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4. Meninos de rua: invencíveis

 

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Está é a quarta postagem, de um total previsto de 18, do projeto “Agora e na Hora de Nossa Hora_18!” – sequencia de apresentações do espetáculo “Agora  e na Hora de Nossa Hora” em 18 sessões no SESC Pompéia, na capital, e 18 sessões em cidades diversas do interior paulista. Registramos, assim, o marco histórico dos 18 anos da Chacina da Candelária.

 

Como nas publicações anteriores, busco impulsos primordiais para a realização do espetáculo. Aqui, um depoimento pessoal sobre como fui atravessado pelo convívio com crianças e adolescentes do projeto “Gepeto”.  

 

As oficinas de circo do “Gepeto” constituíram o passo inaugural das criações do espetáculo. Quando das minhas primeiras ações no projeto, no entanto, não cogitava criar uma obra em que a situação de rua fosse debatida. Assim, a resposta mais honesta para uma pergunta frequente (por que fazer um solo sobre meninos de rua?) seria: “Não sei; talvez porque não pude evitá-lo”.   

 

Antes de colaborar para a concepção e implementação do projeto, eu já vinha de outras interações com a população de rua: o projeto “Arte e Exclusão Social” em que alunos e professores de diversos cursos da UNICAMP – Artes Cênicas, Letras, Geografia, Música, Arquitetura e Urbanismo, Antropologia etc. – envolveram-se na realização de oficinas de teatro entre moradores de rua atendidos pela Casa dos Amigos de São Francisco de Assis. Um dos resultados do trabalho foi a criação de um grupo de teatro entre esta população, o Grupo de Teatro Pé no Chão, que chegou a criar e produzir seus próprios espetáculos. Reconhecer que as apresentações cênicas deste grupo revelavam tão somente a ponta de um iceberg de profundas transformações foi uma das maiores lições da força da arte que já tive: repetidas vezes, vi moradores de rua se reunirem para cuidarem de si, evitando o consumo de álcool, nas vésperas de apresentações; vi também que os integrantes do Pé no Chão, muitos deles sem portar carteira de identidade (RG), exibiam com orgulho a carteirinha da Federação Campineira de Teatro Amador; vi, enfim, moradores de rua, frequentemente pouco afeitos a registros e documentos, ocuparem-se de registrar em cartório o nome do seu grupo, formalizando uma associação cultural, de maneira a preservar a sua identidade coletiva.     

 

Não bastasse a incrível vivência do papel social da arte entre aqueles que se iniciam numa linguagem  artística, alguns dos atores do “Arte e Exclusão Social”, depois reunidos sob o nome de Grupo Matula Teatro, criaram pelo menos dois espetáculos sobre a situação de rua – ambos dirigidos por Verônica Fabrini.

 

Assim, pensava eu, não havia nenhuma possibilidade de que eu criasse uma nova obra sobre questões tão próximas – afinal, não poderia haver tantas diferenças assim entre crianças ou adultos morando na rua ao ponto de criar um novo espetáculo de teatro.

 

Ledo engano. Primeiro porque, além de se destacar da paisagem urbana tal qual os adultos de rua (permanecendo e desenvolvendo a sua sociabilidade no meio fio, local que para os outros habitantes da cidade encerra apenas trânsito, passagem), os meninos ainda contrariam um modelo de infância e juventude: não vão à escola, não têm famílias que aparentemente por eles zelem. Ou seja, meninos de rua não se inserem num modelo de sociabilidade: estudar, crescer, casar, ter filhos, “ser alguém na vida”. Pelo menos não nessa ordem necessariamente.          

 

Além disso, entendi isso aos poucos, esses meninos vivem permanente e plenamente o momento presente. Vivem com o máximo de intensidade o momento de uma relação, o “instante já” de Clarice Lispector. Isso, aliás, era uma dificuldade no início das oficinas: lembrá-los dos dias da semana em que os trabalhos se desenvolviam representava pouco, já que raramente usavam o calendário como referência de compromissos. 

