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Jornal do Comércio: O testemunho do fim. Ou do início.

 

No final de setembro de 2008, alguns jornais noticiaram que funcionários da Funai (Fundação Nacional do Índio) em Rondônia estavam tentando junto ao Ministério Público Federal autorização para proteger uma região de floresta, no Estado do Mato Grosso, onde viviam os  dois últimos índios piripkura. Segundo os jornais, os índios, Tikun e Monde-í, eram nômades, não falavam português e fugiam constantemente dos brancos. Últimos representantes de uma etnia que se acreditava extinta havia mais de 20 anos, os dois índios foram localizados em função do som de suas risadas – enquanto se alimentavam da caça, deixavam que as gargalhadas atravessassem a floresta. “Não sei nem dizer o que senti quando li a notícia”, diz agora o ator Antonio Salvador. “Fiquei assustado, talvez até identificado com uma certa atitude deles. Eles pareciam nos dizer: vocês não testemunharão o nosso fim. Havia algo ali que eu não compreendia, passei uma semana chorando”.

 

Na semana seguinte, Salvador secou as lágrimas e arregaçou as mangas. Juntou-se à diretora Maria Thaís, da Cia. Teatro Balangan, ao dramaturgo Luis Alberto de Abreu e ao ator Eduardo Okamoto para dar início a um rigoroso e multidisciplinar  trabalho de pesquisa que, quatro anos depois, resultou na peça Recusa, que estreia hoje, inaugurando um  espaço cênico na Cidade, o SP Escola de Teatro Sede Roosevelt.

 

Recusa não pretende ser uma simples dramatização ou desdobramento de um fato jornalístico. “O que nos interessou, logo no início, foram os vários pontos de vista que se apresentavam sobre estes povos que recusam o nosso modelo de sociedade”, diz Salvador. “Decidimos estudar outras matérias de jornais, relatos antropológicos, histórias que ouvimos de outras pessoas e a mitologia de alguns povos”. Segundo o ator, o que definiu a linha de trabalho a ser adotada na concepção de Recusa foi a constatação de que, em inúmeras cosmologias ameríndias, o mundo sempre existiu e já acabou diversas vezes. “Para estes índios, toda a criação é obra de uma dupla de gêmeos não idênticos. Se os piripkura são apenas dois, talvez não seja o fim do mundo, pode ser o começo. O mito está aí”.

 

As últimas notícias que Antonio Salvador teve a respeito dos índios Tikun e Monde-í davam conta de que, ao contrário do desejo dos madeireiros e fazendeiros da região, que os queriam bem longe dali, eles estavam vivos e passando bem. E provavelmente rindo alto.

 

Recusa. Estreia nesta sexta (5). SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt. Praça Roosevelt, 210. Tel.: 3258-6345. Quinta a sábado às 21h30. Domingo às 19h. R$ 10. 

 

* Fonte: http://www.dcomercio.com.br/index.php/dcultura/sub-menu-dcultura/97263-o-testemunho-do-fim-ou-do-inicio

Estadao: Companhia Balagan estreia espetáculo ‘Recusa’ em SP

AE – Agência Estado

Dois índios, de uma tribo considerada extinta, vagam por fazendas de Mato Grosso. Há mais de 20 anos não havia sinal da sua etnia, os piripkuras. Mas essa dupla de sobreviventes se recusa a fazer contato com quer que seja. Não quer falar com homens brancos. Não quer ajuda. Juntos, eles apenas riem das histórias que contam um ao outro. Preferem ficar sós.

  

Em “Recusa”, espetáculo que entra em cartaz quinta, a companhia Balagan tomou esse episódio verídico como ponto de partida. Veiculada pela imprensa em 2008, a notícia surge como mote para a parceria entre a diretora Maria Thais e o dramaturgo Luís Alberto de Abreu. De posse da história, eles organizaram uma montagem que entrelaça diversos olhares.

 

Além dos dois índios piripkuras, também aparece uma dupla de heróis ameríndios, Pud e Pudleré. O fazendeiro que matou um índio e sua vítima. Macunaíma e seu irmão. “Tentamos aprender como multiplicar perspectivas. Em vez de tentar apreender o mundo por uma perspectiva só”, explica Eduardo Okamoto, ator que divide a cena com Antonio Salvador. “Para esses povos não é possível nunca anular as diferenças, porque o mundo é feito delas. O que é um pouco diferente da tradição europeia e ocidental, em que há uma voz única, um só ponto de vista.”

 

A vontade de apreender o mundo de outra maneira, que não a usual, já havia motivado a criação anterior da companhia. Em “Prometheus – A Tragédia do Fogo” enredos múltiplos e cenas descontínuas foram convocadas para recontar o mito grego. Recusava a dimensão heroica de Prometeu, titã que rouba o fogo dos deuses para entregá-lo aos homens. Nos dois espetáculos, organizam-se cosmologias diferentes da nossa: de um lado a grega, do outro a ameríndia. Um outro traço comum também aproxima as montagens: em ambas, os mitos criadores partem da figura de gêmeos. “São dois tratamentos completamente distintos para a ideia de duplo”, pontua a diretora. “Para os gregos, o gêmeo de Prometeu, que é Epimeteu, precisa ser morto. No caso ameríndio, o duplo é necessário.”

