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25º Prêmio Shell de Teatro de São Paulo

 

A Shell acaba de anunciar a segunda lista dos indicados de São Paulo à 25ª edição do Prêmio Shell de Teatro. Os espetáculos desta etapa concorrerão ao prêmio juntamente com os indicados na lista do primeiro semestre.

 

“Recusa” é o grande destaque desta segunda lista, com quatro indicações – ator, cenário, música e direção. E a grande homenageada do Prêmio Shell 2013 de São Paulo será a camareira Ieda Ferreira como representante de uma imensa categoria de profissionais que não aparecem em cena, mas cujo trabalho é fundamental para todos os espetáculos.

 

 

Confira a relação completa dos indicados do segundo semestre ao 25º Prêmio Shell de Teatro de São Paulo:

 

Autor:
Alexandre Dal Farra por “Mateus, 10”
Evill Rebouças por “Maria Miss”

 

 

Direção:
Maria Thaís por “Recusa”
Francisco Medeiros por “Facas nas galinhas”            

 

 

Ator:
Antonio Salvador e Eduardo Okamoto por “Recusa”
Vitor Vieira por “Mateus, 10”

Atriz:
Lavínia Pannunzio por “Um verão familiar”
Tania Casttello por “Maria Miss”
        

Cenário:
Márcio Medina por “Recusa”
Marco Lima por “Facas nas galinhas”
    

Figurino:
Mira Haar por “Rabbit”
Zé Henrique de Paula por “No coração do mundo”
    

Iluminação:
Guilherme Bonfanti por “Bom Retiro 958 metros”
Nadja Naira por “Os bem intencionados”
    

Música:
Marlui Miranda por “Recusa”
Dr. Morris e Maurício Mateus por “Facas nas Galinhas”
        

Categoria Especial:
Eric Lenate pela força performativa de seus experimentos.
Lume Teatro pelos 25 anos de trabalho permanente de pesquisa.

 


Homenagem
À camareira Ieda Ferreira como coriféia de uma imensa categoria de sujeitos que não aparecem em cena, mas cujo trabalho é fundamental.

 

 

Os espetáculos selecionados nesta fase completaram o número mínimo de apresentações para serem elegíveis, de acordo com o regulamento do prêmio.

 

Premiação
Os vitoriosos de cada categoria receberão uma escultura em metal do artista plástico Domenico Calabroni, com a forma de uma concha dourada, inspirada no logotipo da Shell, e uma premiação individual de R$ 8 mil (oito mil reais).

 

Criado em 1989, o Prêmio Shell de Teatro é ponto de referência nos palcos brasileiros. É oferecido aos maiores destaques do ano, em São Paulo e no Rio de Janeiro separadamente, em nove categorias — Autor, Diretor, Ator, Atriz, Cenografia, Iluminação, Música, Figurino e Categoria Especial.

 

O júri de São Paulo é formado por Alexandre Mate, Carlos Colabone, Marici Salomão, Mario Bolognesi e Noemi Marinho.

 

 

*Fonte: http://www.shell.com/bra/aboutshell/media-centre/news-and-media-releases/2012/news/pst-sp-nominees-211212.html

Lista de indicados ao Prêmio CPT 2012 – 2º semestre

 

Foto da última edição do Prêmio CPT

 

Comissão julgadora:

Christiane Galvan (Cia. Vagalum Tum Tum)
Ênio Gonçalves (Ator e Diretor)
José Cetra (UNESP)
Luiz Fernando Ramos (USP)
Raquel Rollo (Trupe Olho da Rua – Santos/SP)

 

1 – Dramaturgia: criação individual ou coletiva em espetáculo apresentado em sala convencional, rua ou espaço não convencional

1– Evill Rebouças e Grupo por “Maria Miss”, Mesa2 Produções Artísticas.
2- Luís Alberto de Abreu por “Recusa”, Cia de Teatro Balagan.
3- Martina Sohn Fischer por “Aqui”, Club Noir.

 

2 – Direção: criação individual ou coletiva em espetáculo apresentado em sala convencional, rua ou espaço não convencional

1 – Yara Novaes por “Maria Miss”, Mesa2 Produções Artísticas.
2-  Francisco Medeiros por “Facas nas Galinhas”, Barracão Cultural.
3-  Eric Lenate por “Rabbit”, Companhia Delas de Teatro.
4-  Maria Thaís por “Recusa”, Cia de Teatro Balagan.

 

3 – Elenco: em espetáculo apresentado em sala convencional, rua ou espaço não convencional

1 – Cia. de Teatro Balagan por “Recusa”.
2 – Cia. Hiato por “Ficção”.
3 – Lume Teatro por “Os Bem Intencionados”.

 

4 – Trabalho apresentado em sala convencional

1 – “Maria Miss”, da Mesa2 Produções Artísticas.
2 – “Rabbit”, da Companhia Delas de Teatro.
3 –“Recusa”, da Cia. de Teatro Balagan.

 

5 – Trabalho apresentado em rua

1 – “Relampião”, da Cia do Miolo e Cia Paulicea.
2 – “A Cobra Vai Fumar”, do Teatro Popular União e Olho Vivo (TUOV).
3 – “Origem Destino”, da Companhia Auto-Retrato.

 

6 – Trabalho apresentado em espaços não convencionais

1. “Terror e Miséria no Novo Mundo Parte III – A República”, Cia. Antropofágica.
2 – “Terra de Santo”, Cia. Os Fofos Encenam.

 

7 – Trabalho para platéia infanto juvenil: apresentado em sala convencional, rua ou espaço não convencional

1 – “Meu Pai é Um Homem Pássaro”, Cia. Simples.
2 – “Rua Florada, Sem Saída”, Casa da Tia Siré.
3 – “A Linha Mágica”, Fabulosa Companhia.
4 – “A Menina Lia”, Cia. do Fubá.

