com influência dos espetáculos-show de seu conterrâneo Fuerza Bruta, o Ojalá propõe uma montagem que cria imagens de impacto com água brotando de todos os lugares do palco, inclusive de dentro dos trajes utilizados pelos intérpretes.

 

A montagem abre hoje o festival, às 21h, no parque Barigui, para convidados. Depois volta a ser apresentado em cinco dias (veja ao lado).

 

Tanto as estreias nacionais quanto as produções incentivadas ou produzidas pelo festival dão corpo à estratégia de atrair público de fora da cidade de Curitiba.

 

“Ao propor espetáculos inéditos, claro que estamos pensando em atrair plateias de outros estados”, diz um dos curadores da mostra, Celso Curi. Mais de 90% do público do festival, no entanto, ainda é formado por gente da capital paranaense e de sua região metropolitana, segundo estudos do Instituto Municipal de Turismo de Curitiba.

 

A curadoria –formada por Celso Curi, Lucia Camargo e Tania Brandão– fiou sua busca “na revelação dos limites da invenção textual e cênica”. Segundo Curi, esse recorte colocou em evidência espetáculos que trazem a música não como trilha sonora, mas como “elemento fundamental” de suas concepções.

 

“Não é novidade, mas parece ter ganhado espaço no ano passado um tipo de produção que traz a música ao primeiro plano”, diz Curi.

 

A grade também se abriu a espetáculos internacionais. No total, são quatro, entre eles o sul-coreano “Pansori Brecht Ukchuk-Ga”, que põe em cena a cantora Ja Ram Lee acompanhada de um baterista. As músicas adaptam texto de “Mãe Coragem e Seus Filhos”, de Bertolt Brecht.

 

Segundo Curi, a peça chega a Curitiba com subsídio do governo sul-coreano, num tipo de acordo que deve se consolidar nas próximas edições.

 

* Fonte: http://folha.com/no1252068

“Recusa” no SESC Sorocaba

 

No dia 28 de março de 2013, às 20h, “Recusa” apresenta-se no SESC Sorocaba. Os ingressos têm preços populares. 

 

“Recusa” é espetáculo da Cia Teatro Balagan em que Eduardo Okamoto é ator-convidado, contracenando com Antônio Salvador, e  tem direção de Maria Thais, dramaturgia de Luis Alberto de Abreu, música de Marlui Miranda, cenografia e figurinos de Márcio Medina, preparação corporal de Ana Chiesa, assistência de direção de Gabriela Itocazo e, desde dezembro de 2012, direção de produção de Daniele Sampaio.   

 

O espetáculo propõe um mergulho nas diversas culturas indígenas do Brasil, sendo narrado, cantado, por dois olhares e seus múltiplos: dois índios Piripkura; dois heróis ameríndios, Pud e Pudleré, criadores dos seres; um padre que foi engolido por uma onça que resolveu morar dentro de um lugar inesperado; um fazendeiro que matou um índio e o mesmo índio que o matou; uma cantora que se perde na mata; Macunaíma e seu irmão, os heróis dos Taurepang e outros tantos.

 

A montagem recebeu mais de 11 indicações para importantes premiações e as seguintes distinções: Prêmio APCA de Melhor Atuação para Antonio Salvador e Eduardo Okamoto; Prêmio Shell de Melhor Direção para Maria Thais e Melhor Cenografia para Márcio Medina; Prêmios de Melhor Projeto Sonoro e Melhor Trabalho apresentado em Sala Convencional conferido pela Cooperativa Paulista de Tetro.   

 

Processo de criação
No mesmo dia, às 14h, os atores do espetáculo apresentam o seu processo de criação em relato, vídeo, fotos e músicas – “Diário de Campo”. Como parte do processo criativo, a Cia Teatro Balagan realizou uma pesquisa de campo em Rondônia com o povo indígena Suruí-Paiter, estabelecendo com eles uma troca cultural que vem se desdobrando em outros projetos.