 

Para compor a peça, Abreu partiu de uma série de discursos de naturezas distintas: além do episódio jornalístico, narrativas antropológicas, passagens míticas e discursos de entidades ligadas à causa indígena foram utilizadas. Também não faltaram canções e transcrições de relatos dos próprios indígenas. Durante a processo de pesquisa para construção da montagem, o grupo passou um período na aldeia Gapgir, em Rondônia. “Mas temos plena consciência de que esse não é o discurso deles. Não é a voz deles. Somos nós que estamos falando”, ressalva a encenadora. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

RECUSA

SP Escola de Teatro (Praça Roosevelt, 210, Consolação). Telefone (011) 3775-8600. 5ª a sáb., 21h30; dom., 19 h. R$ 10. Estreia 4/10. Até 16/12.

 

* Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,companhia-balagan-estreia-espetaculo-recusa-em-sp,940093,0.htm

Revista Bravo!: Herdeiros aplicados

Álvaro Machado, na Revista Bravo de outubro, menciona “Recusa”, espetáculo da Cia teatro Balagan em que Eduardo Okamoto é ator-convidado.

 

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Ao receber diretores russos para suas montagens, companhias brasileiras, como a Mundana, aprimoram o célebre método de interpretaçãocriado pelo ator Constantin Stanislávski

 

O russo Adolf Shapiro, rodeado pelos atores da Mundana, em ensaio da peça Pais e Filhos. Faz dois anos que o diretor trabalha com o grupo

 

Companhias de repertório com ambições vanguardistas conheceram dias férteis no Brasil dos anos 60 – os teatros Oficina e Arena são alguns dos melhores exemplos. Hoje em dia, ainda florescem, mas a depender da teimosia de um núcleo estável de atores e de subsídios para desenvolver linguagem cênica própria. Às trintonas Galpão, de Belo Horizonte, e Lume, de Campinas, além do próprio Oficina, entre outras, soma-se neste mês a Mundana, de São Paulo.

 

Criado em 2007 por Aury Porto e Luah Guimarãez, o grupo de 12 atores vem revelando apetite na difícil empreitada de adaptar clássicos da literatura. Após montar Albert Camus (A Queda) e triunfar com sua premiada versão teatral de sete horas de O Idiota, de Dostoiévski, a Mundana estreia em São Paulo Pais e Filhos, transposição para a cena do romance de Ivan Turguêniev (1818-83), publicado aqui em tradução de Rubens Figueiredo. Desta vez, o trabalho de adaptação contou com a colaboração de Adolf Shapiro, um dos mais importantes diretores russos da atualidade.

 

Consolidando um perfil, essa é a terceira imersão da Mundana na idade de ouro da literatura e do teatro russos, entre as décadas de 1830 e 1930 – a segunda foi Tchekhov 4 – Uma Experiência Cênica, junção de quatro atos de diferentes obras desse autor. A montagem, experimental, motivou a primeira vinda de Shapiro ao Brasil. O amor à primeira vista pela companhia brasileira foi daqueles de gerar ciúme em grupos europeus que esperavam semelhante oportunidade. Pois o diretor-pedagogo é mestre reconhecido de um conjunto russo de técnicas teatrais que, além de promoverem o jogo cênico eficaz, operam avanços na própria psicologia de cada ator.

 

Aos 73 anos, Shapiro é considerado um dos principais herdeiros de Constantin Stanislávski (1863-1938), que legou ao teatro o seu mais efetivo método de interpretação e consolidou a figura do diretor, antes dele praticamente inexistente. “É uma profissão como a de cosmonauta ou tratorista: própria do século 20”, lembra Shapiro, que tomou contato com os ensinamentos de Stanislávski por meio daquela que foi por décadas sua principal assistente: Maria Knébel (1898-1985).

 

No formol
Nada é tão simples como parece no universo do teatro russo, que o diretor-visitante reputa como “o melhor do mundo, ainda”. Segundo ele, Stanislávski provou a força de seu “sistema” por meio de livros e de sucessores, que continuam a orientar os mais consagrados atores do mundo (veja quadro na pág. 92). Logo, porém, o teórico compreendeu que, como diz Shapiro, “nossas qualidades representam a continuidade de nossas insuficiências”. Stanislávski, então, abandonou os detalhados planos que escrevia para cada peça e voltou-se ao teatro vivo, aberto à improvisação, que une a mão volitiva do diretor às oscilações dos atores.

 

“Há, na verdade, três tipos de diretor”, explica Shapiro. “O organizador, importante para supervisionar a companhia e a montagem; o metteur en scène, que é o criador, capaz de extrair a essência poética das peças; e, por fim, o diretor-pedagogo, como Stanislávski, para o qual o longo laboratório junto aos atores importa mais que o espetáculo.” E qual deles prevalece hoje em dia? “Um tipo de organizador que, como um general, dá ordens sem parar. Muitos se dizem continuadores de Stanislávski. Após sua morte, houve disputas violentas para ver quem seria o principal herdeiro. Mas a essência de seu sistema é viva e, portanto, sujeita a transformações. Se ele visse a maneira ‘formolizada’ como o repetem hoje, morreria pela segunda vez.”

 

Pela detalhada construção psicofísica e pelas especulações em torno da “verdade” de cada personagem, as obras de Turguêniev representaram uma contribuição decisiva na constituição do Teatro de Arte de Moscou, que Stanislávski fundou em 1897 com Vladimir Nemiróvich-Danchenko (1858-1953). Este, porém, afastou-se anos depois para conceber espetáculos de acabamento primoroso, enquanto o colega enveredava pelos estudos sobre a interpretação.

 

A trama sobre o choque de gerações e as visões antagônicas da sociedade na segunda metade do século 18 foi proposta aos brasileiros pelo próprio Shapiro. Pais e Filhos ficou célebre por ter forjado o termo “niilista”. Assim foram caracterizados os jovens que, como Bazárov, o protagonista da peça, negaram o poder aristocrático russo, inclusive com ações terroristas.