 

8 – Grupo ou Companhia revelação: do interior, litoral ou capital do Estado

1 – Fabulosa Companhia (São Paulo).
2 – Coletivo Território B (São Paulo).
3 – Coletivo de Galochas (São Paulo).

 

9 – Trabalho apresentado no interior e litoral paulista: em sala convencional, rua ou espaço não convencional

1- “Circo K”, Boa Companhia e Grupo Matula Teatro (Campinas-SP).
2 – “Rei do Mundo” – Grupo Fora do Sério (Ribeirão Preto-SP).
3 – “Negrinha”- Oficina do Imaginário (Santos-SP).

 

10 – Projeto Visual: compreendendo a integração orgânica entre os elementos plásticos e visuais do espetáculo e sua realização cênica – iluminação, cenografia, figurino, adereços e maquiagem

1 – “Recusa” – Direção; Maria Thais. Cenografia e Figurino: Márcio Medina. Iluminação: Davi de Brito. Cia. de Teatro Balagan.
2 – “Ficção” – Direção: Leonardo Moreira. Direção de arte (cenário e desenho de luz): Marisa Bentivegna.  Assistência de cenário: Ayelén Gastaldi e Julia Saldanha.Figurino: João Pimenta. Pintura artística: Igor Alexandre Martins. Fotos e vídeos: Otávio Dantas. Criação Gráfica: Cassiano Tosta / dgraus. Cia. Hiato.
3- “Pais e Filhos” – Direção: Adolf Shapiro. Cenografia: Laura Vinci. Figurino: Marichilene Artisevskis. Desenho de luz: Cibele Forjaz e Wagner Antonio. Mundana Companhia.
4 – “Terra de Santo” – Direção: Fernando Neves e Newton Moreno. Cenário: Marcelo Andrade, Newton Moreno e Zé Valdir. Figurinos e Maquiagem: Carol Badra e Leopoldo Pacheco. Iluminação: Eduardo Reyes. Cia. Os Fofos Encenam.

 

11 – Projeto Sonoro: compreendendo a integração orgânica entre os elementos sonoros do espetáculo e sua realização cênica – palavra, canto, trilha original ou adaptada, arranjos e sonoplastia

1 – “Relampião”  – Cia. do Miolo e Cia. Paulicea
Direção musical: Charles Raszl.
2 – “Recusa” – Cia. Teatro Balagan
Direção musical: Marluí Miranda
3- “Os Bem Intencionados” – Lume Teatro
Direção musical: Marcelo Onofri. Músicos – Marcelo Onofri (teclado), Leandro Barsalini (percussão) e Eduardo Guimarães (acordeão).
4 – “Terror e Miséria no Novo Mundo Parte III – A República” – Cia. Antropofágica
Direção musical: Lucas Vasconcelos. Músicos: Bruno Miotto, Bruno Mota, Danilo Agostinho e Lucas Vasconcelos. Preparação Vocal: Gabriela Vasconcelos.

 

12 – Ocupação de espaço: compreendendo sala convencional, rua ou espaços não convencionais, no interior, litoral ou capital do Estado

1 – Hangar de Elefantes por “Terra à Vista” – com o espetáculo itinerante que tem início no Coreto Central da Praça Dom Orione (Entre as ruas 13 de maio com a Rua Rui Barbosa – Bela Vista) e segue pelas ruas do bairro.
2 – O Povo em Pé por “Máquina do Tempo” com três experimentos cênicos: Um percurso pela cidade, uma ação-encontro em um parque e um espetáculo.

 

13 – Publicação dedicada ao universo do teatro: suas diversas vertentes, relações e linguagens, em projetos de grupos e companhias teatrais, instituições ou similares

1 – Revista “Arte e Resistência na Rua” – MTR/SP 2012.
2 – Livro “Teatro e Vida Pública – O fomento e os Coletivos Teatrais”, Org. Flávio Desgranges e Maysa Lepique – Editora Hucitec.
3 – Revista “aParte 5” – do Teatro da Universidade de São Paulo (TUSP).
4 – Revista “A[l]berto #2” 2012 – da SP Escola de Teatro.
5 – Revista “Rebento” (Artes do espetáculo n° 3 (UNESP).

 

14 – Grupo ou Cia com sede em “espaços fora de circuito comercial ou tradicional”

1 – Telhado Cultural Engasga Gato em Ribeirão Preto SP.
2 – Teatro da Rua Eliza – São José dos Campos SP.
3 – Espaço Cultural Popatapataio – Caraguatatuba SP.

 

15 – Mostras e/ou festivais teatrais realizados por grupos e/ou movimentos

1 – 7º FESTCALL – Festival Nacional de Teatro de Campo Limpo – Trupe Artemanha.
2 – 7ª Mostra de Teatro Lino Rojas – MTR/SP.
3 – 7ª Mostra de Teatro de São Miguel Paulista – Buraco D`Oráculo.
4 – 6º Festival Internacional Paidéia de Teatro para a Infância e Juventude – Cia. Paidéia de Teatro.

 

16 – Prêmio Especial

1. Ocupação Cultural do Coletivo Dolores Boca Aberta e o Festival Teatro Mutirão – Ocupação político – artística numa praça ao lado do metrô Artur Alvim (Zona Lesta) com 15 dias de ocupação e atividades de formação, apresentações de peças teatrais, apresentações musicais e montagem de um monumento na praça. Com a participação de diversos grupos parceiros entre os dias 1 e 15 de setembro de 2012.
2. Evaldo Mocarzel – Pela realização de filmes documentários sobre dezenas de coletivos paulistanos, seus processos e espetáculos.
3. Bob Sousa – Pela realização de farta documentação fotográfica dos Coletivos Paulistanos.

