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Acabou. Já começa, porém!

Em 2013, trabalho e encontros.

 

Houve mais de 50 sessões de “Recusa” – espetáculo da Cia Teatro Balagan em que Eduardo Okamoto é ator convidado e Daniele Sampaio é diretora de produção.

 

Foi muito. Não foi tudo. “Eldorado” (solo de Okamoto com direção de Marcelo Lazzaratto e dramaturgia de Santiago Serrano) e “Agora e na Hora de Nossa Hora” (solo de Okamoto com direção de Verônica Fabrini) foram apresentados na Espanha.

 

Realizamos o projeto “Agora e na Hora de Nossa Hora_20!”, em Campinas, registrando os 20 anos da Chacina da Candelária.

 

Okamoto seguiu como docente na UNICAMP e Daniele Sampaio aprofundou pesquisa sobre Políticas Culturais na Fundação Casa de Rui Barbosa.

 

Em 2014, encontros, andanças e estréia!     

 

Estão programadas mais de 30 sessões de “Recusa”: em temporada na capital e turnê pelo Circuito SESC no interior de São Paulo; com financiamento do Prêmio Myriam Muniz, em Belém e Altamira (Pará), Ji-Paraná e Porto Velho (Rondônia); em Campinas, em fevereiro, no Feverestival.    

 

Em março, Daniele Sampaio ministra oficina “Elaboração e Gestão de Projetos Culturais”, em Campinas.

 

Em maio, “Agora e na Hora de Nossa Hora” é espetáculo convidado do Festival Teatro In TILT, em Genova, na Itália. Ali, Okamoto ministra também workshop.

 

No segundo semestre, estréia novo espetáculo: parceria de Eduardo Okamoto com o diretor Márcio Aurélio a partir da obra do japonês, ganhador do Nobel de Literatura, Kenzaburo Oe. O espetáculo, cujo título provisório é “OE”, tem financiamento do Prêmio Myriam Muniz e inclui jornada de Okamoto no Japão – tantas viagens num só deslocamento!   

 

Em entrevista para a Rádio Unesp, Okamoto anuncia a estréia e comenta sua participação no livro “Retratos de Teatro”, do fotógrafo Bob Sousa. Para ouvir, clique aqui.

 

2014 aponta Oeste. Orientemo-nos!

 

“Recusa” em São José do Rio Preto

 

Nota de Cancelamento

 

A produção do espetáculo “Agora e na Hora de Nossa Hora” comunica que a Secretaria Municipal de Cultura – nas pessoas do Diretor de Cultura, Gabriel Rapassi, e de Sandra Peres – cancelou a sua apresentação, hoje, dia 19 de outubro de 2013, na Estação Cultura. A apresentação seria parte de temporada campineira, com 10 sessões do espetáculo, marcando os 20 anos da Chacina da Candelária. No lugar da obra teatral, será celebrado um baile para os servidores públicos.

 

Até o dia 17 de outubro, quarta-feira, o Secretário de Cultura, Ney Carrasco (que tem estabelecido uma importante gestão, que inclui amplo diálogo com os artistas da cidade), não estava informado sobre a coincidência de eventos no mesmo espaço. Os eventos foram agendados por funcionários da Estação Cultura e confirmados pela Secretaria a que estão submetidos (quando do pedido de confirmação da pauta para ocupação do espaço e na autorização de peças gráficas de divulgação). Somente por e-mail enviado por Eduardo Okamoto, o Secretário de Cultura tomou ciência da ocorrência. Evidencia-se, assim, a decisão unilateral e solitária do Diretor de Cultura sobre o cancelamento da apresentação.

 

A temporada de “Agora e na Hora de Nossa Hora” é financiada com recursos do FICC – Fundo de Investimentos Culturais de Campinas.

 

Do episódio, destacam-se:

 

1) A desorganização do equipamento cultural e a inabilidade de seus servidores. Difícil aceitar que os funcionários da Estação Cultura e da Secretaria de Cultura não estejam habilitados a consultar a agenda de eventos para verificar a disponibilidade de espaços para a sua ocupação.

 

2) A covardia e o autoritarismo da ação do Diretor de Cultura, Gabriel Rapassi, que fugiu de registrar por escrito os motivos do cancelamento da apresentação teatral (a saber: a sua opção pela realização de um baile), mesmo após insistentes telefonemas seus à produção do trabalho, com proposições que demonstram total desconhecimento das necessidades de um espetáculo de teatro (como a tentativa de mudança de horário da apresentação, das 20h para às 15h, desconsiderando-se efeitos de iluminação, materiais de divulgação já distribuídos e ampla cobertura cobertura de imprensa).