 

“Para o Ocidente, a cultura russa se resume a Tchekhov e Dostoiévski, quando há uma plêiade de escritores maravilhosos: Púshkin, Griboédov, Gógol, Turguêniev, Leskóv, Bulgákov… Apesar de todo meu amor por Tchekhov, estudar o sistema Stanislávski sempre com base nesse autor tornou-se um lugar-comum. Turguêniev oferece um terreno igualmente fértil. Acredito, sobretudo, que ele atinge o nervo central da vida contemporânea: no livro, um homem coloca as ideias acima de tudo, mas, no momento em que deve confrontar-se com a vida, a ideia é destruída. Como dizia Dostoiévski, ‘nenhuma ideia vale a lágrima de uma criança’.”

 

Em Pais e Filhos, o “processo” – palavra mais importante que “espetáculo”, segundo a linhagem de Stanislávski – foi iniciado há dois anos. De início, Elena Vássina, professora do departamento de Línguas Orientais da Universidade de São Paulo, serviu de ponte entre Shapiro e a Mundana. Estabelecida no Brasil desde os anos 90, a acadêmica russa prestou consultoria à adaptação de O Idiota. E, no festival de Moscou que comemorou os 150 anos de Tchekhov, em 2010, aproximou Shapiro de Danilo Santos de Miranda, diretor do Sesc e incentivador de longa data da Mundana.

 

Bordado
Interessadas em pedagogia e direção, as atrizes Luah Guimarãez e Lúcia Romano vão anotando as palavras mais significativas do mestre. “Ele evoca uma estrada para cada ator, mas é um percurso interno, que a cada dia se torna mais longo e jamais será finalizado, com avanços e retornos, como num bordado”, diz Luah. Já Lúcia nota que “o grupo está aprofundando a relação iniciada em 2010, mas sem expectativas em excesso. Tão ou mais importante que o espetáculo é a relação entre o diretor e o ator na criação de um teatro vivo, como disse Stanislávski”.

 

Há três décadas, o polonês Jerzy Grotówski (1933-99), considerado por Shapiro “o melhor stanislavskiano do século 20”, constituía uma forte referência sobre o laboratório teatral para pesquisadores brasileiros. Nos últimos seis anos, porém, outros dois russos com perfil de “mestres-pedagogos” iniciaram trabalhos no Brasil. Radicado na Alemanha e ministrando cursos comissionados pela Unesco do Japão às Américas, Iúri Alschitz, 65 anos, assina a direção de Eclipse, mais recente espetáculo dos mineiros do Galpão, baseado em contos de Tchekhov.

 

Em São Paulo, a diretora Maria Thaís, da Cia. Teatro Balagan, estreia neste mês Recusa, espetáculo gestado por três anos e meio. E que ecoa sua longa formação em Moscou junto a Alschitz – cujas visitas ao Brasil ela coordena – e a Anatoli Vassiliev, 70 anos, também ex-aluno de Maria Knébel, tido como um dos mais brilhantes poetas-encenadores da atualidade. Na afamada Escola de Arte Dramática da capital russa, Maria Thaís chegou a assinar coreografia e preparação corporal para uma Ilíada de Vassiliev que exigiu oito anos dos envolvidos. Ou à maneira russa: todo um processo.

 

O pai do teatro naturalista e sua linhagem
Autor de um famoso sistema de interpretação, Constantin Stanislávski tem discípulos no mundo todo.

 

O que une (além da profissão, claro) o milanês Gianfrancesco Guarnieri, a norte-americana Meryl Streep e o elenco do filme Cidade de Deus? De certo modo, todos são herdeiros do russo Constantin Stanislávski (foto), cujo 150º aniversário será celebrado em 2013. Ator, diretor, escritor e pedagogo, Stanislávski criou, entre o final do século 19 e o início do 20, aquele que se tornaria o mais famoso sistema de interpretação do mundo. Ícone do teatro naturalista, o teórico defendia a vivência de emoções autênticas pelos atores, que devem ser seus personagens, e não apenas interpretá-los.

 

Como é impossível controlar o que se deixa de herança, o legado de Stanislávski foi assimilado de maneiras distintas, até porque seu sistema é algo vivo, definido pela mobilidade. Nos Estados Unidos, ele inspirou a escola Actor’s Studio, que estimula o uso da memória afetiva na construção do personagem (recurso visto com cautela por Stanislávski). Eugênio Kúsnet, que nasceu na Rússia em 1898 e migrou para o Brasil em 1926, foi pioneiro na difusão de seus ensinamentos. Preparadora de elenco, Fátima Toledo estudou com Kúsnet e tem Stanislávski entre suas referências.

 

1. ORIGEM. Com Vladimir Nemiróvich-Dânchenko, Stanislávski fundou o Teatro de Arte de Moscou, em 1897. A Gaivota, de Tchekhov foi um dos primeiros sucessos do grupo. Na foto, uma das leituras da peça.

 

2. TRANSMISSÃO. A atriz norte-americana Stella Adler estudou com Stanislávski em Paris nos anos 30. De volta aos Estados Unidos, difundiu os ensinamentos do mestre para seus alunos de teatro.

 

3. INFLUÊNCIA no brasil Stanislávski é uma das referências de Fátima Toledo, principal preparadora de elenco do país. Ela foi aluna do ator Eugênio Kúsnet, que nasceu na Rússia e estudou teatro em Moscou.