 

Homenagem aos artistas falecidos em 2012, entre eles:

– Abrahão Farc
– Alcione Araújo
– Clóvis Garcia
– Fernando Peixoto
– João Otávio
– Hedy Siqueira
– Tiago Klimeck

 

*Fonte: http://www.cooperativadeteatro.com.br/2010/?p=8008

 

 

2012, o ano em que o mundo não acabou.

 

Realizamos atividades e apresentamos espetáculos no Brasil e também na Polônia.

 

Um projeto especial abriu o ano: a segunda fase de “Agora e na Hora de Nossa Hora_18!”, no interior paulista, registrando um marco histórico – os mais de 18 anos da Chacina da Candelária: atingimos a maioridade deste debate social?     

 

No segundo semestre, a Mostra Travessias Poéticas reuniu Eduardo Okamoto, Grupo Matula Teatro, A Outra Companhia de Teatro e Grupo Peleja, apresentando espetáculos inspirados na obra de Mia Couto, em seis cidades de três estados brasileiros.

 

O ator Eduardo Okamoto ainda foi incorporado como docente da Universidade Estadual de Campinas e a produtora Daniele Sampaio como pesquisadora da Fundação Casa de Rui Barbosa, do Ministério da Cultura.  

 

Por fim, houve a estréia de “Recusa”, espetáculo da Cia Teatro Balagan em que Okamoto, como convidado, contracena com Antônio Salvador. A montagem foi reconhecida com o Prêmio APCA à dupla de atores, que também foi indicada ao Prêmio Shell, sendo, neste último, acompanhados por Maria Thais (Direção), Márcio Medina  (Cenografia) e Música (Marlui Miranda).     

 

“Recusa” tem semente na notícia sobre os dois últimos remanescentes da etnia Piripikura – um fim. Foram, porém, encontrados rindo na floresta – um apocalipse risonho. Depois, a equipe do espetáculo conheceu mitos ameríndios em que duplas de companheiros descem do céu e criam o mundo – o que parece fim pode ser começo.   

 

Em 2013, sejamos recomeço!   

O Progresso: Douradense é premiado como melhor ator

 

Portal SP Escola de Teatro: InDica/ Mairici Salomão e “Recusa”

Como a gente já contou por aqui, a Cia. de Teatro Balagan ocupa, desde a primeira semana de outubro, o 1º andar da Sede Roosevelt da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco, com a mostra “Recusa e Prometheus: Uma Simetria Invertida”. A programação conta com a apresentação de dois espetáculos, além de outras atividades, como a exibição de filmes e a realização de encontros e shows.

 

Um dos espetáculos é “Recusa”, dirigido pela pesquisadora e pedagoga Maria Thais, que já foi consultora pedagógica da SP Escola de Teatro, a peça tem o texto assinado por Luís Alberto de Abreu. Nesta semana, a montagem conquistou o Prêmio da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), na categoria Melhor Ator. Os atores Eduardo Okamoto e Antonio Salvador, que trabalham no espetáculo, empataram e deverão receber o troféu juntos, em cerimônia prevista para março de 2013.

 

Na trama, que se passa em 2008, dois índios da tribo Piripkura – que até então era dada como extinta – aparecem perto de uma fazenda em Rondônia, virando notícia em todo o País.

 

Sobre a peça, Marici Salomão, coordenadora do curso de Dramaturgia da Escola, comenta: “‘Recusa’ convida o espectador a caminhar por um denso universo de pesquisa – evocações de uma etnia indígena extinta, nas vozes e corpos de dois índios sobreviventes. O mito aliado ao fato e o verbo ligado ao gesto compõem os quadros de um espetáculo que não é espetáculo, uma montagem que recusa a ordem do dramático, para ser o lugar do experimento, das misteriosas relações entre corpo e espaço”.

 

A montagem tem três últimas apresentações marcadas para este ano: hoje (14) e sábado (15), às 21h30, e domingo (16), às 19h. Os ingressos têm preço único de R$ 10.

 

Serviço

Espetáculo: “Recusa”
Quando: Hoje (14) e sábado (15), às 21h30; domingo (16), às 19h
Onde: SP Escola de Teatro – Sede Roosevelt
Praça Roosevelt, 210 – Consolação
Tel.: (11) 3775-8600
R$ 10

 

*Fonte: http://www.spescoladeteatro.org.br/noticias/ver.php?id=2675

Portal SP Escola de Teatro: Joaquim Gama Escreve Sobre a Cia. Balagan

 

Como a gente já contou por aqui, a Cia. de Teatro Balagan ocupa, desde a primeira semana de outubro, o 1º andar da Sede Roosevelt da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco, com a mostra “Recusa e Prometheus: Uma Simetria Invertida”. A programação conta com a apresentação de dois espetáculos, além de outras atividades, como a exibição de filmes e a realização de encontros e shows.

 

Um dos espetáculos é “Recusa”, dirigido pela pesquisadora e pedagoga Maria Thais, que já foi consultora pedagógica da SP Escola de Teatro, a peça tem o texto assinado por Luís Alberto de Abreu. Nesta semana, a montagem conquistou o Prêmio da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte), na categoria Melhor Ator. Os atores Eduardo Okamoto e Antonio Salvador, que trabalham no espetáculo, empataram e deverão receber o troféu juntos, em cerimônia prevista para março de 2013.

 

Na trama, que se passa em 2008, dois índios da tribo Piripkura – que até então era dada como extinta – aparecem perto de uma fazenda em Rondônia, virando notícia em todo o País.