 

Por fim, e sobretudo, diferentemente dos adultos que frequentemente enfrentam graves problemas de depressão e isolamento, os meninos de rua são vivos, muito vivos. São, como escreve Lígia Costa Leite, “invencíveis” em sua força de vida. Enfrentam valentemente um a um seus obstáculos. 

 

Assim, muitas vezes, até mesmo por contraste, eu me inquietava: afinal, por que vivo em casa? Por que aceito determinados esquemas de vida socialmente sedimentados? Por que uso determinadas roupas para me defender e organizar socialmente a minha vida e não outras? Eu que, antes de se iniciar o projeto “Gepeto”, tinha tanta compaixão pelos meninos de rua (crianças pobres, coitadas!), pouco a pouco começava a me compadecer de mim mesmo (tão acuado em si, pobre coitado!).

 

Ainda acresce à intensidade desta experiência o fato de que não possuía nenhum acompanhamento psicológico (sempre são tão poucos os recursos financeiros a se aplicar no atendimento às populações pobres, que quase nunca se pergunta como preparar os profissionais que com elas vão trabalhar). Hoje penso que isso equivale a enviar soldados cheios de boa intenção, mas inteiramente despreparados, para zonas de conflito. Seguidas vezes senti-me absolutamente desesperado (a palavra não é casual, mas escolha) com as notícias de meninos falecidos ou que voltavam às substâncias psicoativas depois de períodos sem o seu uso. Chorei. Chorei muito.           

 

O espetáculo, assim, foi se tornando absolutamente fundamental. Naquele momento, pensei que a minha sanidade dependia de que eu conseguisse sintetizar como obra uma experiência tão perturbadora. “Agora e na Hora de Nossa Hora” é a minha tentativa de partilha. Só.

 

E não mais sozinho!

    

 Serviço:
“Agora e na Hora de Nossa Hora” no SESC Pompéia:
Rua Clélia, 93
De 21 de outubro a 27 de novembro de 2011
Sextas e sábados, às 21h, e domingos às 19h
Ingressos: de R$ 3,00 a R$ 12,00
Telefone: 11 3871-7700

3. A infância em risco: “Notícias de uma Guerra Particular”

 

O processo de criação de “Agora e na Hora de Nossa Hora” foi acompanhado de um levantamento filmográfico de obras que debatem a situação da infância e da juventude no Brasil e no mundo. Como parte das postagens do projeto “Agora e na Hora de Nossa Hora_18!” – projeto de circulação do espetáculo em 18 sessões na capital e 18 apresentações pelo interior paulista, acompanhada de atividades paralelas,  como 18 postagens neste blog a cada fase do projeto  – apresento trechos de filmes que nortearam a montagem dramatúrgica do espetáculo em que atuo.

 

Aqui, uma primeira referência: “Notícias de uma Guerra Particular”. Menos pela apresentação da violência a que crianças e adolescentes estão  submetidos nas periferias de grandes cidades e mais pela relevância de um apontamento já anunciado no título do filme: a capacidade do Estado e da sociedade de incluídos de ignorar parte de nossos problemas sociais, tornando-os, de certa maneira, invisíveis. Impressiona, na obra, o registro de uma verdadeira guera civil travada todos os dias, no Brasil, tornada cotidianamente um problema particular dos excluídos.

 

 

 

“Agora e na Hora de Nossa Hora” no SESC Pompéia:
Rua Clélia, 93
De 21 de outubro a 27 de novembro de 2011
Sextas e sábados, às 21h, e domingos às 19h
Ingressos: de R$ 3,00 a R$ 12,00
Telefone: 11 3871-7700

2. Projeto “Gepeto”: arte com meninos de rua

 

 

Como parte de “Agora e na Hora de Nossa Hora_18!” (projeto de circulação do espetáculo “Agora e na Hora de Nossa Hora” em 18 sessões na capital e 18 apresentações pelo interior paulista), publico, neste blog, 18 posts a cada fase da sua realização. Assim, tanto quanto as sessões do espetáculo, registro o marco histórico dos 18 anos da Chacina da Candelária: atingimos, enfim a maturidade de questões sociais ligadas a infância e juventude brasileiras?