 

4. A PRESENÇA EM HOLLYWOOD Vencedora do Oscar de 2012 por seu papel em A Dama de Ferro, Meryl Streep é considerada pelo diretor Adolf Shapiro como “atriz-modelo de Stanislávski”.

 

Recusa.
SP Escola de Teatro (Praça. Roosevelt, 210, SP).
De 5a a sáb., às 21h, dom., às 19h.
De 4/10 a 16/12. R$ 10.

 

*Fonte: http://bravonline.abril.com.br/materia/herdeiros-aplicados#image=adolf-shapiro-pais-e-filhos

Estreia “Recusa”

 

Eduardo Okamoto é ator convidado de “Recusa”, espetáculo da Cia Teatro Balagan. O trabalho estreia em 04 de outubro e inaugura a programação teatral da Sede Roosevelt da SP Escola de Teatro.

 

 

Ficha Técnica 
Atuação: Antonio Salvador e Eduardo Okamoto (ator convidado)
Encenação:  Maria Thaís
Dramaturgia: Luis Alberto de Abreu
Cenografia e Figurino: Márcio Medina
Direção Musical: Marlui Miranda
Iluminação: Davi de Brito

 

Serviço: “Recusa” na SP Escola de Teatro 
De 04/10 a 28/10
qui a sáb às 21h30
dom às 19h
Local: SP Escola de Teatro
Centro de Formação das Artes do Palco – Sede Roosevelt
Pça Roosevelt 210 – Centro
01303-020 São Paulo/SP
Tel (11) 3775-8600
Preço único: R$10,00
80 lugares

 

“Agora e na Hora de Nossa Hora” no Feia

 

 

Eduardo Okamoto participa do Festival do Instituto de Artes da UNICAMP – FEIA, apresentando monólogo sobre meninos de rua.

 

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Eduardo Okamoto em cena de “Agora e na Hora de Nossa Hora”

 

O FEIA celebra, em 2012, a sua 13a. edição – sendo, portanto, realizado desde o ano 2000. Como festival universitário, é organizado exclusivamente por alunos do Instituto de Artes da UNICAMP – IA. Por um lado, o evento objetiva a partilha e divulgação de trabalhos artísticos produzidos no IA e na Universidade como um todo. Por outro, apresenta aos próprios estudantes de artes outros trabalhos, referências em suas áreas. Na programação, podem ser vistos espetáculos, exposições, projeções de filmes, oficinas, palestras, workshops, etc.

 

No festival deste ano, Eduardo Okamoto foi convidado a apresentar “Agora e na Hora de Nossa Hora”. A sessão acontece no dia 24 de setembro, às 20h. A entrada é gratuita. O espetáculo trata da vida de meninos de rua e da Chacina da Candelária – quando, em 1993, no Rio de Janeiro, oito meninos de rua foram assassinados por policiais. O trabalho envolveu interações do ator com meninos de rua de Campinas (onde ministrou oficinas de circo), São Paulo e Rio de Janeiro. O trabalho foi agraciado com bolsa Fapesp e permitiu a Okamoto o desenvolvimento de seu paralelo teórico, no curso de Mestrado em Artes da UNICAMP: “O Ator- montador” (2004). Para conhecer mais sobre o trabalho, clique aqui. Para fazer o download gratuito do trabalho de mestrado de Eduardo Okamoto, clique aqui.               

 

A apresentação de “Agora e na Hora de Nossa Hora”, neste festival é repleta de significados. Primeiro porque Okamoto estudou na UNICAMP (Graduação, Mestrado e Doutorado em Artes). Depois, porque o trabalho é dirigido por Verônica Fabrini, professora do IA, no Departamento de Artes Cênicas – ela igualmente graduou-se e realizou trabalhos de Mestrado em Artes no Instituto. Finalmente, porque a apresentação coincide com o início das atividades de Eduardo Okamoto como docente na UNICAMP. Aprovado em concurso público no final de abril de 2012, prevê-se que, a partir de setembro deste ano, já esteja lecionando no curso de graduação em Artes Cênicas.

 

 

Serviço: 
“Agora e na Hora de Nossa Hora”  no FEIA
Quando:  24/09, às 20h
Onde: Departamento de Artes Cênicas da UNICAMP, sala 03
Endereço: Rua Pitágoras, 500, na Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP 
Entrada gratuita
Informações: http://feia.art.br/  

 

 

Apresentação de “Chuva Pasmada” no Lume Teatro Tem Gosto de Volta para Casa

 

Chuva Pasmadacom Eduardo Okamoto e Alice PossaniTexto original: Mia CoutoDramaturgia: Cássio PiresDireção e Iluminação: Marcelo LazzarattoFigurinos e Cenografia: Warner ReisTrilha Sonora: Michael GalassoArte Gráfica: Alexandre CaetanoFotografia: Fernando StankunsProdução: Daniele Sampaio e Grupo Matula Teatro

 

“Chuva Pasmada”, parceria entre mim e Alice Possani, atriz do Grupo Matula Teatro, é dirigido por Marcello Lazzarato, professor do Depto. de Artes Cênicas da Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP. Nós dois nos formamos neste departamento, onde também desenvolvemos trabalhos de pós-graduação, e ainda hoje residimos em Barão Geraldo – distrito onde se localiza a UNICAMP. Por fim, ainda passamos longos períodos de treinamentos e estudos da atuação com o LUME – Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas Teatrais da UNICAMP. Por tudo isso, apresentar na sede do Lume Teatro tem gosto especial: o aconchego do retorno às origens.