 

A seguir, Joaquim Gama, coordenador pedagógico da SP Escola de Teatro, fala sobre a montagem:

 

“Recusa”: Não É Uma Questão de Cocar de Pena, Urucum e Arco e Flecha

 

[…] índio não é uma questão de cocar de pena, urucum e arco e flecha, algo de aparente e evidente nesse sentido estereotipificante, mas sim uma questão de “estado de espírito”. Um modo de ser e não um modo de aparecer. Na verdade, algo mais (ou menos) que um modo de ser: a indianidade designava para nós um certo modo de devir, algo essencialmente invisível mas nem por isso menos eficaz: um movimento infinitesimal incessante de diferenciação, não um estado massivo de “diferença” anteriorizada e estabilizada, isto é, uma identidade. Eduardo Viveiros de Castro

 

Parafraseando Eduardo Viveiros de Castro, o espetáculo “Recusa” está para além da estereotipia visual, na qual o universo ameríndio é reduzido ao cocar de pena, urucum, ou arco e flecha. Ao contrário, somos conduzidos a penetrar no espírito da indianidade, por meio de dispositivos cênicos que, segundo a encenadora do espetáculo, Maria Thais, não busca substituir o discurso dos índios, nem tampouco ser a voz deles. O grupo tem a plena consciência de que são artistas falando das suas perspectivas sobre a cultura ameríndia. Assim, fundada na capacidade que os seres pensantes têm, a encenação potencializa a imaginação dramática dos espectadores, colocando-os diante de um universo múltiplo de sentidos, de estranhamentos, de deslocamentos entre o humano e não-humano, entre o mundo dito dos brancos e dos índios, entrelaçando olhares sobre o material de pesquisa escolhido pela Companhia.

 

Trata-se de uma encenação contemporânea, sem os ranços da contemporaneidade. Ou seja, o trabalho dos artistas não está ancorado no experimentalismo formal, no qual o teatro torna-se o espaço da inventividade, do hermetismo cênico que pouco contribui para a própria natureza do encontro com o público. Dessa maneira, encontramos nos atores, Antonio Salvador e Eduardo Okamoto, capacidades impares de atuação sem que elas sejam apenas demonstrações de virtuosismos artísticos. Seus corpos estão amalgamados ao texto cênico do espetáculo, criando composições narrativas e sonoras, que possibilitam ao público viver uma experiência. Em face disso, com certeza, após o espetáculo, o espectador terá dificuldades em contar uma história com começo, meio e fim. Provavelmente, só conseguirá relatar a experiência vivida durante a apresentação. E é aí que reside o sentido de contemporâneo na proposta cênica de Maria Thais.

 

Dentro dessas perspectivas, vale destacar o trabalho de dois artistas: a dramaturgia de Luís Alberto de Abreu e a direção musical de Marlui Miranda. Esses artistas, juntos, criam um universo sonoro e poético de qualidades poucas vezes vistas em cena. A forma como o discurso é construído e os cânticos entoados permitem que os espíritos dos animais e de outros seres sejam fisicalizados pelos corpos dos atores. Somam-se à materialidade da cena a Cenografia e Figurino de Márcio Medina e a Iluminação de Davi de Brito. As proposições desses artistas contribuem para a plasticidade da cena, redimensionando a sala retangular de espetáculo em espaços diversos, que vão da ideia de infinito à restrição que os índios estão sujeitos. Em outros momentos, criam uma materialidade cênica que nos permite identificar a peculiaridade do universo indígena, com suas elaborações estéticas imbricadas com as suas formas de representar e pensar a existência.

 

“Recusa” é um espetáculo no qual o rigor da artesania do artista ganha dimensões e qualidades grandiosas. É uma peça que permite repensar o sentido da convivência, da diferença, da identidade e da própria existência da arte teatral. “Recusa” é uma encenação, mas também de uma experiência fundada no devir, algo que fala e toca profundamente o “estado de espírito”.

 

* Fonte: http://www.spescoladeteatro.org.br/noticias/ver.php?id=2676

Portal SP Escola de Teatro: Ivam Cabral entrevista Maria Thais

 

Desde outubro e até este fim de semana, num fato inédito, pela primeira vez a Sede Roosevelt da SP Escola de Teatro – Centro de Formação das Artes do Palco está sendo ocupada por uma companhia de teatro. É a Balagan, da diretora Maria Thais. E tenho muito orgulho disso. Além de admirar pessoalmente Maria Thais, sou fã incondicional de seu trabalho. Assim, trata-se de uma honra recebê-la, bem como à sua trupe, aqui na Escola.

 

A ocupação, intitulada “Recusa e Prometheus: Uma Simetria Invertida”, compreende dois espetáculos “Recusa” e “Prometheus – A Tragédia do Fogo”, além de outras atividades, como a exibição de filmes e a realização de encontros e shows. Neste fim de semana, a companhia se despede da Escola, com as três últimas sessões de “Recusa”. Antes de dizer “adeus”, ou melhor, “até logo”, tive a chance de bater um papo, via e-mail (pois a correria de ambos assim exigiu), com a diretora Maria Thais. Nele, detalhes da concepção das duas montagens, a imprescindível colaboração de Marlui Miranda como diretora musical de “Recusa”, a experiência de ocupar uma escola de teatro, entre outros assuntos. A seguir, a conversa, na íntegra:

 

Ivam Cabral – A Balagan foi a primeira companhia de teatro a ocupar a Sede Roosevelt da SP Escola de Teatro. Como tem sido a experiência?
Maria Thais – Feliz, em todos os sentidos. Inaugurar um espaço é, de alguma forma, “impregná-lo” de algo! E ser impregnado por ele – vazio, mas cheio de possibilidades! Para a Cia. Balagan, a ocupação foi a oportunidade de fazer os dois últimos espetáculos do grupo, criados nos últimos cinco anos de trabalho e que são frutos de longos processos de aprendizado. É significativo apresentá-los em um lugar dedicado à formação teatral e que se dispõe a abrigar uma companhia de teatro.