 

3) A má gestão de recursos do FICC, que já são escassos, não atendem à demanda de projetos culturais da cidade e têm o seu investimento em trabalhos selecionados por edital público comprometido por erros tão elementares como a organização da agenda de um equipamento cultural.

 

4) O serviço público, mais uma vez, antes de cumprir a sua missão – no caso, de gestão de políticas públicas para a cultura, de fazer valer o direito constitucional de construção e apropriação de bens simbólicos pelo cidadão – opta por celebrar a si mesmo num baile.

 

Ainda que a decisão e os motivos do cancelamento da apresentação, não sejam responsabilidade da produção do espetáculo, desculpamo-nos antecipadamente por transtornos que podem ser causados aos espectadores que têm comparecido à Estação Cultura (vindos, inclusive, de outras cidades, como São Paulo, Americana, Mogi das Cruzes, Valinhos, Indaiatuba, Jaguariúna, Nova Odessa, Piracicaba, etc.).

 

No domingo, dia 20, às 20h, será realizada a última apresentação da temporada de “Agora e na Hora de Nossa Hora”. Possamos, tal qual o menino de rua que se apresenta na obra, estabelecer: “Eu estou aqui!” Seja inquestionável, a despeito dos desvios políticos da cidade de Campinas, a presença da cultura na Estação Cultura. E na cidade!

 

Em tempo: o dia do servidor público é 28 de outubro, para o qual foi decretado ponto facultativo, e não 19 do mesmo mês, como se poderia supor.

 

A produção do espetáculo “Agora e na Hora de Nossa Hora”

“Recusa” no Circuito TUSP: São Paulo, Bauru e Ribeirão Preto

 

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“Recusa”, espetáculo da Cia Teatro Balagan com atuação de Eduardo Okamoto e produção de Daniele Sampaio, chega às cidades de São Paulo, Bauru e Ribeirão Preto. As apresentações fazem parte do Circuito TUSP de Teatro. Este é um programa de ação continuada para a difusão das artes cênicas nos campi da Universidade de São Paulo, em parceria com outros espaços públicos no interior do estado, como os Teatros Municipais e Seções de Atividades Culturais dos campi da USP.

 

O projeto pretende oferecer formas diversificadas de convívio com a experiência cênica, cultivando o hábito da fruição teatral entre a comunidade universitária e o público externo.

 

No segundo semestre de 2013, os espetáculos que compõem este circuito percorrerão as seguintes cidades: Bauru, Ribeirão Preto, São Carlos e Piracicaba e capital, no período de 23 de setembro a 27 de outubro de 2013. A entrada é gratuita.

 

“Recusa” em São Paulo
dia 10/10, às 21h, no Tusp
Rua Maria Antônia, 294 | Consolação

 

“Recusa” em Bauru
dia 17/10, às 20h, no Teatro da FOB
Al. Dr. Octavio Pinheiro Brisolla, 9-75 Vila Universitária

 

“Recusa” em Ribeirão Preto
dia 24/10, às 20h, no Auditório da Faculdade de Direito de Ribeirão Preto
Av Bandeirantes 3.900 – Monte Alegre

 

“Recusa” em Angra dos Reis

 

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“Recusa”, espetáculo da Cia Teatro Balagan em que Eduardo Okamoto é ator–convidado e Daniele Sampaio é diretora de produção, participa da FITA – Festa Internacional de Teatro de Angra, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

 

“Recusa” compõe a programação do festival ao lado de outro 58 trabalhos de diferentes gêneros. Na Praia do Anil será construída a “cidade do teatro”, que incluirá dois palcos, um com capacidade para 1500 pessoas e receberá espetáculos de grande porte e outro, com capacidade para 600 pessoas. Também haverá um lounge para debates, encontros e palestras, em espaço organizado pelo Sesc. O Teatro Municipal de Angra dos Reis também receberá diversas produções.

 

“Recusa” apresenta-se no dia 05 de outubro de 2013, no Palco Cult, às 21h45. Os ingressos custam de R$2,50 a R$15,00 e podem ser comprados pela internet, clicando aqui.