 

Espantosamente, a despeito da grande quantidade de importantes trabalhos cênicos criados na cidade de Campinas, com frequência os seus cidadãos têm pouco acesso à esta produção. Isso, claro, é fundamentalmente explicado pelo grande e descabido descaso dos gestores públicos da vida cultural da cidade que, nos últimos anos, nem mesmo tiveram competência para manter abertos os seus teatros públicos. Atualmente, Campinas, cidade que tem mais de 1 milhão de habitantes, não possui uma única sala pública em condições de receber adequadamente um espetáculo teatral. Este contexto, no limite, obriga artistas de Campinas a procurar espaços e melhores condições de apresentação em outra paragens. Não raro, importantes artistas e coletivos de artistas formados e radicados na cidade optam por viver em outra localidade mesmo.

 

O resultado de tamanho absurdo é que o cidadão campineiro não pode fruir os bens simbólicos produzidos no próprio local onde vive. O cidadão, enfim, não vê representado como ficção (como realidade extraordinária) a sua própria vida cotidiana (a realidade ordinária). Muitos estudioso (entre eles a importante Profa. Dra. Suzi Frankl Sperber, também da UNICAMP) apontam que é o ato mesmo de produzir ficção que atribui sentido ao vivido. Ou, como nos diz o personagem de “Mar Me Quer”, de Mia Couto, “homem que não sabe contar história nem chega a ser pessoa”. A vida permanece, assim, em suspensão, como aquela água suspensa que, em “Chuva Pasmada”, também do escritor moçambicano, não se realiza em sua potência de chuva, permanecendo promessa.

 

Por tudo isso, a apresentação de “Chuva Pasmada” em Campinas é celebração! É um espetáculo voltando para casa. São os seus criadores apresentado no solo que escolheram como morada. É a partilha de uma obra com espectadores que compreendem o contexto em que ela foi gerada. Que essa chuva abra ainda mais movimento. Que, ao final da peça, possamos fazer como os seus personagens: agradecer!

 

Serviço: “Chuva Pasmada” no Lume Teatr0
Com Eduardo Okamoto e Matula Teatro
Dias 19 e 20/09 às 20h
Endereço: Rua Carlos Diniz Leitão, 150 Vila Santa Isabel – Barão Geraldo
Telefone:19 3289 9869
R$ 10,00 e R$ 5,00

“Eldorado” em Taubaté

 

Eduardo Okamoto apresenta monólogo com dramaturgia de Santiago Serrano e direção de Marcelo Lazzaratto na abertura do 1º Festival de Teatro de Taubaté.

 

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A primeira edição do Festival de Teatro de Taubaté começa no dia 15 de setembro, com a apresentação de “Eldorado” como espetáculo convidado. As apresentações seguem até o dia de 25 de setembro. O evento conta com a participação de dez grupos teatrais das cidades de Taubaté, São Paulo, Jacareí, São José dos Campos e Pindamonhangaba.

 

Organizado pela Secretaria de Turismo e Cultura (SETUC) da Prefeitura de Taubaté, o festival contará com apresentações diárias no Teatro Metrópole.  O ingresso para cada espetáculo custará R$ 5,00 (preço único e promocional). A abertura em que se apresenta o espetáculo de Okamoto tem ingressos franca. 

 

“Eldorado” foi criado a partir de estudos de Eduardo Okamoto sobre a tradição da rabeca – instrumento de arco e cordas, como o violino, presente em muitas manifestações da cultura popular do Brasil. A partir destes estudos, o premiados dramaturgo argentino criou uma texto inédito. Ali, conta-se a fábula de um cego que, acompanhado por uma “Menina”, busca encontrar o que nenhum homem pôde jamais: Eldorado. 

 

Depois de um longo processo de estudo e criação dramatúrgica (aproximados três anos), o diretor Marcelo Lazarrato lapidou as criações de ator e dramaturgo, conferindo forma final ao espetáculo. Assim, procurou universalizar os estudos de Okamoto que, inicialmente, pautava-se em relações regionais (a rabeca e os rabequeiros). Neste lugar atemporal, propício ao maravilhamento, o personagem cego da fábula  é todo homem e o Eldorado é a busca humana pelo seu bom lugar.

 

Serviço:
“Eldorado” em Taubaté  
15 de setembro, às 20h 
Teatro Metrópole
Duque de Caxias, 312 – Centro
(12) 3624-5915 
Ingressos gratuitos  

“Agora e na Hora de Nossa Hora” no Festivale

Eduardo Okamoto apresenta monólogo sobre meninos de rua como espetáculo convidado no Festivale 2012, em São José dos Campos. Apresentação será no dia 10 de setembro, às 20h, no CET – Centro de Estudos Teatrais.  

 

O Festival Nacional de Teatro do Vale do Paraíba – Festivale acontece de 06 a 16 de setembro. Sendo um dos eventos culturais mais importantes do Vale do Paraíba, o festival reúne mais de 20 espetáculos vindos de diferentes partes do Brasil. Além de apresentações, o evento realiza atividades formativas, como oficinas e debates.

 

“Agora e na Hora de Nossa Hora” é um solo de Eduardo Okamoto com dramaturgia do próprio ator e direção de Verônica Fabrini. Para a sua criação, Okamoto interagiu com meninos de rua em Campinas (onde ministrou oficinas de circo para esta população), São Paulo e Rio de Janeiro. Além disso, estudou o histórico e trágico acontecimento conhecido como Chacina da Candelária – quando, em 1993, oito meninos de rua foram assassinados por policias no Rio de Janeiro. Por fim, ainda se inspirou na obra “Macário” do Mexicano Juan Rulfo. Para saber mais sobre o espetáculo e ver vídeos e fotos, clique aqui.   