 

IC – O tipo de público que vai a um teatro dentro de uma escola é diferente daquele que vai a um teatro convencional?
MT – Sim e não. Porque vivemos em uma cidade muito multifacetada e o espectador de teatro, do mesmo modo, é muito diverso. A presença dos aprendizes é um fator importante. São jovens que se ocupam do teatro, que se preparam pra ter a mesma profissão que exercemos. Mas recebemos com muita alegria os moradores do Centro de SP, que voltaram a passear na Praça Roosevelt e chegam curiosos para conhecer a Escola e o que acontece lá dentro. Eles nos pareciam surpresos, mas presentes, curiosos. Tivemos também o público da Praça Roosevelt – frequentadores e curiosos, e, ainda, os artistas que trabalham nos teatros vizinhos, além de estudantes de outras escolas e outros artistas que produzem em diferentes regiões da cidade. Um ponto de convergência. É um público diversificado, inclusive na faixa etária, o que cria em torno do trabalho um movimento muito bom!

 

IC – Gostaria que você contasse um pouco como foi o processo de concepção de “Prometheus – A Tragédia do Fogo”, espetáculo que vem sendo trabalhado pela companhia desde 2008, se não me engano…
MT – Na verdade, tudo começou em 2007, dentro de um projeto de investigação que tinha como título “Do Inumano ao Mais-Humano”. Nele, fizemos as primeiras experiências com o texto do Ésquilo, em grego antigo. Queríamos a prática do verbo, lidar com a materialidade da palavra. E o exercício em uma outra língua nos lançava em um terreno muito difícil, mas concreto. No ano seguinte, resolvemos transformar esta experiência em um espetáculo – não a montagem do texto Ésquilo, mas a criação de uma nova dramaturgia a partir do mito de Prometheus. O grande diferencial do processo de criação do Prometheus foi ter sido o próprio espetáculo a pesquisa. Pela primeira vez na companhia, todas as etapas de construção foram compartilhadas, tornadas públicas. Foram inúmeras versões – apresentávamos e, ao voltar pra sede do grupo, refazíamos. Foram dois anos fazendo, apresentando e refazendo! O acordo entre nós foi este: fazer e refazer. Em outubro de 2011, fechamos a versão que apresentamos agora. Ainda não deixamos de ensaiar, de lapidar, mas existe uma concepção fechada que, por enquanto (risos), tem se mantido e que continua sendo objeto de investigação.

 

IC – “Prometheus” aborda um mito grego; “Recusa” trata de mitos indígenas. Em que ponto esses dois trabalhos se cruzam?
MT – Eles se cruzam desde o início porque nascem do projeto “Do Inumano ao Mais-Humano” (que era dividido em cinco partes). Dos estudos sobre o Trágico nasceu “Prometheus” e dos estudos sobre o Inumano-Animal – no qual estudamos elementos da cultura ameríndia – nasceu “Recusa”. No decorrer do processo, fomos percebendo outras camadas de diálogo. Ao final, podemos dizer, seguramente, que ambos falam dos mitos da criação do mundo e, principalmente, do mito do duplo. Mas são perspectivas absolutamente diversas. Falam da “mesma coisa”, mas não do “mesmo jeito”. E é a diferença que nos interessa!

 

IC – Desde quando o processo de concepção de “Recusa” foi se desenvolvendo?
MT – Começamos em outubro de 2009. Processo bem diverso do que relatei sobre “Prometheus”, pois, neste, de algum modo, tínhamos como ponto de partida as referências teatrais ou literárias – Ésquilo, H.Muller, Pirandello e tantos outros que escreveram sobre o mito ao longo dos séculos. No caso do “Recusa”, tínhamos apenas uma notícia de jornal, um interesse e um desconhecimento sobre a cultura ameríndia. Inicialmente, não sabíamos nem mesmo se conseguiríamos fazer um espetáculo. Dedicamos muito tempo aos estudos: textos de antropologia, leitura dos mitos, tateando os cantos e narrativas, os discursos políticos sobre os povos indígenas, os relatos dos conflitos etc. Fomos, pouco a pouco, descobrindo outros materiais – nos relatos etnográficos e na grande produção, que começa a se fazer visível, de escritos, vídeos, documentos etc. , feitos pelos povos ameríndios. Paralelamente, nos dedicávamos ao trabalho laboratorial, o fazer e refazer – um processo de criação de cenas que muitas vezes partia de materiais pouco usais, como, por exemplo, o relato etnográfico. Durante o processo, tornamos algumas experiências públicas, o que nos dava um termômetro da dificuldade de encontrar uma forma cênica justa. Ora vislumbrávamos caminhos férteis, ora nos emaranhávamos nas resoluções encontradas, ou seja, dávamos soluções que faziam parte do nosso repertório teatral, mas que não pareciam justas, que não correspondiam ao material. O tempo, acho, foi nosso maior aliado. Ele nos ajudou a depurar!

 

IC – Você acha oportuno abordar a causa indígena justamente em um momento em que a questão dos índios Kayowas (que lutam pela sobrevivência e por suas terras no Mato Grosso do Sul) está em pauta?
MT – Como diz o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro: “O que me interessa são as questões indígenas – no plural”. Não creio que exista uma causa ameríndia, mas causas. Como não creio que as questões indígenas tenham, em algum momento, saído de pauta. Elas são ignoradas. Invisíveis – há séculos! O caso dos Guaranis-Kayowas é drástico, mas não é o único. A repercussão da carta dos Kayowas fez ecoar. Comove, talvez pela ideia de finitude? Mas é uma circunstância que se reproduz há séculos neste País e que nos lança a pergunta à qual deveríamos ter coragem de responder: “Qual o lugar dos índios no Brasil?” (feita inúmeras vezes por Viveiros). Pois o problema está lá, mas também está aqui – nas aldeias espremidas na periferia desta cidade, nos milhares de ameríndios que vivem em nossas favelas. Invisíveis!