 

“Recusa” na Fita 
05 de outubro de 2013, às 21h45
 Tenda Cult 
Endereço: Av. Airton Senna da Silva, 1777
Informações:  (21) 3005.4104
 

 

 

“Agora e na Hora de Nossa Hora” em Campinas

 

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“Agora e na Hora de Nossa Hora” é um solo do ator Eduardo Okamoto sobre meninos de rua, dirigido por Verônica Fabrini. Seu processo criativo incluiu a realização de oficinas de circo com crianças e adolescentes em situação de rua, a adaptação do conto “Macário”, do mexicano Juan Rulfo, e a pesquisa sobre a Chacina da Candelária – quando, em 1993, oito meninos moradores de rua foram assassinados por policiais, nos arredores da Igreja da Candelária, no Rio de Janeiro.

 

No ano em que os fatos históricos da Candelária completam 20 anos, realiza-se uma temporada do espetáculo, na Estação Cultura, em Campinas. As apresentações registram o marco histórico e provocam: em duas décadas, fomos capazes, como povo, de amadurecer um projeto social diverso daquele que assassinou crianças e adolescentes? Infelizmente a desastrosa e ineficaz ação da polícia militar na “Cracolândia” paulistana e recentes denúncias de adolescentes torturados na Fundação Casa parecem antecipar a resposta.

 

Neste contexto, o conjunto de apresentações de “Agora e na Hora de Nossa Hora” na Estação Cultura constitui ato performático (experiência estética e político-social). Em 2002, Okamoto ouviu de um de seus alunos da oficina de circo que o complexo ferroviário campineiro era local de consumo de crack. Não só. Ouviu também que as pedras dos trilhos de trem supriam a falta de malabares. O menino, assim, experimentava mais que técnica circense: evitava o consumo da droga que, ele sabia, o consumia; reinventava a vida, ali, onde ela parecia improvável.

 

Apresentar o espetáculo no local onde o menino nos mostrou possíveis escolhas e malabarismos (de arte e de vida), é a nossa tentativa de aprender com a experiências passadas. Como este malabarista, tiremos da arte sementes de transformação e de invenção do futuro. Esta é a nossa hora!

 

“Agora e na Hora de Nossa Hora” em Campinas
De 08 a 20 de outubro de 2013, de terça-feira a domingo, às 20h (não há sessões às segundas e quinta).
Local: Estação Cultura
Endereço: Rua Marechal Florreano, s/n (Antiga Estação Fepasa)
Telefone: (19) 3705.8002
Entrada franca com distribuição de ingressos 1h antes

 

Ficha Técnica 
Dramaturgia e atuação: Eduardo Okamoto
Direção: Verônica Fabrini
Textos adaptados: Juan Rulfo, Hélio R. S. Silva e Cláudia Milito, Eduardo Evaristo de Miranda, relatos de crianças e adolescentes em situação de risco social, noticiário sobre a Chacina da Candelária, Realidade Cruel, passagens bíblicas, hinos cristãos e umbandistas.
Assistência de direção: Alice Possani
Pesquisa e execução Musical: Paula Pi
Música: “Bachianas Brasileiras no 5”, de Heitor Villa Lobos
Treinamento de ator: LUME Teatro
Iluminação: Marcelo Lazzaratto
Fotografias do programa: Jordana Barale
Fotografias de divulgação: João Roberto Simioni e Jordana Barale
Orientação: Suzi Frankl Sperber e Renato Ferracini
Projeto gráfico e expográfico: LuOrvat Design
Equipe de apoio: Carlos Eduardo S. Ramos, Lucas Marcondes e Tess Coelho
Produção Executiva: Bruno Lélis
Direção de Produção: Daniele Sampaio

 

“Recusa” em Piracicaba

 

“Recusa” em Piracicaba

“Eldorado” em Ribeirão Preto

 

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Solo do ator Eduardo Okamoto com dramaturgia de Santiago Serrano e direção de Marcelo Lazzaratto tem apresentação única em Ribeirão Preto. A sessão acontece no dia 28 de setembro de 2013, às 20h, no Centro Universitário Barão de Mauá (veja serviço completo abaixo). A entrada é gratuita e a apresentação é promovida pelo SESI Ribeirão Preto.

 

“Eldorado” foi criado a partir de pesquisas de Okamoto acerca da arte da rabeca – instrumento de arco e cordas, parecido com o violino. Em pesquisas de campo nas cidades de Iguape e Cananéia, o ator conheceu rabequeiros e suas criações – instrumentos e canções. O dramaturgo argentino Santiago Serrano partiu dos materiais primeiros sintetizados pelo ator para criar um texto inédito.