 

Serviço: 
“Agora e na Hora de Nossa Hora” no Festivale
Quando: 10/09/2012, às 20h 
Onde: CET – Centro de Estudos Teatrais
Av. Olivo Gomes, 100 – Parque da Cidade – Santana
Informações: (12) 3924-7358.   

 

 

Travessias Poéticas em São Paulo e Campinas

 

“Chuva Pasmada”, parceria de Eduardo Okamoto e Grupo Matula Teatro, compõe mostra que reúne espetáculos de Bahia, São Paulo, Pernambuco.  

 

Chuva Pasmadacom Eduardo Okamoto e Alice PossaniTexto original: Mia CoutoDramaturgia: Cássio PiresDireção e Iluminação: Marcelo LazzarattoFigurinos e Cenografia: Warner ReisTrilha Sonora: Michael GalassoArte Gráfica: Alexandre CaetanoFotografia: Fernando StankunsProdução: Daniele Sampaio e Grupo Matula Teatro

 

Desde a década de 1990, o chamado teatro de grupo impulsionou sobremaneira o teatro brasileiro. As primeiras décadas dos anos 2000, assinalam um novo impulso para  esta cena fundada em parcerias: a reunião de grupos de artistas com trabalhos afins em projetos conjuntos – coletivos de coletivos! Assim é Travessias Poéticas, mostra de espetáculos teatrais de distintos criadores, residentes em três diferentes estados brasileiros: “Chuva Pasmada”, de Eduardo Okamoto e Grupo Matula Teatro, de Campinas (São Paulo); “Gaiola de Moscas”, do Grupo Peleja, de Recife (Pernambuco); e “Mar Me Quer”, d’A Outra Companhia de Teatro, de Salvador (Bahia).

 

Em comum, estas obras apresentam – além de grande investimento em pesquisas poéticas, em que pese a noção do processo criativo como aprendizado técnico e ético da artesania cênica – a inspiração na literatura do moçambicano Mia Couto. Assim, os espetáculos que constituem a mostra tem na literatura (em conto, novela ou romance) o seu impulso de criação – ou, para acompanhar Mia Couto, o teatro tem “caroço” nas palavras de um Moçambique reinventado pelos livros.         

 

A mostra Travessias Poéticas, passará por seis cidades brasileiras: São Paulo e Campinas (em São Paulo), Salvador e Alagoinhas (na Bahia), Recife e Arco Verde (em Pernambuco). A estreia será no SESC Santo Amaro, em São Paulo, entre os dias 11 e 15 de setembro. Na semana seguinte, esta “trupe de trupes de artistas” desembarca em Campinas para, na sede do Lume Teatro, realizar apresentações de suas obras entre os dias 17 e 22.    

 

Além dos espetáculos, em cada uma das cidades haverá atividades formativas compondo a programação: oficinas de iniciação teatral (com duração de oito horas) voltadas para estudantes de escolas públicas; palestras acerca das relações entre a literatura e a criação cênica; intercâmbios em que os artistas participantes trocam procedimentos e experiências de trabalho.

 

Para saber a programação completa em cada cidade, acesse o site do projeto: <http://travessiaspoeticas.wordpress.com/>.

 

Serviço:
Travessias Poéticas em São Paulo
De 11 a 15 de setembro de 2012
SESC Santo Amaro
Endereço: Rua Amador Bueno, 505 – Santo Amaro
Telefone: 11 5541 4000
Entrada: R$ 3,00 a R$ 12,00 

 

Travessias Poéticas em Campinas 
De 17 a 22 de setembro de 2012
Lume Teatro
Rua Carlos Diniz Leitão, 150 Vila Santa Isabel – Barão Geraldo
Telefone: 19 3289 9869
R$ 10,00 e R$ 5,00 

 

 

Eduardo Okamoto no Filte, em Salvador

 

Eduardo Okamoto apresenta “Agora e na Hora de Nossa Hora” e “Eldorado” no Festival Latino-Americano de Teatro da Bahia.

 

img_8373Eldorado”, solo de Eduardo Okamoto que estará no Filte 2012

 

O Festival Latino- Americano de Teatro da Bahia – Filte terá, em 2012, a sua quinta edição e objetiva, como sugere seu nome, intercambiar experiências entre artistas oriundos da América Latina e o público baiano. E, considerando a gênese de formação desta porção do globo terrestre, o festival ainda programa trabalhos de Portugal e Espanha, tornando, enfim, o evento ibero-americano.  

 

Em 2012, o evento acontece entre os dia 01 e 09 de setembro de 2012, estendendo-se por 13 espaços de Salvador e Lauro de Freitas. Em sua programação,  totalizam-se 60 apresentações. 

 

Nesta edição, além de espetáculo, eventos paralelos acompanharão o festival: o Colóquio Internacional de Recepção Teatral com convidados de Cuba, Estados Unidos, México, Argentina, Rússia, Alemanha, Brasil;  o Nortea 2012 (Núcleo de Laboratórios teatrais do Nordeste); um Mutirão de Critica Teatral e a 1ª Mostra Internacional de Teatro Baiano.

 

Eduardo Okamoto participa do Filte com dois espetáculos solos. No dia 04 de setembro, às 21h, no Teatro Martim Gonçalves, Okamoto apresenta “Agora e na Hora de Nossa Hora”. O solo tem direção de Verônica Fabrini e trata da vida de meninos de rua, especialmente da Chacina da Candelária. Para saber mais sobre o espetáculo, clique aqui.  