 

IC – Falando nisso, para a montagem de “Recusa”, a companhia passou um tempo convivendo com os índios, em suas aldeias. Como foi essa experiência?
MT – Então… Conhecemos os Paiter Suruí em Rondônia. Para nós, esta relação não estava pautada na ideia de ir ver para fazer igual. Ao contrário, fomos para lá para encontrar um povo, que também queria nos encontrar. Encontrar e conviver, estabelecer relações e não simplesmente observar. A partir daí, tudo muda. Estabelecemos laços com eles que continuam vivos. Eles querem fazer um espetáculo de teatro. O trabalho continua em 2013. Voltaremos para lá, para dar prosseguimento ao projeto. Eles nos contaram seus mitos, cantos, festas. Batizaram-nos, nos adotaram generosamente como irmãos (os laços, as relações são – como nos avisaram no início –, para sempre), nos deram nomes. Nós apresentamos o nosso trabalho, queriam saber o que é teatro, fizemos, mostramos filmes, mostramos também como trabalhamos. Enfim, trocamos. Foi uma experiência de encontro, de troca.

 

IC – Você acredita que há uma saída para a convivência entre brancos e índios, sem que esses últimos sejam subjugados cultural e economicamente? No mundo, nunca se viu um caso assim, certo?
MT – Não é porque não existiu que não possa existir. Sempre existiram saídas, tanto é que esses povos estão vivos, atuantes, crescendo cada vez mais e se valendo de muito do que o mundo branco cria para poderem permanecer como grupo, como povo. E as saídas mais felizes são as que conseguem reconhecer as diferenças entre eles e nós. Por muito tempo, e o mais assustador é que ainda hoje, estes povos (é preciso lembrar que são muito diferentes entre si, chamá-los de índios é uma generalização, uma armadilha também) foram chamados de primitivos, não civilizados. Esse pensamento almeja a igualdade redentora: eles estão num estágio inferior ao nosso, mas (se se esforçarem) podem chegar a ser igual a nós, só estão atrasados! Então, nós sabemos mais do que eles?! É esta ordem de ideias que tem servido para uma cultura dominar a outra. Sabemos hoje que muitos dos povos ameríndios recusam a organização do Estado como tal. Que se organizam de outra maneira. O que não quer dizer, atrasados. Recusam-se a serem iguais a nós. Mas querem, e muito, saber de nós, como vivemos, o que pensamos, o que produzimos. Eles são curiosos quanto ao que não conhecem do outro, o que raramente a cultura branca faz em relação a eles. Tem sido mais fácil pensá-los com os nossos padrões e ideias de mundo do que nos deslocarmos e reconhecermos como eles pensam. O último Censo mostra que no Brasil existem, vivas, em torno de 270 línguas indígenas. Este dado é revelador e mais ainda por ser desconhecido. São mais de 270 visões de mundo (ameríndias apenas). Pode ser uma pista pra encontrarmos a saída?

 

IC – Qual a importância do trabalho de Marlui Miranda, como diretora musical de “Recusa”?
MT – Marlui foi parceira generosa! Sensível aos nossos desejos e ignorância. Além de nos apresentar um universo musical desconhecido, foi a ponte entre a Balagan e o povo Paiter Suruí. Ela conhece este universo profundamente e, mais que isso, como artista, dialoga com ele em suas criações; não simplesmente reproduz, atitude que desde o início do trabalho almejávamos – dialogar, e não reproduzir. Marlui nos apresenta esse universo dimensionando a função da música e, mais especificamente, do canto, nessas tradições. O canto não é uma música qualquer. Ele é sempre uma via de comunicação com os espíritos, animais, coisas, com outras formas de humanidade. O canto é uma ação que move o mundo! Para a encenação, para a atuação, isso foi um presente, pois a matéria do teatro é a ação. Vê-la cantar – sozinha e com eles –, partilhar sua alegria, curiosidade, respeito e rigor com os materiais, nos deu a dimensão do trabalho de investigação de uma artista que vai muito além do ato de produzir um disco ou um show.

 

IC – Como surgiu a ideia de promover encontros, filmes, e outras atividades na Mostra? Qual o objetivo dessas outras ações em relação aos espetáculos?
MT – Essas atividades desdobram os espetáculos para os espectadores e é sempre a chance de a própria companhia rever referências que foram importantes nos processos de criação e abrir para novas referências. Com a Mostra, pretendemos ampliar o olhar do espectador, e o nosso, sobre o que criamos. A leitura, a análise e a reflexão sobre a criação geram outra obra! Produzem outra criação – que, por sua vez, revela o que não sabemos sobre a obra. Por outro lado, desvenda, pra quem se interessa, o processo, as referências, as escolhas, as intenções, os procedimentos, a feitura! A artesania do teatro.

 

IC – Há planos de continuar a parceria com a SP Escola de Teatro?
MT – Estamos encerrando esta Mostra nesta semana e não temos nada concreto. Mas a parceria está estabelecida e saímos daqui satisfeitos e alegres pela recepção, pelo acolhimento e olhar atento ao nosso trabalho. Os desdobramentos serão bem-vindos e construídos com delicadeza! Obrigada! Aos funcionários, aprendizes, orientadores, coordenadores, coordenador pedagógico, diretor… Enfim! A todos!

 

IC – E, como dizem os Paiter Suruí, que esses laços sejam para sempre!

 *Fonte: http://www.spescoladeteatro.org.br/colunistas/31.php

Estadão: APCA escolhe os melhores de 2012

A Associação Paulista de Críticos de Arte elegeu seus preferidos em 11 categorias; premiação deve ocorrer em março
Ubiratan Brasil – O Estado de S.Paulo

 

Das artimanhas de Carminha, na novela Avenida Brasil, à sensualidade de Hermila Guedes no filme Era Uma Vez Eu, Verônica, sem se esquecer da mostra do Impressionismo que lotou o Centro Cultural Banco do Brasil até de madrugada e o álbum Tudo Tanto, de Tulipa Ruiz – o melhor da produção cultural de 2012 foi escolhido, na noite de segunda-feira, por 61 profissionais que são membros da Associação Paulista de Críticos de Artes, a APCA.