 

Serviço: 
“Recusa” no SESC Sorocaba
Teatro do SESC 
dia 28 de março, às 20h
Endereço: Rua Barão de Piratininga, 555, Jardim Faculdade
Ingressos: de R$ 2,00 a R$ 8,00 
Informações:  (15) 3332-9933

 

“Diário de Campo” No SESC Sorocaba  
Sala de Oficinas 
28 de março, às 14h
30 vagas
Inscrições antecipadas na Central de Atendimento
a partir de 16 anos
Grátis 

 

Época SP: Quase um ritual

Recusa, premiada produção da Cia. Teatro Balagan, mistura mito e realidade para narrar a saga de dois índios, de uma etnia que se acreditava extinta, em sua luta pela sobrevivência

 

CULTURA, TEATRO – POR MARIA FERNANDA VOMERO – 16/03/2013

 


Antonio Salvador e Eduardo Okamoto em Recusa: sobreviventes de um massacre indígena que inspirou trabalho de três anos (Foto: Alê Catan Divulgação)

 

Fui assistir à peça Recusa na sexta-feira em que um fortíssimo temporal havia feito um estrago enorme na cidade durante a tarde. Às 8 da noite, São Paulo ainda enfrentava inúmeros pontos de alagamento, bairros sem energia elétrica, árvores caídas, problemas nas linhas de metrô e trem, panes em vários semáforos, além de um trânsito ainda pior que o habitual. Naquele dia, a natureza pareceu extremamente revoltada – como se chorasse os séculos de agressão doída, doída.

 

Ali, na pequena arena do Itaú Cultural, os sons da cidade se faziam notar e sugeriam um curioso contraste com o ambiente mítico e sugestivo elaborado por Márcio Medina e por Davi de Brito, responsáveis respectivamente pelo cenário e pela iluminação da peça. Nos mantínhamos em silêncio, à espera. Da Avenida Paulista, vinham buzinas, sirenes e freadas; pelas paredes de vidro, enxergávamos as luzes coloridas dos edifícios e antenas vizinhos. Quando os personagens vividos por Antonio Salvador e Eduardo Okamoto entraram em cena, trazendo consigo a musicalidade indígena e um ritmo peculiar, os ruídos urbanos foram ficando cada vez mais difusos. Estávamos com eles na mata repleta de sonoridades, formas e narrativas ancestrais. Estávamos com eles numa aldeia Piripkura no tempo fabuloso dos inícios.

 

Tudo começou quando parecia já terminado: em agosto de 2007, dois índios de uma tribo que muitos consideravam extinta foram localizados no noroeste do Mato Grosso, quase fronteira com Rondônia. A equipe de sertanistas só os encontrou por causa das gargalhadas que ecoavam na mata – eles riam com as histórias que contavam um ao outro. Identificados como Piripkura, eram sobreviventes de um massacre possivelmente perpetrado a mando de fazendeiros (como, infelizmente, tem sido comum em vários pontos do país) e vagavam pela região, em fuga constante. Evitavam o contato com os brancos. A notícia instigou a Cia. Teatro Balagan, que dedicou mais de três anos ao projeto de trabalhar artisticamente a saga daqueles indígenas e as outras histórias que poderiam ser derivadas dela. Integrantes da trupe estiveram, inclusive, na aldeia Gapgir, em Rondônia, convivendo com os índios Paiter Suruí durante um período.

 

Pacto com a plateia
O resultado é um espetáculo pungente e humano, quase ritualístico – mas sem concessões. A rica dramaturgia de Luís Alberto de Abreu combina fatos concretos e mitos, realidade nua e crua e fantasia, sobriedade e ironia. E Maria Thaís dirige com maestria o mosaico de situações construídas pelos atores-narradores, que vivem os diversos personagens em constante desdobramento. Trata-se de uma peça que cobre séculos de trajetória, mas se revela também atemporal. O cenário mutável se desenha conforme a história – contada/cantada enquanto vivida e experimentada no corpo e na voz de Salvador e Okamoto. Digo que o espetáculo não faz concessões porque estabelece um pacto com os sentidos e a imaginação do espectador; e, se você não o aceita, se colocará sempre à margem do que vê, passará indiferente pela experiência sonora e cênica proposta pela Cia. Teatro Balagan.