 

 

eduardo-okamoto-36Eduardo Okamoto em “Agora e na Hora de Nossa Hora” 

 

No dia 05 de setembro, será apresentado “Eldorado”, também no Teatro Martim Gonçalves, às 18h. O trabalho solo tem dramaturgia de Santiago Serrano e direção de Marcelo Lazzaratto. Na fábula, um homem cego, acompanhado por uma “Menina” busca o seu bom luga: “Eldorado”. Para saber mais, clique aqui.    

 

É nóis no Filte!  

 

Serviço: 
“Agora e na Hora de Nossa Hora” no Filte
Local: Teatro Martim Gonçalves
Endereço: Rua Marechal Floriano, s/n, Canela.
Dia: 04/09/2012
Horário: 21h 
Informações: <http://www.ocoteatro.com.br/2012/programacao_detalhes.aspx?id=17>. 

 

“Eldorado” no Filte
Local: Teatro Martim Gonçalves
Endereço: Rua Marechal Floriano, s/n, Canela.
Dia: 05/09/2012
Horário: 18h 
Informações: <http://www.ocoteatro.com.br/2012/programacao_detalhes.aspx?id=26>. 

Eduardo Okamoto em Jornada Teatral, em Campinas

 

No dia 06 de agosto de 2012, às 19h, no Departamento de Artes Cênicas da UNICAMP,  o ator e professor Eduardo Okamoto debate “A Produção Artística na Acadêmia”. Participa da mesa também a diretora e professora Verônica Fabrini.

 

O debate  integra  a “I Jornada Teatral: entre a produção acadêmica e a criação poética”, organizado pelo grupo Os Geraldos. O evento realiza-se entre 06 e 19 de agosto e compreende mesas de debate, exibição de filmes e demonstrações técnicas e apresentação dos espetáculos que formam o repertório do grupo: “Números” (direção de Roberto Mallet) e “Hay Amor” (direção de Verônica Fabrini). Para saber mais, clique aqui.   

 

Eduardo Okamoto teve formação teatral integralmente realizada em ambiente acadêmico. Deu seus primeiros passos no palco como integrante do Grupo Atrás do Grito de Teatro – projeto de extensão universitária da UNESP que reunia comunidade acadêmica e comunidade externa a ela. Depois, bacharelou-se em Artes Cênicas na UNICAMP, onde também desenvolveu trabalhos de Mestrado e Doutorado em Artes. Além de textos refletindo teoricamente a criação poética do ator, seus trabalhos acadêmicos frutificaram em espetáculos teatrais: “Agora e na Hora de Nossa Hora” (2004, como resultado de Mestrado em Artes, foi dirigido por Verônica Fabrini) e “Eldorado” (2008, como resultado de Doutorado em Artes, foi dirigido por Marcelo Lazzaratto). Mais: como parte destas produções, ainda desenvolveu projetos interação como comunidades não-acadêmicas: meninos de rua, rabequeiros etc. Assim, alicerçando as suas criações entre a produção teórica e poética, foi convidado pelo grupo Os Geraldos a discorrer sobre as interações possíveis entre criação poética e teórica.

 

Verônica Fabrini, igualmente, há muitos anos desenvolve seus trabalhos em interações entre pesquisas na Universidade e fora dela. É Bacharel em Artes Cênicas pela UNICAMP, onde também desenvolveu seu trabalho de Mestrado em Artes e atua como docente. Depois, doutorou-se em Ates Cênicas na USP. Como parte de suas pesquisas fundou a Boa Companhia, coletivo que há mais de 20 anos desenvolve estudos prático-teóricos sobre a criação teatral.               

 

Durante o debate ambos pretendem apresentar um pouco de seus procedimentos criativos em espetáculo que, criados na academia, alçaram voos fora dela. Exemplar, neste sentido,  é “Agora e na Hora de Nossa Hora” que, em mais de 150 sessões, já participou dos principais eventos de Artes Cênicas do Brasil (FIT São José do Rio Preto, Filo de Londrina, Cena Contemporânea de Brasília etc.) e mesmo no exterior: Espanha, Suíça, Marrocos, Kosovo, Escócia e Polônia.     

 

Serviço: 
Mesa de debate: “A Produção Artística na Academia”
Com Eduardo Okamoto e Verônica Fabrini
Dia 06 de agosto de 2012, às 19h
Depto. de Artes Cênicas da UNICAMP
Endereço: Rua Elis Regina, 50, na Cidade Universitária “Zeferino Vaz”
Informações: (19) 9265.0049
 

  

 

Theatro José de Alencar

 

Veja o vídeo sobre centenário Theatro José de Alencar, onde, no dia 04 de agosto de 2012, às 19h30, Eduardo Okamoto apresenta o solo “Eldorado”. O espetáculo, com dramaturgia de Santiago Serrano e direção de Marcelo Lazzaratto, abre o VIII Festival de Teatro de Fortaleza.  

 

 

 Para saber mais sobre a apresentação, clique aqui

 

“Eldorado” em Fortaleza

 

Eduardo Okamoto apresenta o solo “Eldorado”, em Fortaleza (Ceará). O espetáculo tem autoria de Santiago Serrano e direção de Marcelo Lazzaratto.

 

A apresentação integra o VIII Festival de Teatro de Fortaleza, que se realiza entre 04 e 11 de agosto de 2012. No dia 04, às 9h, um cortejo de abertura toma as ruas da capital cearense com a participação de artistas circenses, atores, dançarinos e grupos de percussão. À noite, às 19h30, logo após a Cerimônia Oficial de Abertura, Eduardo Okamoto encena o solo “Eldorado”, no Theatro José de Alencar.      