 

Na fábula do espetáculo, um cego, acompanhado por uma “menina”, busca encontrar o que nenhum outro homem pôde jamais: “Eldorado”. Por sua atuação, Okamoto foi indicado ao Prêmio Shell. 

 

“Eldorado” em Ribeirão Preto 
28 de setembro, às 20h 
Centro Universitário Barão de Mauá 
Rua Chile, 845
Entrada Franca

 

“Recusa” no Circuito Tusp, em São Carlos

 

Espetáculo da Cia Teatro Balagan, em que Eduardo Okamoto é ator-convidado e Daniele Sampaio é diretora de produção, é parte do Circuito Tusp, que percorrerá cidades do interior paulista. 

 

O Circuito TUSP de Teatro é um programa de ação continuada para a difusão das artes cênicas nos campi da Universidade de São Paulo, em parceria com outros espaços públicos no interior do estado, como os Teatros Municipais e Seções de Atividades Culturais dos campi da USP. O projeto pretende oferecer formas diversificadas de convívio com a experiência cênica, cultivando o hábito da fruição teatral entre a comunidade universitária e o público externo.

 

No segundo semestre de 2013, os espetáculos que compõem este circuito percorrerão as seguintes cidades: Bauru, Ribeirão Preto, São Carlos e Piracicaba e capital, no período de 23 de setembro a 27 de outubro de 2013. 

 

A estreia de “Recusa”, como espetáculo-convidado do Circuito Tusp, acontecerá em São Carlos, no Teatro Municipal, no dia 26 de setembro, às 20h. A entrada é gratuita. 

 

“Recusa”  em São Carlos
26 de setembro de 2013, às 20h  
Teatro Municipal
Rua Sete de Setembro 1735
(16) 3371-4339
teatro@saocarlos.sp.gov.br 
Entrada gratuita
Informações: http://www.usp.br/tusp/ 

“Recusa” no Caxias em Cena

 

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“Recusa”, espetáculo da Cia Teatro Balagan em que Eduardo Okamoto é ator-convidado e Daniele Sampaio é diretora de produção, segue apresentando-se em festivais de teatro no Brasil. Depois de passar por eventos importantes em cidades como Curitiba, Londrina, Brasília e Uberlândia, o espetáculo chega em terras gaúchas. No  dia 17 de setembro de 2013, às 20h, “Recusa” apresenta-se no 15º Caxias em Cena, em Caxias do Sul. A apresentação será no Teatro Municipal Pedro Parenti. 

 

O 15º Caxias em Cena acontecerá de 13 a 26 de setembro e contará com espetáculos locais, do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina, do Paraná, de São Paulo, de Minas Gerais, do Rio Grande do Norte e do Chile. Serão 14 dias de intensa programação contendo cerca de 30 espetáculos e mais de 40 apresentações. 

 

“Recusa” no Caxias em Cena 
17 de semetmbro de 2013, às 20h
Teatro Municipal Pedro Parenti  
Rua Doutor Montaury, 1333 – Casa da Cultura Percy Vargas de Abreu e Lima – Centro
Caxias do Sul / RS
www.caxias.rs.gov.br/casadacultura
Ingressos R$ 20,00 e R$10,00 

 

 

Oficina de Produção e Gestão de Projetos Culturais no Caxias em Cena

 

Depois da grande procura pelo curso ministrado por Daniele Sampaio na Oficina Cultural Oswald de Andrade, na capital paulista (mais de 150 inscrições para 20 vagas disponibilizadas), a produtora realiza curso no Festival Caxias em Cena, no Rio Grande do Sul. A oficina “Produção e Gestão de Projetos Culturais” acontece de 16 a 19 de setembro, das 19h às 22h, e 30 do mesmo mês, das 9h às 12h.  As inscrições são gratuitas. 

 

É função do produtor cultural a elaboração de estratégias que tornem possíveis a criação e a fruição de bens simbólicos. O curso parte desta dimensão do fazer cultural, procurando localizá-la como ação. O seu objetivo é oferecer aos participantes noções gerais para a gestão de projetos culturais nas artes cênicas: sua formatação para editais e leis de incentivos; o debate sobre a relação entre o processo de criação e a sua administração; a leitura dirigida e a discussão de textos sobre a produção cultural contemporânea – os artifícios de gestão que viabilizam os artifícios da cena. Assim, tanto quanto fornecer instrumental para o aluno-participante viabilizar projetos culturais, espera-se contribuir para a o seu processo de formação como agente social da cultura.