 

A história dos dois Piripkura ou da dupla Pud e Pudleré (e demais personagens) é história nossa, como brasileiros. Já tive oportunidade de, em 2012, estar alguns dias numa aldeia indígena – Marãiwatsédé, terra xavante em Mato Grosso, atualmente em processo de desintrusão de não-índios depois de longa batalha judicial. Recusa me fez reviver a experiência de alteridade vivida com os Xavante. Embora os troncos linguísticos a que pertençam Xavante e Piripkura sejam diferentes – os primeiros são Jê; os segundos, Tupi – a sintaxe do português falado pelos atores me recordava a do cacique Damião, do ‘pai’ Francisco, de Domingos, entre outros amigos indígenas, quando se expressavam em nosso idioma. Em determinado momento, esqueci que estava num teatro localizado em plena Avenida Paulista. Me vi na aldeia. Me vi na mata, seguindo a pista dos Piripkura, tentando acompanhar a mítica canção ancestral, cada vez mais silenciada pela ideia equivocada de “progresso” e “desenvolvimento” que tem dizimado nossos índios.

 

Os atores Antonio Salvador e Eduardo Okamoto conquistaram o prêmio de interpretação da APCA, Maria Thaís recebeu o Shell de direção e Márcio Medina, o Shell de cenário. A peça estreou em 2012 na SP Escola de Teatro, na Praça Roosevelt, centro da cidade. Fez rápida temporada no início de março deste ano no Itaú Cultural e agora reestreia no Centro Internacional de Teatro – ECUM (o Cit-ECUM), espaço inaugurado em fevereiro de 2013. Foi estranho voltar à atmosfera urbana depois de Recusa. Enquanto observava os rastros deixados pelo temporal na cidade, pensava no rastro que a peça deixara em mim, ainda admirada com a luta dos dois Piripkura para manter vivos os segredos de todo um povo já morto. Sim, eles se recusavam a desaparecer.

 

 
O texto de Recusa combina fatos reais com fantasia, mas sem fazer concessões (Foto: Alê Catan Divulgação)

 

RECUSA. De 15/03 a 14/04, sex. e sáb. 21h, dom. 20h. Centro Internacional de Teatro Ecum/ Sala1: R. da Consolação 1623, metrô Paulista, tel. 3255-5922. Gênero: drama. Duração: 80 min. Classificação: 12 anos. Ingressos: R$ 40. Crédito: Diners, Mastercard e Visa. Débito: Maestro, Redeshop e Visa Electron. Onde comprar: na bilheteria (abre duas horas antes) ou, com taxa, pelo telefone 4003-2330 e pelo site Ingresso.com.

 

La Voz de Vigo: La Mostra Universitaria de Teatro homenajea a Vidal Bolaño

JORGE LAMAS

 

La XV Mostra Internacional de Teatro Universitario, Miteu, rinde homenaje al autor gallego Roberto Vidal Bolaño, a quien este año se le dedica el Día das Letras Galegas, representando su obra Animaliños. Será la compañía de Teatro de la Universidade de Santiago de Compostela de Lugo, dirigida por Paloma Lugilde, la encargada de abrir la Miteu el miércoles a las 18.30 horas en el teatro del campus universitario de Vigo, que también lleva el nombre del dramaturgo gallego. Animaliños cuenta como una plaga de caracoles acaba con la pacífica convivencia en una urbanización de chalés adosados. A partir de ese momento, el espectador tiene ocasión para la risa pero también para la reflexión. Pero no será la única obra Bolaño presente en la actual edición de la Mostra. Propietarios, la obra desarrollada por el Aula de Teatro do Campus de Vigo, llegará al mismo escenario el 24 de abril. Esta obra fue el último montaje de Vidal Bolaño.

 

La Mostra se completará con la presencia del Aula Universitaria de Teatro de Ourense, que pondrá en escena la obra Suicidio colectivo con encanto, el 10 de abril. Como ya ocurriera en la anteriore edición, la Miteu intercalará los escenarios del Campus de Vigo y el auditorio municipal del Concello de Vigo, ya que se pretende acercar el teatro universitario a toda la población. En este último escenario, aunque falta por confirmar el nombre de la compañía que abrirá la parte internacional de la Miteu, el 17 de abril, a las 21 horas, se podrá ver la obra Agora e na hora da nossa hora, de la compañía brasileña Eduardo Okamoto. Al día siguiente en el mismo escenario y a la misma hora, la compañía argentina Fervor en Buenos Aires representará Gemma Suns.