 

O Theatro José de Alencar, onde Okamoto apresentará “Eldorado”

 

O teatro é uma das salas de espetáculo mais bonitas do Brasil. Sua arquitetura eleva-o à qualidade de Teatro-Monumento. Mais que sala de apresentação de espetáculos, o José de Alencar compreende um verdadeiro complexo cultural com: sala de espetáculo em estilo art noveau com capacidade para 800 espectadores, auditório de 120 lugares, foyeur e espaço cênico a céu aberto. Em prédio anexo, com 2.600 metros quadrados, sedia o Centro de Artes Cênicas (CENA), o Teatro Morro do Ouro (com capacidade para 90 pessoas). Neste equipamento cultural, na  Praça Mestre Pedro Boca Rica, ainda há palco ao ar livre com capacidade para 600 pessoas, a Biblioteca Carlos Câmara, a Galeria Ramos Cotôco, quatro salas de estudos e ensaios, oficinas de cenotécnica, de figurino e de iluminação. O José de Alencar abriga a Orquestra de Câmara Eleazar de Carvalho e o Curso Princípios Básicos de Teatro e Circo.  

 

Esta é a primeira vez que Okamoto se apresenta em Fortaleza. A apresentação abre um semestre em que o ator apresentará diversos de seus trabalhos em outros estados nordestinos, como Bahia e Pernambuco. Para saber mais, basta acompanhar as postagens deste blog, onde, em breve, postaremos mais informações.      

 

“Eldorado” narra a fábula de um homem cego que, acompanhado por uma “Menina”, busca encontrar o que nenhum homem pôde jamais: Eldorado. O espetáculo nasce da interação de Eduardo Okamoto com construtores e tocadores de rabeca, instrumento de arco e cordas, parecido com o violino, presente em muitas manifestações da cultura popular do Brasil. Para saber mais, clique aqui

 

Serviço:   
“Eldorado” no Festival de Teatro de Fortaleza
Dia: 04 de agosto de 2012, às 19h30
Local: Theatro José de Alencar
Endereço: Rua 24 de Maio, 600
Informações: http://www.festivaldeteatrofortaleza.com.br

 

Santiago Serrano ministra Oficina sobre Dramaturgia no SESC Campinas

 

O dramaturgo argentino Santiago Serrano  ministra oficina de dramaturgia, dias 18 e 19 de agosto de 2012, no SESC Campinas. Serrano é autor de “Eldorado”, solo do ator Eduardo Okamoto. 

 

Na oficina, o autor propõe exercícios práticos de dramaturgia, abordando e debatendo conceitos caros à criação textual contemporânea. Neste sentido, a oficina debate especificamente o papel do dramaturgo no contexto do grupo de teatro (processo coletivo, colaborativo etc.).

 

A oficina tem caraga horária de 10 horas, sendo realizada em dois dias, das 13h às 18h. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas na Central de Atendimento do SESC Campinas. O trabalho é recomendado para maiores de 16 anos.

 

Santiago Serrano é dramaturgo, diretor de teatro, psicanalista e psicodramatista. Em 1991, sua peça “Dinossauros” ganhou prêmio de melhor peça original no Festival de Teatro do Centro Cultural General San Martín, de Buenos Aires. A obra também foi apresentada no Canadá, Estados Unidos, Espanha e Brasil. Em 2005, ganhou o 2º prêmio no Certame Internacional de Dramaturgia da cidade de Requena (Espanha) com “Sexualmente Falando”. Serrano tem uma intensa relação com o Brasil, onde já esteve várias vezes com oficinas, aulas e nas apresentações de espetáculos baseados em sua obra. Neste sentido, destacam-se: “Dinossauros” (2005), direção de Guilherme Reis com o Grupo Cena, de Brasília; “A Revolta”, encenada por Reginaldo Nascimento à frente do Grupo Kaus (2007), de São Paulo; e “Eldorado” (2008), em parceria com o ator Eduardo Okamoto, de Campinas. Por sua atuação neste espetáculo, Okamoto foi indicado ao Prêmio Shell (2009).

 

Serviço:
Oficina “O Dramaturgo no Processo Criativo”, com Santiago Serrano
Dias 18 e 19 de agosto de 2012
Das 13h às 18h
Inscrições grátis
SESC Campinas: Rua Dom José I, 270/333
Informações: (19) 3737.1500

 

Eduardo Okamoto em Araraquara

 

Eduardo Okamoto participa da 24. Semana Luiz Antônio Martinez Corrêa. O evento tem como finalidade fomentar, refletir e difundir a produção teatral fundada na pesquisa de linguagem, valorizando a diversidade cultural.  A Semana é organizada pela Prefeitura de Araraquara em parceria com o SESC e a Oficina Cultural Regional Lélia Abramo. 

 

No evento, Eduardo Okamoto participa do Café de Investigação: espaço formativo de debate acerca do teatro. Okamoto discorrerá especialmente sobre a arte de ator, seus métodos de treinamento e criação. Assim, abrirá conversa sobre a atuação, suas tradições formativas e as suas relações com a cena contemporânea. O Café de Investigação acontece no dia 21 de junho, às 19h,  no SESC Araraquara, e a entrada é gratuita.        

 

Serviço
Café de Investigação com Eduardo Okamoto
Dia 21 de junho, às 19h
Projeto OfiCena
SESC Araraquara
Grátis