 

Daniele Sampaio é Bacharel em Ciências Sociais pela UNICAMP. É produtora do ator Eduardo Okamoto, desde 2006, e Diretora de Produção do espetáculo RECUSA, da Cia Teatro Balagan – onde Okamoto é convidado. Aprovou diversos projetos em editais culturais e participou de importantes festivais nacionais e internacionais (Suíça, Espanha, Kosovo, Marrocos, Escócia, Polônia). Atualmente, é Pesquisadora do Setor de Políticas Culturais da Fundação Casa de Rui Barbosa (RJ), instituição pública vinculada ao Ministério da Cultura.

 

Curso Produção e Gestão de Projetos Culturais no Caxias em Cena  
 16, 18, 19 e 20 de setembro
segunda, quarta e quinta-feira, das 19h às 22h; sexta-feira, das 9h às 12h
SESC Caxias do Sul
Endereço: Rua Moreira César, 2462 – Poi X
Inscrições: R$ 20,00 (antecipado na Unidade de Teatro – Centro de Cultura Ordovás)
20 vagas
Público alvo: jovens produtores, atores, dançarinos, estudantes e interessados em conhecer os procedimentos da elaboração, produção e gestão de projetos culturais.
Carga horária: 12 horas

“Recusa” no Festival Ruínas Circulares

Espetáculo da Cia Teatro Balagan encerra edição 2013 do Festival Ruínas Circulares, em Uberlândia (Minas Gerais).

 

Eduardo Okamoto, que é ator-convidado do espetáculo, já se apresentou no evento em 2011, quando apresentou o solo “Eldorado” e ministrou a oficina “Dramaturgia do Corpo”.  

 

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“Recusa” é narrado, cantado, por dois olhares e seus múltiplos: dois índios Piripkura; dois heróis ameríndios, Pud e Pudleré, criadores dos seres; um padre que foi engolido por uma onça que resolveu morar dentro de um lugar inesperado; um fazendeiro que matou um índio e o mesmo índio que o matou, por uma cantora que se perde na mata, por Macunaíma e seu irmão, os heróis dos Taurepang, e outros tantos.

 

O projeto nasce em 2009 quando atores, diretora, dramaturgo, preparadora corporal e cenógrafo, instigados pela notícia “Funai recorre à Procuradoria para proteger área de 2 índios isolados”, deram início a um diálogo com antropólogos e estudiosos da cultura ameríndia, com o desejo de desenvolver um processo criativo a partir desse universo. Publicada nos jornais em 2008, a notícia mencionava o aparecimento de dois índios Piripkura, etnia considerada extinta há mais de 20 anos. Durante todo o processo de criação a Cia Teatro Balagan, através dos Estudos Cênicos – composições cênicas elaboradas a partir de narrativas míticas ameríndias, estudos etnográficos, discursos políticos sobre as condições de terras ocupadas por povos indígenas, obras literárias, cantos e poesia ameríndia – tornou público, na Casa Balagan, o resultado da sua investigação. Recusa, mergulha na cosmovisão ameríndia, nas relações de encontro, estranhamento, trocas e negociações estabelecidas entre esses diversos seres, mundos e a cultura branca.

 

O espetáculo estreou em 04 de outubro de 2012 inaugurando a programação teatral da Sede Roosevelt da SP Escola de Teatro.

 

“Recusa” no Festiva Ruínas Circulares 
04 de setembro de 2013, às 20h 
Teatro Municipal de Uberlândia 
Endereço: Av. Rondon Pacheco, S/N, Bairro Tibery
Informações: http://www.ruinascirculares.com.br

 

 

Índios Suruí em São Paulo

 

O processo de criação do espetáculo “Recusa” envolveu trocas artísticas entre a equipe da Cia Teatro Balagan (em que Eduardo Okamoto é ator-convidado) e os índios Suruí, de Rondônia. Mesmo depois de estreado o espetáculo, a troca estendeu-se e deu origem a um projeto gestado na companhia e financiado pela Universidade de São Paulo – USP, sob a coordenação da Profa. Dra. Maria Thais Lima Santos (também diretora de “Recusa”). O projeto, denominado “Perspectivas Intercambiáveis”, prevê uma série de atividades de intercâmbio entre esses dois coletivos (indígenas e “teatreiros”) fundamentadas nas diversas linguagens artísticas e em especial no teatro.     