 

La Mostra Internacional de Teatro Universitario presenta sólidas formaciones teatrales nacidas en los campus de Galicia, y de fuera. La Vicerreitoría de Extensión Universitaria, organizadora de la Mostra, apuesta por la presencia activa del teatro entre el estudiantado como un gesto de transmitir valores y conocimiento. La entrada a todas las funciones de la Miteu es libre hasta completar el aforo.

 

* Fonte: http://www.lavozdegalicia.es/noticia/vigo/2013/03/18/mostra-universitaria-teatro-homenajea-vidal-bolano/00031363618698071903813.htm

 

 

Estadao: L´Illustre Molière e Recusa: consagrados no prêmio Shell

AE – Agência Estado

 

Grupos e artistas pouco conhecidos do público foram os maiores contemplados pela 25.ª edição do prêmio Shell de Teatro. Em 2012, a produção alternativa já havia sido destacada. Neste ano, porém, a tendência parece ter se acentuado entre o júri, que trouxe várias companhias jovens – e ainda não consagradas – entre os indicados.

 

Sem um grande vencedor, a premiação lançou luzes sobre duas montagens vistas no ano passado. L´Illustre Molière levou para casa três troféus: melhor ator, para Guilherme Sant´Anna. Música, para Fernanda Maia, e figurino, para Zé Henrique de Paula. Já Recusa, da companhia Balagan, mereceu dois prêmios: melhor direção, para Maria Thais, e cenário, para Márcio Medina.

 

Diversos títulos que se destacaram na última temporada não figuravam entre os indicados. Outros, embora lembrados, concorreram apenas nas categorias técnicas. Sem indicações nos quesitos principais, o novo espetáculo do Teatro da Vertigem, Bom Retiro, 958 Metros, levou apenas o prêmio de melhor iluminação – sua única indicação – para Guilherme Bonfanti.

 

Houve também prêmios que chegaram com atraso de um ano. Na última edição, Lavínia Pannunzio concorria como melhor atriz por dois espetáculos. Apesar do favoritismo, não ganhou. Neste ano, foi finalmente consagrada com a estatueta por sua interpretação na peça Um Verão Familiar.

 

Na categoria de melhor autor, os jurados decidiram apostar em um representante da nova dramaturgia. Alexandre Dal Farra recebeu o troféu por Mateus 10, seu quinto trabalho com o grupo Tablado de Arruar. O texto joga com referências literárias como Crime e Castigo, de Dostoievski. E foca a transformação de um pastor evangélico após descobrir um trecho bíblico.

 

Os artistas da nova geração voltaram a ser reconhecidos na categoria especial. O jovem diretor Eric Lenate figurava entre os indicados. Os jurados, porém, preferiram consagrar o trabalho do veterano Lume. O grupo sediado em Campinas completa 28 anos de trabalho ininterrupto. “Agradecemos a todos os mestres que tivemos durante esses anos, que sempre nos puxaram o tapete e nunca deixaram que nos acomodássemos em um único lugar”, disse o ator Jesser de Souza.

 

Vários dos premiados não estiveram presentes à cerimônia, comandada pelas atrizes Beth Goulart e Nicette Bruno. Os vencedores de melhor direção, ator e atriz tiveram que ser representados na hora de receber os troféus. A concorrência com o prêmio da APCA – Associação Paulista de Críticos de Arte, que acontecia no mesmo dia e horário, talvez ajude a explicar as ausências. Cada vencedor recebe uma escultura em metal, do artista plástico Domenico Colabrone, e R$ 8 mil.

 

*Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,lillustre-moliere-e-recusa-consagrados-no-premio-shell,1008626,0.htm

Folha de SP: Prêmio Shell de SP destaca montagens feitas por coletivos

 

 

GUSTAVO FIORATTI
DE SÃO PAULO

 

O Prêmio Shell de São Paulo refletiu a consolidação das companhias estáveis no cenário da capital. A premiação realizada na terça-feira (12) mostrou que têm mais chances de concorrer ao prêmio (e ganhá-lo) os trabalhos propostos por coletivos.