 

Projeto “Gepeto”
A gênese de criação do espetáculo “Agora e na Hora de Nossa Hora” tem princípio no meu envolvimento em um projeto social, em Campinas. Entre 2002 e 2004, eu contribuí para a concepção e desenvolvimento do projeto “Gepeto – Transformando sonhos em realidade” – parceria entre a Ação Artística para Desenvolvimento Comunitário – ACADEC e o Centro de Referência em Atenção Integral à Saúde do Adolescente – CRAISA. O “Gepeto” contribui para a educação de crianças e adolescentes em situação de risco social, especialmente a situação de rua, através de oficinas de arte: música, dança, artes plásticas e circo – esta última coordenada por mim.

 

Aqui, inicialmente procuro recompor princípios de trabalho no “Gepeto”. Para isto, adapto trechos do livro “Hora de Nossa Hora: o menino de rua e o brinquedo circense”, de minha autoria e publicado pela Editora Hucitec, em 2007.

 

Brinquedo circense
Não há novidade na utilização do circo como instrumento de arte-educação. Muitos projetos já fizeram isso. Também não há novidade na sua prática entre meninos e meninas em situação de rua. Outros tantos já perceberam as possibilidades educacionais do circo junto a esta população. Entretanto, se não posso aqui apresentar uma proposta inédita, posso partilhar as especificidades que marcaram a minha experiência nas oficinas de circo do projeto “Gepeto”. Assim, abro espaço para a troca de ideias – o que é infinitamente diferente de aconselhar educadores com um manual de atuação junto a meninos de rua.

 

As especificidades do nosso circo começam na organização dos trabalhos. Toma-se para a sua condução não um artista circense, como se espera na realização de um trabalho de circo-educação, mas um ator. Para aquilo que pude realizar no trabalho, bastaram-me as aulas de circo da escola de teatro e os anos de treinamento de acrobacia como ginasta. Para tudo aquilo que eu não pude realizar, faltou-me a sabedoria que só os anos de picadeiro podem conferir.

 

Não bastasse o primeiro atrevimento de aceitar a tarefa, afrontei outro: o de realizar uma oficina de circo sem absolutamente nenhum equipamento circense. Não tínhamos uma lona, colchões, trampolins, claves e bolinhas de malabares. Nem mesmo um espaço amplo e com alto pé direito tínhamos para a realização das atividades.

 

Ainda assim, este atrevimento certamente valeu a pena. Valeu a experimentação de materiais. Valeu a busca por soluções criativas. Valeu, enfim, o trabalho com os brinquedos circenses. Usando materiais poucos – fita crepe, bexiga, cabos de vassoura, latas de extrato de tomate -, construímos o nosso circo. Se o circo não podia se fundar em materiais caros, que fosse de brinquedo. Há um circo que se edifica, sem lona, sem pedras e tijolos. Ele se constrói no corpo dos homens.

 

No corpo, resultados do trabalho
O circo é o espetáculo em que o incrível se apresenta: a mulher barbada, os trapezistas voadores, o mágico, o domador de leões. O circo é a revelação de que o impossível é possível. Realizando uma oficina alicerçada na linguagem circense, era de se esperar resultados tão incríveis quanto os do espetáculo do circo. Não foi assim que aconteceu.

 

Evidentemente, as crianças e os adolescentes aprendiam e desenvolviam suas habilidades circenses – aliás, com facilidade impressionante! Entretanto, não trabalhávamos com a perspectiva do circo propriamente dito, mas com o brinquedo circense. Desenvolvendo atividades simples, estudávamos materiais, improvisávamos soluções, inventávamos um circo que se construía não fora, mas dentro de nós. Assim, ainda que os meninos aprendessem um pouco de técnica de circo, os resultados do trabalho não estavam neste aspecto. Invisível, mas solidamente, ele se construía não aparentemente, mas essencialmente. Sem os limites das construções de pedra, poderíamos construí-lo indefinidamente.