 

Do dia 20 ao dia 29, a Cia Teatro Balagan, em mais uma ação deste projeto, receberá, na cidade de São Paulo, alguns integrantes do povo indígena Suruí Paiter para uma troca artística. Os indígenas conhecerão a sua sede, seu modo de trabalhar e as instalações da Universidade de São Paulo.  

 

O projeto ainda prevê outras ações, como novas visitas dos artistas da Balagan e de estudantes da USP à Terra Indígena Sete de Setembro, morada dos Suruí,em Rondônia. 

 

Folha de SP: Arroz de festival

 

Principais mostras do país requentam programação e repetem exibições de peças, mas também apontam os destaques do ano

 

GUSTAVO FIORATTI

DE SÃO PAULO

 

Os grupos Club Noir e Cia. Teatro Balagan (de São Paulo) emplacaram espetáculos em ao menos quatro importantes festivais de teatro do país este ano. Não é pouco. Com o número de estreias anuais, emplacar em um deles já tem sido uma vitória.

 

Os dois casos exemplificam ainda um fenômeno recente: vez ou outra, aparecem por aí peças eleitas as queridinhas dos festivais de teatro. “Aconteceu com Estamira’ no ano passado”, diz Luciano Alabarse, organizador do Porto Alegre em Cena, que tem início no dia 3.

 

As mais importantes mostras brasileiras de artes cênicas, hoje agrupadas em rede sob o nome de Núcleo de Festivais, se enxergam como um mecanismo para estimular a circulação de espetáculos pelo país e também estilhaçar o eixo Rio-São Paulo pelo território nacional.

 

“Quando aparece um espetáculo muito bom, é claro que todos querem levá-lo para sua cidade”, diz Alabarse.

 

Assim, os moradores de Londrina (PR), por meio do Festival Internacional de Londrina, poderão ver hoje espetáculos da série “Peep Classic Ésquilo”, do Noir, grupo conhecido pela linguagem formal e minimalista. Os de São José do Rio Preto (no Festival Internacional de Teatro) já viram esses trabalhos.

 

Com textos do grego Ésquilo (525 a.C.- 456 a.C.), o projeto participará ainda do roteiro de 38 títulos do festival Porto Alegre em Cena, cujas exibições serão entre os dias 16 e 18. O trânsito da companhia pelos festivais começou em março, quando integrou a mostra oficial do Festival de Curitiba, com “Haikai”.

 

“Recusa”, da Cia. Teatro Balagan, fez um caminho similar: percorreu Curitiba, esteve no Festival de Londrina no último dia 24 e tem mais uma sessão hoje no Cena Contemporânea, de Brasília.

 

No ano passado, outra peça da companhia, “Prometheus – a Tragédia do Fogo”, integrou a mostra de teatro Cena Brasil Internacional, de onde foram pescadas peças para uma comitiva hoje em cartaz em Edimburgo.

 

Pouco conhecida, a CiaSenhas este ano também conquistou repercussão nacional. Passou por Londrina com “Circo Negro”, um espetáculo de caricaturas, e está na grade do Poa em Cena, após apresentar-se no Fringe, a mostra paralela de Curitiba.

 

BOCA A BOCA

 

A montagem “Antes da Chuva”, da companhia Cortejo, vingou este ano como um achado no mar de espetáculos de qualidades variadas do Fringe. O grupo é de Três Rios, cidade fluminense com 77 mil habitantes.

 

O boca a boca funcionou: “Antes da Chuva” foi ao Cena Contemporânea de Brasília, após passar por Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

 

A repetição de peças sinaliza que, diferentemente do que acontece no circuito de festivais de cinema, não existe disputa por exclusividade entre mostras de teatro. “Não é uma preocupação”, diz Guilherme Reis, curador do Cena Contemporânea.

 

Outros curadores confirmam à Folha que os festivais hoje procuram atender a demandas regionais, mais do que atrair turistas. Falta no Brasil um evento que tenha essa capacidade. O público do maior deles, de Curitiba, tem pouco mais de 5% de espectadores de fora da cidade.

 

Embora o Núcleo de Festivais tenha sido criado também para consolidar força política em busca de incentivos, este ano muitas mostras tiveram redução de custos, com fuga de patrocínios.

 

O orçamento do Poa em Cena passou de R$ 4,4 milhões (em 2012) para R$ 2,2 milhões (este ano). Londrina terá cortes de 20% em relação a 2012.

 

* Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrada/126327-arroz-de-festival.shtml