 

O espetáculo que mais arrebatou prêmios, por exemplo, tem texto escrito a seis mãos: Sandra Corveloni, Lara Hassum e Mateus Monteiro, com base em peças e na biografia de Molière (1622-1673), escreveram “L’Illustre Molière”. Dirigida por Corveloni, a peça da Companhia D’Alma levou troféus nas categorias melhor ator (Guilherme Sant’Anna), figurino (Zé Henrique de Paula) e música (Fernanda Maia).

 

Ao lado de “L’Illustre Molière”, a peça “Recusa”, da Cia de Teatro Balagan, era a outra favorita da noite, com quatro indicações. Acabou levando dois troféus: Maria Thaís foi laureada como melhor diretora, e Márcio Medina, como melhor cenógrafo.

 

  Editoria de Arte/Folhapress  

 

A premiação destes dois nomes coloca em evidência não apenas o trabalho de cada um deles, mas a parceria estabelecida há mais de dez anos. Quem acompanhou a trajetória da Balagan sabe como o trabalho de Medina se combina com o de Thaís em sistema de coautoria.

 

O mesmo se aplica à iluminação de Guilherme Bonfanti, vencedor na categoria melhor iluminação por seu trabalho em “Bom Retiro 958 metros”. Bonfanti está longe de ser um coadjuvante nas concepções do Teatro da Vertigem. Ele é um dos pilares da companhia, ao lado do diretor Antônio Araújo (não mencionado pela premiação).

 

Além de Araújo, a edição do prêmio deixou de destacar alguns nomes colocados em evidência pela crítica no ano passado. Entre eles, Roberto Alvim e Juliana Galdino, que propuseram dois projetos de fôlego: “Peep Classic Ésquilo”, encenação das tragédias de Ésquilo, e uma mostra de encenações a partir de textos escritos por oito jovens autores. Fez falta.

 

A cerimônia foi conduzida pelas atrizes Beth Goulart e Nicette Bruno. Mãe e filha, no final da festa, deram voz à homenagem prestada a Ieda Ferreira, camareira com mais de 50 anos nos bastidores do teatro brasileiro.

 

*Fonte:  http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/1245575-premio-shell-de-sp-destaca-montagens-feitas-por-coletivos.shtml

 

 

Selecionados para Curso de Elaboração de Projetos Culturais

 

Abaixo a relação de selecionados para o curso “ELABORAÇÃO DE PROJETOS CULTURAIS“, ministrado por Daniele Sampaio, no SESC Campinas. A oficina será realizada nos dias 23 e 24/03 (sábado e domingo) das 10h às 17h. Para confirmar a inscrição no curso, os selecionados devem enviar um e-mail até 18/03, reafirmando seu interesse,  para <contato@danielesampaio.com>. 

 

Nesta mensagem, é importante que o selecionado informe o nome que deverá constar no certificado do curso.

 

Lista de selecionados:
1-    Andrea Desiderio  
2-    Bruno Lelis
3-    Carol Vidotti
4-    Cassandra Ormachea
5-    Déborah Ascenção
6-    Diogo Angeli Theotonio
7-    Elaine Vilela
8-    Emilene Gutierrez
9-    Gabriel Coelho
10- Gláucia Costa Neves
11- Joice Portes
12- Júlica Scherer Sadi
13- Luciana Taynã P. Paschoini S. de Faria
14- Luiz Filipe Peña Gomes
15- Luiza Moreira Salles
16- Marana Delboni
17- Regina Fabiana Pantarotto
18- Stella Zagatto Paterniani

 

Caso alguma vaga não seja confirmada até o dia 18/03, serão convocados nomes da lista de espera, em 19/03. Abaixo, os primeiros 5 pré-selecionados na lista de espera.

 

Lista de pré-selecionados:
1-    Raquel Bedê
2-    Mariana Schiezaro
3-    Edson Buscarate
4-    Humberto Tozze
5-    Thayse Lucas Guedes De Souza

 

“Recusa” no CIT-ECUM

 

 

“Recusa” no Itaú Cultural