 

A partir de atividades poucas, vi meninos lutarem contra o vício do crack, cuidarem do próprio corpo e de seus companheiros, retomarem o contato com suas famílias, sonharem um futuro.

 

Para impulsos de transformações tão profundas, vi resistências sociais que as tornavam frequentemente impossíveis. Crianças e jovens superando a si mesmos e, às vezes, não podendo superar as imposições histórico-sociais.

 

Uma motivação fundamental para a criação de “Agora e na Hora de Nossa Hora” foi justamente a necessidade de colocar em comunicação esses dois mundos: de excluídos, ávidos por transformação; de incluídos que, a despeito das frequentes queixas a cerca da ordem social, muitas vezes parecem dispostos a defendê-la. O espetáculo tem, assim, pretensões: diálogo; mediação de grupos que normalmente não se comunicam.

 

Do pouco que nós tínhamos, inventamos nosso circo. Sem grandes apresentações, sem alarde, sem ineditismo de atrações, ele se construía. Sutilmente ele se erguia em nossos corpos. O circo é o espetáculo do incrível: o impossível é possível! E do nada que se via, mas do muito que se tinha, adolescentes em situação de rua mostraram que era possível reunir impulso para um incrível salto vital!

 

 

Serviço:
“Agora e na Hora de Nossa Hora” no SESC Pompéia:
Rua Clélia, 93
De 21 de outubro a 27 de novembro de 2011
Sextas e sábados, às 21h, e domingos às 19h
Ingressos: de R$ 3,00 a R$ 12,00
Telefone: 11 3871-7700

 

 

“Agora e na Hora de Nossa Hora” no SESC Pompéia

 

 

1. “Agora e na Hora de Nossa Hora_18!”

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“Agora e na Hora de Nossa Hora” é um solo sobre meninos de rua com minhas dramaturgia e atuação e direção de Verônica Fabrini. Seu processo criativo incluiu a realização de oficinas de circo com crianças e adolescentes em situação de rua, a inspiração no conto “Macário”, do mexicano Juan Rulfo, e a pesquisa sobre a Chacina da Candelária – quando, em 1993, oito meninos moradores de rua foram assassinados por policiais, nos arredores da Igreja da Candelária, no Rio de Janeiro.

 

Em 2011, este fato histórico completa 18 anos, o que nos motivou a conceber um projeto de circulação do espetáculo: “Agora e na Hora de Nossa Hora_18!”. Assim, dia 21 de outubro de 2011, estréia, no SESC Pompéia, temporada paulistana de “Agora e na Hora de Nossa Hora” com exatas 18 sessões. As apresentações acontecem até o dia 27 de novembro, às 21h (sextas e sábados) e às 19h (domingos).

 

Numa segunda etapa, a ser realizada com recursos do PROAC – Programa de Ação Cultural da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, o espetáculo apresentar-se-á em outras 18 sessões  no interior paulista.

 

Um objetivo primeiro do projeto, é o registro do marco histórico. Se é esperado que o brasileiro nascido em 1993 esteja apto a exercer a sua cidadania (com direitos e obrigações civis), este projeto provoca-nos: fomos capazes, como povo, de amadurecer um projeto social diverso daquele que assassinou crianças e adolescentes 18 anos atrás? Concebidas desta maneira, as apresentações da temporada paulistana e a circulação pelo interior constituem um ato performático. Seu programa inclui ações que, tal qual a temática do espetáculo, debatem circunstâncias históricas específicas, a Chacina da Candelária, mas se estendem para além delas:

 

1) Nos 18 anos de um importante acontecimento social realizam-se 18 apresentações na capital e 18 sessões no interior paulista de um espetáculo teatral que o debate.

 

2) Estas apresentações são realizadas em municípios paulistas com elevados índices de violência contra a infância e a juventude e consumo de crack entre jovens – tema, aliás, anunciado no espetáculo já há sete anos e, hoje, encarado como verdadeira epidemia nas cidades brasileiras.