 

Reunidos no Sindicato dos Jornalistas do Estado de S. Paulo, eles escolheram os melhores de 2012 nas seguintes categorias: arquitetura, artes visuais, cinema, dança, literatura, música popular, música erudita, rádio, teatro, teatro infantil e televisão. A cerimônia de entrega de todos os prêmios está marcada para 12 de março de 2013, às 20 horas, no Teatro Paulo Autran, no Sesc Pinheiros, em São Paulo. Para dirigir a cerimônia, foi convidado o diretor Fernando Cardoso.

 

Como acontece desde 2009, a diretoria concede um troféu especial a uma personalidade com trabalho relevante na arte- neste ano, a homenagem será ao escritor, historiador e crítico Sábato Magaldi, pela contribuição às artes e à cultura brasileira.

 

Em algumas áreas, houve unanimidade, como a novela Avenida Brasil, exibida com grande sucesso pela TV Globo: além do grande prêmio da crítica (dividido entre o autor João Emanuel Carneiro e os diretores Ricardo Waddington, Amora Mautner e José Luiz Villamarin), o folhetim das 21 horas teve também Adriana Esteves e José de Abreu como os melhores protagonistas do ano.

 

No cinema, os críticos preferiram dividir o prêmio especial entre dois documentários que trataram, com olhares bem distintos, do mesmo assunto: Tropicália, de Marcelo Machado, e Futuro do Pretérito – Tropicalismo Now!, de Ninho Moraes e Francisco César Filho. Por seu intenso trabalho em Era Uma Vez Eu, Verônica, Hermila Guedes foi escolhida a melhor atriz, enquanto Júlio Andrade faturou como ator pela incrível semelhança que conseguiu como Gonzaguinha em Gonzaga, de Pai pra Filho, filme de Breno Silveira.

 

Já os críticos de teatro preferiram diversificar a votação, permitindo que as melhores produções recebessem apenas um prêmio. Assim, a fantástica pesquisa e encenação promovida pelo grupo Teatro da Vertigem em Bom Retiro 958 Metros propiciou o prêmio de direção para Antônio Araújo. Na atuação, houve empate entre atores (Eduardo Okamoto e Antônio Salvador dividiram o prêmio por Recusa), e Dani Barros, por sua vibrante interpretação no monólogo Estamira – Beira do Mundo, foi eleita como atriz.

 

Já Ricardo Lísias, por sua habilidade de criar situações narrativas muito originais, foi escolhido o autor do melhor romance do ano, O Céu dos Suicidas, editado pela Alfaguara.

 

Confira lista completa dos premiados:

 

ARQUITETURA
Homenagem pelo conjunto da obra: Paulo Mendes da Rocha
Cliente/promotor: Carlos Augusto Kalil – Secretaria de Cultura da Prefeitura de São Paulo
Obra de arquitetura: Praça das Artes – Brasil Arquitetura+Marcos Cartum
Fronteiras da arquitetura: 30ª Bienal de São Paulo – Metro Arquitetos
Revelação: Pavilhão Humanidades – Carla Juaçaba
Urbanidade: Hector Vigliecca
Projeto referencial: Hidroanel São Paulo – Alexandre Delijaicov, André Takiya e Milton Braga
Votaram: Fernando Serapião, Guilherme Wisnick, Maria Isabel Villac, Mônica Junqueira Camargo, Nadia Somekh e Renato Luiz Anelli

 

ARTES VISUAIS
Grande Prêmio da Crítica: Adriana Varejão, por Histórias às Margens – MAM/SP
Exposição Internacional: Impressionismo: Paris e a Modernidade – Obras-Primas do Acervo do Museu D’Orsay/Paris
Exposição: Lígia Pape – Espaço Imantado – Pinacoteca do Estado
Obra Gráfica: Luzes do Norte – Desenhos e Gravuras do Renascimento Alemão – Coleção Edmond Rotschield – Museu do Louvre/Paris
Fotografia: Observadores: Fotografia da Cena Britânica de 1930 até Hoje – Centro Cultural Ruth Cardoso – Fiesp
Retrospectiva: Lygia Clark: Uma Retrospectiva – Itaú Cultural
Iniciativa Cultural: Heitor Martins – Presidente da Fundação Bienal de São Paulo
Votaram: Dalva Abrantes, João Spinelli, José Henrique Fabre Rolim e Luiz Ernesto Machado Kawall

 

CINEMA
Prêmio Especial do Júri: Tropicália e Futuro do Pretérito – Tropicalismo Now
Diretor: Eduardo Nunes – Sudoeste
Roteiro: Rogérgio Sganzerla e Helena Ignez – Luz nas Trevas – A volta do Bandido da Luz Vermelha
Ator: Júlio Andrade – Gonzaga, de Pai para Filho
Atriz: Hermila Guedes – Era uma Vez eu, Verônica Fotografia: Mauro Pinheiro – Sudoeste
Votaram: Luiz Carlos Merten, Neusa Maria Barbosa, Orlando Margarido, Rubens Ewald Filho e Walter Cezar Addeo

 

DANÇA
Grande Prêmio da Crítica: Luís Arrieta
Espetáculo: Baderna – Núcleo Luís Ferron
Bailarina: Paula Perillo – Ballet Stagium
Projeto Artístico: Piranha – Wagner Schwartz
Coreógrafo: João Saldanha – Núcleos
Trajetória de pesquisa em dança: Grupo Cena 11 – Carta de Amor ao Inimigo
Elenco: Cia. Dani Lima – 100 Gestos: Carla Stank, Eleonore Guisnet, Lindon Shimizu, Rodrigo Maia, Thiago Gomes, Tony Hewerton
Votaram: Ana Teixeira, Christine Greiner, Flávia Couto, Joubert Arrais, Helena Katz e Renata Xavier