 

As apresentações no interior serão acompanhadas de atividades paralelas diversas: debates, exposição etc. Além disto, neste blog, a cada fase do projeto, 18 postagens apresentarão minha interação com os meninos de rua e o processo de sua síntese como obra teatral.

 

“Agora e na Hora de Nossa Hora_18!” é projeto de circulação circular: integração e aprendizado com as experiências; os fatos do passado como abertura para a invenção do futuro. No percurso – sempre! – uma trajetória de sabedoria.

 
Serviço:

“Agora e na Hora de Nossa Hora” no SESC Pompéia:
Rua Clélia, 93
De 21 de outubro a 27 de novembro de 2011
Sextas e sábados, às 21h, e domingos às 19h
Ingressos: de R$ 3,00 a R$ 12,00
Telefone: 11 3871-7700

 

Revista Olhares 2 publica artigo de Eduardo Okamoto

 

 

A revista Olhares, publicação da Escola Superior de Artes Célia Helena, será lançada hoje, dia dez de outubro de 2011, na Livraria da Vila. A edição homenageia o trabalho de Daniela Thomaz, traçando um perfil da artista.

 

A revista Olhares teve, nesta edição, a colaboração editorial dos Profs. Drs. André Carreira, da Universidade do Estado de Santa Catarina, e Walter Lima Torres Jr., da Universidade Federal do Paraná. Constam, no volume, textos assinados por Frank Totino, Richard Schechner, Aïcha Haroun Yaccobi, Roberto Moreira, Oswaldo Mendes, Eduardo Okamoto, Luciana Magiolo, Humberto Hugo Villavicencio García, Carolina Gonzalez, Edélcio Mostaço, Sílvia Fernandes.

 

Em seu artigo, Eduardo Okamoto analisa sua experiência no Marrocos, no Festival Internacional de Expressão Corporal  Teatro e Dança de Agadir, e num desdobramento da viagem: a montagem do exercício cênico Ghita, de  Aïcha Haroun Yacobi. Parte do texto, foi publicado no blog do ator. Para ver essa postagem, clique aqui.

Espetáculo “Eldorado” no Sesi Campinas

 

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O projeto Arte Local continua apresentando atividades atísticas no SESI Campinas. E, na próxima quinta-feira, dia 06 de outubro, é a vez de Eduardo Okamoto apresentar o espetáculo “Eldorado”. A apresentação acontece às 20h, com entrada gratuita e ingressos distribuídos uma hora de antes.

 

O projeto Arte Local, do SESI, valoriza iniciativas voltadas à criação de plateias e disponibiliza os equipamentos culturais aos artistas regionais, com foco na difusão das artes e da cultura locais e a facilitação do acesso do público aos eventos.

 

Em Campinas, a apresentação de “Eldorado” é motivo de celebração: a inauguração do novo teatro do SESI Campinas, novo e fundamental espaço numa cidade carente de equipamentos culturais; e a volta de “Eldorado” à cidade onde o espetáculo foi concebido. Parece pouco.  Não é.  Não é segredo para nenhum dos cidadãos de Campinas que a cidade notadamente, nos últimos anos, apresenta uma política cultural incipiente. Até mesmo os artistas locais tem dificuldade de apresentar seus trabalhos na cidade (não há, no presente momento, um único teatro público adequadamente equipado, em Campinas). Isso, no limite, tem provocado distorções alarmantes: “Eldorado”, por exemplo, espetáculo de ator residente na cidade, Eduardo Okamoto, realizou menos de 6 apresentações em solo campineiro dentre as mais de 110 sessões do trabalho. Assim, a apresentação do espetáculo no SESI tem motivos de sobra para festejar!

 

 

Serviço:

Dia 06/10/2011. Quinta-feira, às 20h.
Teatro do Sesi Campinas
Avenida das Amoreiras, 450. Parque Itália. Campinas – SP.

Telefone: (19) 3772.4184

Ingressos gratuitos distribuídos a partir das 19h.

 

 

Para saber mais sobre o espetáculo, clique aqui. Para saber mais sobre o seu processo de criação, clique aqui.