 

LITERATURA
Romance: O Céu dos Suicidas – Ricardo Lísias (Alfaguara)
Ensaio/Crítica: O Som da Revolução – Uma História Cultural do Rock 1965/1969 – Rodrigo Merheb (Ed. Civilização Brasileira)
Infanto-Juvenil: A Máquina do Poeta, Nelson Cruz (Ed. SM)
Poesia: Um Útero é do Tamanho de um Punho – Angélica Freitas (Ed. Cosac-Naify)
Contos/Crônicas/Reportagens: Aquela Água Toda – João Anzanello Carrascoza (Cosac-Naify)
Tradução: Ulysses – Caetano W. Galindo (Cia. Das Letras/Penguin)
Biografia: Marighella, o Guerrilheiro que Incendiou o Mundo – Mário Magalhães (Cia. Das Letras)
Votaram: Amilton Pinheiro, Dirce Lorimier, Gustavo Ranieri, Luiz Costa Pereira Junior, Ricardo Nicola, Sérgio Miguez e Ubiratan Brasil

 

MÚSICA POPULAR
Grande Prêmio da Crítica: Paulo Vanzolini (pelo conjunto da obra)
Álbum: Tudo Tanto – Tulipa Ruiz
Cantor: Silva
Cantora: Gaby Amarantos
Compositora: Badi Assad
Show: Verdade uma Ilusão – Marisa Monte
Revelação: Jair Naves
Votaram: Inês Fernandes Correia, José Norberto Flesch e Marcelo Costa

 

MÚSICA ERUDITA
Grande Prêmio da Crítica: 100 anos de Eleazar de Carvalho (in Memorian)
Conjunto da carreira: Pianista Eudóxia de Barros
Personalidade: Maestro Diogo Pacheco
Conjunto da obra: Mário Ficarelli
Regente coral: Marcos Júlio Sergl
Projeto Musical: Rodrigo Massayuki e Orquestra Jovem Villani-Côrtes
Conjunto coral: Côro Luther King
Votaram: Eduardo Escalante, Léa Vinocour Freitag e Luís Roberto A. Trench

 

RÁDIO
Grande Prêmio da Crítica: Rádio Bandeirantes-75 Anos
Internet: Rádio Nor (www.radionaravanda.com)
Musical: Chocolate Quente – Eldorado FM
Cultura: Palavra do Reitor – USP FM
Humor: Rachando o Bico – Transamérica FM
Iniciativa: Projeto Troféu Catavento – Cultura
Variedades: No Divã com Gikovate – CBN
Votaram: Fausto Silva Neto, Marco Antonio Ribeiro e Sílvio Di Nardo

 

TEATRO
Grande Prêmio da Crítica: Fauzi Arap, pela relevância na história do teatro brasileiro
Espetáculo: Isso te Interessa? – Cia. Brasileira de Teatro
Diretor: Antônio Araújo – Bom Retiro 958 metros
Autor: Newton Moreno – Terra de Santo e Maria do Caritó
Ator: Eduardo Okamoto e Antônio Salvador – Recusa
Atriz: Dani Barros – Estamira – Beira do Mundo Prêmio
Especial: Projeto Peep Classic Esquilo – Cia. Club Noir
Votaram: Afonso Gentil, Carmelinda Guimarães, Celso Curi, Edgar Olímpio de Souza, Erika Riedel, Evaristo Martins de Azevedo, Gabriela Mellão, Jefferson del Rios, Luiz Fernando Ramos, Maria Eugênia de Menezes, Mauro Fernando, Michel Fernandes, Miguel Arcanjo Prado, Valmir Santos e Vinício Angelici

 

TEATRO INFANTIL
Espetáculo: Meu Pai é um Homem Pássaro – direção de Cristiane Paoli Quito
Direção: Eric Nowinski – A Linha Mágica
Texto: Marcelo Romagnoli – Terremota
Ator: Fábio Spósito – O Menino Que Mordeu Picasso
Atriz: elenco feminino completo de Bruxas, Bruxas… E Mais Bruxas!, do grupo As Meninas do Conto: Silvia Suzy, Lilian de Lima, Fabiane Camargo, Norma Gabriel, Lívia Sales,Danielle Barros, Fernanda Raquel, Cristina Bosch e Helena Castro
Cenário e figurino: Kleber Montanheiro – A História do Incrível Peixe-Orellha
Revelação do ano: os três atores/manipuladores de Sonhatório – Gabriel Sitchin, Hugo Reis e Rafael Senatore
Votaram: Dib Carneiro Neto, Gabriela Romeu e Mônica Rodrigues da Costa

 

TELEVISÃO
Grande Prêmio da Crítica: Avenida Brasil (TV Globo) – autor:João Emanuel Carneiro; direção: Ricardo Waddington, Amora Mautner e José Luiz Villamarin
Seriado: FDP (Pródigo/HBO)
Humorista: Marcelo Adnet (MTV Brasil)
Atriz: Adriana Esteves (Avenida Brasil/TV Globo)
Ator: José de Abreu (Avenida Brasil/TV Globo)
Programa de Comédia: Porta dos Fundos (YouTube)
Revelação: Filipe Miguez e Izabel de Oliveira – autores de Cheias de Charme (TV Globo)
Votaram: Alberto Pereira Jr., André Mermelstein, Cristina Padiglione, Edianez Parente e Leão Lobo

 

* Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/arteelazer,apca-escolhe-os-melhores-de-2012,972180,0.htm